História O Amor da Lua - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Eldarya
Personagens Ezarel, Leiftan, Miiko, Nevra, Personagens Originais, Valkyon
Visualizações 38
Palavras 2.153
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente! Tava com saudade <3
Desculpem a demora, minha vida tá bem enrolada ultimamente, as coisas vão andar um pouco mais devagar por causa disso. (Ansiedade de esperar as respostas das entrevistas de emprego está me fudendo.)
Pra compensar um pouco da demora eu vou postar dois capítulos seguidos.
Boa leitura! ^^

Capítulo 5 - Lua de sangue


Fanfic / Fanfiction O Amor da Lua - Capítulo 5 - Lua de sangue

 

 

   Algumas semanas haviam se passado desde que Snow, o Sowige de Astaroth fora atrás do “prisioneiro” de Eel. Quando finalmente retornara, as noticias não eram boas.

   - Isso é...

   - Pétalas de rosa de ouro. – o homem completava a fala da raposa. Estava ansioso, preocupado, um misto de emoções que o estavam correndo por dentro.

   - Mas essas pétalas só são encontradas depois da costa de Jade.

   - O esconderijo dessa organização é mais longe do que pensamos...

   - Ou eles estão mais espalhados do que parece. – um longo suspiro, estava cansada e com medo, seu mentor havia morrido antes de terminar seu treinamento, não sabia o que fazer nessas situações. – O que vamos fazer?

   - Temos que nos proteger, evitar pânico e descobrir mais sobre essa organização.

   - Eu sei, mas como vamos fazer isso sem deixar a ameaça se espalhar? É arriscado demais tentar nos aproximar deles, e se não fizermos nada eles nos atacarão.

   - Mantenha segredo sobre isso, vou conversar com Leiftan.

   - O lorialet?

   - O garoto tem potencial, quem sabe você não o coloque um dia como seu braço direito.

   - Quem sabe... – uma pausa, Miiko refletia sobre tudo o que estava acontecendo a sua volta, os ataques dos humanos, a aparição de Eclaire, um novo perigo para Eel. Se pegava perguntando inúmeras vezes qual era a melhor escolha, contudo sempre que estava perto de uma resposta a raposa tinha a impressão que ela se esvaia. – Astaroth que lua é hoje?

   - Cheia, por que?

   - Hoje vai ser a lua de sangue, sua duração é de três dias. Avise a todos, não deixe ninguém sair de casa enquanto a lua de sangue estiver no céu.

   - Certo.

   Astaroth saia avisando as pessoas por onde passava, a grande maioria sabia o que era a lua de sangue e por isso já se preparava antes que a noite caísse. Na biblioteca ele avisava Valkyon, Eclaire e Nevra.

   - Tio Astaroth, o que é a lua de sangue?

   - Você nunca ouviu falar da lua de sangue Eclaire? – a preocupação tomava conta do vampiro, sem saber o que era ela corria grandes perigos.

   - Não.

   - Talvez conheça por outro nome, como a lua carmesim ou céu escarlate? – Valkyon se pronunciava.

   - Não, não me vem nada a mente.

   - Lua de sangue, lua carmesim ou céu escarlate é um evento que acontece a cada 50 anos onde a lua fica vermelha e o céu quase no mesmo tom durante 3 dias. Nesse tempo vampiros, lobisomens e lunares perdem total controle sobre si e seus instintos mais primitivos e agressivos são despertados.

   Eclaire virava sua cabeça para o rumo de Nevra, no mesmo instante que percebe ele vira a cabeça constrangido. O vampiro sentia vergonha daquela fraqueza, nojo do que a lua o forçava a fazer durante esses três dias. Sentia-se amargurado e completamente impotente.

   - Eu tenho certeza de que a lua não faz por mal. Se quiser eu posso tentar falar com ela.

   - Não seja tola, a lua nos controla sem que possamos fazer nada, nunca pudemos sequer contestar. A cada 50 anos os vampiros são obrigados a matar inocentes e mesmo depois do grande exílio ainda somos vistos como meros caçadores.

   - Mas eu tenho certeza de que-

   - A lua nunca vai mudar, é a natureza sobre nós, entenda isso Eclaire. – pisando duro ele saia da biblioteca batendo a porta.

   - O Nevra está chateado... Eu vou tentar falar com a lua a noite para que ele fique feliz.

   - Tome conta dela durante esses três dias Valkyon. – Astaroth seguia seu rumo para avisar o restante das pessoas que faltavam após dar sua ordem.

   - Vamos terminar de arrumar os livros e depois pegamos comida na cozinha.

   - E depois eu vou falar com a lua.

   - Depois vamos para o meu quarto.

   - Mas- ela é interrompida.

   - Você ouviu as ordens do Astaroth, eu tenho que cuidar de você, e você não pode sair do quarto durante esses três dias, muito menos durante a noite.

   - Tudo bem então.

   Valkyon e Eclaire arrumaram tudo o que conseguiam no curto tempo que tinham, já na conzinha ambos pegavam a comida necessária para que ficassem trancados durante três dias e três noites. Os faeries mais velhos diziam ser os 3 dias mais enlouquecedores da vida, ficar preso entro de um quarto ouvindo os sons do lobisomens e vampiros era ensurdecedor.

   - Você só vai pegar os morangos?

   - É o que eu mais gosto de comer.

   - Eu esqueço que você come por opção... – a garota ria da confusão que ele fazia com suas necessidades.

   Poucos minutos e Valkyon já estava em seu quarto com as sacolas cheias de alimentos, porém quando se vira para trás percebe que sua responsabilidade não estava lá.

   - Pelo Oráculo onde ela se meteu?! – ele corria pelo corredor até chegar na sala das portas, em segundos avistou a garota caída no chão.

   Imaginava o pior, alguns já perdiam o controle por causa da lua e algum a atacara.

   - Eclaire! – ele a chamava a colocando em seus braços. – Eclaire, olha pra mim.

   - Valkyon eu não me sinto bem...

   Devagar a mão do rapaz ia em direção ao pescoço da garota para afastar o cabelo. Nada. Nenhuma marca, ferimento, nenhum sinal de ataque, mas ela estava quente. Fervendo, como se estivesse debaixo do sol quente por horas.

   - Eclaire você está com uma febre muito alta, temos que ir ver a Liana agora! – delicadamente ela era pega em seus braços, o desespero começava a tingir o guerreiro da Obsidiana. – Liana!

   Invadindo o quarto da médica, ele já colocava a garota na cama.

   - Mas o que- seus olhos são automaticamente direcionados para a garota que ele trazia consigo, a seriedade então predomina e ela começa com as perguntas mais simples. – O que houve?

   - Eu não sei, a encontrei no chão da sala das portas, caída.

   - Foi algum ataque?

   - Não vi sinais de mordida, nem arranhões, nem mesmo ferimentos superficiais.

   - Ainda temos mais 15 minutos antes da lua ficar totalmente vermelha, vá buscar comida e um balde com água gelada. Vou pegar remédios na enfermaria. – ele não contestava, corria para seu quarto onde deixara a sacola com comida a deixando agora no quarto da médica. Logo ele corre até o porão e pega um balde para encher com água.

   Faltando apenas 2 minutos para a lua totalizar “seu sangue”, como os faeries costumam dizer, ambos já estavam no quarto com as portas trancadas. Liana dava ordens para que o faeliano a ajudasse no tratamento da pequena.

   - Molhe esse pano na água e coloque sobre a testa dela.

   - Valkyon... – Eclaire o chamava fraca, sua voz saia quase num sussurro.

   - Eclaire... Seus olhos...

   - Meus olhos?

   - Estão vermelhos... Como sangue.

   - Isso é algo ruim?

   - Eu não sei dizer... – ela sorria amarelo, transmitia dor naquele sorriso. – Como se sente?

   - Meu corpo dói... Não estou conseguindo manter meus olhos abertos...

   - Está com sono?

   - Acho que sim...

   - Valkyon. – Liana chamava sua atenção colocando a mão em seu ombro. – Eu tenho que aplicar a medicação. – com um balançar de cabeça ele se afastava e deixava que a mulher fizesse seu trabalho.

   Assim que lhe é liberado o faeliano volta para o lado da garota. Segurava a mão pequena sentindo o contraste do frio que estava na ponta de seus dedos com o quente da palma de sua mão. Percebia com nitidez que ela respirava de forma pesada, parecia cansada.

   As horas se passavam e o estado de Eclaire não mudava, a febre continuava alta, ela suava frio, estava desmaiada na cama, e respirava com dificuldade. Nenhum dos remédios que Liana lhe aplicava fazia efeito, e isso a preocupava.

   - Ainda falta um dia de lua de sangue... Os remédios não estão fazendo efeito, precisamos de algo mais eficiente se quisermos que ela melhore. – Liana pensava mais consigo mesma do que com Valkyon.

   - Não podemos sair, é muito perigoso e você sabe disso.

   - Se não dermos medicamentos mais fortes ela pode não sobreviver. – a afirmação fez Valkyon congelar. Sabia que os estado dela era grave, mas não imaginaria que era a esse ponto. – Eu vou até a enfermaria, me espere aqui.

   - Liana! – ele sabia que coisas ruins aconteceriam se ela saísse. Tentava segurá-la no quarto de todas as formas, mas sua teimosia o venceu no fim.

   O tempo para a lua de sangue acabar já estava quase no fim. Poucas horas e a lua sumiria completamente do céu com o amanhecer, e na noite seguinte ela estaria normal e até agora Liana não havia retornado. Tinha medo do que poderia ter acontecido.

   - Miiko você viu Liana por ai? – finalmente livre do quarto o faeliano perguntava a sua superior.

   - ... – ela nada respondia, com um gesto ela começava a andar rumo a enfermaria, seguida pelo mais novo.

   O lugar estava deplorável, a cena repugnante. Não era possível ver o corpo de Liana, mas todos já sabiam que ela era a falecida. A noticia da morte de uma das médicas do QG pelas mãos de um desconhecido se espalhou como poeira no vento. Para a sorte de todos a lua de sangue já havia passado.

   - Eu disse a ela que não deveria ter saído. – ele chutava o armário descontando sua raiva. A morte dela era sua culpa, deveria tê-la forçado a ficar. Sabia muito bem que isso aconteceria.

   - Você ficou com ela?

   - Eu tive que ficar, Eclaire desmaiou de febre no início da lua de sangue, e até agora não abaixou a temperatura.

   - Imagino que Liana a tenha examinado e feito vocês ficarem no quarto dela. – a resposta veio com apenas um balançar positivo de cabeça. – Ela conseguiu dizer a causa da doença?

   - Não, ela veio para buscar medicamentos mais fortes, e eu não podia deixar Eclaire no quarto sozinha, se não seriam 3 mortos...

   - A culpa não é sua, Liana sabia muito bem os riscos, e a conhecendo como a conheço sei que ela arriscaria sua vida para ver outra pessoa bem. Espero apenas que ela não tenha morrido em vão.

   - Eu vou voltar para o quarto e checar o estado da Eclaire.

   - Se ela ainda estiver mal avise os enfermeiros para que eles ajudem no tratamento dela. Temos que limpar esse lugar antes que as pessoas se aterrorizem.

   De volta ao quarto Valkyon estava de frente para a porta, tinha medo de entrar e ver que todo o esforço de Leya tinha sido jogado no lixo.

   - Não tenha morrido em vão Liana. – um sussurro carregado de tristeza de medo, logo em seguida o click da tranca se abrindo e a porta sendo empurrada.

   Eclaire estava sentada de costas para Valkyon, tinha a cabeça abaixada. Um alívio enorme o invade ao ver que ela já estava melhor o suficiente para ficar acordada e até mesmo se sentar.

   - Já está melhor? – ele ia para frente da garota e se agachava.

   - Sim, apesar de sentir uma leva dor de cabeça. – um pequeno susto ao sentir a mão de Valkyon se enlaçar na sua. Ela sorria ao sentir o contato do calor de ambos, era confortável, aconchegante.

   - Você vai ficar bem. – ele sorria tão largo quanto ela.

   - Sim.

   A semana se passou sem mais conflitos, as pessoas ainda lamentável tamanha perda, mas a vida não parava, para honrar seu nome eles criaram um traje especial para a guarda Absinto, o “Fleeting Liana”.

   Debaixo da cerejeira Valkyon se sentava junto com Eclaire. Nenhum dos dois dizia uma palavra sequer, porém dessa vez o incomodo não era presente.

   - Eu sinto muito por ela

   - Ela? Você fala da Liana?

   - Eu soube que ela foi atacada enquanto tentava buscar algum remédio pra mim.

   - A culpa não foi sua.

   - Eu sei que não, mas não é costume de vocês dizer “meus pêsames” ou “sinto muito” para a pessoa próxima ao morto?

   - É sim, mas... Bom enfim.

   - Queria tê-la conhecido melhor. – sua inocência não permitia perceber que aquele era um assunto incomodo, e dizer tudo aquilo com um sorriso tão alegre como ela fazia tornava tudo pior pra Valkyon.

   - Podemos mudar de assunto?

   - Como quiser. – o silêncio reina novamente. Ela abria a boca para começar outra conversa quando Astaroth chega.

   - Miiko quer ver vocês.

   - Algum problema? – Valkyon perguntava na intenção de entender melhor a situação.

   - Apenas uma missão, ela vai dar todos os detalhes na sala do cristal.

   Caminharam até a sala que Miiko se encontrava devagar, Astaroth estava sério. Valkyon se indagava o porquê da tensão no ar. Já na sala do cristal, eles esperavam os últimos membros da equipe estarem presentes. Assim que Nevra e Ezarel se fazem presentes a raposa começa.

   - Vocês partirão para Shamballa amanhã de manhã.

 

 


Notas Finais


Eu realmente peço perdão por isso, eu não queria mas tudo o que está acontecendo comigo está sendo um enorme imprevisto, espero que entendam <3
Espero que gostem dos capítulos :3
Vejo vocês daqui a pouco! o/


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