História O Apocalipse do Absinto (Jikook) - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Got7, Monsta X
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Taejin, Yoonseok
Visualizações 123
Palavras 4.812
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Att surpresaaaaa.... Então FDS estarei ocupaderrima então vou postar hj sim😁😁😁😁

Capítulo 7 - Capítulo 6


Fanfic / Fanfiction O Apocalipse do Absinto (Jikook) - Capítulo 7 - Capítulo 6

  Os dias seguintes de intensa exploração do ambiente no qual se encontravam. O grupo votou e decidiu por unanimidade que não fazia sentido ter pudor em usar todos os recursos que o shopping tinha para oferecer. Por isso, a primeira providência que tomaram foi arrombar praticamente todas as lojas. Se um dia tivessem que responder por aquilo, o grupo assumiria a responsabilidade em conjunto.

Dessa forma, conseguiram roupas, cobertores, travesseiros e tudo o mais. Liberaram as crianças para pegar os brinquedos que quisessem, sem restrições. Jungkook foi contra, no começo, pois achava que as crianças precisavam de limites. Afinal, nada daquilo lhes pertencia. Mas Jimin o convenceu de que não faria mal algum arrumar meios para aliviar o estresse do confinamento, e ele por fim cedeu. Assim, os garotos tinham mais brinquedos do que um dia puderam sonhar.

Fizeram um levantamento superficial, e ficou claro que comida também não seria problema, pois havia alimentos suficientes para vários anos. Eles usavam as instalações de um dos restaurantes para preparar as refeições, que sempre eram feitas em grupo. Jimin insistia no ponto de que tinham de permanecer juntos, fortalecendo sempre os vínculos dos confinados. Ele estava convencido de que se fossem todos amigos e descobrissem a cada dia a importância de se importar e zelar uns pelos outros, seriam uma equipe cada vez mais forte. E essa estratégia de fato vinha funcionando; o grupo se tornara bastante coeso.

De uma forma muito natural Jimin se tornou o líder. Era o único que tinha experiência militar, e não havia dúvidas de que era o mais valente de todos. Jungkook era seu grande conselheiro. Jimin e Jungkook se tornaram mais próximo, um confia no outro cegamente; Jimin consultava Jungkook em tudo. Não era apenas por ter o salvado, Jungkook se mostrou extremamente confiável e um ótimo amigo, sempre ajudando em tudo oo que podia. Ele era o apoio de Jimin, sempre que precisava de algo Jungkook estava lá para orientá-lo, Jimin realmente o considerava uma das pessoas mais inteligentes e sensatas que conhecera. Se havia alguém a quem Jimin entregaria decisões importantes esse era Jungkook.

Transformaram lojas em dormitórios usando sofás, colchões e cortinas. Assim, Jimin e Jungkook decidiram ficar juntos com as crianças em uma das lojas. Jungkook ficou feliz por Jimin querer ficar com eles, era estranho mas Jimin lhe passava confiança, mesmo o conhecendo a pouco tempo, Jungkook confiava sua vida e a de seus irmãos a ele. Às vezes, recolhiam-se mais cedo e jogavam algum jogo com as crianças, Jimin estava se sentindo feliz apesar de tudo, ele achava que os quatros juntos até pareciam uma família, isso o deixavam bastante feliz. Gostaria de ter alguém como Jungkook ao seu lado como companheiro, se tivessem se conhecido em outra ocasião, ele chamaria o mais novo para sair.

Conseguiram televisores, aparelhos de DVD, aparelhos de som, DVDs, CDs, videogames etc. Por diversão, Jimin chegou a improvisar uma sala de estar na loja que usavam de dormitório, onde ele e Jungkook às vezes assistiam a um filme ou um show juntos.

Na única livraria do shopping, conseguiram livros para todos os gostos, assim aquele se tornou um dos lugares mais frequentados por todos. O que eles mais tinham de fato era tempo. Assim, ficavam inventando formas de manterem-se ocupados.

Passados alguns dias todos eles começaram a sentir falta da luz do sol. Estavam sempre isolados do mundo exterior, sem uma única janela. Mas Jimin encontrou uma saída. Ele descobriu um acesso ao telhado do shopping, e assim podiam sair para tomar sol. Porém, com uma ordem muito clara de nunca se expor. Se os zumbis vissem gente no telhado poderiam se aglomerar em volta do shopping, aumentando sempre em número, de modo que, na melhor das hipóteses, eles nunca mais poderiam deixar aquele local.

Na prática, era uma situação impressionantemente confortável, dadas as circunstâncias. Dentro do shopping existia uma unidade de academia de ginástica com piscina, portanto, eles tinham diversão à vontade.

Min-Ha proporcionava um show à parte quando decidia colocar biquíni e mergulhar. Os homens ficavam ouriçados, mas nunca faltavam com o respeito. Jooheon e Yoongi de vez em quando davam alguma indireta para Min-Ha, mas ela não dava muita bola, apesar de sempre provocá-los um pouco. Sob esse aspecto, ela não percebera que o seu mundo protegido havia mudado, tornando-se menos seguro, e mantinha o comportamento que, sabia, chamava a atenção. Algo de que um dia poderia vir a se arrepender.

Jackson, no entanto, vivia uma situação diferente com Mark. Os dois eram incrivelmente parecidos, tinham muito em comum. Gostavam das mesmas músicas, dos mesmos filmes, das mesmas coisas. Estavam o tempo todo juntos, batendo papo, contando piadas ou brincando com as crianças. Aliás, eles eram quase tão imaturos quanto a criançada. Inventavam as mais variadas brincadeiras, se escondiam, corriam, faziam bagunça por um grupo inteiro de moleques. Jimin ficava louco com as coisas que eles aprontavam, mas no fundo sabia que era melhor assim. Era infinitamente melhor terem risos e bagunça do que choro e depressão. E esse era o caso de Sunji.

Sunji não conseguiu superar a perda da esposa, ficava a maior parte do tempo calado. Dedicava-se basicamente ao filho caçula. Os mais velhos ficavam o dia inteiro brincando com Kyungsoo, Baek, Jackson e Mark, ou passavam nas piscinas, e por isso, não eram uma grande preocupação. Assim, Sunji se dedicava a Yugyeom, ou lia tudo que encontrava na livraria.

Jungkook se compadecia dele, e até tentou algumas vezes convencê-lo a deixá-lo ajudar com o menino pequeno, mas Sunji se recusou. Na prática, o filho passou a ser a única razão de sua vida; não via mais nenhum objetivo.

Após alguns dias de total calmaria, Jimin estava no telhado do shopping olhando as redondezas quando percebeu um movimento diferente. Um caminhão baú de pequeno porte vinha pela avenida do outro lado do córrego. Estava em apuros, com o pneu furado, e por isso, muito lento. Logo atrás, centenas de zumbis tentavam alcançá-lo.

Ele viu aquilo e começou a gritar pelos outros. Era algo que esperava que acontecesse havia muito tempo, porque sabia que, mais cedo ou mais tarde, sobreviventes iriam aparecer. Muitas vezes, vigiavam o Condomínio Times Square, que ficava ao lado do shopping, tentando enxergar alguém que pudessem acolher. Sentia que era injusto que eles tivessem tanto conforto sendo que poderia ter gente desprotegida do lado de fora. Jimin estava decidido: tinham que ajudar aquele caminhão.

Quando Jungkook e os outros ouviram os gritos, subiram ao telhado às pressas. Ele, Yoongi, Jooheon e Jackson chegaram armados, seguidos por Sunji. Min-Há e Mark permaneceram dentro do shopping com as crianças, conforme já haviam estabelecido antes.

— O que houve? — perguntou Jungkook, meio ofegante depois de correr tanto.

— Ali, na avenida. — Jimin apontou para o caminhão que tentava driblar os zumbis; o pneu já tinha se esfacelado, não ia conseguir ir muito longe daquele jeito. — Precisamos ajudá-lo!

— Como iremos ajudar? Ele precisa vir para cá! — Jooheon franziu as sobrancelhas. — Não podemos sair para buscá-lo, vamos morrer!

— Tem razão. — Jimin pegou a escopeta das mãos de Yoongi. — Precisamos chamar a atenção dele.

Jimin subiu na mureta que servia de parapeito, engatilhou a escopeta e deu três tiros para o alto. O som dos tiros era estridente, vários deles cobriram os ouvidos com as mãos. Não imaginavam que aquela arma fosse tão barulhenta.

Mas surtiu o efeito desejado, o motorista do caminhão olhou na direção deles. Ao vê-lo, Jimin começou a gritar, acenando para que ele viesse para o shopping. O caminhão foi para a frente, fazendo o retorno na avenida, com diversos mortos-vivos tentando alcançá-lo. Jimin olhou para baixo; não tinha zumbis no estacionamento. Mas teriam de ser rápidos, pois em breve haveria muitas criaturas por perto.

— Vamos lá para fora, precisamos acenar para eles irem para a entrada de serviço, rápido! — Jimin gritou e desceu às pressas, com Jungkook nos seus calcanhares.

Os outros os acompanhavam com uma dose enorme de preocupação. A simples ideia de sair daquele prédio depois de tantos dias de sossego era assustadora.

Foram até a entrada de serviço e abriram a pesada porta de aço. Jooheon ficou encarregado de vigiar a entrada para não correrem o risco de algum convidado indesejado entrar no prédio. Jimin e os demais foram para o estacionamento e aguardaram o caminhão.

Depois de alguns instantes, o veículo surgiu, jogando para dentro do estacionamento um zumbi que estava na entrada bem no momento que ele passou pela cancela. O caminhão parou por alguns instantes, como se o motorista não soubesse qual direção tomar. Mas logo avistou o grupo, que pulava, gritava e acenava para ele, e disparou na direção da entrada de serviço. Logo em seguida, as primeiras criaturas invadiram o estacionamento, tentando alcançar sua presa.

Jimin esperou o caminhão passar e ficou logo atrás, bem no caminho entre o veículo e os zumbis. Daria cobertura enquanto as pessoas entravam no shopping.

O veículo parou junto à porta, ao lado de Jackson e Yoongi. Jungkook correu e se pôs ao lado de Jimin. Os demais podiam ajudar os ocupantes do caminhão; ele o ajudaria, tinha dezenas de zumbis a caminho.

O motorista do caminhão desceu da boleia. Era um homem de pele mais morena e franzino, de uns quarenta anos mais ou menos. Do lado do passageiro saltou um rapaz alto e forte, de uns vinte e poucos anos. Correram para a parte de trás do caminhão e abriram a porta dupla, apressados.

Yoongi e os outros ficaram de queixo caído: saíram mais de vinte pessoas do baú do caminhão. Vinham suadas, pálidas, debilitadas de todas as formas possíveis. Alguns saíam praticamente carregados, pareciam ter desmaiado dentro do veículo. Silas ficou na dúvida sobre o que fazer.

— Jimin, eles são muitos! Temos como receber todo o mundo? — gritou Yoongi.

— Claro que sim, coloca todos para dentro, agora! — gritou Jimin, disparando o primeiro tiro de escopeta e praticamente arrancando a cabeça de um dos zumbis.

Yoongi obedeceu e mandou as pessoas entrarem às pressas. Alguns passavam por ele e agradeciam, mas Yoongi estava mais preocupado com os zumbis, que vinham chegando muito perto.

Jungkook começou a disparar também, ajudando Jimin a manter a turba afastada enquanto o grupo numeroso adentrava o prédio. A porta de serviço era estreita, e todos queriam passar ao mesmo tempo, o que complicava ainda mais as coisas, fazendo-os perder segundos preciosos.

Jimin descarregou a escopeta e puxou Jungkook pelo braço; o tempo deles se esgotara. Jungkook vinha puxado por uma das mãos e atirava com a outra, praticamente correndo de costas. Quando a arma cuspiu a última bala do pente, ele se virou e correu como um louco com o Jimin, entrando no prédio sem mais demora. Jooheon bateu a porta e trancou no instante seguinte.

Logo em seguida, começaram a ouvir as pancadas insistentes dos mortos-vivos do lado de fora, que teimavam em não desistir. Eles sabiam que não adiantava nada se apavorar agora; levaria horas, talvez dias para aquelas coisas desistirem e se dispersarem outra vez. Isso se eles realmente um dia viessem a desistir.

Ajudaram o grupo de sobreviventes a entrar. Estavam todos muito abatidos. Havia crianças no grupo. Jimin pegou no colo uma menino de cerca de nove anos e a levou para dentro. Todos ajudavam alguém.

Eles se surpreenderam com o grande número de pessoas. Alguns do grupo acharam que aquilo podia ser um problema. Mas não Jimin. No fundo, ele achava que fora um grande golpe de sorte.

— Sigam-nos, lá em cima temos comida e água, vocês devem estar precisando. — Jimin subiu a escada com a menino.

O grupo de recém-chegados vinha atrás, devagar. Estavam esgotados demais até mesmo para falar. Fora uma viagem infernal até aquele lugar. Mas estavam aliviados, só um pouco nervosos com aquele comitê de boas-vindas onde todos estavam armados. Jungkook percebeu a tensão de algumas pessoas olhando para ele com a Glock nas mãos e tratou de tranquilizar o grupo:

— Sejam todos bem-vindos. Meu nome é Jungkook, e aquele é meu amigo, Jimin, o líder do nosso grupo. Fiquem tranquilos, temos espaço e comida para todos, conosco vocês estarão seguros.

— E quem elegeu seu amigo o líder? — perguntou o rapaz que acompanhava o motorista do caminhão na boleia.

Jungkook ficou perplexo com a pergunta feita daquela forma. Avaliou o homem por um instante. Era alto, muito bonito e musculoso, com cabelo bem curto e loiro, estilo militar. Do tipo que enlouquece as garotas da faculdade. Se não estivessem nessa situação toda, seria um tipo pelo qual Jungkook iria suspirar. Mas naquele momento ele não nutriu nenhuma simpatia por ele.

— Por quê? — perguntou Jungkook, parando diante dele. Ele praticamente batia no queixo do rapaz atrevido. — Algum problema com relação a isso?

Jimin ouviu a conversa e parou, olhando para os dois, parados um de frente para o outro. Pôs a menino no chão. Fazia três minutos que aquele moço chegara, e Jimin já estava com um mau pressentimento.

— Não sei. Eu cuido deste grupo, quero saber se estaremos seguros — rebateu ele, surpreso com a empáfia de Jungkook.

O rapaz já tinha percebido que a pistola que ela trazia estava descarregada, e mesmo assim aquele baixinho parecia não se incomodar nem um pouco com a diferença de tamanho entre os dois.

— Vamos todos ficar calmos — Jimin interveio, se aproximando. — Você pode ficar tranquilo, somos pessoas de bem tentando sobreviver, igual a vocês. Qual o seu nome? — falou Jimin, com seu infalível tom tranquilizador.

— Minho, Choi Minho — respondeu o rapaz, ainda olhando para Jungkook, que por sua vez não baixava o olhar.

— Fique tranquilo, Minho, vocês estão seguros. Tenho certeza de que estão todos sob muita pressão depois do sufoco que passaram para chegar aqui. Venham comer alguma coisa e descansar, ok? — Jimin estendeu o braço à frente.

Minho finalmente desviou o olhar de Jungkook e seguiu em frente.

Ele não fazia ideia, mas Jimin acabara de salvar sua vida. Se Minho decidisse engrossar, Jungkook teria arrumado uma forma de matá-lo.

Ao subirem as escadas, Jimin e Jungkook se entreolharam por um segundo. Naquele instante, comunicaram tudo o que precisavam um para o outro sem pronunciar uma única palavra. Oficialmente tinham um problema, e sabiam disso. E eles iriam resolvê-lo no momento adequado.

* * *

O grupo de uma hora para outra praticamente triplicou. Naquele pequeno caminhão se espremiam vinte e quatro pessoas: dez homens, doze mulheres e duas crianças. Era um grupo heterogêneo, indivíduos de diversas idades e raças. Daquela forma, eram agora quase quarenta pessoas, trinta adultos ao todo.

Jungkook, Min-Ha e outras pessoas começaram a preparar comida para aquele batalhão. Alguns daqueles sobreviventes se jogaram nas cadeiras, outros conversavam, aliviados por terem encontrado um lugar seguro. Jimin era o centro das atenções, vários queriam conversar com ele.

— Então, tem lugar para todos nós? — questionou um homem, beirando os trinta anos.

— Sem dúvida, são todos bem-vindos. Vamos acomodar todos. Temos bastante comida e água também — afirmou Jimin, com gentileza. — Qual o seu nome?

— Son Hyunwoo. Mas pode me chamar de Shownu — respondeu o novo morador do shopping, estendendo a mão para Jimin.

— Você é o dono daquele caminhão? — Agora Jimin se dirigia ao motorista, que estava ao lado de Shownu.

— Não, apenas trabalho com ele. Estava fazendo umas entregas quando essa zona começou. Depois disso eu só fugi — ele afirmou, com um forte sotaque carioca.

— Você é Chinês? — indagou Jimin.

— Sim, e eu estava fazendo minha ultima entrega quando tudo começou. Não consegui voltar para a minha casa, estava tudo infestado. A cidade parecia uma praça de guerra, com esses monstros por todos os lados. E eu fui recolhendo essas pessoas dia após dia. Como percebi que a cidade tinha se transformado num inferno, peguei a avenida e viemos embora. Mas, com o pneu furado, ficou impossível. Tivemos que ficar parados alguns dias até conseguirmos seguir viagem. Não duvido que tenha outros grupos grandes como esse vagando por aí — falou o motorista. — A propósito, meu nome é Jayhyun. Obrigado por nos ajudarem. — E apertou a mão de Jimin.

Em pouco tempo todos estavam almoçando. Vários grupos se formaram e conversavam animadamente. Jungkook se sentou com as duas crianças que chegaram junto com o grupo, ajudando-as a comer. Ambas estavam sem os pais, e com certeza nunca mais tornariam a vê-los, diante do cenário em que se encontravam. Chamavam-se Minseok e Chanyeol e tinham onze e seis anos, respectivamente. Jungkook decidiu levá-los para dormir com eles; aquelas crianças precisavam de cuidados. Mais do que isso, precisavam de uma família. Deixou as crianças almoçando — estavam muito silenciosas, ele não sabia se por timidez ou por estarem ainda muito assustadas. Tinha de consultar Jimin.

— Jiminie, eu preciso fazer um pedido — começou Jungkook, um pouco inseguro da resposta, sentando-se ao lado de Jimin, que estava à mesa com Yoongi, Jayhyun e Shownu.

— Se eu puder atender, considere feito. — Jimin sorriu.

— É sobre as duas crianças que acabaram de chegar, elas estão sem os pais. Meu pedido tem a ver com elas. — Jungkook sentiu que estava dando voltas, e detestava isso, mas realmente se sentia sem jeito.

— Sim — respondeu Jimin.

— Sim o quê? — Jungkook franziu a testa.

— Sim, eu topo — Jimin foi direto.

— E você está topando exatamente o quê? — perguntou Jungkook, sorrindo.

— Pode levar os garotos para ficar conosco, cuidaremos deles como se fossem nossos — Jimin afirmou, como se fosse a coisa mais óbvia e simples do mundo.

Jungkook deu um beijo estalado no rosto de Jimin.

— Você é maluco! — falou no ouvido dele.

— Eu sei. E é por isso que gosta de mim. — Ivan se virou e ergueu um sobrancelha, Jungkook na hora sentiu suas bochechas ruborizarem de vergonha, Jimin o olhou nos olhos rindo.

Ele sorriu de volta.

— Eu fico te devendo, pode pedir o que quiser — ele murmurou, para os outros não ouvirem.

- O que eu quiser? – Jungkook confirmou com a cabeça inocentemente. – Ok, vou pensar e direi hoje a noite – Jimin falou, tentando disfarça o sorriso malicioso que surgia e sua boca.

Os outros que estavam na mesa todos já havia entendido o que Jimin iria pedir.

- Você gosta dele, né? – Yoongi perguntou.

Jimin abaixou a cabeça logo sentiu suas bochechas esquentarem, sim, ele estava começando a gostar de Jungkook. Apesar do pouco tempo que se conhecem, Jungkook se mostrou maduro para sua idade, ele é fofo e sexy ao mesmo tempo, e Jimin não podia negar o quanto o achava gostoso, sempre ficava hipnotizado com as coxas do mais novo. Teve que se controlar por diversas vezes para não empurra-lo na parede e beija a boca linda de Jungkook.

***

Depois do almoço, Jungkook e os outros que já estavam no shopping havia mais tempo levaram os recém-chegados para conhecer o ambiente. Precisavam organizar alguns detalhes, tais como os lugares onde cada um dormiria, regras de segurança e assim por diante.

Jungkook ficou encarregado de combinar com os que não ficariam de guarda, os detalhes como preparação do almoço, limpeza etc. Ele fez Jimin prometer que os que ficassem de guarda também fariam sua parte. Eram em número muito grande para que apenas parte do grupo mantivesse a organização.

Enquanto isso, Jimin chamou Jayhyun e Minho para conversar. Discretamente pediu que Yoongi, Jooheon e Jackson participassem. Shownu também acompanhou o grupo, queria participar de todas as conversas.

— Muito bem, Minho — Jimin iniciou, falando com o rapaz que mais parecia um armário. — Gostaria de combinar alguns detalhes com você para que não tenhamos mal-entendidos, ok?

— Claro, era exatamente o que eu queria, gostaria de esclarecer alguns pontos — respondeu Minho.

— Antes de tudo, quero dizer que vocês são muito bem-vindos e estamos todos no mesmo time. Por isso mesmo, temos que ter sempre em mente o que é melhor para o grupo, deixando de lado um pouco nossas vontades pessoais. Isso significa dividirmos a comida, racionalizarmos o uso dos chuveiros da academia, economizarmos água encanada, porque o shopping tem um poço artesiano, mas usá-lo implica consumir mais diesel do gerador. Todos devemos trabalhar para manter a organização e a limpeza, e assim por diante. — Jimin ignorou o pequeno, quase imperceptível, tom de provocação na voz de Minho.

— Sim, estou de acordo — Minho afirmou.

— Quanto à segurança, temos poucas armas à disposição. Alguns dos nossos ficam encarregados de andar armados, e são esses que precisam agir imediatamente em caso de emergência. Vocês trouxeram consigo alguma arma ou munição? — perguntou Ivan.

— Só eu tenho. Possuo uma pistola e um revólver calibre .38 — respondeu Minho.

— E qual das duas armas você prefere? — perguntou Jimin, distraído.

— Prefiro a pistola, é claro. — Minho achou graça de uma pergunta tão óbvia. Imaginou logo que Jimin era algum tipo de amador com relação a armas.

— Ótima escolha. Por favor, traga o revólver calibre .38 para cá, então, vamos passá-lo para outra pessoa — falou Jimin, calmamente.

A fisionomia de Minho se transformou na hora.

— De jeito nenhum! As duas são minhas, eu paguei por elas! — contrapôs Minho, ríspido, falando alto.

— Minho, como eu disse antes, aqui só o grupo importa. Duas pessoas armadas são melhores do que só uma. Quero a arma para deixá-la com algum outro homem — respondeu Jimin, tranquilo.

— Se você quer passar uma arma para alguém, por que não pega a que está com o garotinho petulante? Não vou dar nenhuma das minhas armas, assunto encerrado. — Minho agora, usava um tom de ameaça mal disfarçado.

— Não vejo por que fazer isso. Jungkook é uma ótima opção de defesa — argumentou Jimin, sem nenhum sinal de irritação.

Yoongi e os outros, porém, se remexiam, um tanto incomodados, mudando o pé de apoio o tempo todo.

— Ah, é? Ele por acaso sabe atirar? Ele faz ideia do que é matar alguma dessas coisas? — Minho o desafiava.

— Na realidade, Jungkook já matou no mínimo dez zumbis. — Jimin continuava sem se alterar. — E eu matei centenas.

Minho parou por alguns instantes, olhando para Jimin. Procurava algum sinal de que ele estivesse brincando ou blefando, mas não viu nenhum.

— Bom, mesmo assim não vejo motivo para entregar uma das minhas armas — Minho afirmou, por fim. — Sinto-me mais seguro com elas.

— Escute, eu servi o exército durante alguns anos, eu lhe digo que mesmo com um ótimo treinamento, uma pessoa não tem o mesmo desempenho usando duas armas ao mesmo tempo. É melhor um segundo atirador. Em caso de emergência é muito mais efetivo. — Jimin agora se esforçava um pouco para manter a serenidade.

— E se a minha munição acabar?! — vociferou Minho.

— Nesse caso, você estará sob a proteção do seu companheiro que estará com a sua arma. É assim que funciona, uns protegem aos outros, e todos protegem o grupo — respondeu Jimin.

Minho estava incomodado, mas não mais encontrava argumentos para discutir. Decidiu fazer mais uma tentativa, no entanto:

— E como eu vou saber se você vai escolher entregar minha arma para alguém de confiança?

— E quem disse que eu vou escolher? Você decide quem usará sua arma. — Jimin sorriu.

Sabia que agora aquele impasse tinha que acabar. Senão teria que engrossar.

Minho suspirou, vencido. Enfiou a mão no casaco e sacou a arma. Entregou-a para Jayhyun, que a admirou por alguns instantes antes de colocá-la na cintura.

 — Sabe usar uma dessas? — perguntou Jimin olhando para Jayhyun.

— Eu vim do subúrbio. Pode ficar tranquilo playboy. — Jayhyun esboçou um sorriso matreiro.

Jimin revirou os olhos e sorriu também.

Continuaram conversando mais um pouco, e Jimin estava convicto de que ainda teria mais algumas palavras para trocar com Minho — o rapaz tentaria uma nova investida. Ele trabalhava havia anos liderando programadores jovens e impetuosos, que achavam que tinham o mundo todo sob controle. Estava muito acostumado a lidar com aquilo. Podia dividir os mais jovens em dois grupos: o das pessoas que gostavam de colaborar e seguiam seus líderes sem se queixar, e aquele dos que tinham sede de poder e queriam desafiar seus superiores. Minho pertencia ao segundo grupo, sem sombra de dúvida.

— Jimin, não me leve a mal, mas eu queria falar sobre algo que aquele Junskug, disse — começou Minho.

— Jungkook — corrigiu Jimin.

— Que seja. Ele falou que você é o líder do grupo. Qual foi o critério que vocês usaram para decidir isso? — Minho foi direto ao ponto.

— Nenhum. Aconteceu naturalmente — falou Jimin, sincero.

— E você acha justo? — perguntou Minho, ácido.

— Não faço questão do cargo. Podemos fazer uma votação; a maioria decide — argumentou Jimin, relaxado.

— Acho ótimo. Protegi nosso grupo até agora. Acho que eles vão gostar de ter o direito de escolher. — Minho sorriu.

— Claro, tenho certeza de que sim — assentiu Jimin.

— Então vamos resolver isso já. — Minho se mostrou animado. — Convocaremos uma assembleia, é rapidinho.

— Acho uma ótima ideia — complementou Jimin.

Yoongi, Jooheon e Jackson ficaram visivelmente incomodados, não estavam gostando nada do rumo daquela conversa.

Minho caminhou até o grupo que vinha na direção deles. Estavam fazendo uma espécie de tour pelo shoppin. À frente, vinha Jungkook, Min-Ha e Mark, bancando as guias turísticas. Todos pareciam animados. O shopping era muito grande, mas de fato tinha tudo que eles precisavam. Poderiam ficar lá bastante tempo em segurança.

— Galera, nós vamos fazer uma rápida votação. Só os adultos, ok? — iniciou Minho, com Jimin e os demais chegando até eles. — Decidiremos quem vai liderar nosso grupo. Acho que essa é uma decisão muito importante, e todos nós temos o direito de opinar, concordam?

Jungkook olhou para Jimin, querendo entender o que estava acontecendo, mas ele nada disse. Apenas fez um suave movimento indicando para ele ficar tranquilo.

— Muito bem — Minho prosseguiu. — É muito simples: quem quer se candidatar ao cargo? — E levantou a mão.

Ninguém o imitou. Nem mesmo Minho.

— Jimin, você não vai se candidatar? — perguntou Minho, com um sorriso.

— Se o grupo achar que eu devo, será um prazer. — Jimin olhou em volta.

— Claro que sim! — afirmou Yoongi.

— Sem dúvida, você nos salvou! — comentou uma senhora.

Várias outras pessoas menearam a cabeça em sinal de aprovação.

— Então está bem, eu me candidato. — Jimin sorriu.

Minho começou a achar que aquela fora uma má ideia.

— Hum, bom, então vamos lá. Quem acha que eu devo ser o líder levante a mão. — Minho tornou a erguer a mão.

Mais duas pessoas do grupo o acompanharam.

— É, bem, tenho três votos, então… — comentou, já se sentindo derrotado. — E quem acha que Jimin deve ser o líder, levante a mão.

Todos os outros ergueram as mãos. Jungkook só para provocar, ergueu as duas mãos e um pé, o que deixou Minho ainda mais irritado. Jimin sorriu. Jungkook mostrou ser insuportável quando queria.

— Bom, está ótimo então, a maioria decidiu. — Minho não escondia a irritação. Em seguida, virou as costas e se afastou, deixando todos para trás.

Jimin, Yoongi, Jayhyun e Shownu se afastaram um pouco para conversar.

— Deixe-me ver se adivinho: vocês estavam de saco cheio dele, acertei? — perguntou Jimin para Jayhyun e Shownu, com um sorriso vitorioso no rosto.

— Na mosca! Minho veio com essa conversa desde o início. Entrou no caminhão já falando que ele era o líder, que era ele quem ia decidir tudo, que sem ele todos estaríamos mortos e mais um monte de besteiras. Chegou a agredir um dos homens. Esse cara se acha o tal, estava apavorando todo o mundo só porque é lutador de jiu-jitsu e anda armado — respondeu Jayhyun, indignado.

— Verdade. Nós tentamos conversar com ele, mas não teve acordo. Minho decidia que hora parávamos, onde descansávamos, quem ficava de vigia e todo o resto. Pensamos inclusive em nos juntar e dar um jeito nele, mas o cara não se separava das suas armas nunca. Não acredito que você conseguiu convencê-lo a entregar o revólver — ponderou Shownu. — E não acredito que ele propôs uma votação. Minho achou mesmo que iríamos votar nele?

 — Algumas pessoas são assim mesmo, desconfiam de todo o mundo e acham que os outros são iguais. Ele imaginou que vocês apostariam em alguém conhecido. No fundo Minho não se deu conta do quanto é insuportável — opinou Jimin.


Notas Finais


Eita que o clima entre Jikook surgiu😏😏😏😏 Minho passo mó vergonha😂😂😂😂😂 não vou menti adorei😈😈😈😈


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