História O affair do bilionário (MICHAENTINA) - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~NoemyMc

Postado
Categorias Sou Luna
Visualizações 64
Palavras 2.406
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bem vindos a nossa mais nova fic!

Espero que gostem
Boa leitura 😘💙

Capítulo 1 - Capítulo 1


Tentando ignorar a tensão, Valentina caminhou depressa pelo corredor do hotel para investigar um grito de mulher — que ela tinha escutado ao fazer a ronda noturna. Estava estranhamente quieto aqui em cima, e o corredor luxuoso de repente parecia assustador, mas Valentina seguiu em direção ao quarto de onde o grito tinha vindo — seguindo em frente, apesar do potencial perigo. A resistente porta dourada da suíte Mayfair estava entreaberta, então ela a empurrou e olhou para as sombras. A enorme suíte estava iluminada, o que significava que tudo o que ela podia ver eram as formas borradas da cama king-size, sofás enormes e um antigo gabinete de mogno. Ela deu um passo para dentro.


Vamos lá, Valu, não vai ter nada...


Ela parou. Uma voz de homem estava sussurrando em tom agressivo ao longo do corredor e Valentina se perguntou se deveria chamar a polícia. Mas o que ela diria? Alguém estava sussurrando em seu quarto? Não, como gerente do hotel, ela precisava resolver isso sozinha.


Impelida pelo medo, Valentina caminhou lentamente e viu dois homens — iluminados por um raio de sol escuro: um empurrando o outro contra a parede, segurando uma faca em sua garganta. Ela se perguntou brevemente onde estava a mulher que gritou, mas então o choque congelou seu sangue quando reconheceu o cara preso contra a parede.


Michael Pasquarelli...


Michael Pasquarelli — seu namorado da faculdade. A cabeça de Valentina ficou agitada com a confusão. Mike! Com uma faca na garganta. Seu coração apertou contra o peito, enquanto tentava descobrir o que fazer.

O mundo parecia girar em uma espiral debaixo dela. As únicas duas coisas que ela conseguia sentir era o coração batendo forte e a percepção de que o seu primeiro amor estava prestes a dar o último suspiro. Se obrigou a manter o controle; ele precisava de ajuda.


— Estou te falando, você pegou o cara errado — Michael falou. — Não conheço ninguém chamada Candelária.


O outro cara falava com um sotaque russo.

— Não me venha com papo furado, sr. Pasquarelli.


Valentina olhou para Michael enquanto ele olhava friamente por cima do ombro do assassino. Seus olhos se arregalaram de surpresa quando a notou, antes de se mover rapidamente para o lado — tentando se comunicar com ela. Valentina olhou em volta, buscando por algo pesado…


— Ouça — o assassino disse em seu forte sotaque russo. —, me diga quem está no banheiro ou eu quebro a porta e mato quem está lá, depois de matar você.


O peito de Valentina apertou quando percebeu que a pessoa no banheiro deveria ser a mulher que gritou. Mas quem estava lá estava em segurança por agora e Valentina precisava evitar que um homicídio acontecesse na frente dela.

Seu olhar pousou em um abajur Art Deco que valia mais do que alguns londrinos ganhavam em um mês. Mas agora era uma arma útil, então ela silenciosamente se abaixou para desligá-lo e o segurou no alto. Michael começou a falar em voz alta para cobrir os sons que Valentina fez quando chegou mais perto, por atrás do assassino. Então, ergueu o braço e bateu com o abajur pesadamente sobre a cabeça do cara. Ele soltou um gemido e caiu no tapete macio como uma árvore derrubada.

Valentina rezou para que ela não o tivesse matado. O clima de tensão no quarto desenrolou de repente como uma mola e ela prendeu a respiração. Agora que ela podia ver o rosto do assassino, percebeu que ele era bem jovem, mas forte e rijo.

Michael esfregou o pescoço, onde a faca tinha perfurado sua pele. Sua expressão era de confiança como sempre — apesar de ter acabado de escapar de ser esfaqueado. Mas isso era típico em Michael. Ele não sorria muito... mas quando o fazia seu rosto se iluminava com um sorriso cativante — e você sabia que ele estava sendo sincero. Valentina tinha amado aquele sorriso; tinha sido a forma de Michael dizer a ela o quanto a adorava. Mas isso foi há muito tempo... quando ela tinha sido feliz — antes que ele partisse o seu coração.


Seus lindos olhos a dominaram.

— Valentina, nunca imaginei que a reencontraria... é muito bom vê-la, de verdade.


— Feliz em me ver? — Era típico dele usar o charme e ignorar coisas importantes, como o fato de que ele tinha quase acabado de ter a garganta aberta. — Mike... que diabos está acontecendo?


Ele a encarou e os lábios se curvaram em um sorriso encantador.

— Quanto tempo faz? Seis... sete anos? Você continua tão linda como no dia em que dissemos adeus.


Antes que Valentina fosse capaz de pará-lo, Michael se aproximou e passou os braços ao redor dela, a puxando para perto. Seus músculos ficaram tensos com o choque de adrenalina que não tinha nada a ver com o perigo que ela enfrentou a poucos minutos.

Valentina o empurrou, endurecendo o corpo contra ele.


— Se acha que vou me esquecer de que você partiu meu coração, pode mudar de ideia.


— Valentina...


— Não, Michael. Não quero ouvir isso. É melhor eu chamar a polícia e lidar com esse cara.


Ele ignorou o russo inconsciente e estendeu a mão para tocar o rosto dela.

— Você partiu meu coração.


— De jeito nenhum. — Ela endureceu ainda mais. — Foi você quem decidiu jogar fora o que tínhamos.


— Foi para o seu próprio bem, linda.


O coração de Valentina acelerou com pesar.

— Se você ama alguém, deixe-o livre.


— E foi o que fiz. Exatamente isso.


— Me libertar ou me amar? Porque tenho que saber se algum dia você realmente se importou.


Michael abriu a boca para responder, mas um som os levou de volta ao presente. A mulher no banheiro. Valentina se virou e viu uma mulher glamorosa correr em direção a eles, usando os sapatos mais impraticáveis e o vestido mais apertado que ela já tinha visto. A mulher parecia aterrorizada, mas, mesmo em tais circunstâncias estranhas, Valentina não podia deixar de sentir inveja com a visão do mais recente caso de Michael. Ela reconheceu a mulher das capas das revistas de celebridades: Candelária Ferro. Ela era casada com um jovem magnata russo implacável — Lionel Ferro — e estava sempre ao lado dele.

Eles atraíam muita atenção da mídia, porque os dois eram belíssimos e Vladimir era muito carismático. Valentina se sentiu muito simplória ao lado de Candelária, com seus cílios postiços, extensões de cabelo loiro e maquiagem de salão de beleza. Ela parecia ter, provavelmente, uns vinte e poucos anos, apenas um pouco mais jovem do que Valentina, porém mais sofisticada — como se tivesse levado uma vida privilegiada. Valentina estava acostumada a se misturar com ricos e famosos, porque a maioria dos hóspedes que ficavam aqui eram endinheirados e poderosos — portanto, não foi a riqueza desta mulher que despertou a inveja de Valentina. Foi o pensamento de Michael estar envolvido sexualmente com ela. Aparentemente — mesmo depois de sete anos — ela ainda não o tinha superado... e odiava que ele ainda tivesse qualquer efeito sobre ela.


Candelária falava com um sexy sotaque russo.

— Michael, você o matou?


— Se você estava no banheiro o tempo todo — Valentina começou —, porque não o ajudou?


Candelária olhou para Valentina, notando-a pela primeira vez.

— Oh...?


— Valentina — Dylan falou —, essa é a Candelária.


— Vocês dois se conhecem? — Candelária ergueu uma sobrancelha perfeita para Michael. Mas quando ele abriu a boca para explicar, o bandido atingido gemeu no tapete. Candelária olhou para ele. — Ele está vivo…


— Talvez você possa me contar o que está acontecendo, já que não consegui uma resposta de Michael — Valentina falou para Candelária. — Sou a gerente geral do hotel.


— Sim — Candelária falou. — Este homem se chama Mikhail. Ele trabalha para o meu marido. Se tivesse me visto aqui, com Michael, teria nos matado.


O corpo de Mikhail lentamente começou a voltar à consciência. A irritação tomou os músculos de Valentina.

— Bem, ele ainda pode vê-la.


Candelária apelou para Valentina com seus enormes olhos azuis.

— Pode nos ajudar?


— Por que eu deveria?


Michael agarrou os ombros de Valentina.

— Por favor, Valu. Você é a nossa última esperança.


Faíscas de desejo arrepiaram o corpo de Valentina com o toque dele. Ela se esticou e desejou ser forte, mas sabia do que aquelas mãos eram capazes. Apesar da relutância em se envolver, sua compaixão despertada pela velha chama sobrepôs sua mente racional.


— Volte para o banheiro — Valentina falou para Candelária. Ela se virou para Michael — Você me deve uma bem grande. E, se trouxer esse tipo de problema para o meu hotel de novo, eu mesma vou matá-lo.


Candelária jogou os braços ao redor de Valentina e a abraçou apertado, então correu para o banheiro e se trancou, enquanto Mikhail despertava. Ele abriu os olhos nublados e se encolheu como se tivesse sido eletrocutado — percebendo que Michael e Valentina estavam olhando para ele. Ele ficou de pé, os olhos indo de um para o outro. Michael chutou a faca para evitar uma repetição.


Mikhail segurou a cabeça com as duas mãos.

— Ai, você me bateu forte!


— Sim — Michael falou. — E, agora, vou jogá-lo para fora com mais força ainda.


Michael segurou Mikhail pela frente da camisa e o ergueu do chão, enquanto o levava com irritação.

— Era ela quem estava no banheiro, tá? E a razão pela qual ela estava se escondendo no banheiro é porque é minha esposa.


Valentina riu, em choque.

— O quê...?!


Mikhail lutou nos braços de Michael.

— Ela é a gerente do hotel…


— E vem a ser a minha mulher. Ela não precisa que o hotel inteiro saiba que, às vezes, passa a noite comigo, então se trancou no banheiro. Certo, querida?


— Bem, eu...


Michael empurrou Mikhail com força contra o batente da porta.

— Viu?


— Você está mentindo. — Mikhail falou, ainda lutando.


Michael se inclinou para ele e ficaram cara a cara.

— Isso não está em discussão. Pode dizer a Ferro que ele está enganado. Entendeu?


— Foda-se. — Mikhail se esticou contra Michael. — Sabe de uma coisa, moça. Seu marido está transando com Candelária Ferro.


Michael fechou o punho.

— Eu disse que isso não está em discussão. Ou talvez você queira que eu te mostre como gosto de discutir as coisas?


Sem esperar por uma resposta, Michael se inclinou para longe de Mikhail e abriu a porta. Segurando-o pela camisa, o atirou para o corredor e bateu a porta.

Michael observou a porta por um momento e depois se virou para Valentina — que estava com os olhos ainda irados. Ele suavizou quando viu a expressão irritada dela.


— Obrigado por cobrir a retaguarda — ele falou.


Ela olhou para ele, principalmente porque ele estava ainda mais bonito do que Valentina se lembrava, o que significava que ele ainda era capaz de enfraquecer suas defesas com um sorriso ou um simples toque. O tempo tinha transformado um rapaz razoavelmente atraente de 20 anos, no auge marcante da masculinidade sensual. Ele ainda tinha aqueles adoráveis cachos castanhos, mas agora sua barba por fazer e o rosto robusto complementava perfeitamente a sua expressão requintada de masculinidade. Ele sempre teve a reputação de ser carrancudo. Mas agora parecia refletir a própria essência do encantador.


Ela cruzou os braços sobre o peito, amaldiçoando-o por aparecer em sua vida assim.

— Acho melhor que você me conte o que está acontecendo, principalmente porque você trouxe essa confusão para o meu hotel.


Candelária saiu do banheiro.

— A culpa é minha, sra. Pasquarelli. Eu, sinceramente, não fazia ideia de que o Michael fosse casado. — Ela se virou para Michael e quase cuspiu nele. — Seu idiota nojento, como se atreve?


A mente de Valentina divagou enquanto ela tentava focar na conversa. Ela se absteve de lembrar a Candelária de que ela estava supostamente traindo o marido. Em vez disso, decidiu contar a verdade.

— Olha, Michael e eu não somos realmente...


Michael a cortou.

— Sim, Candelária, desculpe pela confusão. Valentina e eu tínhamos nos separado por um tempo…


— Um bom tempo — Valentina complementou num tom amargo.


Ele andou a passos largos e se aproximou de Valentina, apoiando as mãos nos seus ombros. Ela ficou tensa com o toque, querendo afastá-lo, mas incapaz de deter a onda de desejo que envolvia seu corpo. Apesar de odiar admitir, ela sentiu saudades deste homem. E tinha estado tão ocupada trabalhando que não tinha tido tempo para namorar. Seu corpo o almejava e ao que ele poderia oferecer, mesmo que seu cérebro dissesse que era um erro gigantesco deixá-lo se aproximar novamente. Ele sabia exatamente o que estava fazendo quando a tocou assim.


Valentina se afastou dele, enquanto ele falava com Candelária.

— É por isso que eu queria me encontrar com você. Para romper de vez. Dizer que sinto muito. Espero que entenda. — Ele transferiu sua atenção para Valentina e falou com uma expressão amorosa. — Espero que você me aceite de volta, linda.


Valentina falou com os dentes cerrados.

— Como quiser.


— Obrigado. — Ele olhou profundamente em seus olhos, se conectando com sua alma daquele jeito maravilhoso dele. Então, ele os trouxe de volta à realidade. — Antes de tudo, como vamos tirar a Candelária daqui? Ela não pode simplesmente sair. Aposto que os capangas de Ferro cercaram o lugar.


Valentina deu de ombros.

— Não é problema meu, Michael. Mas tenho certeza de que você vai pensar em alguma coisa. Tenho um hotel para gerenciar. Tenha uma ótima vida.


Com o sangue pulsando, Valentina se virou para sair, determinada a voltar ao trabalho e se afastar dessa loucura.

— Valentina, espere!


Ela parou. Não olhe para os olhos dele, Valentina, é assim que ele a domina...

Ele veio por trás dela de novo e descansou uma mão firme em seu ombro.


— Por favor... — ele pediu, a eletrificando com seu toque.


Ela se virou lentamente, sentindo os olhos dele a dominarem. Ela encolheu os ombros.

— O que você quer agora?


Ele abriu um meio sorriso.

— Tem um uniforme de camareira que possa emprestar? Acho que Candelária deve usá-lo. Tive uma ideia de como podemos tirá-la daqui.


— Nós? Por que eu deveria ajudá-lo?


Ele segurou seu queixo como se pretendesse beijá-la apaixonadamente.

— Porque estou lhe pedindo. Por favor?


Ela cortou o contato visual e se afastou novamente.

— Ah, tudo bem. Vou pegar o uniforme e vocês dois tentem manter as mãos longe um do outro até eu voltar. — Ela baixou a voz. — Mas esta é a última vez, Michael. Se você ficar em apuros com os russos, não quero ter nada a ver com você. Tenho um hotel para dirigir. Entendeu?


Notas Finais


E aí? Gostaram da Valentina?

E essa Candelária aí? Será que ela vai aprontar?

Comentem aí ... Se bater 5 comentários ainda hj a gente posta o próximo capítulo!


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