História O Anjo de Asas Negras - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjo Caído, Original, Romance, Yaoi
Exibições 5
Palavras 844
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Lemon, Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Chapter IV


Cain foi capaz de perceber a tensão por trás dos olhos de Mick. O amigo chegará atrasado por causa de sua mudança ao quarto de Cain, e ao chegar, seu rosto estava levemente pálido e pode ver um fiapo de preocupação escapar de seu semblante, o amigo sempre fora muito transparente, era fácil saber o que ele estava sentindo. Mas não tinha tempo para perguntar se havia alguma coisa errada, estavam no meio da aula e o professor não gostava de ouvir vozes falando além da sua própria. Ia deixar par depois, quando estivessem no intervalo. A aula era longa, segundos pareciam virar minutos, e minutos pareciam virar horas, sua alma se arrastava conforme ele copiava a matéria que o professor passava na lousa.
Tinha tido muitos pesadelos, pesadelos os quais não faziam sentido algum, mas de alguma forma eles eram interligados. Um anjo de asas negras, ele estava sempre lá, presente na mente de Cain, batucando em sua mente, e o seu sorriso.. Era um sorriso bonito, um sorriso que ficara agravado na mente de Cain, fazendo o mesmo ficar com o ar dificultado. Mas o garoto sempre fechava os olhos e dizia para si mesmo, “anjos, demônios, magia. Essas coisas não existem.”. Sua família toda era ateu, e assim como ela, Cain também não acreditava nessas coisas que para ele eram bobas e superficiais. Mas, cada noite que passava, cada sonho e pesadelo estranho que tinha com aquele anjo, que ele não conseguia se lembrar de nada além das asas negras e do sorriso, ele sentia-se menos confiante de suas afirmações, e se fosse realmente possível? E se aquilo fosse algum tipo de mensagem, de aviso, ou algum tipo de enigma? Sentia-se atentado com aquilo tudo, já fazia bons meses que tinha aqueles sonhos. Ele, dentro do sonho, desesperado por ajuda, havia o anjo negro, e tudo o que ele sentia era desespero e medo, como se algo estivesse para vir e ninguém fosse buscá-lo. Claro, as vezes ele tinha outros sonhos que não fossem ligados com o anjo, mas era minoria. Não contava para ninguém, pois poderiam dizer que ele estava ficando transtornado e que necessitava da ajuda de um psiquiatra, então nem mesmo a sua própria família sabia sobre isso.
Quando se deu conta, finalmente estava nos corredores, junto de Mick, os outros de seu grupo tiveram que ficar na sala para finalizar um trabalho, o que significava que os dois teriam que lanchar sozinhos aquela tarde, agora era o momento perfeito para perguntar alguma coisa para Mick. O ruivo mordeu os lábios carnudos e Mick se arrepiou um pouco, sentindo-se um idiota por ter reagido daquela forma.


— Mick, eu quero perguntar uma coisa..

 

Simplesmente do nada o garoto parou de andar, um pouco surpreso, mas Cain não sabia com o que. O garoto parecia estar nervoso.

 

— O-O que? E-Eu não me arrepiei, foi impressão sua..

 

O garoto estava corado, e Cain fez uma careta de quem não estava entendendo nada, e soltou um “hã?” para Mick, que corou mais ainda.

 

— A-Ahn.. Nada.. Deixa pra lá.. O que você quer me perguntar?

 

Cain franziu levemente as sobrancelhas, olhando desconfiado para o amigo, sabendo que ele estava escondendo alguma coisa, mas não deveria ser algo de grande importancia, então resolveu ir direto ao ponto, sem enrolar nas suas palavras.

 

— Aconteceu alguma coisa? Você chegou hoje com uma cara de quem estava preocupado com algo. A diretora disse algo pra você?

 

O ruivo percebeu o amigo empalidecer um pouco e engolir a seco, logo em seguida piscando algumas vezes se forçando a agir com naturalidade. Aquilo despertou mais ainda a curiosidade do ruivo.

 

— Não aconteceu nada, Cain. Está tudo bem.

 

O ruivo crispou os lábios, desconfiado, na verdade ele sabia que o amigo estava mentindo, e uma parte dele queria fazer-lhe mais perguntas, mas não seria bom pressioná-lo, até que porque o ruivo sabia muito bem de que o amigo detestava ser pressionado, entao resolveu manter a boca fechada e fingir que acreditava, mas não disse nada, apenas ficou encarando Mick, que deu um sorriso um tanto quanto desconfortável.

 

— Hã.. Vamos comer alguma coisa? Eu pago o seu lanche..

 

Cain simplesmente deixou-se levar.
Quando se deu conta, estava lanchando com Mick, comendo um cachorro quente enquanto o mesmo comia um pão de queijo, e além dos salgados, ele havia comprado uma lata de coca-cola para dividirem entre si. Cain nunca havia prestado tanta atenção em Mick, na verdade nunca havia prestado atenção em nenhum de seus amigos, e agora que olhavá-o com calma, sentado ao lado dele enquanto comia, pôde perceber como o menino parecia um anjinho do bem. Com esse pensamento, Cain deu um sorrisinho bobo olhando para Mick sentado ao seu lado. O mesmo corou e disse com a boca cheia:

 

— O-O quê?

 

Cain riu e corou de leve, não respondendo nada, apenas voltando a atenção para o seu lanche, porém Mick ficou por uns instante olhando Cain, sem entender muito bem o que tinha sido aquilo, mas logo depois lentamente o garoto também voltou a comer o seu lanche.  



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