História O Amor Supera. . . - Capítulo 29


Escrita por: ~

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Palavras 2.488
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 29 - Vinte e Nove



— Você ainda está chateado comigo? – perguntei com a voz manhosa.

Desde ontem Rick me ignorava, depois que falei com Viktor e voltei até ele. Ele só negou a cabeça e saiu em disparada para fora da biblioteca; tentei falar com ele, mas ele não quis me ouvir e foi rude. O deixei ir, que pensasse um pouco sozinho.

Mais a noite quis ir até seu quarto, porém Bianca me proibiu de me humilhar, fiquei um pouco triste mas eu o entendia. Ele viu como Viktor me tratou na festa, mas não viu como ele me apoiou antes.

Agora estava aqui, depois das aulas atrás dele; eu tinha que fazer as pazes. Começamos a namorar nesse final de semana e não podíamos ficar assim.

Sair correndo da minha sala para poder conseguir encontrar ele saindo da sua. Ele só me olhou, frio e seguiu seu caminho. Suspirei e fui atrás dele.

— Rick, por favor! Me ouvi – pedi indo atrás dele, toquei no seu braço.

Rick se afastou do meu toque como se o queimasse, aquilo estava começando a me magoar.

Não era para tanto!

— Fala – ele falou sério estancando no meio do corredor, me assustando. Dei um passo atrás.

Ele me olhou, ele estava bravo; muito bravo. Me manti firme e dei um em sua direção.

— Não é para tanto, Rick. Viktor é meu amigo e estava bêbado naquele dia, não sabia o que fazia – justifiquei com cautela.

Ele arqueou as sobrancelhas e riu.

— Por favor, Esther! Você é boa demais para ver, mas aquele cara quer tirar você de mim – ele esbravejou, passando a mãos nos cabelos.

— Rick, eu já deixei claro a ele que eu estou com você, e que eu só gosto dele como meu amigo – falei firme, tentando não lembrar da reação estranha que Viktor teve quando viu meu anel.

Rick olhou para o chão e depois para mim, resiguinado.

— Vem aqui – ele agarrou minha mão e me puxou para dentro da sua sala novamente, com sua agressividade de sempre.

A sala já estava vazia, assim como o corredor. Rick fechou a porta e soltou a minha mão.

— Você não devia acreditar tão fácil assim, Esther. Só olhar para aquele Viktor que ver que ele está enteressado em você, e o que me preocupa não é isso, porque eu me garanto – ele deixou claro, revirei os olhos. Rick veio até mim e segurou no meu rosto, com as duas mãos — O que me preocupa é o que ele possa fazer para conseguir isso – eu podia ver seu medo na sua voz e olhos.

— Por favor, Rick! Viktor me ajudou muito naquele dia e sim, eu o perdoei, todo mundo merece uma segunda chance – dei de ombros.

Rick soltou um rosnado e me largou, deu uma volta no lugar pensando e depois veio até mim de novo; com um olhar duro e furioso. Ele segurou nos meus pulsos e me jogou contra a parede mais próxima, me prensando com seu corpo grande e largo; com minhas mãos para cima.

— Olhe para mim, Esther – ele pediu sério, eu obedeci com a respiração acelerada — Viktor não é esse cara bom que você pensa que é, já provou isso e não uma única vez. Ele te olha estranho – nunca vi Rick tão sério e irritado como agora — Não quero você com muita proximidade com ele, ele pode acabar te machucando; não só fisicamente – falou entre dentes, apertando um pouco mais seus dedos em torno dos meus pulsos.

— Isso não cabe a você – falei um pouco irritada.

Eu não era um objeto!

Ele deu um pequeno sorriso e chegou mais perto, deu um pequeno beijo no meu pescoço – me fazendo ter um prevê tremor – e se afastou com um sorriso malicioso. Bipolar idiota. Soltou um dos meus pulsos e segurou um cacho do meu cabelo.

— Não, mas eu não quero ver você se machucar. Vou fazer de tudo para tirar ele te perto de você, você querendo ou não – ele falou brincando com a mecha do meu cabelo, com um sorriso estranho.

— Você me machucou mais e eu sempre te perdoei, por quê ele também não merece uma segunda chance? – perguntei em um sussurro, essa proximidade não estava ajudando.

Rick levantou o olhar e voltou com o olhar frio; quis me bater.

— Comigo é diferente, nunca me fiz de amigo. Sempre deixei claro o meu desejo por você e não como ele que fica causando intrigas, e depois só diz que bebeu! Que se faz de santo quando está perto de você, mas quando você vira as costas me provoca – exclamou irritado, eu baixei a cabeça.

Ele tinha razão, as vezes Viktor chegava a me assustar. Ele falava coisa com coisa, era misterioso, sombrio e sua reação quando descobriu que eu estava namorando foi no mínimo estranha. Ele me assustou e depois só me deu parabéns, mas também não podia esquecer que Viktor foi meu amigo, cuidou de mim e na maioria das vezes era gentil. Não podia esquecer tudo por causa de uma infamia daquela.

—Pode ser, mas eu prometo que vou ficar de olho, só não vou me afastar completamente – eu falei com a voz calma, ele suspirou e assentiu.

— Como você é teimosa quando quer, Deus! Mas tudo bem, só quero que não chegue tão perto dele, sem muita intimidade – ele falou vencido, soltou meu outro pulso e abraçou minha cintura. Coloquei meus braços em volta do seu pescoço — E qualquer coisa de estranho me conte. Tudo. Tudo fora do normal eu quero saber, tudo mesmo, Esther – ele pediu com os olhos nos meus, sério e me bem firme. Eu confirmei com a cabeça.

Dei um pequeno beijo na sua bochecha e sorri, feliz por estarmos de bem de novo.

— Eu quero ouvir você dizer, Esther – ele falou impaciente revirando os olhos, eu rir.

— Tudo bem, Rick. Tudo fora do normal irei lhe contar – eu disse sorrindo, fingindo sua impaciência.

— Bom mesmo – falou ainda desconfiado e beijou meu queixo — Agora vamos deixar de falar desse imbecil, estou com saudade – falou com um sorriso de lado e me apartou mais contra a parede.

Voltou Rick cafageste novamente.

Eu sorrir e assentir, envergonhada.

Ele trilhou beijos do meu pescoço até o canto da minha boca, pensei que iria me beijar, mas não; ele só foi para o outro lado, me fazendo soltar um pequeno resmungo o fazendo rir presunçoso. Quis lhe bater, mas ele segurou meu braço no lugar. Desceu uma mão para minha coxa e acariciou dentro dos limites, mas como se tratava dele, não deixou de apertar.

Ele voltou a me encarar e havia outra coisa em seu olhar, havia uma emoção fora do comum.

— Eu nunca quis uma garota só para mim antes, nunca desejei uma garota só minha, que nenhum cara poderia ao menos olhar que me causasse ciúme, como você. Não só corpo, mais que isso; poder cuidar de você. Que nada nem ninguém possa te machucar, nunca senti medo de perder nada; até você aparecer – falou me pegando de surpresa, me emocionando — Tenho ciúme de você até com seu primo – ele constatou com bom humor, rimos. Ele começou acariciar minha bochecha com o polegar e eu por um segundo fechei meus olhos, sentindo seu toque — Eu te amo – ele foi sinceso e sorriu.

Não pude evitar derramar lágrimas com isso. Ele me amava, sentia tudo isso por mim, estava me dizendo. E eu podia ver que era verdade, eu sentia.

Eu não tinha dúvida, eu o amava, também sentia ciúme e queria ele comigo. Ele era meu príncipe, imperfeito, mas mesmo assim príncipe.

Eu tinha um sorriso maior que meu próprio rosto e as lágrimas banhavam meu rosto, ele as enxugou com os dedos.

— Eu também te amo – sussurrei em meios as lágrimas.

— Você não sabe como isso me deixa feliz, eu já sabia – falou convencido, e eu dei um tapinha no seu braço — Mas ouvi de você, mexeu aqui – ele disse sério, segurou a minha mão e locol no seu peito. Eu sorri.

— Que bom que você ficou feliz, porque quero toda essa felicidade nesse sábado – eu falei sorrindo feito boba.

— O que tem no sábado? – ele franziu o cenho. Eu rir.

— Meu pai quer jantar com você – eu disse com uma risadinha, um pouco envergonhada. Ele ficou tenso e me empurrou mais contra a parede.

Daqui a pouco atravessamos a parede.

— Jantar? – ele engoliu em seco.

— Sim, não fique assim. Vai ser só um jantar, ele só quer conhecer o namorado da filha – dei de ombros.

— Agora eu que pergunto: E você diz isso assim, tranquila? – ele disse com um sozinho amargo, debochado lembrando da vez que ele se declarou para mim. Eu rir, não pude conter — Não rir não, Esther! – ele exclamou irritado.

— Desculpe – me conti — Mas é um pouco irônico, Rick Styles, O conquistador da escola com medo de um jantar com o pai da namorada – eu zombei voltando a rir.

— Ah, você está achando engraçado, não é? Quero ver achar engracado agora – ele ameaçou, bravo mas sedutor.

Em um movimento rápido Rick levou as mãos as minhas coxas e me levantou do chão, me fazendo soltar um pequeno grito de surpresa, para não cair enlacei minhas pernas na sua cintura e segurei nos seus ombros.

— Seu maluco! – eu gritei irritada, com os olhos arregalados.

— E agora? Quem está rindo? – ele zombou, sussurrando no meu ouvido. Minha raiva se foi e me arrepiei, me contraindo contra a parede.

— Não faça isso, Rick – pedi com a voz falha.

— Por que não? – ele continuou com a sua tortura no meu ouvido, com a voz rouca.

— Porque eu não consigo ficar brava com você quando faz isso, nem consigo pensar – falei irritada de mim mesma, segurei seu rosto com as duas mãos. Ele estava se divertindo.

— Eu vou lembrar disso – abriu mais seu sorriso, revirei os olhos.

— Então, dar para você me colocar no chão? – eu pedi, desconfortável.

— E você? Dar para calar a boca? – ele disse impaciente, apertando uma de minhas coxas. Eu arqueei minhas sobrancelhas, surpresa — Todas vez que vamos nos beijar você abri essa boca e acaba com o clima, cala essa boca linda e usa só para me beijar, por favor! – ele falou meio impaciente e irritado, não pude não rir do seu tom desesperado.

Rick bufou e atacou minha boca mesmo antes da minha crise de risos cessar, tive que segurar nos seus ombros novamente para ganhar apoio. Ele invadiu a minha boca com o mesmo desespero de antes, com saudade, mas mesmo assim me mostrou o seu amor. Cada vez mais eu estava conseguindo acompanhar seu ritmo, daqui uns tempos estarei craque.

Ele finalizou o beijo com a famosa mordida na minha boca e rimos. Me colocou devagar no chão com os olhos nos meus, sério. Eu achei estranho, ele estava sorrindo agora pouco mas agora só me encarava de modo estranho, parecia que me via pela primeira vez.

— O que foi? – perguntei entranhado sua expressão.

— Nada, agora me conta um pouco mais sobre esse jantar – mudou de assunto, com um pequeno sorriso no rosto o quê não me convenceu em nada.

Ainda vou descobrir o que houve.

— Assim... – comecei a lhe contar a ideia do meu pai, com toda sua atenção.

Danielle também foi convidada. Meu pai quase pirou ao ouvir que Rick havia me pedido em namoro e pior, que eu havia aceitado. Com muita água com açúcar e muitas carícias da parte da minha mãe ele se acalmou, e eu pude lhe explicar melhor.

Não gostou nenhum pouco da ideia, disse que eu era nova demais, mas com muita chantagem emocional e com a ajuda da minha mãe e de Clark conseguimos convece-lo. Porém, teria uma condição, Rick teria que jantar na nossa casa, onde meu pai iria avalia-lo mais de perto e se não o aprovasse; adeus Rick.

Omiti esse parte para ele, para não o deixar mais nervoso. Mesmo que negue eu sei que ele estava apreensivo.

Logo após lhe explicar tudo, quase tudo, fomos almoçar e estranhei não encontrar Alerrandra na mesa. Esses dias ela andava muito misteriosa, tomara que seja uma coisa boa.

***

Narrado

—Trouxe o que lhe pedi? – a garota perguntou apressada e muito nervosa, olhando de um lado para o outra.

— Claro, gracinha, eu cumpro com a minha palavra! – o homem respondeu com sua voz grossa, surpreso por se tratar de uma garota daquela idade.

Ele se perguntava o que uma garota como aquela, que tinha tudo, procurava encomendar uma coisa dessas a ele. Quando um amigo seu disse que precisava de mais algumas bebidas nunca poderia imaginar que poderia ser para uma menina, linda acima de tudo.

— Tudo bem, aqui está seu dinheiro – ela lhe entregou algumas libras e recebeu sua encomenda apressada.

Ela estava nervosa, nunca havia feito isso antes; poderia beber junto de um cara que as vezes encontrava mas ele lhe obrigou a tomar essa decisão; não queria lhe dar mais bebidas. Estava começando a tomar consciência de que a havia para um mal caminho e queria a tirar dali antes que fosse tarde.

Ela prometeu que pararia, mas mentiu, nunca havia o feito antes, entretanto nos últimos dias estava praticando muito. Sabia que era errado, mas não considerava que estava passando do ponto.

Ela virou as costas e se foi com as bebidas nas suas mãos pequenas, que antes só tocavam em um pincel para expressar sua tristeza nos seus quadros. Deixando para trás um homem intrigado e um pouco culpado.

Ele afastou esses pensamentos e entrou novamente no seu carro, mas não pode evitar olhar uma última vez para a silhueta da garota que desaparecia em meio as árvores daquele luxuoso colégio e não conseguiu evitar um sorriso de satisfação por saber que ela o procuraria novamente; por mais. E ele amaria atender essa garota, mesmo estando com essa pequena culpa em sua consciência.

Ele não era um homem mal, só se envolveu com pessoas erradas e não conseguia mais sair dessa vida. Era um garoto que havia se encantado pelo brilho do dinheiro e se deixou levar por pessoas más, e hoje não podia mais sair, ele não se importava mais, já havia se acostumando e hoje até já gostava do seu "trabalho".

— Quem será essa garota? – se perguntou uma última vez dando partida no seu carro.


Notas Finais


Quem será? Olá pessoas, voltei com um capítulo com um pequeno mistério. Quem será essa garota que está entrando pelo caminho errado? E o que será que está havendo com a nossa Ale, gente?


Beijos!

Jade de Oliveira.


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