História O acordo da morte (Hiatus) - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Heterossexualidade, Homossexualidade, Horror, Novela, Romance, Terror, Violencia, Yaoi
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Palavras 2.600
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpem o atraso 🙏🙏
Está aí espero que gostem. ^^
Qualquer erro é só falar.
( Os homens da imagem de capa foram os que mais se adequaram a imagem que eu tenho do Harry e do Hob). 🙂🙂

Capítulo 4 - Sangue do meu sangue


Fanfic / Fanfiction O acordo da morte (Hiatus) - Capítulo 4 - Sangue do meu sangue

Em um avião - dias atuais.

Saindo da Grécia em um voou se encontravam Harry e Hob que tinha como destino o Canadá.

- Sinceramente ter que ir até outro país só para matar alguém é um saco - reclama o mais novo.

- Não quer falar isso mais alto não? Tenho certeza que os outros passageiros vão adorar ouvir - Harry o repreende.

- Que tal um jogo? - sugere Hob entediado.

- Que tal você calar a boca? - responde o de olhos verdes.

- Você bem que podia ser um irmão mais legal e jogar comigo - ele fala fazendo cara de cachorro que caiu da mudança.

- Santo deus! Nós temos 700 anos! - ele finalmente deixa de olhar para a paisagem além daquela pequena janela e encara o irmão.

- Idai só porque temos “700” anos - enfatiza o outro - não quer dizer que não podemos jogar.

- Eu te juro se não calar a boca vou te jogar pra fora desse avião - ameaça Harry.

- A gente era mais próximo antigamente - ele fala com um ar de nostalgia - me pergunto o que mudou.

Harry lhe lança um olhar de: ele realmente falou isso? Desgraçado filho da puta ele pensou, mas não queria dar muita bola para as provocações do irmão, então voltou o olhar para aquele imenso céu azul além daquela pequena janela.

- Harryyy - fala Hob com voz manhosa.

- Quer calar essa boca? É meu último aviso - fala o outro com voz ameaçadora.

- Chato - foi a última coisa que dissera antes de parar de infortunar o irmão.

E assim a viagem seguiu por mais algumas horas, e não faltou  novas provocações do mais novo e ameaças vindas do mais velho para quando chegassem em terra. Quem de longe visse poderia dizer que eram bem próximos, mais havia feridas e cicatrizes que jamais os deixariam, mas eles não tinham ninguém além da companhia um do outro pelos séculos que ainda virão.

Estados Unidos - 1815

Logo após ter escapado daquele quarto Hob se vê em meio á uma floresta com o corpo do irmão desacordado caído ao seu lado.

- Droga, onde diabos eu estou? - ele disse chutando uma pedra á sua frente - podia ter me deixado em algum lugar com civilização pelo menos.

- Você deveria se calar garoto - fala a morte - eu ainda lhe ajudei e cá entre nós eu já faço demais por você.

- Você realmente escuta tudo que eu falo? - ele pergunta curioso.

- Acredite em mim não é por escolha - morte suspira - enfim, dessa vez você foi achado mais rápido do que o comum - ele acrescenta.

- Realmente - Hob admite - eles devem estar melhorando.

- Tenha mais cuidado - morte avisa - não poderei sempre salvá-lo.

- Então porque simplesmente não os mata de uma vez - suas feições se tornam serias.

- Não posso me intrometer diretamente em assuntos humanos - ele admite - por isso tenha mais cuidado - e de repente ele apontar o dedo para o leste - Vá por ali, achará um lugar para se esconder - e ele some diante dos olhos de Hob.

- Seria mais fácil se tivesse me deixado lá de uma vez - ele reclama e pega o corpo do irmão em seu colo e vai caminhando para onde morte apontou.

Depois de andar por muito tempo e reclamar bastante, Hob finalmente achou o lugar que morte lhe dissera. Era uma cabana abandonada, que caia aos pedaços e isso lhe trazia lembranças do lugar no qual nasceu, onde viu o mundo pela primeira vez, enquanto aquele que iria acompanhá-lo pela vida toda o mantinha em seus pequenos braços. Ele não se lembrava mais se sentiu tão protegido mesmo enquanto berrava e chorava. Harry e seus lindos olhos esmeraldas fora a primeira coisa que lhe encantou a alma.

Flashback On – Escócia 1301

Quem nunca viveu tempos difíceis está definitivamente mentindo, de um jeito ou de outro já passamos por alguma turbulência em vida. Assim era a realidade naquela pequena cabana onde a fome batia á porta. O clima depressivo impregnava o ar, tornando o aquele clima quase insuportável para quem visse a cena de longe. Atrás daquela porta havia a personificação da miséria e extrema pobreza. Ali não era considerado um lar saudável, mas era a única realidade para tal tempo. Um homem que tentava a todo custo sustentar a família, mas sua saúde não o auxiliava como antes, e a presença da morte que vagava ao seu lado e sussurrava em seu ouvido.

Sua esposa já muito doente não movia um músculo para fora da cama. Tudo se resumia em total desgraça, a não ser aquela bela inocência que brilhava nos olhos dos mais novos. Por mais que aquela situação de decadência estivesse presente a família era muito unida e amorosa, embora a situação não permitisse, o casal teve muitos filhos e a maioria foram levados por doenças e escassez de alimentos. Sobraram alguns já com idades avançadas, que já era visto como milagre viver tanto.

Os mais velhos saiam e ajudavam o seu velho pai em conseguir algum sustento, as jovens ficavam em casa ajudando a manter o lugar em ordem e cuidar dos mais novos que corriam de lá pra cá brincando animados, e ninguém as interrompia, já que eram o único requisitos de felicidade que se dava a aquela atmosfera de extrema tristeza.

Harry e Hob eram muito unidos, viviam brincando por todos os lados, sorriam felizes. Hob dês de seu nascimento ficou extremamente apegado ao irmão, que o levava as mais incríveis aventuras por aquelas vastas terras. Eles faziam de tudo juntos dês de dormirem juntos a roubarem as escondidas para tentar ajudar de alguma forma em seu lar.

Era uma tarde com uma chuva que castigava o solo há quatro dias seguidos, Harry e Hob estavam do lado de fora frustrados por não poderem brincar e se aventurarem por aí.

- Harry! Quando essa chuva irá parar? - fala o mais novo com a voz tristonha.

- Não sei irmão! Mas fique tranquilo, logo estaremos nos divertindo por aí - ele sorri e passa o braço pelo pescoço do irmão ô trazendo para mais próximo de si.

- Harry! Hob! Entrem agora - sua irmã mais velha os chama da porta.

E sem poder discutir tal ordem eles rapidamente entram na casa e procuram algo de interessante para fazerem juntos.

Os anos então se passavam os levando a adolescência, dando memórias boas e ruins, levando os seus familiares, fazendo se lamentarem, e os deixando com apenas a companhia um do outro.

A vida deles teve uma grande reviravolta, que começou com roubos, brigas e envolvimento com pessoas de péssimas influências, mas que escolha tiveram? A vontade de viver os fizeram tirar daqueles que não tinham tanto, que estavam nas mesmas condições que a si próprios.

A vida se tornou impiedosa para ambos, levando a sua tão amada inocência.

- Harry! O que vamos fazer? Estou morrendo de fome e você também não come a dias - fala Hob se escorando na parede de uma casa completamente sem forças - irmão será que ainda a salvação para nós?

- Hob fique aqui e descanse - ele tentar passar algum conforto para o menor - irei achar algo para você comer.

E ele sai antes que o outro possa dizer alguma coisa, e volta antes que ele possa notar.

Ele sacudia e irmão que dormia de forma desconfortável, mas o mesmo acordava de forma busca e assustada.

- Calma! Sou eu! - ele disse desviado do soco que quase receberá.

- Nunca mais me acorde assim! - ele exclama irritado - Eu podia tê-lo machucado.

- Um soquinho de alguém que está caindo aos pedaços não irá me fazer mal - ele faz uma piada com a situação do outro para descontrair.

- Só poderia falar algo assim se estivesse diferente de mim - fala Hob bocejando.

- Aqui eu trouxe uma maçã! - ele entregando a fruta as mãos do irmão.

- Mais e você? - ele pergunta.

- Eu já comi no caminho - ele mente.

- Você é um péssimo mentiroso sabia? - ele suspira cansado - aqui de algumas mordidas e me dê o que sobrar - fala ele.

- Não! Eu trouxe para você - Harry afasta gentilmente a mão do irmão - Você precisa mais do que eu!

- Se você não for comer também eu não quero! - ele joga a fruta para longe.

- PORQUÊ DIABOS VOCÊ FEZ ISSO? - grita o de olhos verdes.

- SE VOCÊ QUISER REALMENTE MORRER DE FOME TUDO BEM, MAS NÃO DEIXAREI QUE FAÇA ISSO SOZINHO - grita o mais novo sem forças.

- Hob por favor! Coma! Você está doente e pra melhorar você precisa comer - Harry tentava inutilmente convencer o mais novo.

- EU JÁ DISSE! SE VOCÊ NÃO COMER,  TAMBÉM NÃO QUERO DESGRAÇA NENHUMA!! - ele se levanta fazendo certo esforço - E não quero mais falar sobre isso, e vamos logo já está começando a anoitecer - ele começa a andar deixando o irmão irritado alguns passos atrás de si.

Eles viviam no meio da floresta já que sua antiga casa fora pega em um incêndio que matará o último de seus irmãos e os deixou sem nada. Tudo que tinham agora era as roupas do corpo, que já não era trocada a tanto tempo que eles nem se lembravam mais.

Era um noite fria, na qual os irmãos andavam lado a lado na penumbra.

- Hob está muito frio hoje, não iremos conseguir ascender a fogueira. Vai ter que dormir um pouco mais perto de mim para que não piore - sugere o mais velho que acaba soando mais como uma ordem aos ouvidos do menor.

- Que seja! - ele responde sem olhá-lo.

E assim foi o caminho entre as árvores gigantescas e aos sons dos animais que ali viviam.

Flashback Off

Ele amava o irmão e não negaria se lhe fosse perguntado, mas fez coisas ao mesmo que não seriam perdoadas até o fim dos tempos, ou pelo menos ele julgava assim.

Mais tarde, quando a noite governava longe da presença do sol, Harry abria vagamente os olhos podendo ver que se encontrava em um lugar diferente agora.

- Boa noite irmão - Hob o salda - você ficou um dia inteiro desacordado.

- Onde estamos?

- Não ganho nem um boa noite? - podia não parecer mais ele se sentia triste pelo irmão lhe desprezar tanto - Enfim eu trouxe comida, você deve estar morrendo de fome.

- O que você está tentando fazer? Se redimir? Você é maluco! Um doente! E a única coisa que separa você de ficar sem a cabeça são essas malditas correntes.

- Harry esse ar homicida não lhe cai bem - ele tirava sarro e era irônico, mais em sua cabeça ele revivia aquele incidente na cabana com os filhos do irmão - Bom se não quer comer eu como por você - ele admite sorrindo.

E assim foi seguindo os dias, Hob saia para buscar alimentos e água, enquanto Harry ficava preso naquela viga que mantinha a cabana em pé.

- Harry! - fala Hob chamando sua atenção - esse lugar me faz lembrar de antigamente quando éramos pequenos - e um brilho nasce em seu olhar - Eu lembro-me vagamente de algumas coisas, mas eu posso afirmar o quanto eu era feliz.

- Esse não é o momento para se sentir nostálgico - Harry se pronúncia - isso ficou no passado, assim como a memória do meu irmão - ele admiti tristemente - você é só um monstro, uma distorção do que já me foi importante.

- Pode não parecer, mas  me arrependo de tudo que eu lhe fiz de mal - ele coloca a mão no coração - Eu ainda te amo e isso nunca vai mudar e tudo que eu fiz foi para garantir que nossa existência continuasse - ele admite.

- E valeu a pena? - nesse momento o verde intenso encontra o azul gélido.

- Continuamos aqui não é? - ele sorria, mais se sentia completamente quebrado por dentro.

- Eu cansei de viver,, e ter que olhar para você se tornou desgastante - ele admite por fim - sabe eu o perdoaria se você se mostrasse mais humano. Mais olha para você! Acho que seja impossível. Tudo que eu passei naquela prisão vazia foi insuportável de todas as formas, eu me sentia sozinho, triste, destruído e o pior de tudo em um breve momento eu senti a sua falta - ele fala com voz embargada em solidão.

- Você realmente passou maus bocados! - ele queria dizer o quanto amava o irmão, mais isso seria a pior coisa a se fazer - Eu vou fazer uma coisa para compensá-lo.

- O que? - pergunta o mais velho curioso.

- trarei seus filhos de volta - sua voz trazia total certeza que iria cumprir tal promessa.

- Como? - ele indaga incerto de tais palavras.

- Esqueceu que temos a morte do nosso lado - ele sorri.

- Porque acha que morte faria isso? - ele pergunta duvidoso.

- Eu não pretendo dar muita escolha a ele - ele coça a nuca - mais espere e verá.

- Hob o que está pensando em fazer? - pergunta o irmão de certa forma preocupado.

- Está preocupado? – um sorriso brotava em seus lábios.

- Não leve a mal, eu ainda te odeio e te mataria se tivesse a chance – ele sorri contente.

- Sei – seu coração se aquece com a possibilidade de ter o irmão ao seu lado – e também não me leve a mal, mais eu também não pretendo mudar meu jeito.

- Prometo está do seu lado mesmo com essa vontade insana de te mandar pro inferno – diz Harry com segundas intenções. 

- Você realmente tem medo de ficar sozinho em – Hob sorria internamente – Bom então eu prometo não te fazer “tanto" mal – ele completa.

- Então será que poderia me soltar agora?

E depois do possível acerto Hob feliz pela reconciliação vai rapidamente soltar o irmão, que se levanta calmamente e olha nos olhos do mais novo antes de fazer uma chave de braço no mesmo.

- Você realmente achou que eu ia dizer que estava tudo bem e daríamos as mãos e seríamos felizes de novo? – ele colocava ainda mais força no aperto; do qual Hob tentava inutilmente se soltar – Você ficou burro com o tempo por acaso? - ele vociferava.

- E você? Achou mesmo que eu caiaria em algo assim? MORTE!!! – ele gritou e Harry fora lançado pro outro lado da sala por uma força esmagadora.

- Garoto você acha que eu virei seu capacho agora? – a presença de morte trajado com extrema elegância se faz presente.

- Essa será a última vez – ele sorri malicioso – Mais preciso que faça mais uma coisa por mim.

- O que seria?

- Quero que apague tudo da mente dele – ele aponta para Harry que se levantava com dores causadas pelo impacto.

- Será a última coisa garoto! – fala morte entendo onde ele desejava chegar.

- Harry eu lamento, mas eu preciso de você ao meu lado – ele caminha ao lado de morte em direção ao irmão – E eu estava falando sério em trazê-los de volta.

E aquela promessa fora a última coisa que Harry ouvirá antes de ter as imagens dos filhos sendo mortos pelo irmão apagados de sua memória.



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