História O Alvorecer de Um Novo Sol - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Piece
Tags Filhos, Luffy X Nami, Lunami, Nova Geração, One Piece, Piratas, Zoro X Robin, Zorobin
Exibições 32
Palavras 1.362
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Científica, Fluffy, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Shounen, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura! ;)

Capítulo 23 - Arco de Izra: O Combate na Floresta - Parte II


17 anos e 9 meses antes...

O vento batia contra o rosto de Luffy, fazendo seus cabelos desalinhados ficarem ainda mais bagunçados. O Rei dos Piratas estava deitado à ponta de um enorme penhasco que terminava diretamente no mar ao fim de Laftel, tinha seus olhos fechados e seus braços sob a cabeça. Rayleigh estava sentado ao lado, aproveitando a mesma sensação que o antigo pupilo.

Desde quando começara a ser treinado por ele na Ilha Rusukaina, nove anos atrás, Luffy criou um laço de confiança indescritível com Rayleigh e de vez em quando, em meio a um treino e outro, os dois paravam para conversar somente para passar o tempo.

Aquilo infelizmente foi cortado quando Luffy voltara a navegar com seus companheiros. No entanto, depois de finalmente conseguir tornar seu sonho realidade, o encontro entre os dois amigos se tornou constante novamente. Todas as vezes em que Luffy estava em Laftel, Rayleigh dava um jeito de passar por lá para rever o rapaz e os outros Mugiwaras e assim aquele costume que fora deixado por dois anos voltara a acontecer várias e várias vezes.

Aquela ali era uma delas.

Após alguns instantes em silêncio, Rayleigh enxergou um sorriso aberto surgir nos lábios do moreno. Aquele sorriso que lhe trazia tantas lembranças de décadas atrás.

― O que significa esse sorriso idiota? – o mais velho questionou também sorrindo. Automaticamente Luffy abriu os olhos num misto de surpresa e diversão. Nem se dera conta de que seus pensamentos estavam causando tal reação. O mais velho riu.

― Acho que pra você posso contar. – o moreno sentou-se, ajeitando seu chapéu na cabeça. O Rei das Trevas o encarou curioso. Sem pestanejar, o rapaz deu a notícia com o mesmo sorriso grandioso de segundos antes. ― Eu vou ser pai.

A reação do outro não poderia ser diferente. Os olhos exalavam uma surpresa que Luffy nunca antes vira no amigo e a expressão cômica que ele fazia o fez cair na gargalhada.

― O-o que você disse, Luffy?! – ainda tentava digerir a notícia.

― Ora, não se faça de surdo. Você ouviu bem. Eu vou ser pai, Rayleigh! – novamente o moreno sorriu, ainda se divertindo com a reação de seu antigo mestre.

― Quando descobriram? – o antigo imediato questionou ainda surpreso, mas agora já se acostumando com a ideia daquele idiota ter um filho. ― A Nami deve ter tido a mesma reação que eu. – comentou brincando.

― Na verdade... A Nami ainda não sabe... Ninguém sabe. Só eu e agora você. – observou a nova reação do mais velho que fora de total confusão. Porém, logo em seguida, a ficha de Rayleigh caiu e um sorriso tranquilo surgiu em seus lábios.

― Uma habilidade bastante útil essa que você tem. – brincou novamente. ― Então, me deixa reformular a pergunta. Há quanto tempo você percebeu?

― Não faz muito tempo... Acho que umas duas semanas. – deu de ombros.

― E não vai contar a ela? – levantou uma de suas sobrancelhas, esperando a resposta do rapaz que voltara a se deitar, ficando na mesma posição de antes, embora agora com o chapéu de palha sobre seus olhos fechados.

― Não... Deixe que eles descubram isso na hora certa. – explicou tranquilamente.

Imediatamente Rayleigh compreendeu o que o moreno queria dizer. Ninguém sabia que sua hora se aproximava mais do que o próprio Rei dos Piratas. E aquela criança, junto da que Robin e Zoro esperavam, talvez fosse o único raio de luz que pudesse tirar seus companheiros da escuridão quando isso acontecesse.

― Entendo... Parabéns. É estranho imaginar você sendo pai, mas parabéns. – o comentário fez com que Luffy soltasse sua risada característica.

― Obrigada. – agradeceu em meio à risada.

Não fazia ideia de como Luffy conseguia lidar com algo assim de forma tão leve. Ele sabia que seria pai, sabia que a hora de sua morte estava próxima e com isso sabia também que não teria a oportunidade de sequer ver seu filho nascer. Ainda assim, aquele sorriso não deixava seus lábios em momento algum.

O Rei das Trevas sorriu mais uma vez, voltando a observar o extenso mar azul abaixo deles.

“Realmente... Ainda existem idiotas raros como você, Roger...”.

(...)

A luta continuava acirrada entre os seis combatentes. Ken permanecia observando tudo de forma atenta.

Não havia mais dúvidas, todos os três inimigos que seus companheiros enfrentavam estavam usando haki. Como? Ele não fazia ideia. Ou fazia e se negava a aceitar que estava sendo enganado tão descaradamente.

Tinha consciência de que todos os seres vivos, humanos ou não, tinham a habilidade dentro de si. Mas... Quem ensinou àqueles animais a usarem haki? Talvez o espírito.

Mas aí que está! Como diabos um espírito tem haki e sabe usá-lo?! Aquilo não fazia sentido e estava deixando o jovem cozinheiro agoniado. Ele agora sequer observava mais a luta, de tão perdido nas perguntas que estava.

― Ken? O que houve? Parece desinquieto. – Ayssa perguntou ao mais novo amigo, o tirando de seus devaneios frustrantes.

― Eu acho que estamos lutando com pessoas, Ayssa. – a morena o olhou interrogativa, confusa com a informação. ― Repare bem. Estão todos os três usando haki e os cipós, assim como os galhos das árvores sabem exatamente onde Nara, Seion e Issa estarão e assim os atacam. Como se eles também usassem haki! – explicou indignado.

― Você está vendo coisa demais. Como que animais e plantas sabem usar haki, Ken? – questionou exasperada.

― Exatamente! O que nos dá uma única explicação: são humanos!

― Humanos? Mas como... – de repente lhe caiu a ficha. ― Akuma no Mis. – Ken concordou afirmando em um meneio de cabeça. ― Mas se todos são, na verdade, humanos akumados, como o cara que disse ser um espírito consegue controlar as plantas enquanto está numa luta tão difícil contra o Seion? O capitão de vocês não tá dando mole pra ele. – Ayssa sorriu, observando Seion lutar também com um sorriso no rosto. Ele não parecia estar tendo tanta dificuldade quanto antes na luta. Talvez agora ele já tivesse compreendido a forma de seu oponente lutar.

― Ou ele é muito bom no que faz ou...

― Tem alguém escondido controlando elas. – completou fazendo Ken concordar em um meneio com a cabeça.

― Ayssa, fique aqui! – imediatamente começou a correr em direção à luta, mas atravessou para o outro lado da trilha, passando a saltar então sobre as árvores.

Issa, Seion e Nara não entenderam muita coisa, mas não podiam dar-se ao luxo de se distraírem. De qualquer forma, seja lá o que Ken estava fazendo, confiavam no companheiro e por isso não deram tanta importância ao ato.

A jovem Roronoa se defendia com suas espadas e atacava sempre que encontrava uma brecha. Preferiu utilizar seus golpes à longa distância para não correr o risco de a tigresa alcançá-la e isso lhe dava uma enorme vantagem sobre a felina.

Issa desviava com facilidade dos golpes do gorila e toda que vez que tinha oportunidade embainhava seu bastão com haki do armamento e atacava sem piedade.

Seion, por sua vez, parecia se divertir com a luta. Agora que já havia compreendido a forma de lutar do inimigo conseguia driblar as habilidades do dito espírito facilmente e também estava levando vantagem sobre ele.

A única coisa que dificultava tudo ali era o fato das árvores não pararem de atacar os garotos. A luta já teria sido ganha caso eles não estivessem tendo que se defender e atacar seus inimigos ao mesmo tempo em que precisavam desviar de todos aqueles galhos e cipós.

Muitos minutos se seguiram daquela forma até que chegado um momento, no qual ambas as partes estavam já começando a demonstrar sinais de cansaço, surpreendentemente as árvores pareciam normais. Absolutamente do nada os ataques constantes dessas sobre os garotos havia cessado e, confusos – tanto os jovens piratas quanto os inimigos que enfrentavam –, pararam a luta.

Foi nesse exato momento que Ken surgiu em meio às árvores. Carregava uma mulher desacordada sobre seus ombros, fato que deixou os companheiros sem entender absolutamente nada e os três estranhos com fúria nos olhos.

Ken,  por sua vez, tinha uma expressão séria e parecia verdadeiramente irritado.

― A brincadeira acabou. Snow Pirates.


Notas Finais


Até mais. ^^


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