História O Amor da Lua - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Eldarya
Personagens Ezarel, Leiftan, Miiko, Nevra, Personagens Originais, Valkyon
Visualizações 45
Palavras 2.112
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como prometido aqui está o capítulo de hoje <3
Amanhã eu tento trazer mais um ^u^
Boa leitura!

Capítulo 6 - O caso da vila de Handu


Fanfic / Fanfiction O Amor da Lua - Capítulo 6 - O caso da vila de Handu

 

 

   - Você pode repassar as informações da missão de novo? – Nevra perguntava.

   - Eu já a repassei duas vezes. – Ezarel brigava com o vampiro pela milésima vez.

   - Eu só quero ter certeza.

   - Você quer é virar líder da guarda da Sombra.

   - Isso também. – o olhar de malícia e o sorriso maroto surgiam em segundos. – Como a Miiko disse, se eu completar essa missão com sucesso eu vou ser o próximo líder da Sombra, se eu falhar outra pessoa vai tomar o lugar.

   - Até agora você nunca falhou, porque está tão preocupado? – Valkyon se intrometia na conversa.

   - Porque dessa vez eu tenho que levar vocês inteiros, se não a missão vai ser como uma falha.

   - O Nevra se preocupa bastante com as missões pelo jeito. – Eclaire ria do vampiro que criava caso com tudo.

   - Você vai entender melhor quando se acostumar com a guarda, provavelmente quando crescer.

   - Quando crescer?

   - Quando tiver a nossa idade, no mínimo. – Ezarel entrava na brincadeira.

   - E quantos anos vocês tem?

   - 19. – todos respondiam juntos.

   - Então eu vou ter que andar pra trás? – ela parava de caminhar assustada com a afirmação que eles diziam.

   - Andar pra trás? – o elfo perguntava também parando de andar.

   - Sim. – os três se olhavam confusos, estavam mais perdidos que um Crylasm no meio de mercenários.

   - Por que você diz andar pra trás?! – Valkyon arqueava uma sobrancelha.

   - Porque eu tenho 21.

   - Pare de brincadeira, sabemos que você deve ter uns 10 anos.

   - 11 no máximo. – o vampiro complementava a fala do azulado.

   - Por que é tão difícil de acreditar que eu tenho 21?

   - Primeiro porque você parece uma criança, segundo porque você age como uma, terceiro porque seu conhecimento é muito pequeno, e quarto por que seus peitos são quase inexistentes.

   - Acho que eles ainda não entenderam que tem que crescer com o tempo... – ela dizia mirando sua cabeça para os próprios seios. Seguida da afirmação vieram várias risadas.

   A noite caia, o frio começava a se fazer presente. Todos estavam cansados da caminhada, e ainda tinham um longo caminho até Shamballa. Mesmo que a missão fosse apenas investigar ações de organizações humanas, e que tal feito parecesse fácil, a ansiedade se fazia presente. Na última vez que se encontraram com os humanos Valkyon quase acabou morto, a missão fora um fracasso.

   Não demorou muito até que os três rapazes caíram no sono, Eclaire voltara ao seu estado normal de “necessidades humanas” serem mera opção, ficando acordada. Ela aproveitava o fraco brilho da lua para recuperar totalmente suas forças.

   No silêncio ela escuta um barulho, semelhante a um galho sendo quebrado. Seus sentidos ficam atentos ao menos barulho, prestava atenção ao mínimo som.

   - Eu sei que está ai. – o sorriso era gentil, totalmente contrário do que a pessoa que a observava imaginava.

   - ...

   Se levantando devagar ela seguia na direção em que o desconhecido se encontrava. Por trás dos arbustos ela ficava frente a frente com ele.

   - Por que tem tanto medo de se aproximar?

   - ...

   - Eu sei muito bem que está na minha frente, não precisa fingir que estou sozinha.

   - Não confio nas pessoas do QG.

   - Mas eu sou do QG, e você parece confiar em mim.

   - Novatos como você são inocentes demais, podem ser convertidos em segundos.

   - Se você diz. – ela ria de modo sapeca. – Eles não são más pessoas.

   - ...

   - Qual o seu nome?

   - Eu não tenho mais um nome.

   - Se você não tem então eu vou lhe dar um. – segundos depois e um nome havia sido criado, o homem não protestava contra as ações da garota. – Se bem que você tem mais cara de Ash?

   - Ash?

   - De Ashkore, por causa da máscara.  – ele apenas sorri em troca, perguntando por curiosidade se aquele apelido derivava do dragão ancião. – Eu nunca ouvi falar dele... A máscara só me lembrou esse nome.

   - Tudo bem.

   - Eu posso ver como você é? Digo, como você realmente é.

   Ele nada dizia, retirava sua máscara sem hesitação. Por outro lado a garota tinha um certo receio, uma sensação estranha a invadia. Com delicadeza ela passava a mão pelo rosto do homem, delineando a boca e depois os olhos.

   “Ashkore”, como ela o havia apelidado fechava os olhos e sentia o toque macio da garota. Deixava o cheiro de morangos impregnado nas mãos pequenas invadir suas narinas.

   - Por que sinto que já lhe conheço... – ela balbuciava.

   - Eclaire você está ai? – Valkyon a chamava, no susto ela leva sua mão para perto de seu corpo e se vira na direção que era chamada, segundos depois quando se vira novamente Ashkore não estava mais lá. – Eclaire está tudo bem?

   - Claro! – confiante ela sorria, não contaria nada do que acontecera a nenhum deles, sentia que deveria manter isso apenas para si, mas por que sentia isso?

   - Já está amanhecendo, temos que voltar a andar. Vamos.

   - Certo.

   Sequer notara que o céu começara a clarear, estava completamente distraída com toda a novidade e curiosidade que aquele homem trazia, se fosse uma armadilha teria sido pega facilmente. Era estranha a confiança que sentia perto daquele homem, o conforto que ele lhe passava.

   - É uma canção tão familiar... – ela sussurrava.

   - Disse algo Eclaire?

   - Não, nada.

   Horas mais tarde e por fim estavam em Shamballa, o líder da vila logo os encontrara na entrada e agradecia a atenção que Eel dava ao caso deles.

   - Precisamos que você nos passe todas as informações.

   - Claro, vamos até a estalagem para que vocês se acomodem primeiro e depois eu digo a situação a vocês.

   Dito e feito, assim que colocaram as poucas bagagens que levavam nos quartos o ancião da vila os explicou tudo o que havia acontecido nesses últimos dias. A chegada dos humanos, o roubo no templo da cidade de Handu e a batalha em Shamballa pelo cetro de água de Hamuara.

   - Eles se denominavam como verdadeiros donos dos cetros, diziam que fariam de tudo para junta-los e revelá-los ao mundo humano.

   - Essa organização mencionou nome ou qualquer coisa que pareça importante?

   - Eles não disseram nomes, mas todos tinham essa marca em alguma parte do copo. – ele mostrava num pedaço de papel desenhado um triangulo com algo semelhante a um olho em seu centro.

   - É a mesma marca dos humanos que atacaram a vila dos ciclopes... – Ezarel suspirava, aqueles humanos estavam dando mais trabalho do que imaginariam.

   - São os Illuminatis. – Eclaire dizia olhando a marca.

   - Como sabe? – todos se espantavam.

   - Lua me disse.

   - Sabe mais alguma coisa sobre eles? – o vampiro questionava. Ela balança a cabeça negativamente. Aquela altura não perguntavam mais como ou por que ela sabia de certas coisas, apenas confiavam no que ela dizia. – Ancião Huu, o senhor disse que eles fariam de tudo para juntar os cetros.

   - Exato.

   - Se o ataque foi há apenas alguns dias, e tudo isso foi pelo cetro de água, isso significa que os outros 5 cetros ainda não foram encontrados.

   - Isso apenas significa que eles não possuem todos os cetros. – o ancião o corrigia. – Eles com certeza já têm total conhecimento de onde os cetros estão e como fazer para pega-los, apenas não conseguiram. Contudo, isso também não significa que não vão conseguir.

   - Vamos pegar os cetros que restam e levá-los para o QG, conseguiremos protegê-los melhor se estiverem ao nosso alcance. – o elfo passava seu plano. Claro que tudo era muito simples até então, teriam que ir para Handu e pegar melhores instruções e a partir daí formar um verdadeiro plano.

   Por hora todos votavam por um descanso, estavam exaustos de tanto andar, se partissem agora chegariam a Handu acabados, não conseguiriam revidar nenhum ataque.

   A noite caíra sem que percebessem, e num piscar de olhos todos estavam jogados na cama, inclusive Eclaire, apesar dela não dormir. Ela fitava o teto se lembrando de Ashkore, se perguntava se ele apareceria essa noite. Queria mais uma vez conversar com ele, saber de onde tinha sensação de já tê-lo conhecido.

   A noite passa tão rápido quanto veio, o sol raiava como nunca e já estavam eles caminhando em direção a vila de Handu e nada de Ashkore ter aparecido.

   - O que é esses cetros que os humanos estão procurando? – a loira perguntava curiosa, estava por fora dos últimos acontecimentos.

   - Você sabe qual o grupo de humanos que está atacando Handu, mas não sabe o que eles querem? – Valkyon retrucava ironicamente.

   - Eu disse foi a lua que me disse o nome deles. – ela achava graça.

   - Eles querem os 7 cetros do equilíbrio. – Ezarel respondia.

   - E o que é isso?

   - São os cetros que controlam os elementos, eles pertenciam a Hamuara, e antes de ela morrer ela confiou seus cetros a seus supostos descendentes mestiços, o povo de Handu.

   - Quem era Hamuara?

   - Ela era um demônio. – Nevra respondia sério. – Você conhece a historia de Eldarya?

   - Lua nunca deixou Evangeline me contar.

   - Você precisa aprender muita coisa ainda. – o vampiro ria.

   - Vocês podiam me ensinar então.

   - Leiftan é a pessoa mais indicada pra isso, a paciência dele é enorme e ele sabe muito de história. – Valkyon a informava.

   Quando se deram conta já estavam na vila de Handu, porém a vila estava completamente devastada. Os prédios destruídos, corpos espalhados até mesmo fora dos limites da cidade, sangue para onde se olhava. Uma visão terrível.

   - O que... – o faeliano estava boquiaberto. O elfo e o vampiro mantinham os olhos arregalados, ninguém ousava se mexer.

   A cena paralisara a todos, o horror corria pelo corpo de cada um. Valkyon rangia os dentes e se afastava da vila.

   - Valkyon? – Eclaire o chamava, e percebendo que não haveria resposta ela o segue.

   Valkyon andava de uma lado para o outro furioso, xingava os humanos em voz alta.

   - Não gosto quando fala assim dos humanos... – Eclaire agachada ao chão passava seu dedo indicador na grama.

   - Mas você viu o que eles fizeram, ELES destruíram tudo para achar algo sem importância! – ele bagunçava os cabelos brancos longos e rosnava, estava perdendo a cabeça e sequer percebia. – Eu vou destruir os humanos! Vou fazê-los pagarem por tudo o que já nos fizeram.

   Ela se levantava e mantinha seu rosto impassível.

   - E em que você seria melhor do que eles se fizer isso?

   - E-Eu...

   - Não condene uma espécie inteira por erros de uma minoria Valkyon, não somos iguais a eles.

   Ele encarava-a com o cenho franzido, a raiva falava mais alto, porém aquele azul de seus olhos o hipnotizava, não conseguia tirar seu foco deles. Mais uma vez o faeliano conseguia se perder naqueles olhos azuis, eles não tinham nada de especial, pelo contrário, pareciam vazios... Mas sempre que os encarava uma sensação boa o invadia, não sabia explicar. O que o fascinava tanto naqueles pares de orbes de safiras?

   Sempre que a encarava se perdia na imensidão daquele mar que carregava no rosto, e dessa vez não fora diferente, quando finalmente volta a si balança a cabeça de um lado para o outro e retoma a fala.

   - Esses cetros nunca funcionaram desde a morte de Hamuara, os humanos devem pagar por seus atos.

   - Valkyon...

   - Eles prejudicam nossa raça, a deles deve sofrer também!

   - Valkyon! – ela segurava sua mão para impedir que ele mais uma vez fosse para longe. Seu olhar estava diferente, parecia implorar por algo, contudo seu sorriso era tranqüilizador, passava confiança. – Não se torne aquilo que você odeia, por favor.

   Ele se desvencilhava de sua mão e voltava para onde estava Nevra e Ezarel.

   - Espero que você entenda, Valkyon... – Eclaire sussurra para logo voltar para junto de seus companheiros.

   - Vamos para o templo, lá vemos ter que encontrar por nós mesmo uma maneira de pegar os cetros.

   Todos confirmavam com a cabeça, não demoraram muito para achar a entrada da tumba da Hamuara. As escritas nas paredes eram antigas, ninguém mais falava ou lia naquela língua, e isso dificultava a tarefa do grupo.

   Como não sabiam qual rota seguir, decidiram entrar na que estava mais a frente, assim que entram percebem ser uma câmara que não possuía saídas. Um som vindo do chão os assusta, e por impulso Nevra pega no pulso de Valkyon e Eclaire e os puxa para o outro lado da sala seguido por Ezarel.

   - É UMA ARMADILHA! – ele gritava, enquanto o chão abaixo de seus pés desabava, e a escuridão por baixo os engolia logo em seguida.

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado :3
Vejo vocês em breve! <3


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