História O APRENDIZ DE UM ESTRANHO - Capítulo 2


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Categorias Doutor Estranho, Motoqueiro Fantasma, Quarteto Fantástico, Thor, X-Men
Personagens Dr. Henry "Hank" McCoy (Fera), Fandral, Personagens Originais, Stephen Vincent Strange / Doutor Estranho, Thor, Victor von Doom (Dr.Destino)
Tags Doutor Estranho, Heróis, Luta, Magia, Marvel, Monstros, Quarteto Fantastico, Vingadores, X-men
Exibições 46
Palavras 2.742
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Saga, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Queria agradecer quem favoritou a história.
boa leitura.

Capítulo 2 - Guia de Guartherion


Fanfic / Fanfiction O APRENDIZ DE UM ESTRANHO - Capítulo 2 - Guia de Guartherion

 

 

Você geralmente leva um bom tempo para achar um Mago Supremo.

No meu caso, foram dois dias para reunir informações, descobrir que o livro era bem mais perigoso do que eu imaginava, conseguir o endereço e finalmente colocar os pés em frente da casa de Strange, na rua Bleecker Street 177ª em Greenwich Village.

 Tudo começou com a insônia normal de um adolescente em sua casa. Mas dessa vez foi diferente, porque ao invés de ficar olhando pro teto ou tentando descobrir como seria o dia seguinte, eu reuni informações sobre o dono do livro esquisito.  O cabeça flamejante mencionou, na noite anterior, que havia roubado o objeto, mas não conseguia usá-lo. Então comecei tentando descobrir algo sobre livros mágicos e palavras de feitiçaria. Mas não encontrei nada relacionado a livros como o meu. Em seguida busquei informações sobre Stephen Strange, e descobri algo totalmente inesperado. Há muitos anos, ele havia sido um dos mais renomados neurocirurgiões do mundo. Algumas das suas cirurgias tinham sido praticamente milagres, que apenas ele poderia ter realizado. Mas infelizmente um incidente com seu carro o fez ter que abandonar a profissão, já que suas mãos haviam ficado incapacitadas para o trabalho.

 Existiam infinitas teorias do que havia acontecido com ele após o acidente. Alguns falavam que ele havia ido pro Himalaia. Outros diziam que ele andava com os Vingadores e alguns até diziam que ele praticava magia negra. Eu até duvidaria das histórias, se o livro que pertencia a ele não fosse a coisa mais estranha que eu já tinha visto. Aquilo era quase uma coisa viva. Os símbolos se moviam na capa, as páginas brilharem quando eu o abria, ele produzia sons estranhas as vezes e liberava odores fortes e diferentes.

 Eu estava olhando uma, onde supostamente o Dr. Estranho, como era chamado, flutuava sobre o Central Park, quando ouvi alguém bater na porta. Saltei da cama, quase derrubando meu notebook e espalhando dezenas de folhas, com anotações sobre os desenhos do livro, pelo chão. Coloquei o objeto embaixo da cama andei fui até a porta do quarto.

-Ainda está acordado? – Era notável o cansaço na voz de Malton. Ele havia saído com uma tal de Rebbeca... Jéssica... (Ou algo assim) algumas horas antes e eu não tinha escutado quando ele entrando em casa.

-Sim.... Eu estou.... Lendo. – Falei destrancando a porta. – Esquentei o macarrão a vinte minutos caso você esteja com... Isso é sangue?

 Malton olhou para baixo. Ele usava sua melhor camisa de gola V, com botões dourados e uma gravata azul escura que combinava com a calça. Mas provavelmente algo tinha dado muito errado já que seu cabelo estava despenteado e ele tinha um tampão impedindo o sangue de sair do nariz, além de um olho roxo. Meu tio forçou um sorriso, mas logo desistiu soltando um leve grunhido de dor. Sua mão segurava de uma maneira nada firme uma garrafa de whisky pela metade.

-A Cristina era mais forte do que eu pensei. – Ele disse. Eu o olhei por alguns segundos, até notar que era piada. - Ele ergueu uma sobrancelha e se aproximou da porta. – Que cheiro é esse. Isso é canela?

 Maldito livro.

-Talvez... – falei coçando a cabeça. – Eu comprei um perfume bem exótico esses dias e ele caiu da estante ontem. Mas por que você...

-Porque parece que fui atropelado por um caminhão? – Ele tentou sorrir novamente, mas desistiu – Eu acabei brigando com o ex da Cistina, perto da barbearia do John. Mas não foi muito diferente de ser atropelado. - Ele deu um longo gole e se virou indo em direção ao sofá na sala.

-Uau. Queria ter visto isso. – falei.

-Hmm... – Ele deu outro gole, deixou a garrafa na mesa e começou a tirar a gravata, enquanto fazia uma careta por conta do esforço. – Você devia ter visto... Ugh.... Como ficou o outro cara.

 Aquele era Malton, que mesmo já tendo quase quarenta anos, ainda conseguia sair com uma mulher por mês, acabar brigando, voltar quebrado pra casa e ainda fazer piada.

-Infelizmente para mim... – disse ele tirando os sapatos – O cara não estava sozinho... – ele apontou para o controle remoto do meu lado, e eu joguei pra ele - ... Mas infelizmente para todos aqueles caras, eu ainda tenho um bom cruzado de direita. - Ele ligou a televisão e grunhiu deitando-se. Sua mão massageou a lateral da barriga e ele fez uma careta por conta da dor.

-Você quer um gelo, ou algo assim?

-Obrigado, mas não... Eu vou sobreviver.

 Voltei pro quarto e observei a capa do livro por alguns minutos, pensando no que deveria fazer. Alguns minutos depois, ouvi Malton roncando, e tive uma ideia. Peguei o livro, saí do quarto e passei pela sala da forma mais silenciosa possível. Estava passando jogo, e o volume estava muito alto, o que me fez ter certeza de que ele não iria acordar. Fechei a porta e desci as escadas que ficavam do lado de fora do prédio. Eu tinha que testar algo que tinha visto em um filme algumas semanas antes. Fui até o beco ao lado do meu prédio (o mesmo onde eu havia jogado o lápis na noite anterior) e notei ao lado do muro paralelo a saída que dava pra rua, havia um latão de lixo. Fui até, fechei a tampa e abri o livro em uma página onde eu conseguisse ler as palavras. A maioria das páginas estava escrita em símbolos estranhos e desenhos que ganhavam uma profundidade real. A luz que as páginas proporcionaram eram mais fortes que a do poste na calçada a alguns metros, e qualquer um que passasse por ali poderia me ver, porém, já estava no meio da madrugada e quase ninguém costumava andar naquela parte da rua Bedford nesse horário.

 O desenho da página que eu havia aberto, era um homem com estilo de monge se movendo, fazendo um movimento diferente que era quase como uma dança. Abaixo dele estava escrito algumas palavras. Tentei decorar a frase e dei alguns passos para trás. - Shavanti Fragon H’unnir. – Dizer aquilo em voz alta pareceu meio ridículo, mas eu repeti a frase até imaginar que estava bom. Em seguida observei o movimento do monge no papel e tentei imitá-lo.

 Depois de algum tempo, tentei sincronizar o movimento com a frase. Ergui o braço direito, dobrei o esquerdo fazendo minha mão ficar apenas com o dedo indicador e o médio erguidos. Juntei os pés e em seguida girei um dos pés formando um semicírculo no chão. Então troquei a posição dos braços e deixei a palma da mão do braço esticado direcionada para frente. Em seguida repeti o movimento.

 Realmente parecia uma ideia loucura um adolescente sair as duas da manhã para tentar fazer algo parecido com magia no beco ao lado de sua casa, sem nem saber o que estava dizendo. Mas, no fundo, eu ainda acreditava que poderia fazer algo estranho. Mas nada aconteceu. Tentei repetir novamente o movimento, mas continuou sendo inútil. O esforço estava sendo em vão e eu estava prestes a pegar o livro e voltar pra casa quando ouvi um som de metais se chocando.

-Encontramos algo interessante aqui. – Falou um dos caras que surgiram no início do beco. Ele e o cara ao lado usavam jaquetas de couro. O que havia falado usava uma toca, parecia ser latino e segurava um pé de cabra. Já o colega era caucasiano, usava um boné e segurava uma barra de ferro quase do tamanho do seu braço. Os dois tinham chocado os objetos para chamar a minha atenção, e agora se aproximavam. Provavelmente tinham pego os objetos metálicos na entrada do beco, já que eu tinha chutado eles sem querer quando entrei no local.

– Você sabe que horas são moleque? – O que usava toca me olhou sorrindo. Ele apertava a o pé-de-cabra com força. - Já está tarde pra ficar nessa área. – Eu já havia visto aqueles dois. Eles passavam as vezes com outros caras e sempre arrumavam brigas pelas ruas. Provavelmente eles estavam bêbados, e aquilo era literalmente um beco sem saída.

-Esse bairro não faz parte do Harlem. – falei, tentando criar uma coragem inexistente. – Vocês podem tentar intimidar alguém lá, mas em Bedford as coisas são diferentes. - Os dois se olharam sorrindo.

-Se você puder me explicar como as coisas são diferentes por aqui – disse o loiro. – Eu gostaria de entender, embora não acho que irei mudar de ideia por causa de um louco que tem um livro que brilha. Eu sinto muito moleque, mas o Capitão américa está muito ocupado para te proteger agora.

 Quando ele citou o livro, eu pensei que poderia tentar usar as palavras mágicas contra eles. Mesmo tendo quase certeza absoluta de que nada aconteceria. Dei uma olhada rápida na página e me concentrei.

-Que droga de brilho é esse? – O latino falou. – Deve valer uma nota. - Os dois já estavam bem próximos e me olharam de uma maneira ameaçadora.

- Shavanti Fragon H’unnir. – Gritei refazendo o movimento. Fechei os olhos imaginando que havia dado errado. Mas assim que abri, depois de alguns segundos, notei que o local estava extremamente iluminado.  No chão abaixo de mim, símbolos roxos giravam. Linha azuis e verdes saiam desses símbolos e corriam pelo chão se esticando pelas laterais dos prédios dos dois lados. Um cheiro forte de café tomou conta do local e eu vi um círculo azul girando na frente da minha mão.

-O que é isso? – O cara de toca, que estava mais perto de mim, gritou quando seus pés saíram do chão e ele começou a girar no ar, como se a gravidade houvesse parado de agir sobre ele. Então notei que ele seguia o movimento da minha mão e comecei a erguê-la, fazendo-o ir cada vez mais para o alto, em pânico. O parceiro caiu quando as luzes apareceram, e nesse momento ele se arrastava tentando chegar até a rua. Mas sem perceber, ele se aproximou de um desenho oval no chão, feito de pura energia e acabou caindo dentro dele, que se fechou assim que seus pés passaram pelo portal.  Por um segundo, nem eu consegui acreditar no que havia acontecido.

-A gente não ia te bater de verdade – O cara de ponta cabeça me olhou desesperado. – a gente só ia te assustar cara. Eu não tenho nada contra.... Que tipo de monstro é você? Me deixa... - Nesse momento o portal oval se abriu exatamente acima do cara flutuante e o colega caiu chocando-se com ele. Os dois colidiram com força no chão. Eu abaixei o braço e notei que a jaqueta daquele que havia reaparecido tinha sumido, assim como a sua calça.

- Isso foi horrível... – ele gritou, se levantando enquanto o amigo gemia caído no chão. -...tinham tantos deles, eu quase... - Por um segundo, ele me viu e pareceu perdido. Seus braços tremiam e eu tinha certeza que iria ser xingado, mas ao invés disso ele apenas correu até desaparecer. O parceiro machucado tentou fazer o mesmo mancando, e quando dobrou a esquina as luzes sumiram, assim como os símbolos, as linhas nas paredes e o forte cheiro de café. Peguei o livro em cima do latão e corri de volta para casa. Antes de sair do beco notei o portal se abrindo novamente e restos de uma jaqueta e uma calça foram atirados para fora com um som parecido com um arroto.

 

...

 

 Na manhã seguinte tirei uma foto da capa do livro e disse a Malton (que além de estar de ressaca, estava dolorido) que eu iria jogar basquete com alguns colegas na rua Barrow, duas quadras a oeste do meu prédio. Ele grunhiu algo como OK e eu saí apressado. Era uma manhã fria, e eu estava usando minha blusa azul da sorte. Peguei um papel amaçado no meu bolso e desdobrei lendo o nome das lojas chinesas que eu havia anotado na madrugada anterior, depois que voltei pra casa. Por algum motivo, várias das lojas chinesas daquela parte da cidade vendiam amuletos, objetos de superstição e coisas parecidas.

 Quando cheguei a primeira loja, que ficava a um quarteirão da minha casa, mostrei a foto do livro ao atendente, mas ele não sabia o que era e nem o significado dos símbolos. Fui a mais algumas, porém não tive resultado até chegar em uma loja escura na esquina da Barrow com a Hudson. Assim que mostrei a foto, um funcionário chamou seu chefe que mudou a feição de seu rosto quando viu a imagem.

-Venha comigo – disse ele se virando e entrando em um corredor atrás do balcão da loja. O local era iluminado por velas chinesas que iam até um cômodo no fim, também iluminado. Quando chegamos ao outro lado caminhando rapidamente, atravessamos algumas tiras coloridas que ficavam na porta e notei que o lugar era uma imensa biblioteca. 

-Por que você possui o guia de Guatherion? – Ele me olhou sério enquanto se certificava de que estávamos sozinhos no local. Consegui ler “Quon Jin” no crachá dourado que ele usava. Seu sotaque chinês era forte e sua voz era firme. Com uma olhada rápida, notei vários objetos estranhos nas estantes. - Eu encontrei na minha varanda... - falei - A alguns dias... Espera aí, você falou que isso é um guia?

 -Qual é o seu nome meu jovem? – Ele falou enquanto ia até o fim de um dos corredores e pegava um dos livros.

-Dilan Mitchell. – falei.

 Ele voltou e me entregou o objeto. Surpreendentemente, a capa possuía símbolos que se moviam e o livro tinha cheiro de chá de hortelã. - Pelo que pude notar, - ele falou. - você nem ao menos sabia que o seu livro era um dos guias de Guaterion. Neste caso, eu imagino que também não vai reconhecer este que eu te entreguei. Ele é o segundo guia, dos cinco que ainda estão no Ocidente.

-Cinco? – perguntei pensando em voz alta.

-Exato. Nesta biblioteca estão guardados todos, menos o primeiro. Porém, parece que alguém conseguiu encontrar o primeiro doas guias feitos pelos feiticeiros xamãs de Kategurah.

- O que é Kategurah? – Perguntei folheando o livro, que também tinha imagens e símbolos que brilhavam e mudavam de tons, como o meu.

-A pergunta não é “o que”, e sim, “onde” é isso. – Ele pegou o livro da minha mão. – Kategurah é um centro de magia para xamãs da quinta dimensão. Eles espalharam os guias na Terra a muito tempo, para que os magos os encontrassem.

-Certo, não sei se entendi, mas tudo isso é realmente bizarro. – Falei.

Ele me observou por um tempo e falou baixo. - Não deveria ser tão... Bizarro, para alguém que usa um livro para feiticeiros.

-Eu não sou feiticeiro.

-Foi o que pensei – Quon sorriu de forma maliciosa. – Estes símbolos são muito mais antigos que o próprio chinês. – Ele apontou para a capa do livro em suas mãos. - E como eu disse, não são daqui. Eu poderia guardar o guia que está com você na minha biblioteca, para impedir que ele caia em mãos erradas. Sei que existem muitas pessoas interessadas nele que fariam qualquer coisa para tê-lo em suas mãos.  

-Meu objetivo é protege-lo – falei. –Por isso quero entregar a quem ele pertence. Stephen Strange. – Vi que Quon deu um passo para trás hesitante, mas logo se recompôs  e me olhou nos olhos. -O que você sabe sobre o Dr. Estranho?

 Pensei por um momento tentando entender por que Quon parecia ter ficado nervoso e percebei que se o primeiro guia era propriedade de Stephen, provavelmente os outros eram também. Sendo assim, os livros não pertenciam ao homem na minha frente. -Eu não sei nada sobre esse cara. Mas preciso achá-lo para devolver...  Os guias.

 Ele gargalhou e então instintivamente guardou o livro dentro de seu casaco. - Eu não os roubei de Strange. O meu avô os conseguiu em locais que a maioria das pessoas nem sonha existam. Eles são uma relíquia pra minha família, e ninguém irá leva-los. Nós podemos entrar em um acordo. Eu te dou o endereço do Dr. Estranho, e você não o conta onde estão estes guias.

-Eu prometo. – falei depois de pensar por um tempo. – Agora, se não for pedir demais, gostaria de saber o endereço dele.

 Quon pegou uma caneta e um pedaço de papel em seu bolso, e sorriu enquanto escrevia. - Torça para que aquele homem não fique nervoso ao saber que um livro tão poderoso estava nas mão de uma criança.

 


Notas Finais


Shavanti Fragon H'unnir...


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