História O Amor Supera Tudo? - Capítulo 25


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Camilacabello, Camren, Fithharmony, Laurenjauregui, Romance, Shawnmendes
Exibições 83
Palavras 1.751
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Não esqueçam de deixar seus comentários do que estão achando e se querem algo na fic.

Obrigada a quem sempre acompanha! Mil beijinhos e boa leitura :*

Capítulo 25 - Adoção


Quando você tem seus 15 anos acha que depois dos 18 tudo será mil maravilhas. Eu imaginava que eu teria uma vida estável, aquele clichê de bom emprego, boa casa e carro e uma boa esposa. A verdade é que a vida real é bem diferente do que imaginamos ser, nada é fácil. Eu nunca imaginei que eu perderia a pessoa que me deu a vida de uma maneira tão rápida e dolorosa. O que me tritura por dentro é o fato de que nós duas tivemos pouco tempo de boa convivência, eu não pude fazer por ela tudo o que eu gostaria de ter feito porque simplesmente não tive tempo. Ou você corre com o tempo ou ele consome você.

Durante esse um ano e meio eu tenho recorrido a diversas formas de aliviar a dor que carrego no peito e uma delas é a bebida. Não me orgulho disso, mas é naquele momento de embriaguez que consigo esquecer de tudo um pouco, que consigo desligar minha mente do que me cerca. Mas decidi mudar, quero mudar pra não perder a pessoa que amo, a mulher com que escolhi passar o resto da minha vida. Camila não admite, mas eu sei que ela está cansada de tudo que eu faço de errado e eu não quero que ela fique comigo por pena. E é por isso que resolvi fazer essa surpresa para ela.

-- Tudo está bem e vai ficar ainda melhor. – Falei soltando Camila para chamar atenção de todos que ali estavam . – Pessoal... pessoal prestem atenção aqui..

Todos se reúnem próximos de mim, Camila segura Anne no colo. Nunca vi, essas duas são um grude, sorrio com a cena ai então começo a falar.

-- Eu quis fazer essa surpresa porque eu sei que não tenho sido uma boa noiva e amiga ultimamente...

-- Ainda bem que você admite né gaspar. – Dinah solta

-- É eu admito – Ri levantando as mãos em sinal de rendição. – Mas tenho algo de importante para falar. Eu decidi que não irei mais beber, não irei mais beber por mim, pela Camz e por vocês pessoal. – Começo a me emocionar e então Camila se posiciona ao meu lado com Anne ainda no seu colo.

-- Eu fico tão feliz meu amor, acho que digo por todos que vamos estar sempre do seu lado. – Depositou um beijo na minha testa.

-- Aeeeee branquela, não vamos chorar não! Vamos comemorar... com suco. – Vero solta uma das suas e todos riem.

A festa correu animada e divertida, todos conversavam animadamente. Não faltou assunto já que Camila passou muitos dias em Los Angeles com vários nomes da música, então todas queriam saber de tudo. Não demorou muito e Ally e Troy foram embora, segundo eles quando tivermos filhos vamos saber como é. O último casal a ir foi o Vercy, mas antes disso Vero me puxou para um canto enquanto Camz e Lucy conversavam no terraço.

-- Caramba Laur eu estou tão orgulhosa de você – Me abraçou apertado quase me esmagando. – Sério, eu poderia soltar fogos agora mesmo. Todos estávamos tão preocupados, ainda bem que você caiu na real.

-- Eu não posso perder a outra mulher que amo e nem minhas amigas. – Sorri para ela que retribuiu o sorriso.

-- Vamos nessa amor? – Lucy abraçou Vero por trás

-- Vamos sim, vamos deixar elas matarem a saudade. – Entrelaçou sua mão na da Lucy e se despediu.

-- Obrigada pela surpresa meninas! – Camila fala antes de Vero fechar a porta do apartamento. – Enfim sós Jauregui. – Joga seus braços ao redor do meu pescoço.

-- Enfim. Eu estava morrendo de saudade Camz. – Dei um leve beijo em seus lábios. – Vamos lá, você deve estar cansada. Vou preparar seu banho.

Enchi minha banheira e coloquei alguns sais de banho, ao lado deixei nossos roupões e toalhas limpas. Entrei na banheira e chamei para que Camz entrasse. Ela se sentou entre minhas pernas e de costas para mim, foi contando sobre tudo o que aconteceu em Los Angeles, escutei tudo atentamente como se ela não tivesse contado no jantar que acabará de acontecer. Eu estou tão orgulhosa da minha noiva, ela é tão dedicada no que faz que tenho certeza que fará muito sucesso quando lançar seu cd daqui um bom tempo.

-- Sabe amor, nessa semana eu irei na reunião dos alcoólatras anônimos, você quer ir comigo? – Iniciei uma massagem em seus ombros e ela prontamente amoleceu seu corpo contra o meu.

-- Claro Lolo, eu não perderia isso por nada. Estou tão orgulhosa de você. – Beija minha mão que estava repousada em seu ombro direito. – Eu amo você.

-- Eu também te amo e é por esse amor que estou lutando contra minhas fraquezas.

-- Será um começo difícil amor, mas você irá conseguir e eu tenho certeza disso. Estaremos todos aqui por você, eu, sua família e nossas amigas. Todos nós te amamos.

Conversamos por mais um tempo até que Camila para de responder e então percebo que ela havia pegado no sono ali mesmo. Com certa dificuldade levanto da banheira com ela em meu colo.

-- Amor, só preciso que você fique em pé para que eu te seque. – Ela sem abrir os olhos me responde com um som nasal e se aguenta de pé.

Termino de secá-la e a pego no colo novamente e a levo até minha cama. A coloco gentilmente e a cubro com um fino edredom. Fiquei por mais algum tempo acordada admirando seus traços latinos que eu reconheceria mesmo depois de 50 anos, como ela consegue ser tão linda? Me agarro nela e permito que o sono me vença.

Alguns dias depois.

 

Camila POV

Estou atrasa, estou atrasada caramba. Lauren vai me matar, eu devia estar com ela a 15 minutos atrás e ainda estou presa nesse trânsito infernal. Perco a paciência e buzino para o carro a minha frente que demora a andar. Aperto um botão no meu volante e ligo para Lauren.

-- Alô Camz aconteceu algo?

-- Amor eu estou presa no trânsito, não sei se consigo chegar a tempo de te levar para a reunião do A.A. – Bufo irritada.

-- Você está dirigindo e falando no celular dona Camila Cabello futura Jauregui?

-- Não amor, estou pelo Bluetooth – Solto uma risada, ela preocupada fica uma gracinha.

-- Ah bom, então fazemos assim eu vou indo pra reunião e você me encontra lá certo?

-- Certo amor, até daqui a pouco.

-- Até gatinha.

Demoro cerca de mais meia hora no trânsito e quando chego no local da reunião ela já havia começado. Entro devagar pelo corredor e observo a sala no final do mesmo com a porta aberta. Ouço uma voz familiar falando.

-- Meu nome é Lauren. – Todos respondem com boa noite. – Estou aqui pela primeira vez, não está sendo fácil abandonar esse vício como todos vocês sabem. Eu comecei a beber logo após minha mãe falecer, foi um grande choque para mim porque eu a perdi de uma hora para outra, sem nenhum aviso ou preparação. Nós não tínhamos uma relação boa desde minha adolescência por causa da minha orientação sexual, ai então antes de falecer ela mudou totalmente, passou a aceitar minha noiva e naqueles momentos eu era a pessoa mais feliz e completa do mundo. Eu tinha as duas mulheres da minha vida junto de mim. Mas isso não durou muito e eu me arrependo muito por não ter feito mais por ela. Eu sinto um vazio dentro de mim que nunca passa. – Fico no batente da porta e então ela ergue seus olhos para mim sorrindo de maneira triste, limpando lágrimas que desciam por suas bochechas.

Entrei na sala e me sentei ao lado de Lauren, segurando sua mão. Nessa reunião ouvimos diversas histórias, desde o homem que começou a beber depois da separação até a de uma mulher que buscava na bebida o alivio da depressão. As vezes pensamos que nossos problemas são horríveis e impossíveis de resolver, até escutar o problema do próximo, ai então vemos que nem sempre o mundo gira ao nosso redor.

-- Que bom que você conseguiu vir amor – Lauren me abraça de lado e me beija a testa.

-- Eu não deixaria de te apoiar nunca. Lolo que tal irmos naquela pizzaria que eu adoro?

-- Como você quiser gatinha. – Já falei que adoro quando ela me chama assim? Pois então. — Eu vim de táxi, então vamos com seu carro.

 

Dinah POV

Mais um dia exaustivo no trabalho, fiz Administração achando que eu teria uma vida tranquila e só me ferrei. Entro pela porta principal de nossa casa e avisto Mani cozinhando algo que cheirava deliciosamente bem.

— Boa noite amor. — Falei logo após dando um beijo em sua nuca.

— Caramba que susto Dinah! — Levou a mão ao peito. — Estou fazendo lasanha, prova. — Estendeu uma colher em minha direção com um pouco de molho.

— Nossa que delícia amor, me da mais um pouco.

— Nada disso, suba e tome um banho. Depois quero conversar com você. — Virou novamente para o fogão, prestando atenção no molho.

— Ok mamãe — Mani riu e eu subi as escadas correndo, pensando no que poderia ser.

Tomei um banho demorado, relaxado e quentinho. Nada melhor para aliviar o estresse e cansaço do dia a dia. Coloquei meu roupão e desci as escadas.

— Você demorou, já coloquei tudo na mesa. — Falou emburrada.

— Desculpe amor, sabe como é né, preciso de um banho longo para relaxar. — Sentei a mesa.

A lasanha realmente estava deliciosa, além de gostosa minha esposa ainda cozinha bem, eu não quero mais nada nesse mundo. Conversa vai e conversa vem, Mani faz uma cara de quem está aprontando algo e fala.

— Amor...sabe...eu estava olhando uns orfanatos, pensei da gente ir visitar. — Falava enquanto mexia na tolha da mesa nervosamente.

— Ah que bacana amor, sempre quis fazer algo assim de voluntariado. — Coloquei um pedaço de lasanha na boca e vi ela fazer uma expressão confusa.

— Não amor, acho que você não entendeu. Pensei em adotarmos uma criança.

— Q-que? — Me engasguei com a lasanha e ela levantou para me ajudar.  — Olha Mani eu nunca quis adotar uma criança, quero ter um filho do meu sangue.

— Sangue é o que menos importa, tem tantas crianças precisando de um lar...

— Não Mani. Não quero o filho de outra pessoa dentro da minha casa.

— Quer saber, você é uma egoísta que não vê o sofrimento do próximo. — Se levantou da mesa e foi em direção ao quarto. — E pode se arrumar para dormir no sofá hoje. 



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