História A destructible love - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Ambre, Armin, Castiel, Debrah, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Rosalya
Tags Amor, Amor Doce, Castiel, Comedia, Docete, Drama, Festa, Hentai, Paixões, Romance, Violencia
Exibições 39
Palavras 1.594
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oioioi... Não demorei tanto ^^'
Enfim, escrevi um pouquinho da situação da Debrah pra vocês, espero que gostem!
Boa leitura.

Capítulo 26 - No fundo da cela p.1


Fanfic / Fanfiction A destructible love - Capítulo 26 - No fundo da cela p.1

O cheiro de mofo, lixo e poeira contagiava aquele lugar tanto quanto os espirros e palavrões exagerados da "patricinha" que estava ali.

Debrah foi tão bem recebida na penitenciária e depois no presídio quanto um verme qualquer.

Ao entrar no corredor das selas, um barulho foi feito com qualquer alumínio que estivesse lá.

Debrah gritou de ódio. Falou que todos iriam a pagar por aquilo, principalmente Docete, a "responsável" por seus crimes.

Um tempo se passou. Talvez 3 semanas, e as mulheres daquele lugar não queriam saber se ela rica ou pobre, só sabiam que a desprezavam e desprezavam também o jeito com que ela tratava as outras. Os olhares enojados, as palavras desprezíveis,o ser humano horrendo que Debrah era só a ajudou a criar mais inimizades.
Nem seus próprios pais a visitavam.

"- Eu não preciso de vocês, seus vermes. " - Era o que ela sempre falava.

Havia apenas uma pessoa que suportava ela no meio daquele inferno.

Rudy era uma menina de uns 19 anos, ruiva de olhos verdes e pele pálida. Tão nova e bonita, já no mundo do crime. Estava cumprindo pena há 1 ano e 6 meses por um simples furto. Ou seja, logo sairia dali.

As principais vítimas de Rudy eram os homens muito ricos. Ela usava sua beleza para conquista-los e depois de pegar todo o dinheiro assassinava-os brutalmente. Era uma total psicopata e sabia muito bem esconder os próprios crimes.

(...)

As refeições eram mais do que um inferno para Debrah, já que todas as outras detentas, com exceção de Rudy, se reuniam no refeitório e zombavam dela.

"Aberração detenta"...

E foi numa dessas refeições que ela atacou Clear, uma das presidiárias, com um garfo. Furou o pescoço da mulher e depois cortou a artéria em um só golpe.

Ficou na solitária por 1 mês.

(...)

- Vou achar um jeito de tirar você daqui. - Rudy disse em um dos poucos momentos de banho de sol e conversas que tinham.

- Esperarei por esse dia, ansiosa.

- Bom, se você jurar lealdade e parceria eu até te ajudo. Na verdade, eu não me importo muito com sua amizade. Você deve saber que eu sou bem gananciosa... soube que seus pais são muito ricos e tudo mais.

- Eu percebi isso desde o começo. - A morena sorriu, cínica. - Sei muito bem como lidar com pessoas do seu tipo, Rudy. Pode saber que o máximo que quero de você é a parceria.

- Ótimo. Quando eu estiver pra sair desse inferno, te aviso. - A loira sorriu também. - A Jenny tá me chamando... licença. - Rudy então se afastou, deixando Debrah sozinha mais uma vez.

- Nunca mais encoste no meu cabelo. - Ela disse sem olhar para trás, com um sorriso frio. - Se fizer isso, te mando pro inferno com uma tesoura sem ponta.

- Hahaha... Olhem, a patricinha sabe ameaçar. - Rocksi era uma detenta gorda e descabelada. Uma das mais temidas daquele pavilhão e Debrah era a única que não abaixava a cabeça para ela e a peitava.

- Eu vou repetir pela segunda vez... nunca mais encoste, entendeu? - Ela disse agora a olhando nos olhos.

- E se eu encostar? - Debrah deu uma gargalhada. - Por que está rindo?

- Só tenta. - Ela disse se virando novamente. 

- Mas é muito petulante mesmo. - Rocksi disse, logo pegando nos cabelos lisos de Debrah de forma bruta, os puxando para baixo, fazendo a morena cair da mesa onde estava sentada. - Desce do salto, patricinha...

- MORRA! - Debrah gritou, com um sorriso largo, enfiando a tesoura na garganta da mulher, vendo todas as outras detentas a olharem com medo e repulsa.

As mulheres que ficavam de guarda no pátio logo correram até lá quando viram a confusão, e Debrah mais uma vez foi levada para a solitária.

- Mais dois meses... - Ela suspirou e depois riu com gosto. - Como eu amo esse lugar!

(...)

" Não consigo me lembrar de nada

Não consigo dizer se isto é sonho ou realidade
Dentro de mim sinto vontade de gritar

Este terrível silêncio me impede

Agora que a guerra acabou comigo

Eu acordo e não posso ver
Que não resta muito de mim
Nada é real a não ser a dor agora

Prendo a respiração enquanto desejo morrer

Oh, Deus, por favor, me acorde [...] "

Debrah se levantou assustada. Por que diabos estava com aquela música na cabeça? Se lembrava de ter ouvido Castiel a tocar várias vezes em ensaios.

" One... da Metallica"

Piscou  e balançou a cabeça, confusa , fazendo uma careta ao se lembrar da origem da música.
Ainda estava na solitária. Tinham se passado 57 dias que ela não via a luz solar, então ainda tinha bastante tempo para dormir ou pensar em como matar pessoas. Três dias, pra ser mais exata.

Suspirou, se deitando novamente. Provavelmente já passava das 3h da manhã quando acordara com aquela voz rondando em sua cabeça.

"Castiel. " - Lembrou-se do ruivo. " A que ponto eu cheguei na minha vida, em?! Tanta coisa pra pensar e eu só consigo pensar em você, seu ruivo maldito."

Logo adormeceu.

Os três dias se passaram bem devagar, do jeito que ela gostava. Estava tão fora de si que o primeiro crime que pudesse cometer para voltar para a solitária a deixaria muito feliz.

Ficar isolada era a melhor opção, já que era odiada por todos os cantos.

A morena estava em sua cela, quando uma das policiais caminhou até lá.

- Hora da sua sessão. - Ela falou, tranquilamente, algemando Debrah antes de a tirar dali.

(...)

- Bom dia. - A doutora disse, sorridente ao vê-la entrar no consultório. - Como vai, Debrah?

- Pessimamente bem. - A morena se sentou na cadeira. Os cabelos estavam presos num coque mal feito e mesmo assim a mantinha com a aparência bela. - Não sabia que já era dia de vir... As consultas não são normalmente às quartas? Pelas minhas contas hoje é sexta, doutora. 

- Sim, está certa, mas há dias eu não te via... Acho que precisamos conversar um pouco.

- Sentiu saudades de mim? - Debrah sorriu. - Vou começar a me sentir importante...

- Okay, confesso que sem suas idéias e histórias, meu dia fica menos... interessante. - A doutora falou. - E então, o que bolou enquanto estava lá?

- Não consegui pensar em nada dessa vez.

- Motivos?

- Nenhum que você precise saber.

- O que é isso, Debrah? Vai esconder o jogo justo pra mim?
Eu notei que você parece estar mais aflita, por que?

- A senhora é bem rápida e observadora. -Debrah sorriu. - Castiel, lembra-se?

- Claro, eu me lembro desse nome. Você já o citou em sessões antigas, mas por qual motivo ele está em sua mente de novo?

- Nem imagino. Comecei a me lembrar de uma época mais feliz da minha vida, saca? Hum... Talvez seja efeito colateral da solidão. -Sorriu, divertida. - Castiel começou a me odiar da pior forma.

- Imagino que ele teve seus motivos, não? Motivos esses, que você nunca me contou quais foram.

- Não me recordava tanto assim sobre esses "motivos"... Mas agora, estranhamente me lembro claramente. Ainda está disposta a ouvir?

- Sou toda ouvidos... Ainda temos bastante tempo para uma história longa.

- Hum... Você provavelmente sabe do porque eu ter vindo pra esse inferno, sim? No começo do nosso namoro, eu e Castiel éramos até felizes, eu de fato o amava... Mas sempre fui ambiciosa. Formavamos uma banda, e um dia um produtor queria nos ver...

- E você, o que fez?

- Eu queria uma carreira solo, então estraguei a audição do Castiel e estraguei também uma amizade de longa data... Eu menti, para todos, fingi ter sido agarrada por seu melhor amigo e aí fui embora, seguir minha vida longe de todos.

- Acaba aí?

- Não, não mesmo. Durante um tempo eu viajei, cantei em vários lugares... mas aquilo já não estava me dando prazer, não todo aquele que eu sentia com o ruivo. Então empurrei "acidentalmente" o meu guitarrista do palco, para ter uma desculpa pra chamar Castiel para substituí-lo.

- Uou... - A psicóloga sorriu, surpresa.

- É... Talvez tudo seja estranho demais para assimilar. Uma história assim, vinda de uma garota de 22 anos, rica... Muita gente não acredita, pra minha sorte. - Sorriu largamente.

- Bom, infelizmente nosso tempo acabou... Puxa, eu realmente queria terminar de ouvir essa história.

- Eu adoraria te contar, doutora. A senhora é uma boa ouvinte. Talvez eu dê continuidade na semana que vem.

- Esperarei ansiosa. Até logo, e não arrume confusão. -A doutora viu Debrah assentir e assim sair do consultório, acompanhada por uma guarda.

(...)

Debrah se remexia novamente de um lado para o outro, não conseguindo dormir.
Só percebeu que chorava quando sentiu o rosto molhado.
Levantou-se, irritada, enxugou o rosto e se levantou.

" Não pode ser! "

(...)

- Então... Você sabe que seu julgamento é amanhã, sim? - A doutora disse em uma das conversas que tinham.

- Dependendo da pena, ou fico feliz ou morro. - Sorriu, amarga.

- Tenho certeza que não será pena se morte, Debrah... Enfim, vamos continuar com a história?

- Claro... onde eu parei? Ah sim, no começo de meu fracasso.

- Um termo bastante depressivo. - A doutora brincou.

- Talvez... mas é necessário usa-lo. Representa bem o final dessa história. - Suspirou. - Posso começar?

- À vontade...


Notas Finais


Até o próximo... ^^'


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