História O amor é um cão do inferno - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Jeon So-mi, Lu Han
Tags Got7, Ikon, Kim Sohee, Lu Han, Somi, Winner, Ziont
Visualizações 7
Palavras 1.612
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Nudez, Pansexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 11 - Sim


Fanfic / Fanfiction O amor é um cão do inferno - Capítulo 11 - Sim

A escola pública era muito diferente do que estava acostumada. O laboratório que fui levada logo na segunda aula, apesar de grande, tinha instrumentos apenas para trabalhos em grupo, por isso me juntei as pessoas que sentavam perto de mim. Sempre vivi com a calmaria de LuHan então nos primeiros instantes era espantoso a maneira enérgica que as pessoas daquela classe agiam. Bambam falava sem parar, contava sobre os professores, as regras de convívio da turma e finalmente tocou no assunto que aparentemente era o mais importante:
- Você era de escola particular né? Esse uniforme não mente. Devia ter um monte de gente bonita e cheirosa lá, gente rica cheira bem, você é rica SoHee? - por algum motivo ele usava um tom diferente para falar, como se uma jurada egocêntrica de programas músicas.
 - Não sou, minha mãe é viúva e dona de uma rede de peixarias, por conta disso ganhamos bolsas em escolas boas, mas não nos acho ricas.
 - Por que você diz “nós” invés de “eu”? - percebi que o professor se aproximava pois na cena ao fundo, vi os alunos entrando na sala e indo sentar.
 - Eu tenho um irmão, Dong Hyun, ele é um ano mais velho e estudavamos na mesma escola - levantei para ir de encontro ao professor quando ele entrasse.
 - E por que uma menina bonita veio estudar aqui? - boa pergunta.
 Quando me imaginei em uma escola nova pensei que viveria longe do meu passado, estaria segura e confortável, como era antes, mas os fatos que me levaram até aquele momento continuavam ali e agora tinha que escolher entre contar a verdade ou omitir o que passei e o que eu era. Mas precisava ouvir meu coração e pensar que talvez aquelas pessoas não fossem se importar tanto por não me conhecerem:
 - É uma longa história, te conto no intervalo.
 O professor chegou na classe seguido de uma outra turma de alunos e após uma rápida conversa, onde ele me falou sobre seu estilo de aulas e a importância de trazer o livro, voltei para minha mesa:
 - Façam quatro grandes grupo para todos terem a oportunidade de usar os materiais e…
 - Não quero gente de chinelo no meu grupo - Bam disso em voz alta interrompendo o professor e gerando um enorme tumulto na divisão de grupos, no fim haviam pessoas de chinelo e até mesmo alunos da outra turma juntos a nós.
 No intervalo acompanhei ele e seus dois amigos até o refeitório, pareciam tão próximos que me sentia uma intrusa ali entre os três. Meu novo colega me guiou até o lugar onde sentariamos:
 - Aquela ali é nossa mesa - ele apontou para um lugar que me fez estremecer, uma grande mesa coberta de desenhos e escritos coloridos.
 Devo ter feito uma cara de espanto, pois eles perceberam e me olharam esperando minha reação. É claro que eles não sabiam que eu havia visto algo bem parecido antes, na outra escola sentei em uma mesa como aquela por meses e sabia que não era algo agradável. Ver Bhy apontar para um lugar como aqueles e dizer ser o seu lugar foi dolorido, notei que ele tinha um jeito diferente dos demais garotos, então aquilo só podia significar que ele era mais parecido comigo do que imaginei e lidava com aquilo da mesma maneira que eu. Fiquei alguns segundos parada olhando Bambam se aproximar da mesa, então senti uma mão tocar meu ombro, era o garoto de nariz estranho:
 - Tudo bem se não quiser sentar conosco - eles nem imaginavam o que a garota educada viveu antes, deviam pensar que eu era fresca ou algo assim, mas minha motivação veio de ver Bambam sentando e dando um sorriso sem graça para mim, ele estava nitidamente triste, fazendo eu me ver nele por alguns instantes.
 - Não. É só que isso me lembrou algo - andei até a mesa e olhei os desenhos, era mesma coisa, xingamentos sujos, pedidos de suicídio, desenhos de pênis e a palavra “gay”  estavam ali, presentes em cada espaço da superfície da mesa e assim como eu ele continuou ali - Desculpa, eu só me assustei - seu rosto estava virado para o lado, como se estivesse me evitando - eu… já vi isso.
 - É, parece ser a última moda - mantinha o rosto virado para o lado, tentando evitar meu olhar..
 - Fizeram o mesmo comigo na outra escola - ele me olhou apenas com o canto dos olhos.
 - Por você ser pobre? - ele estava começando a parecer ríspido comigo, mas eu ainda não tinha escolhido o modo verdade ou o modo omissão, era hora de provar o que havia prometido a mim mesmo, viver como a verdadeira SoHee:
 - Não, porque eu sou lésbica - aquela palavra passou com dificuldade na minha garganta e acabou soando mais baixa que o desejado.
O garoto de cabeça redonda junto ao do nariz grande estavam se sentando na mesa quando ouviram aquilo e ficaram congelados, assim como meu novo amigo:
 - Você tá falando sério? - os três mantinham as bocas abertas demonstrando incredualidade.
 - Sim, é por isso que estudo aqui agora - algo dizia que não era algo positivo para se dizer no primeiro dia, mas era a primeira vez que me aproximava de alguém como eu e não era algo que queria deixar passar com facilidade.
Ele estendeu a mão para que eu as segurasse e sorriu para mim:
 - Se você contar eu conto.

Depois do espanto inicial fui apresentada para os dois garotos, o da cabeça estranha se chamava SeungYoon e o outro Zitao, descobri que os três eram amigos desde o fundamental e que Bambam viveu algo muito semelhante ao que eu passei, mas para os meninos a violência física é bem mais presente. A mesa pichada, que me fazia lembrar todo dia do que eu era, estava ali pelo mesmo motivo e aparentemente agora as pessoas pareciam se importar menos com isso, ou tinham motivos para não se importar ou implicar com ele, suspeito que por Tao ser um pouco exaltado. Bhy voltou a se soltar comigo e antes de voltarmos a sala fizemos um tour pela escola:
 - Ali é a enfermaria - apontou para um corredor ao lado do pátio - passei muito tempo ali, saudades maca macia. No fim do corredor tem a sala dos professores, tudo velho chato, menos o Lee, você vai entender o que eu quero dizer quando ver ele - andamos de braços dados sendo acompanhados por Tão que apenas ria das idiotices do amigo:
 - Olha quem vem lá - falou Tao indicou com a cabeça a garota loira que me levou até a sala pela manhã. Ela fez cara de nojo ao nos ver:
 - Sabe SoHee, apesar de gay sou muito amado por todos, veja. - quando chegamos perto da garota ele diminuiu as passadas - Oi Tayon, como vai querida?
 Ela nos olhou com raiva e até me segurei mais forte no braço que estava preso ao meu:
 - Vai se fude seu viado de merda! - os dois ao meu lado riram sem parar, me fazendo rir também.

As aulas passaram de forma lenta para um primeiro dia, talvez por que Bambam e Tao dormiram nas duas aulas seguintes e só acordaram quando o relógio estava  perto das duas e quinze:
 - Aqui não tem grupos complementares? - perguntei a Yoon enquanto ele arrumava sua mochila.
 - Tem sim. Dança, canto e inglês, mas a maioria das pessoas tem empregos de meio período, então ninguém é obrigado a participar. Mas eu cuido do grupo de canto, se quiser eu te mostro os outros.
 Após ver meus dois novos amigos partirem, fazendo mais barulho que o necessário para decidir quem pagaria o lanche no dia seguinte, segui com Yoon para conhecer os grupos que ele havia falado. Já que Jinu chegava tarde durante a semana , talvez pudesse fazer umas horas no grupo e ocupar meu tempo.
As reuniões ocorriam fora da escola, pois essa ficava muito perto da faculdade de meu irmão, então os alunos iam até lá para usar os espaços públicos. Entramos por um portão nos fundos, que eu ainda não conhecia, encontrando um grupo de seis pessoas sentadas sobre caixas perto de uma árvore:
 - Esse é o grupo de canto, pessoal essa é SoHee, sejam legais para que ela fique - fui cumprimentada por todos de maneira alegre, mesmo conhecendo os outros grupos tive certeza que ficaria ali, pela recepção calorosa e por sempre ter gostado de cantar.
O grupo se juntava todo o dia durante duas horas e nas sextas ficavam até anoitecer, para praticar o que aprendiam durante a semana com um professor que aparecia quando queria. Como todos moravam perto, caminhamos juntos falando sobre as apresentações em shows de talento que havíamos feito no passado. Um ótimo dia para o primeiro.

Cheguei em casa tão feliz que nem me assustei com Nam dormindo no sofá. Com a volta às aulas meu irmão tinha menos tempo em casa, o que de certa forma era bom, tinha tempo para cozinhar e experimentar coisas novas sem ele se preocupando com tudo que eu fazia.

Naquele dia antes de dormir liguei para LuHan e contei tudo que passei durante o dia: “Fico aliviado de ouvir isso, agora sei que você vai ficar bem quando eu tiver longe”, se tivesse a opção de fazer tudo errado apenas para o ter perto eu faria. Dizer adeus doia muito ainda, mesmo já tendo visto muita gente partir. 
Boa noite Soh, vamos nos ver sábado, antes deu ir?
Sim”


Notas Finais


A SoHee ta naquela fase do "To feliz, mas to triste", eu to sempre nessa fase (sad).
Apesar de revisar umas mil vezes pode ter algum "errinho" ai no meio, então me avise se você encontrou algum.
Obrigada por ler ^^


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