História O Anjo do Passado - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias A Feia Mais Bela
Personagens Personagens Originais
Exibições 82
Palavras 1.318
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá Niñas.
Não esqueçam de favoritar e comentar.
me interesso muito em saber o que estão achando da minha estória.
Quero saber qual a reação de vocês em saber que tem um capítulo novo.

Capítulo 9 - Capítulo 6 - parte I


Fanfic / Fanfiction O Anjo do Passado - Capítulo 9 - Capítulo 6 - parte I

"Eu estava no fundo do poço e sem ao menos você perceber, você estava me tirando de lá, com o seu sorriso, com o seu jeito forte de ser e viver a vida"

"Nossa confiança iniciou de um ponto quase inexistente, de poucos sintomas criamos uma amizade que quem sabe um dia aflorará".

"Como do nada podemos significar algo para o outro? Não sei, mas como disse William Shakespeare

Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia".

 

[Letícia Cody]

Tudo bem, não precisa ser dito que depois que Fernando voltou à mesa, o clima ficou monótono. Não é por conta da afeição fechada que ele está fazendo agora, bom, na verdade sim, mas também por que foi ele quem nos convidou e também estava muito animado para isso.

Já estávamos na sobremesa, que por sinal era como se minhas papilas gustativas estivessem em uma balada, maravilhosa.

Omar falava algumas coisas que por incrível que pareça ele e a Carol estavam conversando animadamente, nem parecia que eles são os mesmos retardados que estavam trocando farpas e querendo se matar hoje mais cedo. Eu somente ouvia e assentia para fingir que estava participando da conversa, espero que Caro não esteja falando nada constrangedor sobre mim, ela adoro fazer isso. Minha mente viajava em um universo paralelo, o que será que tinha acontecido para ele está assim? Eu já tinha o visto antes e todas às vezes ele parecia calmo e sereno e não triste e enfadonho, eu até poderia dizer que ele estava em um dia ruim hoje, mas não pode ser ele estava tão feliz hoje de manhã. Eu tenho certeza que ele esteve chorando e também pelo que Omar nos falou era por conta dessa tal Márcia, arg! Já não gosto dela. Será se eles brigaram? Mas é lógico Letícia, ou você acha que ele estaria assim se estivesse tudo bem?! Eles podem ter terminado.

            Ele está tão calado, nem meche na sobremesa maravilhosa, os únicos que aproveitavam eram o casal “tapas e beijos”, nem o Angelo que adora sair estava feliz, para falar a verdade ele estava igual a Fernando até a afeição.

            Fernando levantou um pouco o olhar reparando que todos já haviam terminado.

- É melhor nós irmos – disse, Fernando.

- que é isso irmão? Agora que a noite está começando.

- seu animal! – disse irritado, até me assustei. – já terminamos a refeição e temos criança aqui. – foi abaixando o tom de voz. ­– já está tarde.

- eu concordo com o Omar.

- Carol, o Fernando está certo, é melhor nós irmos embora. – disse.

- Então vão vocês, a noite é uma criança. – disse Caro animada, será se ela bebeu e não percebi?

- você está esquecendo que tem trabalho amanhã cedo?

- Ah Lety! Você sabe que não é a primeira vez que faço isso.

- se é assim, você não é mais criança. Já temos que ir.

Pedi a conta e começamos a brigar para ver quem iria paga-la, jamais deixaria que os meninos pagassem, mas depois de muito tre-lê-lê e enrolação, eles pagaram.

- Vamos filho. – peguei a mão de Angelo para sair.

- sim. – ele levantou, olhou significativamente para Fernando e me seguiu. Segundos depois percebi que o moreno estava caminhando atrás de nós. Chegamos ao lado de fora do restaurante para pegar os nossos carros e recebi uma péssima notícia, atrapalharia todo o meu dia amanhã.

- Mas, como isso foi acontecer? – perguntei ao manobrista.

- perdoa-nos senhorita, foi o rapaz que acabou de ser contratado, ele não tem muita experiência, mas como sou o chefe, assumo toda a responsabilidade.

- ótimo, agora como eu vou fazer, como vou para a casa?

- Já mandamos o seu carro para oficina mecânica e pagaremos tudo, amanhã ele já voltará a sua posse. Já foi chamado um taxi também para leva-los para a casa que também será por conta nossa.

Comecei a me preocupar, amanhã teria que começar a rotina de novo; levar Angelo para escola, ir para o trabalho, me arrumar para a viagem e o pior de tudo é que nem posso contar com a Carol, não sei nem se ela vai trabalhar amanhã. Do jeito que ela está parece que vai estender a noite.

- Se não tem outro jeito, o taxi vai demorar?

- mamãe, vamos pedir para o Fernando levar a gente.

- Não filho, não vamos incomodá-lo. – Parece que estava falando sozinha por que quando dei por mim Angelo já estava tentando chamar a atenção do moreno.

- Fernando, pode nos levar em casa? – ele já estava no carro quase dando partida.

- por quê? O que aconteceu?

- Está dormindo é? O manobrista bateu o carro da mamãe.

- sério?

- sim, vai levar a gente ou não?

- Vou sim. – e ele sorriu pela primeira vez depois daquela fatídica ligação.

Eles se aproximaram de mim e Fernando me deu o braço.

- Acho que a senhorita precisa de uma carona. Posso leva-la até a sua casa?

Peguei o braço dele e me dirigir até o carro. Avisei para o funcionário que não precisaria do taxi e entramos no automóvel.

            - Então, onde é? – Perguntou-me, Fernando.

            - o que?

            - Onde é sua casa.

            - ah, sim é... Vai indo que eu vou te dizendo.

            Fiquei uma boa parte do percurso observando ele, os gestos, o jeito que ele fitava a rua, as mãos, o rosto tão bem desenhado, os detalhes que não percebi quando o vi no supermercado e no parque. Há sim, é verdade já tinha até me esquecido que tinha visto ele. Ele é tão lindo e cheiroso e lindo e... já disse cheiroso? Ah, que boba que sou ele passando por problemas e eu bolinando ele mentalmente.

            - parece que ele não aguentou.

            - o que?

            - você está bem? – sorriu. – parece que está desligada.

            - mais ou menos, estava com o pensamento longe. – muito longe, pensei.

            - estou falando que o Angelo não aguentou, ele acabou dormindo. – disse olhando meu filho pelo retrovisor.

            - Ele é todo elétrico, mas quando ele cansa parece um urso hibernando. – rimos.

            - Adoro crianças, e ele tem uma energia... Não sei algo me atrai.

            - sim, eu sei bem o que é isso.

            - eu, eu queria agradecer por essa noite, por vocês terem ido e o jantar deu um resultado positivo, a Carol e o Omar pararam de brigar e parece que estão se dando bem.

            - Não tem de quê, mas você está bem?

            - sim, por quê?

            - Não sei, de um momento ao outro, você se entristeceu, fiquei preocupada. Aconteceu algo? – ele ficou tenso.

            - Não, só um problema que pode ser resolvido, nada demais.

            - tudo bem. – estendeu-se um silencio. Até que...

            - deve ser muito complicado ser mãe solteira não?

            - Ah – suspirei – muito, mas eu posso sempre contar com Angelo, ele é um menino tão calmo, esperto, inteligente, compreensivo, mas é muito cansativo mesmo. Trabalha muito, dorme pouco, mas quando paramos para olhar para ele, vemos que vale à pena. – Olhei para ele e o mesmo dividia o olhar entre mim e a estrada. – Mas, você não tem nem um preconceito ou tem?

            - claro que não, não vejo qual é o problema em mesmo você não estando mais com o seu marido você criar o seu filho sozinha, teria sido ridículo se você se deixasse levar por uma perda e deixar também seu filho, isso sim é imperdoável.

            - Obrigada, gosto do seu jeito de pensar, geralmente as pessoas me olham estranho, e já ficam pensando logo por que meu filho não tem um pai...

            Ele me interrompeu.

            - sabe o que eu acho dessas pessoas?

            - não.

         - que elas não têm uma vida boa e sempre encontram um meio de se valer pela vida e pelos defeitos das vidas do demais para se acharem superior.


Notas Finais


Obrigada por ler.
:)


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