História O Amor É Um Negócio Complicado. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao
Tags Amor, Chanbaek, Finalmente, Huhan, Kaisoo, Treta
Visualizações 50
Palavras 5.209
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


YAH! Depois de muitos séculos e muita enrolação, finalmente consegui terminar de escrever alguma coisa ahsuehaudhauhdu.
Boa leitura, eu acho. <3

Capítulo 1 - Capitulo Único


Fanfic / Fanfiction O Amor É Um Negócio Complicado. - Capítulo 1 - Capitulo Único

Acho que se outra pessoa tivesse me contado, doeria menos do que ouvir de sua própria boca. Não faz sentido um dia estar tudo bem e no outro, um completo caus. Claro, porque eu tenho que ser o trouxa da relação que conta tudo achando que está tudo bem quando na verdade não está nada bem.


Baekhyun, você é um idiota.


- Olha - fungo baixo, olhando para qualquer lugar, menos para seu rosto. Ele fica um tempo em silêncio e por um segundo acho que ele foi embora. - Eu sei que eu fiz errado...

Seria melhor se ele tivesse mesmo ido embora.

- Ah, que bom que sabe. - debocho soltando uma risada curta e amargurada. Sehun bufa, impaciente.

Se ele está impaciente, nem imagina como eu estou. Talvez devastado seja uma boa palavra para descrever como me sinto agora, ou, talvez, quebrado.

- Eu sei que eu devia ter falado com você desde o inicio, mas eu tinha medo que você pensasse que eu não te amo mais.

Ouvir ele falar aquilo fez com que eu tivesse vontade de botar tudo o que comi nas ultimas horas para fora. Ele só pode estar brincando.

- Medo? Você tinha medo? - falo cético, olhando para seu rosto pela primeira vez desde que ele soltou a bomba. - Você não sabe o que é realmente ter medo, Sehun. Na verdade, você não sabe de nada. Você só acha que sabe.

Não consigo deixar de pensar o quão parece certo tudo o que falo e o quão assustado estou pensando em tudo o que vivemos e que mesmo depois de tudo, mesmo depois disso ainda vamos nos ver nos corredores da faculdade. Por que as coisas tem que ser tão complicadas?

- OK! Talvez eu não saiba mesmo, mas idai? - ele explode do nada. Tremo no lugar ao voltar para a realidade e parar de pensar no que só quero que exploda.

"Ah, Baekhyun. Por que você não pode ser como os garotos da sua idade, que gostam de garotas e levam uma vida pacata sem grandes loucuras?", meu pai me disse isso quando sai de casa e vim morar em Seul. Impossível não lembrar do olhar de minha mãe. Ah, minha querida mãe, que saudade que eu tenho dela.

- Idai? IDAI? - grito, alterado. Como ele pode ser tão... Babaca. Não era para ele pensar em mim antes? Pensar em nós?

- Não importa, pois agora já aconteceu. Passado é passado, presente é presente. - ele passa as mãos nos cabelos, tenso.

- Você... - eu riu margurado. - Você ao menos pensou em mim antes? Pensou em nós? Pensou no quanto eu iria sofrer se você fizesse o que fez?! - dou um grande ênfase em nós. Até porque não é da noite para o dia que tudo que construímos juntos em dois anos acabou.

Até porque eu sei que isso não é de hoje. Agora eu sei.

- Eu pensei! Eu ainda penso! Eu sinto muito, Baekhyun, mas, apesar de te amar, eu não me arrependo. - Sehun se aproxima de mim. Eu ando para trás, sem hesitar. Quero ficar o mais longe possível dele agora.

- Se você me amasse como diz que ama, teria falado comigo primeiro. Mas já que você decidiu ser um babaca egoísta. - solto sem nem mesmo pensar. Estou nem ai para o que ele vai pensar agora. Nós já não temos mais nada.

- Eu sou um babaca? - apenas reviro os olhos e cruzo os braços. Desde quando sua voz passou de sexy e sensual para irônica e ridícula? - Eu sou um babaca por pensar na minha felicidade? Eu sou um babaca por ter encontrado o amor da minha vida? Eu sou um babaca por pensar em mim? Então sim, eu sou um babaca! - ele fala tudo tão rápido e com tanta intensidade que sinto uma leve vontade de chorar. Mentira. Uma grande vontade de chorar. Será que eu devia estar mesmo bravo com ele como estou agora? - Não venha me ensinar a amar, Baekhyun. Eu sei que fui seu primeiro amor e tudo mais, mas nem tudo gira em torno de você!

Ok. Isso doeu.

- Quer saber - balanço minha cabeça, fungando. Quando eu voltei a chorar? - Chega. Faz o que você quiser, eu só não quero mais saber de você.

Agora eu realmente já não ligo mais para nada. Só quero minha cama, onde eu posso chorar a vontade sem plateia. Nem notei que estou chorando. As lágrimas vieram antes do que o esperado.

- E só pra constar, você não foi o meu primeiro amor! - grito de forma birrenta enquanto lágrimas e mais lágrimas escorrem por meu rosto.

Apenas jogo o celular de Sehun - que ainda estava em minha mão - no chão sem muita força e saio de lá sem esperar mais nada. Não tenho mais o que fazer no terceiro piso, quando nem mesmo minha sala é nesse andar.

- Ei. O que aconteceu? - não respondo, apenas me encolho nos braços de Chanyeol assim que o encontro no fim das escadas do primeiro piso. Ele me abraça enquanto afaga meus cabelos.

Não falo nada, Yeol não insiste. Logo estamos andando um do lado do outro para nenhum lugar em específico, eu acho.

- Foi o Oh Sehun, não foi? - ele fala de repente. Puxo as mangas do casaco fingindo não ter ouvido. Nem ao menos preciso olhar para Chanyeol, eu sei que ele está bravo. É verdade que ele nunca foi com a cara do meu namorado... EX namorado! - O que ele fez dessa vez?

Não respondo. Sei que se eu disser qualquer coisa que seja só vai deixar ele mais bravo ainda. Não quero que aconteça de novo o que aconteceu a algumas semanas atrás. Chanyeol nunca foi de briga, muito menos violento, mas desde que eu e Sehun começamos a namorar ele parece que precisa saber de tudo que acontece. Como se ele fosse responsável por mim, como um irmão...

- Baekhyun. - sua voz está mais grave que o normal. Ele está muito mais que bravo. Em um movimento rápido, Chanyeol segura meus pulsos ficando de frente para mim. Tento me soltar de seu aperto sem muito sucesso. Ele solta um de meus braços e segura meu rosto, fazendo ser quase impossível não olhar em seus olhos. - O que ele fez? - seu olhar de poucos amigos sobre mim me da vontade de chorar de novo. Mas eu não vou chorar, não vou mais. Não por causa dele.

- Nós terminamos. - falo de uma vez, desviando meus olhos em seguida, quando seu aperto se afrouxa. Não quero que ele veja o quão fragilizado eu estou.

As vezes parece que meu amigo poderia ler minha alma se quisesse, o que não me surpreende muito já que nos conhecemos desde sempre. E agradeço isso pelo simples fato de que ele sabe quando não deve forçar a barra.

- Sério...? - o jeito como ele fala chama minha atenção, fazendo com que eu o olhe. Como se estivesse em um delay, Yeol balança a cabeça e olha para mim mudando sua expressão de raiva para outra coisa. Não pena, ele sabe que eu odeio quando os outros sentem pena de mim. Mas parece mais... Compreensão. - Eu poderia ser um péssimo amigo dizendo que sinto muito, mas eu não sinto.

Impossível não sorrir, nem que minimamente com seu comentário nostálgico vendo-o sorrir de canto. Dou um tapa em seu braço de leve. Que idiota.

Sua raiva que antes parecia tanta, quase sumiu completamente enquanto andávamos um do lado do outro lembrando de seu namoro fracassado com uma garota da faculdade no ano passado.

Não que Chanyeol não gostasse dela, e gostava. Mas seu mundo pareceu completamente virado quando a mesma se revelou lésbica. E digamos que não foi a revelação mais casual do mundo, até porque subir em cima da mesa da biblioteca quando está acontencendo a feira do livro anual onde tem muita, mas muita gente e gritar em alto e bom som que gostava da mesma fruta que ele não foi a coisa mais normal a se fazer.

Não sei quanto tempo ficamos conversando quando chegamos no bairro de Chanyeol, nem quando ele sugeriu que ficássemos na varanda de seu pequeno apartamento. Mas acho que não foi tanto tempo, já que quando estamos pensando em pedir pizza ou jogar Chubby Bunny, a empregada levou um grande susto nos encontrando lá. E não era para menos, ainda não deviam ser nem meio dia.

- Escolhe um filme. Eu só vou ir ali na loja de conveniências comprar sorvete e já volto, bae. - reviro os olhos com a brincadeira de Chanyeol. Me jogo para trás rindo do mesmo quando ele faz uma pose muito gay e manda um beijo no ar.

Se ele não fosse hétero eu até poderia pensar que Chanyeol estava flertando comigo. Só que não.

- Vai logo comprar o meu sorvete, seu tarado! - grito jogando a almofada nele, errando por poucos segundos. Poucos segundos que fizeram Chanyeol tropeçar no degrau da porta com a sala e quase quebrar um vaso que se eu não me engano foi a mãe dele que deu para ele.

Logo que Chanyeol vai embora para comprar o meu sorvete, ligo a tevê e coloco direto na Netflix. Escolho um filme muito bom, nada triste. Passo o tempo lendo resenhas de possíveis filmes e doramas que ainda vou ver.

- Escolheu o filme? - a porta fecha com um barulho alto, em seguida escuto o som das sacolas sendo colocadas no chão e um suspiro cansado da parte de Yeol.

- Sim, eu escolhi aquele onde a esposa do cara é brutalmente assassinada por um assassino serial, e seu filho deixado seriamente ferido. Ah, e o filho é sequestrado, ai o pai inicia uma busca frenética para salvá-lo com a ajuda de uma mulher com problemas mentais.

- Que filme é esse? - ri com a imagem de Chanyeol franzindo o nariz mesmo sem estar olhando para ele.

- Procurando Nemo. - me viro, apoiando meus braços no sofá. Ele revira os olhos, mas ainda sim ri. - Tá. Me ajuda.

Pulo do sofá, já sentindo água na boca só de ver os sorvetes e outras coisas que Chanyeol comprou.

- O que eu não faço por você em. - resmunga indo em direção a cozinha. Eu riu.

~♥~


Passamos a tarde comendo sorvete e vendo filmes aleatórios. Sem contar que no final da tarde nós realmente brincamos de Chubby Bunny e fico extremamente orgulhoso em dizer que ganhei de Chanyeol. Aquele grandalhão metido a esperto não conseguia parar de rir e dizer que eu parecia um esquilo. Quase dei na cara dele.

- Chanyeol. - falei arrastando a voz para soar manhoso. Já passava das seis e já era a décima oitava vez que ele implorava para que eu aceitasse ir no encontro casual e também festa de aniversário de um amigo dele. - Eu nem conheço esse seu amigo.

- Mas Kyungsoo vai estar lá. - diz se abaixando ao lado da cama. Encosto minhas costas na parede de seu quarto. - Onde eu botei aquele maldito fone de ouvido?!

- Eu não vou. - falo mais comigo mesmo vendo que meu amigo está mais preocupado em achar seu precioso fone de ouvido.

- Vai sim. - insiste fazendo seu tom brincalhão passar a ser autoritário. Reviro os olhos. - Achei!

- Chanyeol...

- Baekhyun! - ele grita de repente, me assutando. Ele encolhe os ombros, se aproximando de mim. - Você não tem escolha. Meu teto, minhas regras, lembra? Agora termina de se arrumar.

Bufo, indignado. Acho que agora lembro porque fiquei tão feliz quando Sehun conseguiu sair de casa e fui embora desse mesmo apartamento para morar com ele.

Me encolho na parede, me sentindo menor quando pensamentos com relação a Sehun invadem minha mente.

Por que as coisas tem que ser tão difíceis?

- Baekhyun. - a voz rouca de Park me tira de meus devaneios. Passo minhas mãos em meu rosto, tentando secar as lágrimas e ignorar o olhar preocupado de Chanyeol. Ele tenta se aproximar.

- Tá tudo bem. Vou me arrumar. - saio do quarto sem olhar para trás, quase correndo para meu antigo quarto.

Fecho a porta e encosto na mesma. Um pequeno sorriso surge em meus lábios quando noto que Chanyeol não mexeu em absolutamente nada desde que eu fui embora. Sei que ele proibiu a empregada de limpar meu antigo quarto pelo simples fato de que minha camiseta ainda está em cima do abajur e tenho certeza que minhas caixinhas de "tranqueiras", como Chanyeol costumava falar, ainda estão lá, em baixo da cama.

Apesar de ser meu quarto, é um pouco estranho estar nele e ter certa parte de meu cérebro dizendo que esse não é o meu quarto. Meu quarto séria do outro lado da cidade, no apartamento de Sehun.

Balanço a cabeça, no intuito de afastar certos pensamentos e me aproximo da cama bagunçada. Solto uma risada baixa vendo a xícara virada e a mancha de café no lençol branco. Não lembro exatamente do por que da mancha. Mas lembro da briga, de Chanyeol estar doente e de minha frustação por ter brigado por algo tão besta com Sehun quanto o motivo de estar brigando com Chanyeol naquela noite.

Ajoelho no chão, sorrindo sozinho ao constatar que está tudo como eu deixei. Pego uma caixa pequena e lembro quase que imediatamente do que ela é. Toda forrada de notas de dinheiro de mentira, foi um trabalho da escola em que eu e Chanyeol fizemos juntos. Não é porque fomos nós que fizemos e nem nada mas a nossa caixa foi a melhor dentre todas no trabalho de artes. Pura ostentação.

Sinto uma leve vergonha alheia quando abro a caixa e encontro diversas coisas idiotas que eu e Chanyeol guardavamos ali. Na época, depois de termos recebido a nota máxima e o trabalho ter encerrado, nós prometemos no mesmo dia guardar tudo que simbolizava nossa amizade na caixa. Coisas como cartas de jogos que jogávamos e até papeis de bala quando eramos menores eram coisas muito importantes para nós.

- Baekhyun. - viro meu pescoço para ver Chanyeol todo arrumado na porta. Ele abre um pequeno sorriso visto que eu também.

Momentos como esse me fazem muito feliz, não só porque eu sei que mesmo sem pais ou muitos amigos, Chanyeol foi uma das poucas pessoas que permaneceu do meu lado. E eu sou muito grato a ele por isso.

- Eu, hum, só estava vendo umas coisas. - fecho a caixa, colocando a mesma no lugar em baixo da cama. Chanyeol ri. Eu o fito, querendo saber o por que de ele ter rido, mas acabo sorrindo ao ver ele sorrindo.

Ele diz mais alguma que eu não entendo e depois sai. Não dou muita bola e vou logo me arrumar. Fico quase que assustado com o fato de todas as minhas roupas estarem em sacos de plástico com um cheiro muito bom de amaciante.

Não conversamos muito no caminho, até porque passamos o mesmo ouvindo música, cantando junto de forma engraçada gerando muitas gargalhadas e um quase acidente no trânsito.

O tal lugar em que sei que Park sempre vai as terças e sextas com mais alguns amigos não é muito longe de seu apartamento. É uma espécie de casa de boliche com um estacionamento enorme. Admito, é um lugar legal.

Mas mais legal ainda é por dentro, que é mil vezes maior que por fora, o que me deixou de queixo caído.

Não foi difícil achar os amigos de Chanyeol, visto que eles estavam gritando e rindo quando entramos. Depois de muitos comprimentos da parte de todos com Chanyeol, parece que focaram um holofote em mim, fazendo assim todos olharem diretamente para onde eu estava.

- Ah, pessoal, esse é o Baekhyun. - Chanyeol me apresenta.

- Eai Baekhyun. Eu sou o Kris. - o loiro se levanta esticando a mão sobre a mesa. Aperto sua mão me sentindo levemente intimidado. - Esse é o Tao, Lay, Jongin, Suho e Kyungsoo. - disse apontando para todos respectivamente. Confirmo com a cabeça para ele achar que estou gravando o nome de todo mundo, sendo que eu estou ocupado demais tentando entender o porque de Kyungsoo não estar com aquela cara de "hoje cabeças vão rolar". Algo de errado não está certo.

Depois de algumas briguinhas bestas e a quase morte de Chanyeol por se engasgar com o refrigerante de Tao que ele pegava quando o mesmo estava distraído, decidimos começar jogando boliche para depois comer. Nos separamos em times: Kris, Lay, Kyungsoo e eu Vs. Chanyeol, Suho, Tao e Jongin.

O jogo começa com muitas gargalhadas e brincadeiras da parte de todos. Não foi difícil me abrir com os amigos de Chanyeol - fora Kyungsoo que eu já estou muito mais que familiarizado e acostumado com seu comportamento bipolar - quando eles são bem abertos para novas amizades.

Apesar de tudo, eu sabia que tinha algo de errado com Chanyeol. Desde que entramos no seu carro ele vem agindo estranho. Com o passar das horas, parece que ele só piora. Parece até distante.

- Baekhyun. - ouço ele me chamar, pela primeira vez falando diremente comigo desde que chegamos.

- Pera. Eu estou pensando. - observo os pinos de boliche de longe imaginando como vou jogar enquanto espero minha vez.

Estão todos perto de Kyungsoo, que está tentando se concentrar com aqueles baderneiros fazendo zorra do seu lado. Não me surpreenderia se esse desse uma voadora na cara de alguém.

Menos de Jongin, eu acho. Tenho quase certeza que eles tem algo. Surpreendente o quanto Kyungsoo consegue ser um amorzinho de pessoa sem estar possuído.

- Tá. Pensa, mas vai falando comigo. - olho para ele rapidamente constatando que Chanyeol está tenso. Viro para o lugar onde estão as bolas de boliche e olho para todas pensando em qual pegar na minha vez. Tenho que ter uma estratégia. - Eu preciso te contar uma coisa. Na verdade, já faz um tempo que eu quero te contar isso.

-Uhum. - murmuro prestando atenção nas bolas de boliche e em Chanyeol. Ele continua falando enquanto descido qual bola vou pegar. Se eu achava que as bolas de boliche não eram muito pesadas? Achava e eu estava completamente errado.

- E é por isso que durante essas ultimas semanas eu cheguei a uma conclusão. - continuo ouvindo Park. Pego a bola com dificuldade, quase derrubando ela. - Eu acho que sou gay.

Como um castelo de cartas eu senti que o castelo desmoronou quando Chanyeol disse aquilo. E não uma carta ou cartas, mas a bola de boliche caiu perto de meu pé, me assustando. Tudo fazia sentido. Algumas das mensagens nas ultimas semanas, o jeito como ele estava desde mais cedo. Até mesmo aqui com seus amigos. Chanyeol tinha realmente mudado de lado.

- Você tá bem? - Yeol aproxima-se. Eu o afasto com a mão, a espalmando em seu peito.

Sem dizer nada, pego Park pelo braço, o arrastando para fora do lugar visto que seus amigos estavam entretidos demais zuando Kyungsoo mas também quase se cagando de medo que eu sei. Kyungsoo tem esse efeito sobre as pessoas.

- Como assim você acha? - o solto quando finalmente estamos sozinho no estacionamento.

Visto que não tem mais de dois carros além do de Chanyeol, e que dentro do estabelecimento está tocando uma música mais alta que aquelas daqueles carros que passam tocando música ruim nas ruas fazendo meus ouvidos quase sangrarem, não me importo de alterar a voz.

- Eu só... - Chanyeol solta um grunido, levando as mãos aos cabelos e ficando de costas para mim. - Desculpa, ok? Desculpa se eu também sou gay.

Não só estou com preguiça por conta do frio mas também deixo Chanyeol voltar para dentro do estabelecimento sem nem mesmo correr atrás, até porque nós não terminamos de conversar.

Quase estou voltando para dentro da casa de boliche, quado Chanyeol volta, estica meu braço e bota a chave do carro em minha mão. Não tenho tempo de reagir, pois logo em seguida ele fala que eu não preciso esperar acordado por ele e some dentro da casa de novo.

Reviro os olhos com tamanha infantilidade. Contudo pego o carro, já sabendo que Park ou vai voltar de táxi ou alguém dos amigos dele vai traze-lo, e vou para nenhum lugar em específico.

Depois de alguns minutos rodando, paro na beira de uma estrada, onde consigo ver quase toda Seul.

Desligando o carro - mais conhecida como Freiadinha da parte de Chanyeol - e ligo meu celular pela primeira vez desde que o desliguei antes das aulas começarem e antes do termino.

Me surpreendo com a quantidade de mensagens no watts, sem contar algumas mensagens dos amigos de Park, que agora também são meus amigos.

Mas o que mais me chama atenção é uma notificação em específico no instagram.

Não sei e não consigo explicar o quanto doeu e senti meu coração afundar em meu peito quando vi a mais nova publicação de Sehun.

A apenas duas horas atrás ele postou uma foto com o mais novo bofe e também, o cara que fez ele mudar do dia para noite da água para o vinho. Cliquei no user do tal bofe, e constato que já o vi antes.

Mesmo com o pouco tempo de publicação, já haviam mais de trezentos comentários. Isso porque Luhan - o nome artístico do tal carinha - é muito famoso por seus doramas e sua música. Agora eu me sinto muito melhor. Ah, claro.

Não posso nem me perguntar o que ele tem que eu não tenho!

Jogo meu celular no banco do passageiro, apoiando minha cabeça no volante, fazendo assim a buzina ser acionada. Um carro que passa na estrada atrás de onde o carro está buzina ao passar em alta velocidade.

Não freio minhas lágrimas quando sinto uma vontade imensa de chorar. Lá vai o Byun Trouxa Baekhyun chorar pelo ex de novo. Eu me odeio.

~♥~


Não faço ideia de quanto tempo fiquei no carro de Chanyeol fazendo o nada no celular até o mesmo avisar que a bateria estava acabando. Foi de cortar o coração mas eu tive que desligá-lo para não ficar sem bateria caso tivesse alguma emergência.


A primeira coisa que notei quando cheguei no apartamento de Chanyeol foi que ele já estava em casa, até porque conheço o dumbo o suficiente para lembrar que ele sempre liga todas as luzes de noite quando está sozinho. E desliga tudo mais rápido que o Flash. É de dar inveja.


Caminho sem pressa até seu quarto, contrastando que o mesmo está no banho. Indo para o meu quarto, tiro o casaco grosso e procuro meu precioso carregador, colocando meu celular para carregar logo que o encontro.


Meu celular enche de mensagens novamente e fico surpreso quando vejo que Chanyeol mandou algumas mensagens a apenas trinta e sete minutos atrás.


Baek

Desculpar. 

Eu sei que eu fui um idiotas, mas vocêr tambe foi. 

Não fixa bravo comigo

Pfv


Não preciso nem perguntar, óbvio que aquele poste bebeu. O que mais me deixa curioso é o que ele mandou poucos dois minutos depois das outras mensagens.


Fui eu

Eu falei por Sehun que uma hoje ou outra vc ia saber a vddddd

Ele não tava te traindo ainda

Ele só começou a ter trair depois q eu disseeeeeednkojcoasckdcjdcjank


Como assim? Depois que ele disse o quê?


Não penso duas vezes antes de soltar meu celular com força no chão e andar pisando forte para o quarto de Park Chanyeol.


- O que você fez?


Chanyeol, que estava sem a parte de cima do pijama já que no apartamento estava um pouco quente por causa do aquecimento, se encolheu contra a cômoda perto da cama.


-Me diga! - grito, já sentindo o canto de meus olhos arder. Ele permanecesse me olhando com os olhos arregalados. - Yah! Eu estou falando com você! - me aproximo mais quase colando meu corpo no seu quando Chanyeol faz algo inesperado.


Não consigo explicar em palavras o quão em choque fico por sentir seus lábios contra os meus. Algo que eu repri durante todos esses anos durante nossa amizade fez com que um frio gostoso se instala-se em minha barriga.


Depois de talvez um minuto parado, ele arriscou mover seus lábios e tentar fazer os meus reagirem aos seus. Somente quando, sem perceber, movimentei meus lábios contra os seus senti tudo o que repri durante anos me atingir de uma forma que foi impossível conter as lágrimas.


Eu escorreguei entre seus braços e Chanyeol deixou que eu fosse para o chão, fazendo assim meu choro se intensificar. Nem notei quando ele se abaixou e me abraçou, mesmo que de mal jeito.


Correspondi a seu abraço fazendo Yeol sentar no chão comigo em prantos em seu colo. Me sentia tão... Indefeso. E ao mesmo tempo tão seguro.


Ao contrário de mais cedo, não chorei muito. Foram apenas alguns minutos até que me acalma-se. Aos poucos fui sentindo o sono me abater conforme Chanyeol fazia cafuné em meus cabelos.


- Yeol. - babulciei sonolento. Ele murmurou um "shhhh", tornando o cafuné melhor do antes.


Nem notei quando peguei no sono.


~♥~


Em algum momento durante a madrugada, acordei morrendo de sede. Um sorriso bobo surgiu em meus lábios vendo o copo de água ao lado da cama, na cômoda.


Enquanto bebo a água lembro do que aconteceu antes que eu apagasse no colo de Chanyeol! Quase me engasgo com a água quando lembro do beijo e também das mensagens.


Se o que o Chanyeol bêbado mandou no watts é verdade, então eu preciso que ele bote as cartas na mesa.


Terminando a água, caminho sonolento pelo corredor, notando quando já estou quase na cozinha e que a casa está com quase todas as luzes ligadas. Chanyeol está acordado.


Ainda que hesitante, vou até a cozinha descidido a somente deixar o copo lá e voltar para o quarto.


Chanyeol está de fato na cozinha, sentado perto da mesa com um copo quase vazio de água a sua frente. Ignorando sua presença, solto o copo na pia e vou em direção a porta antes mesmo de cogitar perguntar qualquer coisa a Chanyeol.


Mas, como sempre, a vida não quer ser boazinha comigo e decide: Por que não ferrar mais com Byun Baekhyun, né?


- Baekhyun. - paro na porta ao som da voz grossa e rouca de Chanyeol que chega arrastada em meus ouvidos.


- S-sim? - sinto meu corpo esfriar mais ainda ao som da cadeira sendo arrastada para trás. Não me mexo do lugar.


- Você ainda está bravo comigo por o que eu disse? - a certeza de que ele está bem atrás de mim é a sua respiração batendo em minha nuca, me arrepiando todo. Engulo em seco, sentindo vontade de tomar mais água.


- E-eu n-não estou bravo com você por causa disso. - minha voz falha ainda mais quando sinto Chanyeol segurar meu quadril com suas mãos grandes e fortes. Fecho meus olho sentindo minha respiração falhar e acelerar de forma considerável com o aperto do mais alto.


- Então por que você está bravo, bae? - o uso do apelido que ele começou a usar comigo lá pelo primeiro ano do ensino médio de brincadeirinha parece ter outro significado em seus lábios agora.


Não consigo deixar de já sentir um incômodo nas partes baixas quando Chanyeol roça sua boca em meu pescoço, fazendo com que eu solte um gemido manhoso involuntário.

Pressentindo onde isso chegaria, recobro minha consciência me afastando de Chanyeol. Minha respiração ainda está descompassada, e quase consigo ter a certeza de que Yeol está me observando.


Sigo para a sala, sentando no sofá perto da janela. O que nós estavamos fazendo?!


- Baekhyun. - a voz do mais alto chama minha atenção. Eu o olho. Chanyeol se aproxima, sentando no sofá ao lado do meu. - Você leu as mensagens?


Por alguns minutos fico pensando se Chanyeol viu em seu celular que eu visualizei ou se ele está supondo o que diz. Não me importo, já que agora sei que ele não estava totalmente bêbado quando me mandou aquelas mensagens. O que só piora as coisas.


- S-sim. Eu li. - gagauejo. Droga, eu estou nervoso! Por que diabos eu estou nervoso?


O silêncio que se segue não chega a ser ruim, mas de longe é bom. Sinto que devo falar, perguntar, fazer algo, porque Chanyeol não parece muito disposto a fazer nada.


- Você quer saber da verdade? - ele pergunta, me pegando totalmente desprevenido.


- Sim. - respondo de uma vez. Desde quando ele está envolvido na história do meu namoro? Ah, é. Desde... Sempre.


- Um pouco antes de você vir falar comigo para dizer que você achava que as coisas entre você e Sehun tinham mudado, eu o vi no shopping com o tal de Luhan. - tenho vontade de gritar, chorar, puxar meus cabelos, mas apenas fico calado esperando Chanyeol prosseguir. - Eu achei que ele estava te traindo, então no mesmo dia eu mandei uma mensagem para ele pedindo para ele me encontrar na biblioteca na hora do intervalo. Antes que ele tivesse a chance de explicar eu já fui dizendo tudo.


- Como assim? - minha voz sai por um fio.


- Eu disse a ele que nós estávamos ficando, e que você já não ligava mais para o que ele fazia, porque você estava comigo.


Por longos minutos, não soube o que dizer e nenhum de nós dois disse nada. Chanyeol permaneceu de cabeça baixa durante todo o tempo.


Eu quis ficar com raiva dele, quis bater em Chanyeol, mas não o fiz. Queria perguntar o por que, implorar para que ele se explicasse. Mas não estava com raiva. O que não fazia sentido, visto que Chanyeol era o culpado de meu termino.


Claro que eu amava Sehun, muito mesmo. Mas parando agora para pensar, nós nem ao menos tinhamos conversado direito. Na hora, Sehun pareceu o grande vilão da história, quando o vilão não era ele, nem Chanyeol. Era eu.


Apesar de amar Sehun, minha amizade, meu namoro com ele, nunca foi nada comparado a o que sentia por Park.

Chanyeol sempre foi um dos grandes motivos para que eu sempre estivesse tão no mundo da lua, isso porque eu estava ocupado demais imaginando como seria minha vida se ele me correspondesse.


Agora ele estava aqui, dizendo ter sido o motivo de meu termino, quando o motivo realmente foi sempre ele, até mesmo antes. Chanyeol sempre foi o motivo de tudo.


Levanto do sofá, cautelosamente, indo para o sofá onde Yeol está sentado. Ele ainda está de olhos fechados, e pude notar, fazendo um sorriso bobo surgir em meus lábios, que ele sabia que eu estava por perto por causa de sua respiração falha.


Aproximei meus lábios de seu ouvido, notando que ele ficou todo arrepiado.


- Sabe de uma coisa Channie? Você sempre foi o motivo de tudo. Desde meus suspiros a meus sorrisos mais bobos sem motivo.



Notas Finais


Espero que você tenha gostado s2s2s2
AQUI É CHANBAEK NA VEIA BICHO AHSUSHAUDHAUHDUAHS


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