História O Amor é um Mistério - Capítulo 4


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Categorias Originais
Tags Ficção, Mistério, Romance
Visualizações 3
Palavras 931
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Café De La Vie


 Fui à estrada que saía de Doubt Falls segundo às ordens do Sr. Smut. Assim que cheguei ao começo da rodovia, encontrei um homem baixo com cabelos pretos, uniforme da polícia, barba mal feita e expressão mal humorada.

- Onde está Peter? – Perguntei ao Sr. Smut.

- Tirou o dia de folga. – Respondeu com a voz rouca. – Preguiçoso.

- Quem foi a vítima?

- Ross Wood. 27 anos, dono de um bar. – Fiquei surpreso ao ver o corpo ensanguentado de Ross jogado entre algumas árvores. Sr. Smut provavelmente percebeu pois em seguida perguntou – Você o conhecia?

 Então me lembrei de Neember dizendo que seria melhor manter a visita da última noite em segredo. Neember. Não devia ter gritado daquele jeito com ela, devia? Ela tentou me ajudar e eu a tratei como tratei. E ela estava tão... Eu não sei.

- Johnson?

- Ah! Não, não, nunca o vi na minha vida.

- Bem dê uma olhada no corpo, eu vou inspecionar a área. – Tirou a arma do cinto e sumiu entre as árvores.

 Agachei-me comecei a examinar Ross, ou o que sobrou dele. Foi esfaqueado. Seu rosto expressava surpresa. Usava a mesma roupa da noite anterior. Exceto pelo medalhão que não estava mais em seu pescoço. Fora morto na noite anterior, provavelmente depois que fomos embora. Mas então como chegou ali? E se a morte dos Cottov estiver ligada com a morte dele? E se o assassino sabia que estávamos atrás da arma que ele usou no último homicídio? Isso explicaria porquê ele usou uma arma tão comum como uma faca.

 Milhões de perguntas, mas como sempre nenhuma resposta. Então Sr. Smut voltou e perguntou:

- Descobriu alguma coisa, Johnson?

- Não. Posso fazer uma pergunta ao senhor?

- Diga.

- Alguém ligou ao senhor dizendo a localização do corpo?

- Sim.

- Quem foi?

- Uma mulher chamada Jennifer Neember.

- Hum, entendo. Bem, eu tenho que ir, se descobrir algo pode me ligar.

- Sei que posso.

 Assim que voltei ao meu apartamento, liguei para a Detetive Neember. Porém ela só atendeu na sexta vez.

- O que você quer? – Perguntou.

- Sei que foi você quem ligou sobre o Ross.

- E qual seu problema com isso?

- Quero falar com você.

- Agora você quer minha ajuda não é?

 Nos instantes seguintes ninguém disse nada. Até que eu finalmente respondi:

- Desculpe. Não te tratei como deveria. Sei que você só estava tentando ajudar.

  Ela também não disse nada por quase um minuto.

- Estarei te esperando no Café de La Vie, na rua 5. – E desligou.

 Quinze minutos depois estávamos os dois em silêncio no Café da Rua 5. Então encontrei coragem de falar.

- Sei que já disse isso pelo telefone, mas acho que é melhor eu repetir. Desculpe. Eu estava um pouco alterado ontem à noite. Não devia ter feito aquilo com você.

 Ela tomou um longo gole de seu Cappuccino e só depois respondeu.

-Descobriu algo sobre o... Ross? – Ela engoliu seco quando disse o nome dele.

- Não. E você?

- Também não.

- Você sabe o que era aquele colar que ele estava usando?

- Não. – E tomou mais um gole.

- Você o pegou? Não estava com ele.

- Não.

- Então... Vocês eram muito próximos?

- Sim.

As palavras que dizia pareciam cada vez mais baixas e menos entendíveis. Parecia que iria chorar a qualquer momento.

 

- Chegaram a namorar? – perguntei meio inseguro.

 Ela não respondeu. Somente depois de algum tempo ela acenou afirmativamente com a cabeça. Não sabia o que responder, então disse as palavras mais idiotas que se pode dizer a alguém que perdeu uma pessoa próxima.

- Sinto muito.

 Ela tomou mais um gole de seu Cappuccino e notei que havia lágrimas em seus olhos. Olhos verdes e brilhantes. 

- Já faz muito tempo.  – Disse recompondo-se.

 Nenhum de nós dois se atreveu a dizer uma palavra sequer nos instantes seguintes.

 O Café estava vazio exceto, por nós, dois adolescentes, um casal de idosos e um homem que acabara de subir num pequeno palco em uma das extremidades do local. Era loiro, magro e carregava um violão. Sentou-se num banquinho e começou a cantar. Cantava bem, por mais que ninguém demonstrasse.

- Quem é esse? – Perguntei.

- Ele se chama Jackson.

- Se você é nova aqui, como já conhece tanta gente?

- Passei a minha infância aqui. Jack era meu colega de classe. Dizia que seria cantor. Um dos melhores do mundo. E, bem, cá está ele.

- Não controlamos o nosso destino.

- Não... Mas às vezes acho que assim é melhor. Num mundo tão egoísta. – Havia mágoa em sua voz. – Bom, eu vou dizer um “oi” para o Jack e já vou indo. Foi bom conversar com você.

- Igualmente! – Respondi sorrindo. Ela me deu um beijo na bochecha e andou em direção ao palco, quando Jack terminou a música que cantava.

 Fiquei imóvel por um segundo, mas logo após me levantei, paguei a conta e voltei para casa. Assim que cheguei ao meu apartamento me lembrei de uma pergunta que seria o motivo de meu encontro com Jeniffer, porém esqueci-me de fazê-la.  Como ela sabia onde Ross estava? Deitei-me no sofá com essa dúvida na cabeça e liguei o noticiário. Passei a tarde pensando nos dois assassinatos recentes, mas não era possível afirmar nada. Havia poucas pistas e indícios. Porém exatamente às nove horas da noite, pensei em algo que havia deixado passar. Algo que eu deveria ter feito, mas não fiz. Um erro horrível. Tinha de voltar à casa dos Cottov. 



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