História O Amor Supera. . . - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Palavras 2.726
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Doze


Fanfic / Fanfiction O Amor Supera. . . - Capítulo 12 - Doze


Olhei o teto sem cor do meu quarto, mais uma vez lembrando em como essa semana foi ruim.

Hoje é sábado e eu estou em casa deitada na minha cama sem conseguir dormir.

Minha semana foi horrível,por onde eu passava as pessoas começavam a cochichar e me olhar como se eu fosse uma qualquer.

Na segunda eu não sair do quarto,as meninas que me levaram a comida e me contaram que quando elas chegaram as pessoas fizeram perguntas maliciosas em relação a mim.

Na terça eu tive que enfrentar o problema de frente,sair do quarto de cabeça erguida,mas logo no primeiro corredor já deu vontade de voltar para o quarto,mas as meninas não permitiram.

Na sala as meninas me olhavam com desprezo e nojo,já os meninos me olhavam com malícia e luxúria.
Eu me sentir tão mal,que fui sentar no fundo da sala com as meninas.

O resto da semana não foi diferente,cochichos na sala,nos corredores,no refeitório,em todo lugar que eu ia. Então para evitar mais vergonha,passei meus horários livres na biblioteca sozinha.

Tentei procurar por Beto,mas ele me evitava de todas as formas e,quando nos cruzamos no corredore,ele nem olhou na minha cara,aquilo me magoou tanto.

Até Beto pensava que eu era uma vagabunda,eu o considerava meu amigo.

Meu único amigo!

Parei de procura - lo,pois eu não tinha nada com ele para ele se sentir ofendido e me ignorar assim.

Quando Júlia passava por mim,exibia auto confiança e empinava o nariz,com um sorriso de deboche e um olhar de puro ódio sobre mim.
Como se ela estivesse amando que todos estivessem falando mal de mim.
O que eu tenho certeza que é verdade.

Mas diferente de mim que só fiquei com alguns arranhões no pescoço e nos braços que facilmente cobri com maquiagem,Júlia tinha um curativo na bochecha esquerda que acho que devo ter arranhado na briga.

Já Rick,parecia não se importar que eu e ele fossemos o principal assunto da escola,não me procurou e nem soube nada referente a ele. Isso me irritava,porque eu estava sofrendo por tudo e ele não.

Essa semana me deixou exausta não só fisicamente,mas também mentalmente.

Sentei na minha cama e olhei para o relógio que tinha no meu criado-mudo.

11 da noite,é cedo,mas eu acordo cedo todos os dias na escola deito cedo nos sábados.

Sorte a minha que o diretor não ficou sabendo,pois se caso ele soubesse teria me chamado.

Meus pais perceberam meu desconforto e perguntaram o motivo,eu menti obviamente,mesmo não gostando de mentir para eles mas eu tenho vergonha do que aconteceu.

Parece que mamãe não se convenceu,pois logo depois de eu vim para o quarto ela apareceu aqui fazendo a mesma pergunta,menti outra vez mais convincente,ela disse que eu poderia confiar nela,que era minha mãe e que me apoiaria em tudo e foi embora.

Eu me sentir tão mal que quase fui até ela e lhe contei tudo,mas eu me detive por medo.

-Chega desses pensamentos,só vão me fazer me sentir pior!-falei sozinha balançado a cabeça como se assim os pensamentos fossem embora.

Já sei o que pode me relaxar!

Calcei meus chinelos e saio do quarto encontrando um corredor escuro.

A casa já está vazia e escuro,denunciando que os empregados já devem está dormindo.

Cheguei na sala e tudo estava silencioso,passei quase correndo porque essa casa toda escura me dar medo.

Mamãe deve está no quarto lendo algum livro,enquanto papai deve está no escritório ainda trabalhando.

A luz do escritório estava ligado comprovada que eu estava certa,ainda pensei em entrar mas eu não queria atrapalhar.

Passei reto e entrei na cozinha ligando a luz em seguida,tudo vazio,ainda bem!

Assim ninguém pode me denunciar.

Abri a geladeira e encontrei meu objetivo.

Torta de limão. Simplesmente uma das maravilhas do mundo.

Minha sobremesa favorita,que uma vez por mês Vera faz especialmente para mim.

Tirei um pedaço e coloquei em um prato e fui até o balcão sentando em um dos bancos em seguida e tirei um pedaço dessa maravilha que se chama torta.

Que delícia!

Fechei os olhos e gemi baixinho.

Melhor. Coisa. Do. Mundo.

Mamãe nunca deixa eu comer além de um pedaço e por isso eu tenho que fazer isso para acabar com a minha ansiedade.

-Que feio assaltando a geladeira à essa hora menina!-papai brotou na minha frente me assustando e me fazendo arregalar os olhos e engasgar com a torta.

Comecei a tussi e papai se aproximou preocupado e bateu nas minhas costas e levantou meus braços se desesperando e olhos arregalados e já pálido. Desse jeito quem vai passar mal é ele.

-Respira,respira menina!-papai pediu desesperado.

Por que tanta preocupação com um simples engasgo?

Simplesmente porque uma vez quando eu tinha 6 anos,me engasguei com um pedaço de maçã e fui parar no hospital por falta de ar,o pedaço da maçã obstruio meu canal respiratório,e por isso sempre quando eu fico sem ar meus pais se preocupam além do normal.

Conseguir engoli o bolo de torta e respirei fundo passando a mão no peito e papai respirou aliviado.

-O senhor me assustou papai!-falei manhosa.

-Me desculpe.-ele falou me olhando nos olhos.-Mas só se assusta quando está fazendo algo errado Esther. O que está fazendo á essa hora acordada?-perguntou com a cara séria e as sobrancelhas franzidas.

Eu olhei para minha torta e tentei puxar sutilmente o prato da torta para perto de mim. Mas não foi sutil o suficiente,pois papai olhou para minha mão e eu parei na hora. Ele me olhou e cruzou os braços.

Papai,apesar de ser meu pai,ainda era muito novo para ter uma filha na minha idade,com um corpo que todo jovem sonha em ter,músculos aparente que ficam escondindos a maioria do tempo por ternos,agora está aparente por sua camisa casual.

Quem ver meu pai em casa,nunca pensaria que ele é um empresário de sucesso e sim um daqueles corredores de corridas clandestinas,papai fica muito irritado quando mamãe brinca chamando ele de empresário encubado.

Apesar de tudo,mamãe disse que quando eles se conheceram meu pai era exatamente isso,um garoto arrogante e irresponsável,filhinho de papai que sempre tinha tudo que queria,até mamãe aparecer e dar muito trabalho para ele e o fazer o que é hoje.

Na fisionomia eu não pareço muito com meu pai,um homem alto e forte,mas eu acho que puxei os olhos para ele,mas não dar bem de saber pois mamãe também tem olhos azuis.
Já o cabelo não tem dúvida,já que mamãe também é ruiva.

Parei de divagar com papai me chamando,olhei para ele ainda meio atordoada e ele me encarava impaciente.

-Sua mãe já não disse que você não pode comer além de um pedaço de torta Esther?-ele perguntou sério ainda de braços cruzados e as sobrancelhas levantadas esperando minha resposta.

-Disse,mas ela não está aqui e não precisa ficar sabendo,não é?-arrisquei em tom de brincadeira mas papai continuou sério,então suspirei e deixei os ombros caírem.-Por favor papai,o senhor sabe que eu amo torta de limão,só esse pedaço!-pedi com as mãos juntas em súplica e fiz cara de cachorro sem dono.

Papai me encarou alguns instantes em silêncio,mas logo revirou os olhos e suspirou descrusando os braços e eu sorri já sabendo a resposta.

-Só esse pedaço!-alertou tentando se manter sério e se aproximou da minha torta.-Agora me dar um pedaço dessa torta!-ele disse tentando pegar a MINHA torta,mas eu fui mais rápida e peguei o prato o colocando distante do seu alcance.-Não seja egoísta Esther é dívida sua torta com seu pai.-papai tentou mais uma vez pegar a torta em vão.

-Não,se o senhor quiser tem na geladeira. Essa torta já é MINHA!-dei ênfase em minha e ele revirou os olhos mais uma vez e sorriu indo até a geladeira voltando com um pedaço considerável de torta em um prato e sentou em outro banco ao meu lado.

Olhei para seu prato e depois para ele com os olhos levimente arregalados e papai parou com o garfo no meio do caminho e me olhou confuso.

-O que?-perguntou sem entender.

-Assim o senhor perdi a forma. Olha o tamanho do seu pedaço!-exclamei olhando para seu pedaço de torta e ele dei de ombros.-A gente pode trocar?-perguntei sorrindo e manhosa e lhe mostrei minha torta.

Papai rio do meu tom infantil,sempre quando eu era criança e queria torta pedia ao papai e ele me dava escondido e eu sempre pedia para trocar.

-Se contenta com o seu Esther,e eu ainda estou em fase de crescimento.-brincou nos fazendo gagarlhar.

Voltamos a comer em silêncio e nossa essa torta está dos deuses.

-Eu lembro quando sua mãe te pegou comendo torta meia noite no escuro,ela tomou um susto gigantesco.-papai lembrou eu rir lembrando.

-É ficou muito brava!-completei fazendo careta.

Eu tinha 12 anos e Vera tinha feito torta e mamãe não deixou comer nem um pedaço inteiro,pois eu estava com febre e tinha vomitado naquela tarde,na verdade Vera só fez torta nesse dia porque eu fiz chantagem emocional.

Então eu esperei meus pais dormirem e levantei de fininho e fui até a cozinha onde achei minha torta na geladeira e comecei a comer no escuro,de repente a luz acendeu e mamãe apareceu toda bagunçada e com cara de sono,na hora eu perdi a cor,mamãe começou a gritar comigo e acordou a casa inteiro,por sorte papai conseguiu me ajudar.

Eu fiquei sem poder comer torta de limão por dois meses.

-Ela ficou muito preocupada Esther,você sabe que não pode comer muita torta!-ele disse sério.

-Eu sei.-eu disse baixinho.

Mamãe implica tanto com a torta não por que engorda,longe disso, é porque quando eu tinha 6 anos e descobri que torta de limão é a melhor coisa do mundo roubei e comi uma torta de limão inteira sozinha atrás do jardim.

Quando mamãe me encontrou eu estava com as mãos e bocas sujas de cobertura me entregando na hora,mamãe ficou furiosa e nem começou a brigar direito e eu estava passando mal,nesse dia papai ainda não tinha chegada e mamãe tinha dispensado os funcionários.

Mamãe ficou desesperada sem saber o que fazer com uma criança nos braços passando mal.

Mamãe saio correndo comigo nos braços e entrou em um dos carros parando no hospital mais próximo,eu só lembro de ter visto minha mãe chorando e pedindo para eu não dormir,mas logo eu desmaiei e só acordei no outro dia no hospital.

Levei a maior bronca dos meus pais e do médico que disse que eu fiquei com insuficiência à açúcar. Resumindo:nada de muita torta de limão.

Eu nunca vi minha mãe com tanto medo como naquele dia e espero nunca mais ver.

-Sua mãe ficou desesperada naquele dia,sem saber o que fazer!-ele continuou tentando não parecer como repreensão.

-Desculpe.-eu pedi triste e mexi sem vontade na minha torta com o garfo.

Papai sorriu e passou a mão nas minhas costas.

-Tudo bem querida.-ele disse e me abraçou de lado.

Sorri e olhei para frente,desfazendo na hora meu sorriso e congelei no lugar ao ver minha mãe entrando na cozinha arrumando sua camisola no corpo sem olhar para a gente.

Ainda bem!

Papai olhou para frente para saber do porquê da minha reação e sua boca ficou em um perfeito "0" de surpresa,mas diferente de mim que permaneci assim, ele reagiu e pegou os dois pratos os colocando no chão atrás dos bancos.

Mamãe olhou para gente e sorriu,papai forçou um sorriso e me cutucou com o cotovelo para tirar a cara de culpada do rosto,sorri amarelo para ela e ela se aproximou,parando no outro lado do balcão com os cotovelos sobre ele.

-O que os amores da minha vida faziam aqui que não me chamaram?-ela perguntou em um falso tom de acusação.

-A gente...estava...-olhei para meu pai á procura de uma luz mas ele não disse nada só confirmou com a cabeça.-...Conversando.-eu disse rindo de nervoso.

Mamãe franziu as sobrancelhas e assumiu uma expressão de desconfiança.

-Sei...Por que eu estou sentindo que vocês estão mentindo para mim?-perguntou nos persuadindo.

-Amor você é muito desconfiada.-papai finalmente falou dando pouco caso e eu segurei sua mão por baixo do balcão à apertando na minha.

Olhei de solaceio para as tortas no chão e fiz uma cara de pena.

Que desperdício!

Me assustei quando mamãe bateu com força no balcão com uma mão,eu e papai à olhamos com os olhos arregalados e ela tinha um olhar sombrio e investigador.

-Esther Maldonado você não está escondendo nada da sua mãe,não é?-me perguntou olhando nos olhos e se debruçando sobre o balcão e devo está branca feito papel com o pânico percorrendo minhas veias.Com meu silêncio ela se virou para o meu pai com o mesmo olhar.-E você Daniel Maldonado não está à encobrindo, está?-papai teve a mesma reação e só á encarou.-Eu fiz uma pergunta!-exclamou irritada e papai só negou com a cabeça devagar.-Bom.-disse com um olhar sombrio e cruzou os braços e me olhou de novo.- Porque eu ficaria muito brava se soubesse que você está comendo torta escondido e seu pai está encobrindo sabendo que você não pode!-ela disse sem interesse olhando para as unhas e eu engoli em seco.

-Você está exagerando Clarisse,um pai não pode mais conversar com sua filha?-papai disse com sua postura de sempre e foi até ela.

-Pode. Mas...-ela disse ainda desconfiada.

-Mas nada,e chega de perguntas à essa hora.-papai à interrompeu fazendo minha mãe revirar os olhos e cruzar os braços de novo e fica com seu peso só em um pé.

Acho que herdei essa mania dele.

-Vocês ficaram com a cara muito suspeitas!-disse com as sobrancelhas levantadas de forma questionadora.

-Mas também como não se assustar com essa cara de desconfiada que você tem?-papai perguntou virando o jogo ao nosso favor apontando seu rosto.

Mamãe olhou de mim para meu pai e depois suspirou e descruzou os braços.

-Tudo bem,mas eu ainda não acredito nas carinhas de anjo que vocês estão fazendo.-deixou claro séria e eu sorri.

-Eu devia ficar ofendido de toda essa desconfiança,você acredita que eu,um pai exemplar,colocaria em risco a saúde da minha filha por uma torta?-perguntou fazendo drama com a mão no coração e eu ri baixinho e sussurrei um "deliciosa".-Ah, e deliciosa.-completou com o principal.

Mamãe caio na risada assim como eu,mamãe rio tanto que colocou as mãos nos joelhos e ficou vermelha.

Dessa vez foi papai que fez cara de bravo e cruzou os braços e olhou para mim negando com a cabeça e com um olhar de "Fique quieta,se não sobra para você!". E como eu estava dependendo dele engoli o riso e fiquei séria.

Mamãe parou aos poucos de rir e ajeitou a postura ainda com um sorriso de deboche.

-Meu amor,se eu fosse deixar por você,a Esther faria tudo o que quer!-Mamãe disse sorrindo e deu um selinho no bico do meu e ele acabou sorrindo.-Bom já está tarde e é hora de você dormir.-disse abraçando papai de lado olhando ainda desconfiada para mim.

Pulei do banco e corri ficando ao lado deles,papai também me abraçou de lado e piscou um olho sem mamãe ver,saímos da cozinha ainda abraçados e mamãe apagou a luz.

Dei uma última olhada para trás lamentado profundamente ter que deixar minha torta sozinha nessa cozinha fria e escura.

Cada um foi para o seu quarto e eu pude finalmente respirar aliviada.

Que sufoco!

Essa mulher é desconfiada demais e não confia na gente!

Me joguei na cama e olhei mais uma vez para o teto sem vida do meu quarto.

Se mamãe estivesse nos descoberto...Não quero nem imaginar.

Meus pais sempre foram muito protetores comigo,sempre se preocupando e me protegendo de tudo, e,às vezes chega a ser sufocante.

Mas eu não reclamo,meu pais sempre fizeram tudo por mim com muito amor e carinho.

Toda essa proteção se deve ao fato de eu ser filha única e mamãe ter tido uma complicação no meu parto e não poder ter mais filhos,então eles dão todo o seu amor para mim,o que amo.

E também meu pai se preocupa muito com a minha segurança pois como eles são famosos e bem sucedidos no seu ramo de trabalho cria muitos inimigos por pura inveja,porque papai nunca fez mal para ninguém,muito menos mamãe.

Papai tem medo de eles usarem de seu ponto fraco: sua família.

Mas apesar de tudo,eu não poderia pedi melhores pais,que me entendem e me apoiam, sempre dando os melhores conselhos e do meu lado.

Dormi com um sorriso no rosto pensando em como eu amo minha família.


Notas Finais


A casa dela na foto.


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