História O Amor Supera. . . - Capítulo 28


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Palavras 2.314
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 28 - Vinte e Oito



Viktor Carter

Aquele filho da put4 deixou meu rosto marcado, mas vai ter volta. Vou tirar uma coisa mais importante que uma mísera gota de sangue, ele vai perde - lá; nem que demore. Sou paciente, sei esperar a hora certa para entrar em ação, aquilo na festa foi um impulso mal sucedido. Eu estava com raiva, e quis mostrar que ela estava comigo, não com ele.

Sei que ela poderia não me desculpar, correria esse risco, entretanto Esther era boa e doce, ela iria me perdoar e acreditaria no meu arrependimento.

Eu nunca fui um garoto que causasse problemas, mais calado e que gostava de observar tudo a sua volta, as expressões das pessoas, como são fáceis de se enganar; fáceis de se iludir com pouca coisa, fui aprendendo seus gestos, e de certa forma aprendi as manipular; brincar com os seus sentimentos e mente.

Quando era criança – e procurava atenção dos meus pais – eu quebrava os brinquedos do meu irmão, se eu era pego dizia que um empregado me induziu a isso, e como eu era uma criança considerada inocente e sem maldade eles acreditavam; eles eram demitidos e eu ainda dava tchauzinho.

Sempre fui ignorado pela minha família, todas as atenções eram para o meu irmão mais velho, o filho perfeito, que tem o emprego perfeito e a vida perfeita.

Eles nunca souberam lidar comigo, com os meus sentimentos, ao longo do tempo suas opiniões e atenção se tornaram lixo para mim, o filho estranho e com ideais fora do normal.

Fui me tornando frio e indiferente aos sentimentos das pessoas, podia ser considerado sem coração; para mim não passavam de seres cruéis que machucam e ferem sem piedade.

Eu sempre fui o invisível e passei despercebido por todos, o inteligente da sala que só servia para tirar notas boas. Não tenho amigos, e não me fazem nenhuma falta. Nada me chamou atenção ou me fez querer como ela. Esther, quando a vi toda arranhada e chorando eu quis cuidar dela, quis a proteger até mesmo de mim.

Eu não sou bom e nunca fiz questão de ser, guardei as coisas para mim e meus sentimentos só eu sei.

Eu deixei de os amar a muito tempo, se tornaram seres insignificantes para mim. Meus finais de semanas se resumem em eu trancado no meu quarto lendo e jogando vídeo game, meus livros me traziam mais felicidade que minha própria família.

O bom era que eles não me incomodavam mais, me deixavam no meu canto, vivendo minha solidão e senti um alivio tremendo quando me mandaram para o internato no começo do ano. As vezes eu descia para pegar alguma coisa para comer e  os via, conversando, se divertindo, a família perfeita; que não sentia a minha falta, parecia que eu nem existia para eles.

Mas agora eles tinham tudo que queriam, o filho rejeitado de lado e o perfeito ao seu lado; fazendo todas as suas vontades.

Minha relação com meu irmão era péssima, na verdade nem existia relação, nos odiamos, eu o odeio por ter toda atenção que deveria ser minha por direito e ele me odeia por não acreditar nessa imagem de filho perfeito que ele aparenta ser. Uma vez o peguei com drogas no meio da noite, ele implorou que eu não contasse nada a seus pais e aquela noite foi uma das mais divertidas; ver meu irmãozinho nos meus pés, suplicando para mim ficar quieto. Era lógico que eu não iria contar, não porque ele me pediu, mas sim porque eu queria ver ele se ferrando sozinho.

Que morra!

Dora Carter – que perante a sociedade era a minha mãe – já tentou me lavar a um psicólogo, entretanto eu descobri que ela andava de caso com o jardineiro e a ameacei dizendo: que iria contar para o seu marido, na hora ela deixou essa ideia estúpida de lado.
Me disse que só foi um deslize da sua parte e que eles não se viam mais, até parecia que eu era criança; ela pensava que eu acreditaria na sua desculpa idiota, pelo contrário, tinha fotos dela na cama com o cara, um passo seu em falso comigo ela estava ferrada.

É, mamãe você estava nas mãos do filho rejeitado!

Era estranho como isso me dava um prazer descomunal, brincar com o medo das pessoas, com desespero me trazia mais felicidade que os livros.

Já meu pai, só tinha tempo para o seu trabalho e seu tempo extra era dedicado a seu filho mais velho e sua linda esposa, que aparentemente era submissa as suas vontades.

A vida era tão irônica, um cara tão cheio de si como meu pai levando chifre do jardineiro, as vezes dava vontade até de rir.

Eles só me procuravam na hora de aparentar a família feliz e estável diante a mídia, em festas fúteis e mesquinhas, mas como sempre fui um bom ator e me saia muito bem.

Enfim, meu cérebro encontrou uma forma para evitar sofrimento da minha parte. Isso deixou de ser importante, a sua atenção parou de fazer diferença na minha vida, hoje, hoje para mim eles só são pessoas que por acaso tinham o meu sangue e que me deram a vida.

Com Esther era diferente, sei que ela não gostava de mim, havia carinho mas não era do jeito que eu queria, ela gostava dele, porém como disse, sou paciente e ela valia todo meu esforço, ela valia tudo.

Eu faria o que for preciso para te - lá comigo, eu me importava com sua opinião, se ela estava feliz ou triste, o que ela pensava de mim, o que ela sentia por mim.

As vezes não consiguia controlar esse lado mais rude e acabei trocando os pés pelas mãos, com Esther tínhamos que ser firmes mas delicado, ela era especial. Ela me entendia e me dava seu carinho e atenção sem nem perceber, acreditava em mim, era doce e meiga.

Quando eu a vi chorando, depois de ter saído do quarto daquele desgraçad0, eu a segui até o jardim, a consolei sem perguntas, a confortei sem nenhuma palavra de julgamento, porém por dentro, eu queria matar aquele filho da put4, mata-lo com minhas mãos, lentamente, dolorosamente, que ele sofreria e que ele ainda visse Esther comigo, feliz; como ele nunca conseguiria a fazer.

Passei a noite daquele dia em claro, a observando, guardando cada expressão do seu sono, cada traço do seu rosto delicado, cada respiração, cada mancha na sua pele.

Tive que me controlar para não a tocar, não me aproximar, mas eu não queria a assustar e meu plano iria todo por água abaixo se fizesse isso.

Eu tinha que ser o amigo, que ela poderia procurar a qualquer hora, que não a julgaria; só a abraçaria.

Era difícil me conter quando estava perto dela, quando a via com ele, direcionando seu sorriso a ele, quando tinha que ser meu. Ainda tinha o Beto, outro pé no saco, mas que seria fácil me livrar dele.

Esther será minha, de um jeito ou outro; por bem ou mal!

Cheguei a escola mais irritado que nunca, passei por todos sem dizer uma palavra, deixei minhas coisas no quarto e fui para minha primeira aula. Ainda bem que não havia nenhum colega de quarto, nunca gostei dar explicações para ninguém e nem de ter amigos.

***

Saiu da minha última aula e vou à sua procura, eu preciso vê - lá; senti seu carinho e olhar doce. Ela era a única que ainda tirava um pouco da sua atenção e me dava sem pedi nada em troca, sem nenhuma maldade; ela me ouvia, me entendia mesmo não falando muito sobre mim.

Passei pelo refeitório e ela não estava mais lá, fui até sua quarto e nada.

— Onde você está, Esther? – murmurei comigo, passando pelos corredores.

Passei pelo corredor que levava a biblioteca e lá estava ela, sorridente e como sempre muito linda. Ela estava com ele, feliz com ele e um pouco corada. Eles estavam entrando na biblioteca, rindo juntos, de mãos dadas.

Avancei a passos largos até eles, e ao chegar perto diminui a velocidade e tentei controlar meu temperamento.

Entrei na biblioteca logo após eles, que iam até uma das inúmeras prateleiras de livros. Ela começou a procurar, e como ela era pequeno ele a ajudou, rindo. Esther com seu jeito envergonhado.

Engoli em seco e fui até eles, Rick logo me viu e a cara não era boa.

— O que faz aqui? – ele perguntou vindo a frente, a colocando atrás do seu corpo grande.

— Quero falar com ela – eu respondi com a voz tranquila, apontando com o dedo Esther.

— Ela não vai falar com você! – rosnou.

— Isso não cabe a você – comecei a ficar irritado e dei um passo a frente.

— Acho que eu posso falar por mim – Esther finalmente falou com a voz firme, saindo do seu escudo — O que você quer, Viktor? – ela perguntou fria, com uma mão na cintura.

— Falar com você, pedi desculpas – falei com a voz calma, e mantir meu olhar no seu.

Ela ficou em silêncio alguns segundos, e eu sabia que ela estava me avaliando, eu sei que estava; então não me atrevi a desviar o olhar um segundo. Depois, ela suspirou e olhou para o chão, tive que me controlar para não rir da cara que Rick fez. Ele também conhecia bem Esther e sabia que ela iria me desculpar.

— Tudo bem, vamos até uma mesa no fundo da sala – ela falou sem me olhar.

— Esther... – Rick advertiu.

— Rick – ela repetiu olhando para ele com um olhar severo, ele bufou e revirou os olhos.

— Eu vou está sentado nessa mesa, se você fizer alguma coisa, ao menos tocar em fil de cabelo dela eu vou saber e vou terminar o que eu comecei naquela festa – ele me ameaçou, com um olhar que ele considerava ameaçador e podia ver seus punhos cerrados.

Esther me olhou esperando uma resposta e eu confirmei com a cabeça. Ela foi a frente e antes de dar um passo, lancei um sorriso maldoso para ele, que retribuiu com um rosnado, me fazendo rir mais um pouco.

Esther sentou na última mesa – atrás de algumas prateleiras repletas de livros – como disse, e eu na sua frente. Respirei fundo e tentei segurar suas mãos sobre a mesa, porém ela recuou me fazendo soltar um xingamento bem baixinho; que acho que ela nem chegou a ouvir.

— Esther, eu quero te pedir desculpa pela aquele dia na festa, eu fui um idiota e não devia ter feito aquilo. Eu havia bebido e não sabia direito o que fazia, eu te peço perdão e juro que nunca irá se repeti – falei tudo de uma vez, com a voz culpada.

Ela pareceu indecisa e sem saber o que pensar, meio caminho andado.

— Foi horrível e muito grave o que você fez, Viktor, mas você sempre esteve comigo. Cuidou de mim quando precisei e não me julgou hora nenhuma. Quem sou eu para lhe julgar? – ela deu um pequeno sorriso — Só quero que entenda que só somos amigos, eu lhe prezo muito e gostaria de manter essa amizade; mas se você tiver outra atitude daquela não será possível – ela deixou claro, séria e usou de uma firmeza que chegou a me surpreender.

— Claro, você é muito importante para mim e vou fazer o que for preciso para te ter sempre ao meu lado – falei com um sorriso sombrio e misterioso, para mim isso significava mais que só amizade.

Segurei suas mãos e dessa vez ela não recuou, só deu um sorriso amarelo.

— Você também é muito importante para mim, você me acolheu quando não queria ver ninguém que eu conhecia – ela falou muito agradecida, eu sorri mais que feliz por ouvir isso.

— Fico feliz que estejamos de be... – parei de falar ao olhar para nossas mãos entrelaçadas e notar uma coisa que eu não tinha visto antes.

Não estava acreditando no que meus olhos viam, ela não poderia fazer isso comigo; não agora que meu plano estava indo bem.

Larguei sua mãos e segurei seu pulso com firmeza e olhei aquele anel de perto; era grande e com pedras de diamantes, ouro, delicado e única. Tudo que eu queria oferecer a ela.

Ela estava assustada e começava a tremer, mas meu ódio não me deixava parar, eu queria que ela visse em meus olhos toda raiva e nojo que eu sentia por aquilo.

— Quer dizer que ele finalmente pediu? – tentei controlar minha voz, mas meu olhar me entregava.

Ela não respondeu, estava apavorada demais para falar, podia ver em seus olhos. Ela só olhou para atrás de si, eu sabia o que ela estava pensando; ela queria chama - lo. Mas eu fui mais rápido, puxei seu braço e ela voltou a me olhar.

— Responda, Esther! – rosnei entre dentes, mas com o olhar firme no seu rosto.

— S-sim – ela gaguejou.

Respirei fundo inúmeras vezes e larguei seu pulso. Olhei para ela com um pequeno sorriso, ela ficou confusa. Me levantei e a puxei também para ficar de pé.

— Parabéns! – minhas palavras transbordavam veneno, mas Esther era boa demais para perceber.

Eu a abracei e pude sentir seu corpo relaxar, ela soltou um pequeno suspiro de alivio.

— Eu sei o quanto você esperava por isso – falei com a voz distante, enquanto acariciava seus cabelos. Ela sorriu.

Isso podia ter adiado meus planos; eu podia ter perdido essa pequena briga, mas não perdi a guerra em si; irei esperar e na hora certa irei tira - lá dele, para sempre.

Você será minha Esther Maldonado, ou não me chamo Viktor Vincenzo Carter.
   


Notas Finais


Estou muito psicopata esses dias, primeiro Rick usa drogas e agora esse capítulo tão obsessivo, mas lembre que Viktor é um pouco sofrido; não teve atenção dos pais, rejeitado pelo irmão. Entretanto tem aquele lado que ele ver prazer no sofrimento das pessoas, e seu lado rude e descontrolado.

Bom, só lendo. Estou muito feliz com o que O Amor Supera... está causando. 😆👏😄

Obrigado, pelos votos/comentários.

E por favor, quero todo mundo comentando nesse capítulo, para mim ver o que e estão pensando; o que acharam do louco do Viktor.

Beijos!

Jade de Oliveira.


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