História O ar que ele respira || Shameron Version - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Aaron Carpenter, Cameron Dallas, Hayes Grier, Matthew Espinosa, Shawn Mendes, Taylor Caniff
Personagens Cameron Dallas, Shawn Mendes
Visualizações 51
Palavras 1.115
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - Capítulo 11 ( Parte II)


Eu o levei para minha casa após o incidente do vômito. Depois de lavar meuspés com a água mais quente que a raça humana poderia suportar, encontrei-o sentado no sofá da sala, observando tudo. Seus olhos estavam pesados, embriagados.

— Sua casa é chata. E feia. E escura.

— Que bom que você gostou da minha decoração.

— Posso emprestar meu cortador de grama para você arrumar seu jardim — ofereceu ele. — A não ser que você prefira morar no castelo da Fera antes de conhecer a Bela.

— Não dou a mínima para o jardim.

— Por quê?

— Porque, diferente de certas pessoas, eu estou pouco me importando com o que os vizinhos pensam de mim.

— Isso significa que você se importa de alguma forma. O que você quer dizer é que definitivamente não se importa com o que eles pensam.

— Foi exatamente o que eu disse.

Ela continuou rindo.

— Não foi, não.

Meu Deus, que irritante. E lindo.

— Bem, eu definitivamente não me importo com o que as pessoas pensam de  mim.

Ele bufou.

— Mentiroso.

— Não é mentira.

— É, sim. — Ele mordeu o lábio inferior. — Todo mundo se preocupa com o que os outros pensam. Todos se importam com a opinião dos outros. É por isso que eu ainda não consegui falar pro meu melhor amigo que acho meu vizinho  muito atraente, apesar de ele ser um idiota. E viúvos não deveriam sentir isso por ninguém, nunca mais. Temos que ficar tristes pelo resto da vida. Mas não tristes demais, porque a tristeza faz as pessoas à nossa volta se sentirem desconfortáveis. Então, beijar uma pessoa e ficar excitado, sentir aquele frio na barriga, é algo que não pode acontecer... Isso é um problema. As pessoas julgam. Não quero ser julgado, porque me importo com o que pensam. 

Eu me aproximei dele.

— Cara, foda-se. Se você acha o Sr. Jenson gostoso, então que seja. Sei que ele deve ter 100 anos, mas já o vi fazendo ioga no jardim de casa. Eu entendo sua atração. Até eu já fiquei excitado com o cara. 

Ele caiu na risada. 

— Não é exatamente sobre esse vizinho que estou falando.

Assenti. Eu sabia.

Ele cruzou as pernas e se sentou, ereto.

— Você tem vinho?

— Pareço o tipo que bebe vinho?

— Não. — Ele balançou a cabeça. — Você parece o tipo que bebe cerveja  bem escura, que faz os pelos do peito crescerem.

— Exatamente.

— Tá. Me dá a cerveja doscabeludos, por favor.

Saí da sala e voltei com um copo de água.

— Aqui. Beba.

Ele levantou a mão para pegar o copo, mas seus dedos se desviaram para meu antebraço. Cameron ficou observando minhas tatuagens.

— São livros infantis. — As unhas percorreram os contornos de A menina e o porquinho. — Eram os favoritos do seu filho?

Assenti.

— Quantos anos você tem?

— Trinta e três, e você?

— Vinte e oito. Quantos anos ele tinha quando...

— Oito — respondi friamente e vi seu rosto assumir uma expressão triste.

— Não é justo. A vida não é justa.

— Ninguém nunca disse que era.

— Sim... mas sempre acreditamos que ela é. — Cameron continuou olhando  para as tatuagens e encontrou Katniss Everdeen com o arco e flecha. — Às vezes, eu escuto você, sabia? Os seus gritos à noite.

— Às vezes, eu escuto você chorar.

— Posso contar um segredo?

— Pode.

— Todos na cidade esperam que eu seja a mesma pessoa que eu era antes de uns7Steven morrer.

Mas eu não sei mais ser aquela pessoa. A morte muda as coisas.

— Muda tudo.

— Desculpe por ter chamado você de monstro.

— Tudo bem.

— Como assim, tudo bem?

— Porque a morte me mudou, me transformou num monstro.

Cameron me puxou para perto de si, fazendo com que eu me ajoelhasse na  sua frente. Passou os dedos pelo meu cabelo e olhou bem dentro dos meus olhos.

— Você provavelmente vai me tratar mal de novo amanhã, não vai?

— Vou.

— Eu sabia.

— Mas não vai ser de verdade.

— Foi o que eu pensei. — Ele passou a ponta do dedo pelo meu rosto. —


Você é bonito, um belo monstro de coração partido.

Toquei o ferimento em seu rosto.

— Dói?

— Já senti dores muito piores.

— Sinto muito, Cameron.

— Meus amigos me chamam de Cam, mas você já deixou bem claro que não  somos amigos.

— Não sei mais como ser amigo de alguém — sussurrei.

Ele fechou os olhos e encostou a testa na minha.

— Sou um amigo muito bom. Se quiser, posso te dar umas dicas.

Ele suspirou e encostou levemente os lábios na minha bochecha.

— Shawn.

— Sim?

— Você me beijou.

— Beijei.

— Por quê?

Passei a mão pela sua nuca e puxei-a para perto, bem devagar.

— Porque você é lindo. É um homem lindo... destruído e lindo.

Ele abriu um sorriso, e seu corpo estremeceu.

— Shawn?

— Sim?

— Vou vomitar de novo.

xXx

Cameron ficou com a cabeça dentro do vaso por mais de uma hora, e eu  fiquei ali, cuidando dele.

— Beba um pouco de água — falei, entregando o copo que estava na pia.

Ele tomou alguns goles.

— Normalmente sou melhor nesse negócio de bebida.

— Todos nós já passamos por noites desse tipo.

— Só queria esquecer por um tempo. Me livrar de tudo.

— Acredite em mim, sei exatamente como é. — Sentei-me ao lado dele. —  Como está se sentindo?

— Tonto. Bobo. Idiota. Desculpe por ter vomitado no seu pé.

Eu ri.

— Acho que é carma.

— O que foi isso, um sorriso? Será que Shawn Mendes acabou de sorrir pra  mim?

— Não se acostume — brinquei.

— Droga. Que pena. Foi legal. — Ele se levantou, e eu fiz o mesmo. — Seu  sorriso foi o melhor momento do meu dia.

— E qual foi o pior momento?

— Quando você fez cara feia pra mim. — Ele ficou me encarando por um instante. — É melhor eu ir. Muito obrigado por ajudar a curar minha ressaca.

— Sinto muito — repeti, com um nó na garganta. — Sinto muito por ter feito você cair mais cedo.

Ele pousou um dedo nos lábios.

— Tudo bem. Já te perdoei.

Ele voltou para casa muito mais sóbrio, mas ainda um pouco cambaleante.

Esperei que ele entrasse antes de ir para a cama. Quando nós dois chegamos aos  nossos quartos, ficamos olhando um para o outro pelas janelas.

— Você sentiu também, não sentiu? — Ele suspirou, se referindo ao beijo.

Não respondi. Mas sim.

Eu também senti.


Notas Finais


Sim, o shawn é mais velho que o Cameron na fic.
Ps: desculpem qualquer erro :)


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