História O Alquimista - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 1
Palavras 1.748
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Romance e Novela
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Acordo


Helena Lyson Ellandra levantou cedo naquele dia. Pensava no que havia acontecido no dia anterior, toda aquela batalha, e aquele jovem que se oferecera para batalhar por ela, sem pedir nada em troca. Elliott havia feito uma proposta, que ela não sabia se devia aceitar ou não. Ele não parecia ser uma má pessoa, parecia confiável, mas, mesmo assim, ela não podia se dar ao luxo de confiar nas pessoas tão rapidamente assim. Nunca poderia saber quando alguma alma gentil iria a apunhalar pelas costas. Decidiu que era melhor nem contar isso a Zachard, ele ficaria furioso e lhe dando sermões sobre como aquilo era perigoso, porque, verdade seja dita, ela estava realmente cogitando a possibilidade de aceitar a proposta.

Um leve choro interrompeu seus pensamentos. Ela foi até o quarto ao lado, e aproximou-se do berço que estava lá. Sorriu, aquela pequena criatura, tão frágil, era o a motivava a continuar seguindo em frente, a pequena princesa iria precisar de um bom futuro e educação, e Helena estava disposta a garantir que isso acontecesse, não só com a filha, mas com todos os habitantes do país.

– Como vai, minha pequena Amanda? – A rainha disse.

A criança deu uma leve risada, Helena sorriu novamente. Aquela pequena criatura parecia ser uma fonte inesgotável de alegria. A rainha sentiu um calor às suas costas, algo a envolvendo, olhou e viu o marido, Alexander, a abraçando.

– Acordou de bom humor hoje? – Ela perguntou.

– Eu sempre acordo de bom humor quando você está do meu lado. – Ele respondeu.

Ela riu. O marido sempre sabia como fazê-la rir.

– Você tem andado preocupada. – Alexander comentou.

– Ultimamente, tanta coisa anda pela minha cabeça... – ela respondeu – uma possível rebelião está em nossas portas e eu não sei como agir.

– Eu acredito – ele disse, mexia no cabelo dela – que você deve fazer o que seu coração mandar. Você estudou para isso desde que era pequena, sabe como dirigir o país.

– Obrigada Alexander, acho que irei fazer isso.

Colocou Amanda no berço novamente, ela havia dormido em seus braços mais uma vez. Helena tirou os pijamas e colocou suas roupas normais de trabalho, não gostava de demonstrar luxo, o vestido que usava era longo e branco, com poucos detalhes. Prendeu os cabelos castanho-escuros em um coque, como sempre fazia, e, sobre a cabeça, pôs a coroa que marcava sua posição de rainha, também muito simples, feita de prata com algumas pedras azuis.

Tomou uma decisão. Como o marido disse, era treinada para tomar esse tipo de decisão praticamente desde que nascera. Era a rainha, sua decisão era lei, apesar de que não gostava de enfatizar esta parte, em suma, gostava de dar participação a todos nas decisões que tomava. Mas isto não poderia ser decidido por outros, visto que todos se oporiam a ela, mesmo assim, Helena precisava decidir aquilo, era uma decisão que, por mais que os outros discordassem, era a melhor. Precisava ser forte. Forte como a rainha que unificou o país, lutou com bravura, ao lado do exército que reunira sozinha, para restaurar o poder da coroa. Iria dizer a Elliott que aceitava, aquela situação era inaceitável, uma rebelião surgia e ela não iria recusar a ajuda que lhe era oferecida.

Helena mandou chamar Elliott para uma conferência no castelo, iria expor tudo o que sabia, para que ele pudesse ajuda-la.

– Bom dia majestade. – Zachard disse, surgindo no escritório da rainha – Ouvi dizer que tem uma reunião com alguém hoje.

– As notícias viajam rápido neste castelo. – Helena comentou – O que o traz aqui nesta manhã Zachard?

– Não há nada que aconteça neste castelo que eu não fique sabendo. – Ele respondeu – Eu vim para perguntar se você precisa de ajuda, afinal, dois atentados em períodos tão próximos devem tê-la deixado abalada.

– Obrigada, Zachard. – Ela disse – Eu realmente estou um pouco abalada, mas não posso deixar isso tirar minha concentração, tenho que continuar dando rumo ao país.

– Oh, certo... eu gostaria de dizer que farei tudo o que está em meu poder para encontrar os culpados.

A conversa dos dois foi interrompida pela secretária, que entrou na sala.

– Desculpe-me, majestade. – Ela disse – Um senhor Vermillion está aqui para vê-la, diz que a senhora o convocou.

– Deixe ele entrar, Mary – a rainha respondeu.

Zachard olhou para a rainha, ia abrir a boca, mas ela disse:

– Eu sei que você não quer se relacionar com ele, mas preciso de ajuda. Ajuda essa que você infelizmente não pode dar. Eu conheço suas capacidades, Zachard, mas eu preciso de um profissional para lidar com isso, e não conheço mais ninguém.

Elliott entrou na sala. Ao ver Zachard, seus olhos se estreitaram levemente, porém, ele recompôs a expressão rapidamente, antes que alguém percebesse.

– Imagino que a senhora queira dar uma resposta para minha proposta. – Ele disse simplesmente.

– Sim. – Ela respondeu – Neste momento, eu preciso de ajuda, e quero pedir a sua, você é a única pessoa que conheço que seria capaz de conduzir algo deste tipo, e já provou ser a escolha certa para tal.

– Fico feliz que tenha pensado na proposta. – Elliott disse – Agora, vamos discutir os últimos acontecimentos, para que possamos criar um curso de ação a partir disso.

– Parece um bom plano. – A rainha disse – Primeiramente, temos o demônio avermelhado que invadiu o castelo...

– Este, –  Elliott falou – era bastante fraco em comparação ao de agora, mas era rápido e inteligente, conseguiu passar por todos os guardas sem que eles o vissem. O segundo, era bem mais forte e tinha o potencial para destruir a cidade inteira.

– Será que irão tentar novamente? – Helena perguntou.

– Provavelmente não tão cedo – ele respondeu – mas irão atacar algum dia, agora que viram que existe alguém que conseguiu parar os dois enviados tão rápido, devem estar planejando algo que possa me vencer.

Zachard observava tudo aquilo, o garoto era mesmo bom. Mesmo assim, ainda suspeitava do dele, precisava fazer algo para expulsá-lo dali.

A conversa entre Elliott e a rainha continuava.

– Você também falou sobre um possível informante. – Ela disse – Tem ideia de quem poderia ser?

– Infelizmente não – ele respondeu – são necessárias mais investigações sobre o assunto, quanto a suspeitos, não posso dizer nada, já que não tenho informações sobre as pessoas por aqui.

Aquilo era mentira, ele tinha um suspeito, mas ele estava presente na sala, e Elliott não iria revelar isso na frente dele, aquele homem definitivamente não era bem-vindo ali, queria falar com a rainha a sós.

– Espere um pouco – Zachard se intrometeu – você quer investigar todo o castelo em busca de respostas?

Ele queria encontrar maneiras de impedir que Elliott trabalhasse ali.

– Não – ele respondeu – para conseguir planejar algo desse nível, precisa ser alguém que tem o conhecimento de todos os movimentos da guarda aqui, já que o primeiro demônio conseguiu penetrar nas defesas do castelo.

– E você acha que daremos essa informação? – Perguntou Zachard – Pelo que sabemos, você também pode ser o culpado.

A rainha se levantou da cadeira para repreender o conselheiro, mas Elliott levantou a mão, sua expressão era calma, ele parecia esperar toda aquela acusação, e, na verdade, ele realmente estava esperando aquilo. Aquela era a sua chance de mostrar a ele que não era um rebelde.

– Você realmente acha que se o meu plano fosse matar a rainha Helena, eu já não o teria feito? – Ele perguntou.

Zachard viu um pouco de razão naquelas palavras. Mesmo assim, ainda não gostava daquele garoto, mesmo sabendo um segredo sobre sua família...

– Você poderia estar tentando ganhar a confiança da rainha – ele disse – para então pega-la de surpresa.

– O que eu ganharia com isso? – Elliott replicou – Eu impedi o primeiro demônio, isso já foi o suficiente para ganhar a confiança dela. Por que eu pararia o segundo demônio? Aquele era gigantesco e eu ainda estou sentindo os efeitos do cansaço de enfrenta-lo. Isto é algo completamente inútil. Você mesmo já viu meu poder, se meu plano fosse realmente tomar o poder, eu já o teria feito.

Zachard ficou sem reação. O que Elliott disse era verdade, mesmo que ela não gostasse dele, o garoto estava certo. Se ele realmente quisesse, já teria derrubado a rainha.

– Que tal parar de brigar entre nós e nos concentrar no que é importante, que é achar os culpados? – Elliott perguntou.

A rainha arregalou os olhos, aquilo que Elliott havia dito poderia ser interpretado como uma ameaça, mas Zachard pareceu nem notar isto.

Zachard olhou fixamente para o garoto. Não, ele percebeu, assim como a rainha, que, mesmo com a pouca idade, ele não era um garoto. Os olhos dele transmitiam calma, e, ao mesmo tempo, confiança e determinação. O conselheiro viu que Elliott não iria desistir, estava realmente disposto a fazer um sacrifício por aquela causa e a rainha parecia confiar nele. Então, ele lembrou-se da história da antiga rainha, de séculos atrás, que arriscou a vida na tentativa de recuperar o reino. Ela conseguiu, mas antes, teve que apostar a sua confiança em pessoas que podiam não ser confiáveis. Assim como Helena parecia estar disposta em confiar nele.

– Tudo bem. – Ele disse finalmente – Se a rainha Helena confia em você, eu irei confiar.

A expressão de Elliott se suavizou, assim como a da rainha.

– Mas... – Zachard continuou – eu esclarecer uma coisa: minha família jamais esteve envolvida com o antigo atentado, o que você disse era mentira.

– Bem... – Elliott começou, mas foi interrompido novamente pelo homem mais velho.

– Eu ainda não terminei.\ – Ele disse – Primeiramente, quero parabenizar pelo artifício usado para vencer aquela discussão, foi bastante inteligente blefar e adicionar uma informação desconhecida na conversa. Depois, quero dizer que andei pesquisando um pouco sobre sua família, e descobri que, na verdade, as duas Vermillion envolvidas na rebelião estavam do lado da rainha e lutaram no exército das Amazonas original. Sua família nunca esteve envolvida neste evento do lado ruim.

Helena sorriu, Zachard não era de fazer aquele tipo de coisa. Elliott estava surpreso, não estava preparado para aquela informação, e, pelo tom de voz do conselheiro, ele não estava blefando como ele mesmo havia feito da outra vez.

– Obrigado, Zachard. – Elliott disse – Agradeço por fazer esta pesquisa e me informar da verdade. Mas, como conseguiu estas informações tão rápido?

– O castelo ainda mantém guardados os registros da época. – Ele respondeu – Basta saber onde procura-los.

– Agora, vamos deixar nossas diferenças de lado e resolver este caso. – O jovem falou.

Ele estendeu a mão para o homem mais velho, que retribuiu o aperto

– Então seremos aliados enquanto estivermos investigando este caso – Zachard falou.

– Que assim seja – Elliott respondeu, sorrindo – Agora, majestade, vamos falar de negócios.


Notas Finais


Não se esqueçam de comentar sobre o que quiserem e até o próximo capítulo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...