História O Amor é Clichê - Capítulo 5


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Categorias Cristiano Ronaldo, Gareth Bale, Karim Benzema, Marcelo Vieira, Sergio Ramos
Personagens Cristiano Ronaldo, Gareth Bale, Karim Benzema, Marcelo Vieira, Personagens Originais, Sergio Ramos
Tags Balé, Benzema, Clichê, Comedia, Cr7, Cristiano Ronaldo, Futebol!, Gareth Bale, Gb11, Karim Benzema, Kb9, M12, Marcelo Vieira, Real Madrid, Romance, Sergio Ramos, Sr4, Universidade
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Palavras 2.359
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi gente,
Bom eu meu sumiço se deu devido a faculdade e problemas pessoais. Além disso, escrevo outras fanfics e tenho tentado conciliar tudo da melhor maneira que posso. Espero que possam me perdoar. Eu não desistirei de nenhuma fanfic minha em andamento, mesmo que os capítulos venham sendo postado com um grande atraso. No mais, desculpem-me novamente. Perdão por algum erro, reviso mas acaba passando.

Espero que gostem, boa leitura.

Capítulo 5 - No furico de Hitler lecionam Cálculo I


 

NO FURICO DE HITLER LECIONAM CÁLCULO I

 

“VOCÊ OUVIU ERRADO!”, TENTO me defender, mas provavelmente falho, porque Benzema sai do carro e me encara com ares de ‘não ouse me enganar, porque não sou surdo’.

“Nós dois sabemos que eu ouvi muito bem”, afirma e ri de uma forma que incita cada parte do meu corpo a lhe estourar a fuça irônica. Mateo parece em choque, e nada faz além de manter as mãos frente aos lábios entreabertos, como se tivesse cometido o maior crime do planeta. “O que foi, cara?”, Karim o intercepta, “sou um fantasma ou o quê?” Mateo permanece apático, obviamente, afinal como de costume, ele só é capaz de escancarar a enorme caçapa nos momentos equivocados.

Quero acreditar que ainda haverá um amanhã, contudo, saber que Karim Benzema tem total conhecimento a respeito da paixonite que ando estupidamente alimentando por seu melhor amigo, não me causa algum tipo de sentimento benevolente. Ao contrário, imagino que em poucas horas minha cabeça estará espetada à vista de todos, tal qual a de Ned Stark, para que sirva como exemplo à toda a Carlos III, fazendo-os compreender que garotas esquisitas como eu, não devem cometer a audácia de manter devaneios eróticos com caras da alçada de Sergio Ramos.

“O que você pretende fazer quanto a isso?”, pergunto, pois decido que é melhor enfrentar o problema com a cabeça erguida do que me encolher dentro da concha imaginária de vergonha que pesa sobre meus ombros. Honestamente, quero sair em disparada e entrar no primeiro avião que me leve até o Everest, onde provavelmente morrerei antes de chegar ao cume. Entretanto, congelar a caminho do topo do mundo soa muito menos doloroso do que estar à beira de ouvir quais são os planos de Benzema, a partir do momento que ele detém a informação que pode jogar minha graduação no furico de Adolf Hitler.

Karim me analisa, lentamente, coçando a barba no processo. Ajeita o boné, tirando-o um pouco da testa, e rola os olhos como se ouvir minha voz fosse algo extremamente exaustivo.

“Por enquanto, nada”, profere, e sou atingida por uma fecha que perfura meus pulmões fazendo com que todo o oxigênio ali presente escape.

“Ahhh”, Mateo grita, horrorizado com a afirmação dele. Assustado como se Karim o tivesse jogado numa piscina cheia de baratas devoradoras de homens. Eu e o senhor popular, viramos o pescoço para encará-lo, a incompreensão varrendo nossos rostos, e pela primeira vez temos algo em comum: confusão. “Ele é um monstro, sádico, cruel”, aponta para Karim que enruga a face mais perdido do que fica durante as aulas em que assistimos juntos. “Não fazer nada é um sinal de como ele é maquiavélico. Não cai nessa, Alice. Ele é um psicopata.”

Maluco, tu doidão?”, Karim rebate e entendo o que Mateo quer dizer. Por qual pretexto Karim preferiria fingir que o episódio não aconteceu? O que ele ganharia com aquilo?  “Usou drogas pesadas?”, sonda. “Não sabia que vocês nerds curtiam umas sintéticas.”

“Ele tem razão”, alego, convicta. “Qual o motivo para você simplesmente ficar calado?”, arqueio a sobrancelha, desafiando-o a responder. Ele solta um longo suspiro, nitidamente desgastado por permanecer naquela conversa sem sentido, enquanto uma festa de arromba ocorre dentro da república onde Gareth mora.

“Não disse que vou ficar calado para sempre”, articulou. “Disse que vou ficar por enquanto.”

“E o que você ganha com isso?”, inquiro, embaralhada demais para seguir aquela linha de raciocínio sádica.

“Meu pai sempre me ensinou a manter os amigos perto e os inimigos mais perto ainda”, explica, enaltecendo o quão incapaz de raciocinar eu me ilustro.

“Não sou sua inimiga”, confesso, unicamente porque apesar de odiá-lo e querer esquarteja-lo tantas vezes antes, intitulá-lo de tal maneira soa tão pesado que eu prefiro crer que sou boa demais para enquadrar alguém nesse patamar.

“Também não é minha amiga”, discorre, sucinto. “E é por isso que você estará me devendo um favor.”

Nota sobre mim 14: Eu não quero dever um favor a Karim Benzema. Não quero dever nada a Karim Benzema. Não quero, porque tenho certeza que isso me custará algo mais doloroso do que arrancar meu fígado, a sangue frio, com ferramentas criadas por homens primitivos.

“E o que você quer em troca?”, indago, uma leve tonteira enevoando minha mente.

“Ainda não sei”, diz, e começa a caminhar rumo a varanda da residência envolvida em badalação. “Mas quando eu souber, te aviso. E acredite, não hesitarei em fazer isso”, dá-me uma piscadela marota e simplesmente vai.

Resignada e sem estômago para entra no covil de cobras, homens bombados e siliconadas, pego Mateo pelo pulso e saio arrastando nós dois para segurança de nossas casas. Concluindo que não há espírito para se infiltrar na festança, ele permite que eu nos guie, o mais rápido possível, para longe dali.

 

 

APOIADA SOBRE OS COTOVELOS, observo os espécimes peculiares que insistem em prolongar meu expediente. O que mais anseio é chegar em casa e retirar essas malditas sapatilhas verdes que viram quase meus segundos pés, já que prometo me livrar delas, mas falho miseravelmente porque quando me dou conta, estou calçada com as benditas outas vez.

Tenho fome, sede, sono... e todas as outras necessidades fisiológicas que consigo citar, contudo, não posso me permitir saciá-las pois um motoqueiro acena os braços flácidos acima da cabeleira ruiva e sou obrigada a me arrastar até sua mesa para atender seu pedido. O milionésimo da noite.

“Mais alguma coisa?”, solto a pergunta redundante, ignorando a espiada que ele dá nos meus seios. Se fosse Sergio Ramos em seu lugar, provavelmente eu lubrificaria, todavia, receber o vasculhar daquele grandalhão serve exclusivamente para me causar asco.

“Quero acertar a conta!”, estapeia a mesa sem motivo algum, como um brutamontes cuja circunferência abdominal é maior do que o cérebro. “Mas antes, me traga outra cerveja, doçura!”, exige e eu viro as costas para atendê-lo. Contudo, acontece algo inimaginável. Algo que não consigo ajuizar porque cada fibra da minha anatomia estremece de ódio: o cliente daquele bar imundo no qual trabalho para ajudar minha avó, Léa, com as contas de casa, tem o total atrevimento de me dar um tapa – daqueles estalados -, no traseiro.

Nota sobre mim 15: Por dentro viro um cruzamento, um híbrido de Alien e Predador, mas por fora luto para manter a calma e não provocar uma arruaça. A quem eu quero enganar? Por Zeus, meu desejo é esfolar esse idiota.

Caminho, assoviando uma canção, até o freezer. Contorno o balcão e retiro do objeto refrigerado uma longneck que abro, contando até vinte e dois milhões, antes de retomar o contato com o motoqueiro asqueroso.

“Aqui está”, deposito a cerveja sobre sua mesa e retiro o bloquinho do bolso traseiro da calça jeans. Pego a caneta enfiada atrás da orelha e calculo o total que ele consumira. “Oitenta e cinco euros”, descarto a ‘comanda’ e lhe entrego. Ele a estuda por longos segundos, e bebe um demorado gole do líquido à base de lúpulo e malte.

“A gatinha está tentando me extorquir?”, pergunta, esfregando as costas das mãos na boca perdida por entre a barba espessa. “Essa conta é um absurdo.”

“Foi o que consumiu, senhor”, explico, contudo ele não suaviza a cara de desgosto.

“Essa conta está errada”, insiste, e eu me agarro a Madre Teresa de Calcutá para prosseguir calma.

“Se quiser, pode calcular. O senhor verá que o valor é exatamente esse.”

“Você deve ter incluído coisas que não consumi, sua diabinha”, ilustra, e sinto que meu intestino grosso começa a se enrolar no intestino delgado, e juntos eles fazem um laço que poderei usar para enforcar o grandalhão.

“Não sou diabinha alguma”, pontuo, ríspida e os outros clientes dão atenção ao pequeno impasse que protagonizo. “Você consumiu isso tudo porque não parou de beber um instante sequer, desde que pisou aqui”, prossigo o discurso, e percebo que labaredas de cólera brotam do meu couro cabeludo, indicando que talvez, apenas talvez, eu venha realmente dos andares inferiores. “Então, idiota, você vai pagar essa merda. Pensasse nisso antes de encher essa sua cara nojenta de álcool”, cuspo, e percebo o equívoco que cometi quando a vermelhidão passeia pela face rechonchuda e ele ergue o seu peso, estancando na minha frente.

Seu hálito nauseante e a respiração pesada pairam sobre minha testa, e diante dele sou uma inerme e indefesa figura, reduzida a uma coisinha tão insignificante que o mais sabido seria partir em disparada para a Terra Média.

“O que você falou, vadia?”, pergunta.

Percebo que estou flutuando para outro cosmos, e que minha alma abandona meu corpo rumo à outra dimensão mais segura. Ele aperta meus braços com as mãos firmes, e esmaga minha frágil pele com toda a sua superioridade física. Comprimo as pálpebras e engulo o choro porque me lembro que sou a única funcionária do bar presente àquela hora, e supostamente nenhum frequentador irá intervir em meu amparo. Meu corpo se estatela no chão, num baque oco, quando os ossos da lombar encontram a superfície lisa, devido ao empurrão que suporto. Ele se emparelha e encurva a corpulência, checando as lágrimas que escorrem dos meus olhos, sem controle, pois constato que estou tão perto da morte que a foice da danada faz cócegas em meu umbigo.

 O motoqueiro então me ergue, de maneira brusca, e começa a me chacoalhar como se eu fosse um brinquedo infantil. Meus músculos se movem, em espasmos, e sinto que serei partida em dois a qualquer momento; todavia, sou largada novamente, no instante em que ouço um barulho de madeira se partindo, para posteriormente um grande estrondo ressonar dentro do bar.

O motoqueiro vai a nocaute.

“Não se bate em mulher, imbecil”, o intrometido fala, furioso. A respiração soando tão alto quanto o rugido que provocara ao golpear o cliente com o banco que tem nas mãos. O homem nada responde, porque está desmaiado. “Da próxima vez, vou acabar com a sua raça. Vou fazer picadinho de você”, elucida, e esforço-me para elevar a cabeça a fim de descobrir a identidade do meu salvador. Com muito empenho, consigo me sentar e a incredulidade me acomete ao discernir o anjo que viera em minha defesa.

Não faz sentido.

“Benzema?”, murmuro e ele me fita, por sobre os ombros, jogando o banco em cima da barriga do homem combalido.

“Tá tudo bem contigo, Grinch?”, averigua e me oferece a mão para que eu possa finalmente me manter de pé, embora minhas pernas estejam com consistência gelatinosa. Percebendo que fraquejo, Karim envolve os braços ao redor da minha cintura, escorando meu corpo ao seu, e o calor que emana de si quase me sufoca. “Você legal?”, interroga, e eu me afasto dele porque cada partícula de minha existência queima como fogo e eu não consigo compreender porque reajo assim.

”, sibilo, incerta. “legal sim. Obrigada.”

“Acabou a festa, vocês já podem ir”, ele comunica, em tom impaciente, indicando que os clientes devem ir embora. Dois motoqueiros são necessários para arrastar o sujeito que me atacava, para fora, e em poucos minutos somos só eu e meu pesadelo estudantil. E o desconforto que impregna meu peito.

“O que você está fazendo aqui?”, inquiro, já sentada em uma cadeira para processar a circunstância que eu vivenciava.

“Vim falar com você”, diz, mastigando chips de batata que eu lhe ofereci depois dele ter me ajudado a ajeitar a bagunça que a briga acarretara.

“Como sabia onde me encontrar?”, indago, enevoada.

“Seu amigo, Mateo, não é muito difícil de persuadir”, ri, e dá uma golada na garrafa de Coca-Cola. “Além disso, eu precisava sair para espairecer um pouco, então, resolvi lhe comunicar que cheguei a uma conclusão.”

“Não poderia esperar até amanhã, durante a aula?”, objeto, catando uma batatinha do pacote que ele segura, porque meu amor por batatas e minha tendência em surripiá-las não tem descanso.

“Não!”, exclama. “Sou imediatista, e por ser assim, preciso garantir minha permanência no time de futebol da faculdade.”

“E aonde eu entro nisso?”, tento descobrir que droga de estratagema ele está tecendo, e em qual da parte trama resolveu me enfiar.

“O treinador disse que seu tomar pau em cálculo outra vez, estou fora da equipe”, confessa, mastigando outra batata. “Sergio vive falando que você é inteligente”, diz e me encho de alento, sem conseguir conter o sorriso. “Isso, pode rir”, ele incita, externando que percebe minha reação. “Ele disse que você é uma das garotas mais inteligentes com quem ele conversou. Além disso, reparei como você se porta durante as aulas. Anota tudo, faz os exercícios, responde às perguntas do professor”, discorre, encarando-me intensamente, o que faz com que eu desvie o olhar. De perto, ele é irritantemente bonito. “Daí eu pensei: ela me deve um favor, eu preciso passar naquela matéria desgraçada, por que não unir o necessário ao desespero?”

“Não seria o útil ao agradável?”, corrijo, e ele faz careta, com se eu fosse estúpida.

“Cálculo não será útil quando eu virar jogador do Real Madrid, e vai ser um desespero quando eu provocar um vexame social por passar tanto tempo contigo. Quer dizer, não é como se eu tivesse facilidade para aprender aquela merda”, afirma, amassando o pacote vazio e arremessando-o em uma lata. Inacreditavelmente, acerta. “E então, você topa?”, propõe.

Mantenho-me muda, porque o destino me mostra, em letras garrafais, que as pregas anais do maior sádico da História estão comprimindo meu discernimento.

“Isso mesmo Alice”, Oprah dá o ar da graça. “Prepare-se, porque no furico de Hitler lecionam Cálculo I.”

“Cala a boca!”, rechaço para a voz do meu pensamento.

“Isso é um não?”, Karim pergunta.

“Não, não”, tento consertar. “Não falei contigo. Falei com a Oprah.”

“Quem é Oprah?”, indaga, aturdido.

“Oprah é minha mente”, digo, vencida, porque sou, às suas vistas, sem dúvidas, a mais sem noção das criaturas. Ele cai na gargalhada, e prossegue assim por arrastados segundos.

Pronto, agora eu viro novamente sua maior chacota.

“Definitivamente, você é maluca!”, afirma, controlando o acesso de risos. “Mas maluca ou não, você vai me ajudar a passar em Cálculo, porque senão o Sergio ficará sabendo que você está caidinha por ele”, ameaça e dou um meneio de cabeça, concordando. 


Notas Finais


E então, será que vai dar certo isso da Alice enfiar integral e derivada na cabeça de Karim, El Diablo?
O que vocês acharam e o que pensam que vai rolar?

Beijos, e trago capítulo novo loguinho. <333


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