História O Amor Supera. . . - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Palavras 2.848
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - Dezesseis


Fanfic / Fanfiction O Amor Supera. . . - Capítulo 16 - Dezesseis


-Diga alguma coisa,qualquer coisa, pelo amor de Deus Esther!-ele pediu nervoso com as mãos nos joelhos e depois passando pela barba e cabelos.

Eu não conseguia dizer nada, eu estava surpresa e tocada por suas palavras, ele parecia tão sincero, e falava com tanta emoção...

Rick me olhava com preocupação e nervosismo, seus olhos me mostravam certo medo e uma confusão interna que ele lutava para solucionar.

Senti minha bochecha sendo molhada por uma lágrima que desceu sem meu consentimento, Rick fez uma cara de dor e me puxou para seus braços me apertando contra seu corpo.

Afundei meu rosto no vão de seu pescoço e funguei aspirando do seu cheiro, ele me envolveu pela cintura e passou a mão pelos meus cabelos e costas.

-Me desculpe, minha pequenina.-ele disse com as voz abafada pelos meus cabelos passando a mão de forma afetiva nas minhas costas.

Me controlei para não me acabar em lágrimas na frente dele, funguei mais uma vez para controlar meus soluços e agarrei sua camisa com certa força. Para ver se assim eu me sinto mais protegida, protegida dessas pessoas maldosas, que só sabem falar mal da minha vida, e o pior, é que eu encontrei essa proteção em seus braços.

-Você tem razão, eu realmente iria arrancar sua cabeça com minhas próprias mãos se você aparecesse na minha frente!-eu disse em tom de brincadeira para ver se assim eu não acabe chorando e nós acabamos rindo da minha idiotice.

Eu nunca faria isso.

Deitei a cabeça em seu peito e ele me puxou para mais perto de si por a cintura, se afastou um pouco e olhou nos meus olhos com carinho e compreensão e deu um sorriso de lado ao limpar minhas lágrimas com os dois polegares e eu retribui um pouco envergonhada.

-Eu te entendo Rick e te desculpo por tudo. Eu sei que você não teve culpa de nada, e não te culpo pelo o que houve de jeito nenhum.-eu disse de forma doce e calma corando ao perceber que estávamos perto de mais, me afastei um pouco dele mas não tanto.- Só fiquei um pouco chateada por está na boca do povo, mas isso está melhorando. E o resto deixa para lá, tudo já passou e não podemos ficar com rancor no coração.-eu disse e dei de ombros sorrindo.

Rick também sorriu e deu um beijo na minha testa antes de me abraçar novamente.

-Tudo já se passou minha pequenina.-ele disse no meu ouvido e eu sorri confirmando com a cabeça.

-Mas foi horrível a sensação de todas aquelas pessoas estarem falando de mim.-falei com um nó na garganta e ele suspirou.

Rick tirou uma mexa de cabelo que se desprendeu do amarrado do meu cabelo e colocou atrás da minha orelha, ainda abraçada a ele, olhei para seu rosto, que tinha um sorriso terno.

-Eu sinto muito Esther.-ele disse sério e eu tentei sorri, mas acho que não fui convincente.-Me perdoa.-ele sussurrou perto da minha orelha e deu um beijo no meu pescoço me fazendo arrepiar.

Rick acariciou meu rosto com o polegar e depois contornou meus lábios com o indicador, sempre olhando atentamente cada movimento seu.

-Você é tão branquinha.-ele constatou sem me olhar nos olhos e eu corei.-Que dá vontade de morder.-ele disse com um tom diferente e mordeu de leve minha bochecha.

-Rick!-falei um pouco brava e me afastei dele levantado do banco um pouco constrangida.-Eu já falei para você me respeitar!-falei um pouco ofendida.

Rick também levantou um pouco exaltado.

-E isso foi falta de respeito?-perguntou com as sobrancelhas levantadas e o ar debochado.

-Eu já cansei dessa conversa, eu já vou indo.-eu disse meio atrapalhada e comecei a andar, mas ele segurou no meu braço. E falou comigo de costas para ele.

-Por que está fugindo?-perguntou com no mesmo tom e eu podia sentir seu sorriso.

-Não estou fugindo!-eu disse me virando e olhando para ele com ar de prepotência.

-Não? Você não sabe mentir pequenina Esther.-ele disse me puxando para perto dele pelo braço, sem se importar com minha irritação.

Minha respiração já estava acelerada e meu coração também.

-Rick, eu não sou nenhuma vadia sua que você pode, chegar, usar e largar!-eu disse séria e devagar para ver se ele me entende.

Rick levou a mão para minha nuca e me puxou mais para si, colando nossas testas e disse de olhos fechados contra meus lábios:

-Eu sei.-ele sussurrou e me beijou em seguida.

Um beijo calmo e doce, me apertou mais com o braço envolta da minha cintura e afundou os dedos da outra mão nos meus cabelos. Enquanto eu passava de leve minhas unhas no seu couro cabeludo e puxava sua camisa para mais perto.

Mas o que estou fazendo? Dizendo que não sou uma vadia e agindo como uma?

Tomei juízo e tirei o braço de Rick de mim e me afastei dele bruscamente.

-Você diz que para você não sou como as outras, mas me trata como tal.-eu disse ainda ofegante dando um passo para trás e ele parecia confuso e atordoado.

Ele tentou se aproximar com cautela, mas eu me afastei como se ele estivesse com alguma doença.

-Esther...Eu já dis...-ele tentou mas eu o cortei.

-Não, eu não quero mais esse tipo de relação Rick, eu não sou assim e não vai ser agora que vou me tornar uma!-falei com a voz engasgada e com lágrimas nos olhos e fazendo uma força sobre humana para tentar as conter.

-Esther, por favor.-ele disse devagar e parecia com medo e se aproximou de mim e segurou nos meus pulsos para eu não dar nem um passo.- Eu não te vejo assim, entendeu? NÃO TE VEJO ASSIM!-ele gritou e eu me encolhi assustada e fechei os olhos.

Rick suspirou e largou meus braços dando um passo atrás. Abri meus olhos e uma lágrima desceu, engoli o choro e disse com a voz firme:

-Não interessa como você me ver, mas eu não quero isso Rick.-eu disse com dor no peito.

-E O QUE VOCÊ QUER ENTÃO?-gritou novamente largando as mãos ao lado do corpo.

-Algo que você não pode me dar.-eu disse derramando mais algumas lágrimas em um fio de voz e eu vi dor em seu olhar.

Ele passou a mão nos cabelo nervoso e olhou para o chão sem parar no lugar, ele parou e colocou uma mão na cintura e me olhou acusador.

-O Beto pode te dar? É por causa dele que você não quer mais curtir comigo?-ele acusou com raiva apertando os olhos e o cenho franzido com uma certa distância de mim e uma espécie de indiferença.

Olhei chocada e ofendida para ele.

Então é só isso, curtir?

Senti meu coração se quebrar dentro do peito e respirar virou um trabalho difícil.

-Curtir?-perguntei sorrindo amargo e ele arregalou os olhos e os fechou com força e bateu na própria testa exasperado.-Rick...eu estou cansada dessa conversa.-eu disse me controlando para não chorar e molhei os lábios com saliva antes de continuar.-Já está decidido, não quero nenhum tipo de intimidade com você, e se eu ficar com o Beto não te diz respeito.-falei com a voz calma, mas por dentro não estava com toda essa calma.

Não espero por sua resposta e saio correndo dali rápido derramando algumas lágrimas. Ouvir ele me chamar, mas não dei importância.

Bati na minha cara enquanto atravessava o jardim correndo.

-Burra! Burra!-murmurei me batendo de olhos fechados e chorando.-Mil vezes burra!-arranhei meu pescoço.

Fui lançada com força ao chão quando bati em alguém, sou tão idiota que corri de olhos fechados.

Meu corpo caio com tudo no chão e eu soltei um grito, abri meus olhos e tinha um garoto me olhando com preocupação. Senti um deja vu agora.

É muita sorte a minha, não sei o que dar esses garotos para passarem por cima de mim, mas se bem foi eu que bati nele.

-Ah, meu Deus. Você está bem?-perguntou se abaixando para me ajudar a levantar.

Ele me puxou pelos braços e me ajudou a ficar de pé e eu passei a mão na cabeça, e me olhou de cima a baixo preocupado.

-Você está bem?-ele perguntou novamente me olhando nos olhos.

Ele tinha os olhos extremamente azuis e seus cabelos lisos estavam levemente caidos em seus olhos, um castanho quase dourado e parecia sedoso. Eu nunca vi esse garoto antes.

-Eu estou bem. Me desculpe, por ter esbarrado em você.-falei envergonhada.

-Eu diria atropelado.-ele disse sorrindo com humor e eu percebi que ele tinha covinhas fofas nas bochechas.

Eu corei e olhei para o chão.

-Ei, eu só estou brincando. Está tudo bem.-ele disse sorrindo para mim e eu olhei em seus olhos e sorri.- Você se machucou?-ele perguntou sério e eu neguei com a cabeça.-Você andava chorando?-perguntou interessado e limpou uma lágrima na minha bochecha com o polegar.

-Não foi nada.-eu disse me desvenciliando dos seus braços.-Obrigado. Mas está tudo bem.-eu disse mais convincente e sorri.

-Não acredito em você, mas eu vou deixar passar.-ele avisou apontando o dedo indicador para mim sorrindo.

Sorri e cruzei os dois dedos indicadores e beijei em cada lado.

-Juro.-eu disse sorrindo verdadeiramente.

-Vitor Fernández.-ele disse estendendo a mão sorrindo para mim.

Eu respirei fundo e apertei sua mão sem tirar os olhos dos deles.

-Esther Maldonado.-eu disse um pouco séria com a intensidade de seu olhar em mim.

-Muito prazer Esther.-ele disse e beijou o dorso da minha mão demoradamente.

-Eu nunca te vi por aqui.-eu disse quando ele soltou minha mão.

-Eu estudo no segundo ano e não gosto muito de lugares cheios.-justificou dando de ombros e eu confirmei com a cabeça não sabendo o quê dizer a seguir.

-Bom, eu já vou indo. Foi bom de conhecer Vitor.-eu disse cordialmente de forma gentil e meio sem graça.

Vitor se aproximou com ar de mistério e tocou no meu rosto com carinho. Fiquei surpresa e congelei no lugar.

-Seja lá o porquê de você ter chorado, nada e nem ninguém merece manchar esse rosto tão lindo com lágrimas.-ele disse com a voz um pouco baixa acariciando meu rosto e eu corei com seu elogio.

Eu deixei ele continuar porque a forma como Vitor me olha não é algo abusivo ou tarado, mas também não é como se eu fosse irmã dele.

-Obrigado Vitor.-eu disse encarando demoradamente seus olhos que pareciam tão misteriosos e até sombrios.

Sorri e fui lhe dar um beijo na sua bochecha, mas ele acabou me abraçando.

-Você é muito linda para ficar chorando assim Esther, espero que qualquer coisa que for, fique bem.-ele disse gentil perto do meu ouvido.

Achei fofo seu jeito, mesmo não me conhecendo quis me apoiar, diferente de outro alguém. Retribuir seu abraço e ele beijou minha testa com carinho.

-QUE PORRA É ESSA AQUI?-ouvimos alguém gritar e olhamos assustados na direção da voz.

Rick estava parado à nossa frente com fogo saindo pelas ventas, mandíbula e punhos cerrados, arregalei os olhos e me afastei por extinto do Vitor que estava surpreso.

Rick avançou a passos largos e duros até onde estávamos e segurou no meu braço com certa força.

-Mal saio de perto de mim e já está com outro?-ele perguntou com raiva e dentes travados.

-Rick, eu e você não temos nada, para você vim dar uma de ofendido!-falei começando a ficar irritada e ele soltou uma risada amarga.

-Não?-ele perguntou em tom de deboche e sorrindo de modo provocativo e malicioso.

Quem esse imbecio pensa que é?

Vitor só nos olhava parado ao meu lado, mas ele segurou no braço de Rick atraindo sua atenção.

-Acho que você não devia tratar uma garota desse jeito, cara.-ele disse sério em um tom ameaçador.

-E quem é você pensa que é, para me dizer como eu falo com a minha garota?!-perguntou não se abalando e estufando o peito, dando ênfase em minha.

Meu queixo foi ao chão. Que história é essa de minha garota?

-Sou o cara que não vai deixar você mal tratar uma garota.-Vitor ameaçou com o olhar.

Rick deu um passo a frente, mas eu fiquei entre os dois.

-Por favor, não quero que nenhum dos dois se machuquem por mim.-falei com a mão no peito de cada um e depois olhei para Vitor.-Por favor Vitor, eu preciso conversar com ele.-falei implorando com os olhos em um quase sussurrando.

Ele suspirou e deu um passo atrás.

-Tudo bem, depois nos falamos.-disse e me deu um beijo na bochecha atraindo o olhar de ódio de Rick antes de sair.

Esperei Vitor se afastar o suficiente e depois olhei para Rick com raiva.

-Quem você pensa que é para dar um showzinho como esse?- perguntei exaltada pelo ódio.-E que história é essa de sua garota?-falei fazendo uma cara ruim ao pronunciar tais palavras.

-Já não bastava o Beto, agora você também arrumou esse aí?-ele perguntou ignorando minha pergunta com certo desdém.

-O que você quer dizer com isso?-perguntei com um aperto no peito já super brava.

Ele sorriu amargamente e se aproximou, ficando a um passo de distância.

-Que você se roga tão bem recatada e diz não querer ser uma vadia, mas está agindo como uma!-ele disse com raiva e no segundo seguinte minha mão estava acertando sua cara com força.

-NUNCA MAIS FALE COMIGO ASSIM!-gritei voltando a chorar.

Rick levou a mão ao local da bofetada e não me olhou como da primeira vez, mas sim com culpa.

-Eu sou tão idiota em pensar que você poderia gostar de mim de outra forma, mas não, eu sou como uma qualquer para você e não é a primeira vez que você deixa isso claro, mas eu sempre perdôo.Mas não agora Rick, cansei de ser trouxa.-falei um pouco fria e dura e recuei quando ele foi se aproximar e derramei uma lágrima que logo tratei de limpar com raiva.

Virei as costas para ele e sair dali andando em passos rápidos, dessa vez Rick não me chamou e nem saio do lugar.

Cansei de ser feita de idiota e usada.

Tentei controlar minhas lágrimas até chegar no meu quarto, mas quando fechei a porta os soluços escaparam dos meus lábios e eu escorregei até o chão e abracei meus joelhos chorando compulsivamente.

Como eu sou tão idiota a ponto de achar que o Rick poderia gostar de mim?

Não adianta dizer o contrário, eu me apaixonei por Rick Styles, o cara mais lindo da escola e o mais desejado por todas as garotas.

Me apaixonei por quem pode ter todas aos seus pés. Que pode seduzir só em está perto.

Me apaixonei por quem nunca poderá me ver além de alguém que quer levar para a cama.

Mas diga isso para o meu coração, que tem uma esperança idiota de que ele possa mudar por mim. Acho que li romances demais.

Choro mais ainda ao pensar nas palavras duras dele comigo, da forma que ele me beija que eu não consigo pensar em nada e nem sentir nada, além do seu toque.

Mas eu não sou idiota ao ponto de admitir isso á alguém, não vou contar nem para meninas, vou matar esse sentimento dentro do meu peito.

Como já disse, vou me aproximar mais de Beto com essa intenção, eu sinto algo por ele, algo pequeno, mas vou fazer se tornar grande.

Mas por que sinto meu coração doer só em pensar nisso? Por que sinto minha cabeça doer só em pensar dele com outra? Por que meu corpo reclama só em pensar em não ter mais seu corpo junto ao meu?

Eu não sei, nunca me apaixonei de verdade.

Me levantei me apoiando na porta e caminhei a passos lentos até o banheiro, me tranquei lá dentro e olhei meu reflexo no espelho.

Eu estava toda desgrenhada, cara inchada e olhos vermelhos, o pescoço com alguns arranhões, bochecha com um pequeno corte superficial.

Soltei meus cabelos, que caíram um pouco no meu rosto e eu não me importei em retirar.

Me permiti derramar mais algumas palavras olhando meu reflexo, parecendo uma boneca de filme de terror. Limpei as últimas lágrimas e engoli os choro.

Vitor tem razão, ninguém merece minhas lágrimas.

Tirei minhas roupas e liguei o chuveiro, esperando a água quente descer, e quando ela veio, entrei de cabeça debaixo dela. O banho sempre é bom para limpar nossa alma.

Pensando agora em Vitor, percebo que ele me chamou atenção com seu jeito meio misterioso e ao mesmo tempo tão cavalheiro e gentil, tão fofo com aquelas covinhas. Ele não me tratou como um pedaço de carne como Rick as vezes faz, ou como uma irmã como Beto faz.

Com um corpo que não deu muito tempo de averiguar, mas parecia em forma por cima do uniforme, suas sobrancelhas grossas acentuava mais o quê eu disse sobre o mistério presente em seus olhos. Boca rosada e rosto liso, sem barba, a pele que quase chega ao tom da minha. Cabelos levemente dourados, jogado nos olhos.

Quem sabe eu e ele...?

Meu Deus olha o quê eu estou pensando?

Se já estou complicada com dois e imagina com três? Aí eu tô ferrada de vez.


Notas Finais


Vitor na foto.


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