História O amor é um jogo, quer brincar? - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Aspen Leger, Celeste Newsome, Marlee Tames, Maxon Calix Schreave
Tags América, Aposta, Drama, Maxerica, Maxon, Romance
Exibições 379
Palavras 1.265
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Não me matem, meus amores😂😂
Demorei bastante, não foi? Mas eu tava um pouco sem tempo, aí né
Não vou mentir que também tava com um pouco de preguiça😂
Mas então, espero que gostem❤

Capítulo 30 - Estamos no mesmo barco


A aula já havia começado, mas não sai perto de Aspen por uns 10 minutos. Quando cheguei na sala de aula, pedi ao professor licença para entrar e ele deu um breve aceno com a cabeça, voltando a explicar um assunto distinto.

Dou um sorriso quando me aproximo de Marlee e Celeste, só que a loira não me olha com uma cara muito amigável. Será que aconteceu algo com ela? Desvio o meu olhar para Celeste, que dá de ombros fazendo um sinal com a mão, tipo "te conto tudo depois". Aí tem coisa.

Me sento e observo pelo canto do olho Maxon me olhando. Ele não vai desistir? Bom, se bem que já desistiu, mas as suas olhadas eram muito fortes.

(...)

– Ela o quê? – Pergunto com os olhos esbugalhados. Marlee não poderia pensar isso de mim. Não, não, não!

– Eu contei para ela sobre a sua ideia, não acharia que teria tanto problema. Mas Marlee contou que viu você dando em cima dele, mesmo com você e Maxon separados.

Aperto com as minhas mãos a quina do banco do corredor. Que raiva! Epa precisa saber que não prossegui com a ideia, que foi só um abraço amigo. Da minha parte, foi.

Balanço a cabeça, tentando ter calmaria na minha mente. Era muita coisa para poucos dias.

– Depois eu converso com ela. – Digo em meio de um suspiro. – Não vou me preocupar muito com essas coisas, não agora.

Na verdade, isso me deixava bastante preocupada. Era uma amizade de anos para ser abatida desse jeito. Imagina se eu tivesse prosseguido com a minha ideia de vingança, acho que aí sim ela nunca me perdoaria.

– Eu também vou ter uma conversa com ela, não se preocupa. Isso foi no calor do momento.

(...)

O dia estava se passando rápido, ou era só a minha cabeça querendo isso. Eu estava de um lado para o outro, pensando na minha amizade com Marlee e sobre a cena que vi mais cedo de Maxon e Kriss. Se não tivesse sido por ele, nada disso estaria acontecendo. Tudo culpa de Maxon!

– Eu te odeio, Maxon! Eu te odeio. – Me sento no chão perto da cama, dando pequenos murros no chão.

Eu não era para estar tão abalada, não era! Minha garganta dói por conta do choro que estou segurando, mas acabo desabando quando penso na sua voz ao meu pé do ouvido.

Foi tudo uma aposta.

Ele não gostava de mim.

Era só um prêmio.

P. O. V. Maxon

Bebidas iam servir a essa altura do campeonato? Talvez sim, talvez não. Não sei o que comprar nesse supermercado. Não quero me embriagar por causa de uma garota.

America realmente havia me mexido com seu jeito único, mas não tão único assim. Ela não foi tão diferente de mim. Nós dois estamos errados nessa história.

Estamos no mesmo barco.

Eu não sei mais o que fazer, então saio daquele estabelecimento sem comprar nada. Há uma praça em frente ao mercado. Se fosse em algum dia normal, eu ficaria sentado sentindo a brisa fria da noite, mas hoje eu não estou disposto.

Queria tentar tirar America de uma vez da cabeça, mas isso é impossível. Por que ela foi mexer tanto comigo assim?

Meu celular toca no meio da rua, e me assusto un pouco. Olho para os lados e entro em uma loja qualquer, só para atender o telefone

– O que foi agora, Aspen? – Pergunto um pouco irritado. Eu tinha dito para ele que ia ter um momento só pra mim essa noite.

– Você fez alguma merda? Diz que não, por favor.

Não entendo muito o que ele quer dizer. O que ele tem a ver com a minha vida?

– Por que a pergunta? Eu acho que você sabe da resposta.

– Eu estou pensando que sim.

Reviro os olhos e o respondo logo.

– Não, eu não fiz. – Olho para grande entrada da loja, e vejo logo de cara uma menina loira com outra garota ao seu lado. Linda. – Mas pretendo fazer.

Tudo para esquecer America. A garota ao lado da loira a cutuca, mexendo levemente a cabeça na minha direção. A loira dá um sorriso branco e coloca o seu cabelo de lado, dando um risinho com a sua amiga.

Mulheres...

– America não merece isso, Maxon. Ela é uma menina boa demais para tudo o que você está fazendo. – O comentário de Aspen me chama atenção. Como assim ele está do lado dela agora?

– Você está errado, meu caro amigo. Aspen, sério, eu te contei o que eu ouvi atrás da porta e ainda você vem defender a America? Menos.

– Não estou defendendo ninguém aqui.

– Não é o que parece. — Retruco, já ficando irritado.

A loira ainda olha para mim, mas está fingindo que está interessada em algo que um vendedor oferece. Algo em meus pés me travam. Eu poderia ir muito bem falar com ela, mas sei lá. É como se viesse um pré-arrependimento.

– America acharia você um belo namorado se você fizesse algo que os homens de verdade fazem! Não como um babaca.

Tenho vontade de socar algo, só que consigo segurar. Bato o meu pé impaciente, virando de costas para a garota.

— Ah, claro. O que ela gostaria que eu fizesse? Comprar flores e chocolates e dizer "você é a mulher da minha vida"? Me poupe, Aspen.

Escuto o seu suspiro do outro lado da linha.

– Só me escuta: é só você ter uma conversa com ela, Maxon. Não estou pedindo para vocês voltarem, mas pelo menos para esclarecerem as coisas. Acho que vocês dois merecem isso, não acha?

Penso bem no que ele diz. Aspen tem razão. Estou pensando pelo meu lado, vou ficar com a consciência limpa. É isso o que vou fazer ainda hoje.

Nós vamos ter uma conversa, ela querendo ou não.

(...)

23:12. O horário do meu relógio de pulso não mente. Olho para a janela de America, que está aberta, mas a cortina está na frente tampando tudo.

Não vou entrar pela porta da frente. Porque primeiro: é muito tarde. Segundo: o horário, os pais delas com certeza vão achar estranho. E terceiro: eles não iam abrir.

Então resolvi esperar.

Meu coração acelera um pouco quando percebo que a cortina está sendo arrastada e a janela sendo fechada pela ruiva. Ela ainda não percebeu que estou aqui.

Aceno com a mão para ela perceber minha presença, e, depois de poucos segundos, ela finalmente percebe, fazendo uma cara espantada que acaba sendo um pouco engraçada.

Eu sei que não estamos muito bem, mas peço, fazendo movimentos com as mãos, para entrar.

Eu talvez esperasse por essa resposta. America mostra o dedo do meio e termina de fechar a janela, a cobrindo com a cortina. Mas que droga!

Pego meu celular e arrumo coragem para ligar pra ruiva. Ela vai me matar? Sim, mas a conversa vai ser pior do que uma ligação, tenho certeza.

Como esperado, caixa postal. Bufo, mas não desisto tão fácil. Deve ter algum jeito de entrar aqui. Vasculho por fora da casa, tendo cuidado para ninguém me ver. Eles vão pensar que sou um ladrão, e eu não quero a polícia me perseguindo.

Vejo duas janelas encostadas, um pouco estreitas, mas dá pro meu corpo passar. Agora é só torcer para estarem abertas. Uma das duas.

E por puta sorte, uma só estava encostada. Antes de entrar, olho por dentro da casa. Tudo escuro e ninguém por perto. E então, eu adentro.



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