História O amor e seus mistérios - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Aldebaran de Touro, Geist de Serpente, June de Camaleão, Kanon de Gêmeos, Marin de Águia, Mascára da Morte de Câncer, Saori Kido (Athena), Seiya de Pégaso, Shaina de Ofiúco, Shion de Áries, Shun de Andrômeda
Tags Aiolia De Leão, Amizade, Romance, Shina De Ofiúco
Exibições 116
Palavras 3.377
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi meus amores! Aqui estou eu com mais um capítulo frasquinho pra vocês!

Quero dizer que estou imensamente feliz com a repercussão da fic, principalmente em relação ao capítulo anterior. É bom saber que o romantismo e as boas atitudes ainda são bem vistas e aceitas nesse mundo tão distorcido em que vivemos.

Hoje tem uma ceninha caliente do Leãozinho e da Cobrinha, e a explicação da atitude tão fria de Shun.

Espero que gostem do capítulo!

Desfrutem e boa leitura!

Capítulo 6 - Capítulo 6 - Tudo às claras


Fanfic / Fanfiction O amor e seus mistérios - Capítulo 6 - Capítulo 6 - Tudo às claras

Na capital, Aiolia e Shina passeiam animadamente pelas ruas do agitado centro. Foram ao Museu da Acrópole, onde a garota ficou fascinada com a mistura da arrojada e moderna estrutura do prédio, e o antigo, presente nas esculturas e obras de arte.

Aiolia gostou de ver o entusiasmo nos olhos dela. Esse brilho vindo do interesse genuíno em querer saber mais daquele precioso lugar, o fascinava ainda mais. Todos dois não tiveram muitas oportunidades de vivenciar a vida fora dos limites do Santuário na época em que Saga era o Patriarca, por isso, fazia questão de dividir com ela o conhecimento, a cultura, e o prazer de viver algo diferente da realidade que sempre tiveram.

Almoçaram em um restaurante de frutos do mar, onde a ariana adorou a simplicidade e o jeito aconchegante do lugar, combinado à deliciosa comida servida pelo mesmo. Estava verdadeiramente encantada com o cavalheirismo, a inteligência, e o bom gosto do Leão. Como, em todos esses anos, nunca tinha reparado em tantas qualidades?

Acabando o almoço, foram à um  shopping, onde ele, apesar dos protestos da teimosa Cobra, comprou alguns vestidos, sandálias, e outros itens como maquiagem e bijuterias, que ficaram divinamente bem na arredia garota. Ele se divertia com o peculiar jeito de ser da amazona, e ela ficava cada vez mais derretida com o loiro.

Pararam em frente a uma perfumaria, onde ela ficou maravilhada com a diversidade e os belos frascos em que vinham todas aquelas fragrâncias.
Lembrou-se que o seu velho perfume tinha acabado, e talvez, levasse algo novo, pois estava cansada de sempre usar o mesmo.

Entrou na loja acompanhada pelo belo rapaz, e procurou com os olhos algo que chamasse a atenção. Em uma prateleira alta, do lado direito de um grande balcão, viu um lindo vidrinho redondo, ornado com pequeninas rosinhas, o que fez seus verdes olhos brilharem de curiosidade. Tomou o frágil frasco com cuidado, e apertou o spray contra o seu pulso, para sentir a fragrância. Se surpreendeu com o suave aroma, que era tão cheiroso quanto os perfumes que a Saori costumava usar, sendo que este era ainda mais delicado. Ficou inebriada como o singelo odor floral, não percebendo a aproximação de uma bonita jovem platinada, com olhos azuis cristalinos, bastante alta e elegantemente vestida, que fala com muita simpatia.

- Posso ajudar? – pergunta a agradável moça.

Shina ia falar que só estava dando uma olhadinha, pois, provavelmente, não ia levar nada, quando Aiolia foi mais rápido, respondendo com outra pergunta.

- Quanto custa esse perfume?

-Esse frasco tem 80 ml, e custa 70 euros. Temos também frascos de 50 e 30 ml, que saem um pouco mais barato. Mas digo ao senhor que vale muito a pena, pois esse é um dos perfumes mais vendidos da loja, e sua fragrância é única!

A italiana olha para o rapaz e diz baixinho.

- Não precisa comprar esse perfume, Aiolia! Já gastou demais comigo hoje, além do mais, ele é meio caro, não acha?

- Você gostou do perfume? – ela assente positivamente – Então não tem discussão! – olha pra vendedora, e abre o seu melhor sorriso – Vamos levar!

- Ótima aquisição, senhor! Vou fazer uma linda embalagem para presente! Enquanto isso, pode efetuar seu pagamento com minha colega ali no caixa.

Ele dirige-se ao caixa, e Shina fica junto à vendedora que está embrulhado cuidadosamente seu presente.

- Tem sorte de ter um namorado tão atencioso! Parece estar muito apaixonado! – fala a platinada.

Shina fica pensativa. “Namorado... Aiolia é meu namorado? Sim, ele é meu namorado! E me ama!”, ri discretamente pra si mesma, e responde a vendedora.

- Sim, eu tenho muita sorte! – sorri amplamente, e voltou seus olhos para o lindo homem que habitava seus pensamentos.

“Será que eu o amo?” pensa distraída, quando sente Aiolia a abraçar por trás, e dar uma suave beijo em seus cabelos.

- Vamos, lindinha? – olha pra vendedora, e fala num tom amável – Obrigada por nos atender tão bem!

- Não tem de quê senhor! Se precisarem de mais alguma coisa é só me procurar! Meu nome é Fran, e aqui está o meu cartão! – entrega o cartão à Shina.

- Até breve, Fran! – diz a italiana, saindo da loja, segurando seu precioso presente.

- Gostou cobrinha? – indaga curioso.

- Amei, leãozinho! Amei! Obrigado, Aiolia! – suspira encantada – Vamos tomar um sorvete?

- O que você quiser, lindinha! - diz com um sincero sorriso. Mais uma vez, a vê francamente feliz. Aos poucos estava alcançado o seu objetivo: conseguir o seu amor!

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Shun estava arrumando suas malas quando ouviu algumas batidas na porta. Interrompeu o que fazia e foi atender, dando de cara com o guardião de Peixes, o que lhe causou uma certa estranheza. Não eram inimigos, tão pouco eram amigos.

- Afrodite, que surpresa! Entra, por favor! - diz Shun cordialmente.

- Com licença! – respira fundo e despeja sem rodeios – Vim conversar sobre a June!

O virginiano o olha atravessado, já imaginando do que se tratava.

- Quer dizer que ela já foi se queixar! – ri sarcástico – E justo com você! Chega a ser engraçado...

Não termina de falar, porque é secamente interrompido.

- Não estou aqui pra saber o que você acha ou deixa de achar! Só quero que saiba que vou me casar com ela, e assumir o bebê como meu filho!

O garoto levanta uma de suas sobrancelhas, um tanto surpreso com a notícia, mas logo volta a sua expressão cordial de sempre e responde normalmente.

- Tudo bem! Que sejam felizes, e fique tranquilo, não vou ficar no caminho de vocês!

Dite fica espantado com a naturalidade com que o outro tratou um assunto tão complexo, ainda mais abrindo mão tão facilmente de sua paternidade.

- Pensei que ia pelo menos brigar por seu filho! – fala o pisciano atônito.

-Porque eu faria isso? Você é quem vai criar, cuidar, educar, estar todo o tempo ao seu lado, nada mais justo que você também seja o pai de direito, não acha? – indaga o rapaz com uma calma, que consegue deixar Dite mais pasmo ainda.

- Eu não posso acreditar que você seja tão frio! Esses anos todos nunca sentiu nada por ela?

- Claro que senti, senão não teríamos chegado tão longe! – dá uma risada espontânea – Eu sempre gostei dela como uma irmã, e meu erro foi ter cedido às suas investidas... eu tentei vê-la de outro jeito, mas devíamos ter continuado como sempre fomos.

- E só se deu conta disso agora! Faz-me rir, moleque! – fala num misto de deboche e raiva.

O menino fica visivelmente triste, e responde bastante melancólico.

- Não Afrodite, me dei conta disso a muito tempo, mesmo assim quis tentar... por ela... – senta-se no braço do sofá, e derrama uma solitária lágrima – Eu só quero que ela seja feliz, e se você se dispôs a isso, eu desejo tudo de bom nesse mundo... ela merece!

O dourado não sabia o que pensar, pois parecia haver verdade em suas palavras, junto a uma grande dor. Porém não estava ali pra ser psicológico de ninguém. Ele abriu mão de June e seu filho, e esse era o motivo que o levou ali: esclarecer a situação, e colocar um ponto final nessa história logo de início.

- Então, eu tenho a sua palavra que não vai nos importunar depois? – o pisciano estende a sua mão.

- Sim, tem a minha palavra! – diz Shun, apertando decidido a mão do outro.

O sueco, sendo um homem perspicaz, notou em seus tristes olhos qual era o problema: estava sacrificando sua felicidade por algo maior, além de suas forças. Fica sentido pelo garoto, mas esse era um problema muito íntimo, que somente ele poderia resolver.

Coloca sua mão no ombro do menino em sinal de solidariedade, e se despede com pesar.

- Adeus Shun! Que você possa ser feliz e encontrar a paz e a serenidade que tanto precisa! – vira-se deixando a casa do assustado cavaleiro de bronze.

Sim, assustado. Afrodite podia ser arrogante e às vezes bem fútil, porém, conseguia enxergar a alma das pessoas como poucos. Conseguiu entender parte dos motivos para a estranha e fria atitude do mais novo. Eram os resquícios da alma de Hades, que estava transtornado sua personalidade e acabando com a sua paz. Queria se afastar de tudo e de todos, e não teria sido tão difícil se sua amada June não tivesse dado a bombástica notícia de sua gravidez pela manhã. Sem saber o que fazer, agiu como achou melhor: se portou como um canalha, pra que ela se decepcionasse e o esquecesse. Claro que não iria largar nem a ela, nem ao seu filho à própria sorte, daria um jeito de falar com a Saori, e resolver a situação da melhor forma possível. Mas com a providencial entrada do cavaleiro de Peixes na história, tudo ficou mais fácil. Não fazia ideia de como ele e June se acertaram tão rápido, porém foi melhor assim. Ela e seu filho estariam amparados, e ele poderia tentar encontrar paz para a sua atormentada alma.

Chorou como há muito tempo não fazia. Abriria mão da mulher que amava e de seu filhinho, tudo por culpa do maldito Senhor do Submundo, que condenou seu corpo e sua alma ao tormento eterno, como consequência de ter sido seu hospedeiro. Se afastaria de seu único irmão e seus amigos de toda a vida, e tentaria encontrar alento e algum conforto ajudando as muitas pessoas carentes por esse grande planeta e quem sabe assim, pelo menos, tentar ser alguém digno de um dia, conhecer seu inocente filho.

- Seja feliz June! Cuide bem do nosso bebê! E que um dia possam me perdoar! – caminha choroso em direção ao quarto, pra terminar de fazer suas malas.

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Chegando em sua casa, Shina coloca todas as bolsas de compras em sua cama, enquanto Aiolia a esperava na sala. Ela desembrulha tudo com cuidado, especialmente o seu perfume.

Olhou novamente aquele lindo frasquinho, e lembrou-se da cara de satisfação do loiro ao comprá-lo. Abriu um terno sorriso, pois via sinceridade em cada pequeno gesto que tinha para com ela. Ele estava mesmo apaixonado, só restava saber agora se os seus próprios sentimentos seriam os mesmos, se o que sentia por aquele adorável homem tinha a mesma intensidade.

Foi pra sala, onde encontrou o dourado ajeitando a antena de sua TV, cuja imagem estava péssima, e mais uma vez se pegou pensativa.

Ele era gentil, prestativo, agradável e a adorava, o que mais ela queria? O que a impedia de amá-lo sem receios? Seria o fato de tudo ter começado com uma imposição da parte dele? Será que o fim não justificam os meios? Pensou muitas e muitas coisas, porém, tinha certeza de que algo especial por ele crescia em seu sofrido coração, e era um sentimento bom, muito gostoso de sentir.

Foi tirada de sua divagação com um caloroso beijo do grego, e ela retribuiu de igual maneira. Separaram-se, e ele a trouxe pro sofá, onde sentaram-se abraçados e ele mostra satisfeito a ótima imagem na tela do televisor.

- Ficou perfeito! – diz cheio de si – Só não tire dessa posição! Se mudar um pouquinho de lugar ,vai estragar tudo, e não vou mais arrumar!

- Nem se eu te pagar com muitos beijos? – finge tristeza – Pensei que gostasse mais de mim! - fala com a voz bem manhosa.

- Estou brincando, boba! – dá um longo selinho – Eu faço tudo que você quiser, do jeito que você quiser! – olha diretamente em seus olhos – Eu não gosto de você... eu te amo, cobrinha!

Se beijam apaixonadamente, sendo as carícias cada vez mais ousadas, e as respirações entrecortadas, ofegantes e com a excitação a mil.

Ele acaricia seus seios por cima da blusa de alças finas, fazendo a garota gemer sofregamente. Desce uma das alças e deixa o lindo seio exposto, onde ele devagar suga o rosado bico duro de tanto tesão.

Ela arfa, sente-se quente, entorpecida por essa agoniante e saborosa sensação. Ela desce suas mãos pelo torso do Leão e sem querer encosta em seu duro falo.

Fica curiosa e coloca sua delicada mão por cima do rígido órgão coberto pela inconveniente calça jeans. Sente sua intimidade ficar ainda mais molhada ao contato com essa parte tão íntima de Aiolia. Estava adorando tocá-lo desse jeito e pensava em ousar mais um pouco, porém são repentinamente interrompidos pelo toque do celular da amazona.

- Deixa tocar! – fala o rapaz ainda saboreando seu seio.

- Mas pode ser urgente, leãozinho! – diz ela apenada.

- Então atende, lindinha! – responde conformado.

Ela dá um breve beijo em seus lábios, e corre pra atender o aparelho, que estava carregando no seu quarto.

Olha no visor e vê que é o número de June, e atende a chamada de sua nova amiga.

- Oi June!

- Oi Shina! Pode vir aqui em casa agora? Preciso falar com você... é meio urgente... se não for te atrapalhar em nada. – diz com a voz meio embargada, o que fez a Cobra ficar intrigada.

- Sim, eu posso... em dez minutos estou aí! Até logo!

- Até logo, amiga!

Desliga, e volta pra sala meio desconfiada da estranha atitude de June, pois normalmente ela não era tristonha assim.

- Desculpe querido, a June me pediu pra ir agora lá na casa dela, e eu não gostei nada do seu tom de voz! Muito melancólico, e ela não é desse jeito. Deve ter acontecido alguma coisa bem séria!

Ele a toma em seus braços, beija seu pescoço de um jeito bem provocante e fala baixinho.

- Vai ver sua amiga. Amanhã nos veremos! – a beija com sofreguidão, e depois vai embora, deixando a ex-arredia amazona, desejosa por mais.

“Ele ainda vai me enlouquecer!” pensa ela, enquanto sai de casa em direção ao lar de sua amiga.

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Shina bateu a porta da casa de June, e se surpreendeu ao ver que foi Geist quem abriu a porta.

- Você, aqui? O que está acontecendo?

- Não sei Shina... June está estranha, e chamou a todas nós!

- Todas nós! Quer dizer que... – entrou como uma fera, deixando a pobre morena sem reação, e dando de cara com Marin sentada no sofá, ao lado da dona da casa.

- Você tá aí, sua cara de pau! – fala a esverdeada tremendo de ódio – Foi tarde da noite se oferecer pro Aiolia, mesmo sabendo que ele tá comigo! – se aproxima ameaçadoramente – Vou acabar com você, desgraçada!

Sua mão já ia de encontro a face da ruiva, quando Geist, num movimento rápido, consegue segurar a passional italiana.

- Enlouqueceu? Estamos de visita aqui, comporte-se! – fala soltando a mão de Shina com bastante violência – Não sabemos o motivo pra June nos chamar aqui, e pelo visto vamos continuar sem saber se você continuar agindo desse jeito! Deixa de ser impulsiva! – a morena grunhe com raiva – Resolvam sua diferenças longe daqui! Viemos pra ajudar nossa amiga e escutar o que ela tem a nos dizer, e não pra assistir a briga de vocês duas!

Shina se envergonha profundamente. Geist tinha razão, foi para ver o que a loira queria, e por culpa de seu mau gênio, quase arrumou uma confusão das grandes, que poderia trazer péssimas consequências pra todas elas. Abaixou a cabeça, olhou para a etíope e logo depois para as outras duas, e falou pausadamente.

- Me perdoem, todas vocês! Vim por sua causa, June, e acabei me deixando levar por meus problemas pessoais com a Marin. – diz se aproximando da loira – Me desculpe!

- Tudo bem, Shina! Não se preocupe, não estou com raiva! – diz a loira com a voz tristonha.

- Me perdoem também! – fala a Águia, para surpresa geral – Eu também errei, especialmente com você, Shina! Quero que saiba que a melhor coisa que aconteceu na minha vida, foi Aiolia ter me rejeitado! – suspira aliviada – Eu ia cometer um erro, e seria tremendamente infeliz... ele te ama! Agora vejo que você também sente o mesmo por ele!

A Cobra fica estática com as palavras de Marin. O amava? Seria possível? Como uma rival poderia saber mais de seus sentimentos do que ela mesma? Sacudiu a cabeça para sair de seus pensamentos, e voltar sua atenção novamente à conversa.

- De que diabos vocês estão falando? – pergunta a de cabelos negros, extremamente confusa – O que o gato pulguento tem a ver com tudo isso?

Shina a olha com um profundo tédio, pois odiava quando sua amiga chamava seu leãozinho assim.

- O que tem, é que os dois estão saindo à algum tempo, e eu quase estraguei tudo entre eles... me desculpe Shina! – diz a ruiva arrependida.

Tanto Geist, como June, ficaram boquiabertas com a revelação de Marin. Olharam pra Shina, e ela apenas confirmou com um manear de cabeça.

- Já que estamos colocando as cartas na mesa, me diz como você saiu da casa de Leão solteira e amanheceu de casamento marcado com o cavaleiro de Câncer? – indaga a italiana com um sorriso de canto.

As pobres amazonas já não tinham como arregalar mais os olhos. Como a Cobra e a Águia podiam esconder tantos segredos?

Marin respira fundo, e devagar conta tudo o que aconteceu, com riqueza de detalhes, para espanto das outras três.

- Enfim... escolhi amá-lo e me entreguei à ele, e sabe de uma coisa: não me arrependo! Faria tudo outra vez! – dá um sorriso de pura felicidade.

Geist olha pra Shina, e é direta em sua pergunta.

- E você? Fez a mesma coisa? Se entregou ao Aiolia?

- Ainda não! E não é por falta de querer da minha parte... eu o desejo muito! Ele quer ter certeza do meu amor por ele, e não o culpo por isso. – uma solitária lágrima rola o seu rosto - Me rastejei por anos atrás do Seiya, tendo plena convicção de que o que sentia era amor, e na verdade não era. – suspira fundo -  Eu me resignei à isso por não conseguir matá-lo... por mais que eu tentasse, não via sentido em matar alguém por ter visto meu rosto. Era injusto! Amá-lo foi a saída mais fácil! – senta-se em uma poltrona e olha as outras com um ar aliviado, por conseguir desabafar sobre um assunto que a consumiu por anos - Tudo por culpa dessa lei imbecil, porém, também é por causa dela que hoje, que o Aiolia e eu estamos juntos, pois ele também viu o meu rosto. – limpa sua chorosa face com o dorso de sua mão – Mas fiquem despreocupadas! Eu não tenho certeza do que eu sinto, porém, estou muito feliz... como nunca tinha sido antes!

Marin se aproxima de sua ex-rival, agacha-se, ficando exatamente no mesmo nível, se olham nos olhos e se abraçam calorosamente.

- Me perdoe, Shina... te julguei muito mal, fui cruel... e você sofreu tanto... me desculpe!

- Eu também peço que me perdoe, Marin! Te humilhei e persegui por muitos anos, agora eu vejo que o eu sentia era inveja, por você ser mais concentrada e capaz do que eu... perdão Marin!

Novamente se abraçam sob os olhares marejados das outras  garotas, que estavam felizes por essas duas terem finalmente se acertado.

- Meninas! – fala Geist, chamado a atenção pra si – Agora que vocês se resolveram, se perdoaram, vamos escutar o que a June tem pra nos dizer! Só pra lembrar, esse foi o motivo para todas nós estarmos aqui, não é?

- Isso mesmo June, o que você quer nos contar? – indaga esverdeada, realmente preocupada.

A doce loirinha suspira fundo, e despeja de uma só vez.

- Meninas, eu estou grávida!


Continua...


Notas Finais


E aí queridos, gostaram do capítulo?

Porque um passeio no Museu? Porque eu acho interessante! Particularmente gosto muito de ir a lugares que remetem à cultura e conhecimento. Como o Leão não é só músculos, e tem um cérebro pensante, levou a sua amada pra adquirir o hábito saudável de visitar Museus e Centros Culturais.

Pra quem gosta de perfumes importados, sabe por qual deles a Shina se apaixonou. Confesso que adoro esse perfume e estou triste porque meu frasquinho de demonstração acabou. Só não coloquei o nome pra não fazer jabá pro estilista italiano kkkkkkkkkk

Eu falei que a atitude de Shun tinha uma explicação, mas sinceramente, não justifica sua atitude. Porém, essa fic fala muito sobre as nossas decisões, acertadas ou erradas, e as consequências delas. E é claro que o nosso Shunzinho vai pagar o preço por sua má escolha.

A Fran é uma OC, e vai aparecer um pouquinho mais pra frente na história, como a namorada de um dos dourados. Quem será?

Sintam-se à vontade para comentar e falar o que acharam do capítulo! A opinião de vocês é muito importante pra mim!

Mil beijos e até sexta!


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