História O APRENDIZ DE UM ESTRANHO - Capítulo 1


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Categorias Doutor Estranho, Motoqueiro Fantasma, Quarteto Fantástico, Thor, X-Men
Personagens Dr. Henry "Hank" McCoy (Fera), Fandral, Personagens Originais, Stephen Vincent Strange / Doutor Estranho, Thor, Victor von Doom (Dr.Destino)
Tags Doutor Estranho, Heróis, Luta, Magia, Marvel, Monstros, Quarteto Fantastico, Vingadores, X-men
Exibições 65
Palavras 1.621
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Saga, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


As pessoas são presas ao superficial. As vezes temos que achar o outro lado.

Capítulo 1 - Quando a normalidade acaba


Fanfic / Fanfiction O APRENDIZ DE UM ESTRANHO - Capítulo 1 - Quando a normalidade acaba

 

 

 

Lembro-me como se fosse hoje a primeira vez que li o nome do mago supremo.

 Na nossa vida nos perguntamos sempre de onde viemos e para onde iremos, sempre com dúvidas e nunca com respostas. Tudo vai apenas acontecendo e nos conformamos com isso, até que algo diferente nos tire da rotina. Eu nunca fui diferente das pessoas, ou seja, nada fazia sentido pra mim e eu odiava o mundo e tudo nele. Não ficaria surpreso com isso, caso eu fosse meu psicólogo, já que a minha história não era das melhores e eu sempre havia morado com o meu tio Malton, que tinha problemas sérios com bebida.

 A parte engraçada é que de todos na minha família, ele era o único com quem eu podia ficar. A irmã dele, minha mãe, tinha morrido quando eu tinha dois anos por overdose em um quarto escuro, provavelmente em um dos becos de Hell’s kitchen. Já o meu pai, acabou ficando viciado em jogos depois que ela morreu, e certa noite, um ano depois, ele acabou se envolvendo em uma briga e morreu a facadas.

 Sabe, eu nunca desejei ser rico, nem ter coisas que os outros considerariam valiosas. Mas sempre invejei outros adolescentes que podiam chegar em suas casas e receber um abraço de seu pai, provar a janta de sua mãe ou até mesmo levar uma bronca de um dos dois por não ter lavado a louça ou por ficar até tarde na rua. Sim. Até isso eu gostaria de ter. Malton evitava ao máximo falar comigo, e muito menos brigar. Talvez por que pensasse que eu já havia sofrido o suficiente, embora eu fosse pequeno demais pra entender as coisas quando meus pai morreram.

 

De qualquer forma, vamos voltar a história de como eu encontrei o maior mago do mundo.

 Meu nome é Dilan Mitchell, e lá estava eu certa noite, balançando os pés, sentado em cima da proteção da varanda a uma altura um pouco alta, se você considerar o quarto andar uma altura alta. Era uma noite diferente, pois a televisão tinha alertado os moradores de Nova York a ficarem em suas casas, por coisas estranhas estarem acontecendo em pontos incertos da cidade. Era algo envolvendo a Capitã Marvel, ou o Tocha Humana brigando com coisas estranhas que explodiam outras coisas, eu não lembro direito.

 Como eu era um garoto que obedecia quando os jornais mandavam não sair de casa, fiquei na varanda vendo as luzes da luta ao longe. Eu imaginava que fosse uma batalha tremenda ou pelo menos uma briga bem louca que envolvesse tiros e tecnologia avançada. Mas eu sempre fui meio estranho e não me importava com nada, então logo fiquei entediado, enquanto carros buzinavam enlouquecidamente a sete quadras na minha casa.

 Eu peguei um caderno e sentei sobre a mureta da varanda para desenhar algumas pombas que comiam algo no terraço do sobrado ao lado, que erra um andar a menor.

 Quando eu era pequeno e ficava triste, imaginava que se eu pulasse do quarto andar para o terraço do prédio ao lado, poderia fugir para sempre e talvez encontrar um lugar legal. Talvez morar em um cassino, onde eu imaginava ser uma boa casa, ou em uma floresta com seres que não iria me zoar por não ter um tênis de marca, ou usar uma jaqueta rasgada.

 Meu desenho estava até ficando bom, a única coisa que me atrapalhava um pouco, além dos carros batendo a alguns quarteirões, era o ronco do meu tio, que dava para ser ouvido mesmo ele estando do outro lado da casa. Provavelmente ele tinha dormido vendo o jogo de quinta à noite, com umas quatro cervejas caídas ao lado da cama e o seu chapéu cafona em cima do rosto. Essa era a noite típica do Malton, quando ele não estava tentando ter algum encontro que acabava dando errado.

 Nessa época, o colégio público onde eu estudava, estava de férias, então todos que eu conhecia estavam viajando para algum lugar legal, ou jogando vídeo game por mais de dez horas seguidas em suas casas, comendo pizza e arrotando alto.

 Tudo estava bem, pelo menos pra mim, até que os pássaros voaram.

 Claro que, mais estranho do que ver aves ciscando as onze da noite, era vê-las voando barulhentamente nesse horário. Imagino que só Nova York tivesse pássaros tão esquisitos. Nesse ponto eu olhei desolado para o desenho incompleto e joguei o lápis para longe, vendo ele cair por alguns segundo, até parar... em pleno ar.

 Obviamente estava escuro, e o beco entre o meu prédio e o prédio vizinho era iluminado por um poste a uns quinze metros. Mas eu consegui ver quando o lápis parou no ar. Ele simplesmente ficou girando sobre o próprio eixo e se lançou na minha direção.

Quando coisas como essa acontecem, geralmente as pessoas pensam: “que merda é essa?”, principalmente se a pessoa tiver quinze anos e não estiver acostumado com bizarrices. Mas ok, o lápis voltou com uma velocidade assustadora e eu perdi o equilíbrio quando ele passou do meu lado e quebrou a parte superior da porta de vidro que dava pra varanda atrás de mim. (até aquele momento, eu nem sabia que lápis podiam quebrar janelas, mas segundo a física, isso é possível).

 Enquanto eu me segurava nas barras de ferro e saltava para o espaço seguro da varanda, uma voz me paralisou.

-Desculpe quebrar aquilo. E a propósito, nunca fique na beirada. A não ser que você voe. – Ela era um pouco rouca e metálica, e parecia ser de alguém não muito velho. E logo depois de dizer isso uma risada histérica tomou conta do beco.

-De onde veio isso? – perguntei dando passos para trás, tentando não pisar nos cacos de vidro. Tudo parecia estar normal, como se a voz não tivesse vindo de lugar nenhum.

 Foi nesse momento que um ser de meio metro se materializou a alguns metros de mim. No lugar do seu cabelo e olhos, um fogo azul se movia, saindo de pequenos buracos que cobriam sua cabeça em vários pontos. Suas roupas estavam em farrapos, e eram basicamente vários panos, um sobre o outro. Os dentes eram desorganizados e ficaram a mostra quando a criatura deu um sorriso que foi de uma orelha a outra.

-Desculpe não me apresentar de forma correta. – falou, dando um passo à frente, ainda sobre o nada, como se houvesse um chão de vidro abaixo dele. – Sou Zgut, e eu acabei de me libertar de Lonjirux com meus irmãos. Nunca havia visto essa dimensão e nem conjurado a habilidade para falar a língua da sua raça.

-O que? – consegui gaguejar observando o pequeno monstro. Eu não podia estar vendo aquilo, provavelmente era um sonho. Mas as pessoas acabam percebendo que estão sonhando quando a bizarrice começa. – Você fez o lápis quebrar o vidro?

-EU JÁ ME DESCULPEI POR ISSO!!! – Ele berrou se transformando em algo de três metros, que possuía asas roxas e um fogo vermelho. As roupas viraram ossos e depois de cair a centímetros dos cacos, assustado, eu notei um pequeno livro em sua mão, que ele segurava pela ponta das garras.

-Tudo bem... Tudo bem... Sem problemas  – falei erguendo uma das mãos e me apoiando no chão com a outra. - Eu só nunca havia visto algo assim. Ninguém faz lápis voarem do nada por aqui.

 Ele voltou a virar o pequeno cabeça flamejante tão rápido quanto tinha virado o outro cara. Então olhei o livro novamente, e notei que ele tinha uma capa roxa com símbolos estranhos.

-Desculpe. Não conjurei o feitiço direito.Esse livro é confuso.

-Que livro é esse?

 Ele olhou para trás como se algo chamasse sua atenção. E depois virou para mim.

-É apenas uma das tralhas do Estranho. Eu roubei dele, mas não consigo usar. Só consegui fazer seu... lápis quebrar essa coisa aí atrás. – Ele riu alto e uma bola de fogo azul saiu de sua boca enorme. O fato de ele não ter olhos era o mais interessante e assustador. E eu comecei a pensar que ele não possuía controle sobre a sua risada.

-Eu poderia ver? – perguntei me levantando.

Ele olhou novamente para trás depois de uma explosão verde tomar conta do último andar de um prédio a algumas quadras.

-Esse era o sinal. Agora vou ter que ir. – Ele olhou o livro em sua mão e em seguida jogou-o na minha direção rindo. - Boa sorte com isso. Torça para não ser encontrado.

 Depois disso, voltou a desaparecer, e foi como se o ar a minha volta ficasse menos denso. Tudo estava normal, a não ser a porta de vidro da varanda quebrada, e o livro de capa roxa na minha mão.   

 Observei os cacos no chão tentando entender o que havia acabado de acontecer, e só então notei que mesmo com todo o barulho parecia que nada havia mudado e o meu tio continuava dormindo. A rizada frenética de Zgut ecoou ao longe.

 Abri o livro e haviam dezenas de símbolos estranhos na primeira página. Eles se moviam batendo nas margens da folha e voltavam para o centro formando uma estrela, e em seguida refaziam a dança. Aquilo era espetacular e a maneira como os símbolos se moviam, brilhavam e giravam era absurdamente fora do comum.

 Eu folheei rapidamente o livro e ao chegar na última página, parecia que eu havia visto uma de cada vez, como se o tempo tivesse ido mais devagar, mesmo eu sabendo que havia folheado com o dedo todas rapidamente.

 Foi então que na parte inferior da contra capa de trás, eu vi alguns símbolos que mudavam de tamanho, e se transformavam até montarem algumas palavras que eu consegui entender:

                      

                        Este livro é propriedade de Stephen Vincent Strange.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Por enquanto, nada a dizer... Ideias são muito bem vindas. talvez você encontre um easter-egg.


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