História O armário de Luna - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Camren, Colegial, Lesbicas, Love, Luna, Sex
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Palavras 1.703
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Primeiro dia - Sobre Clarisse


Luna já estava atordoada com esse clima todo coma a professora na sala de aula. Aparentemente nada de mais aconteceu, mas era óbvio que tinha algo diferente no ar...

Júlia e Luna estavam indo em direção à a cantina, sem dizer mais nenhuma palavra, apressadas para sentarem-se logo para comer um lanche. Nesse meio tempo, no caminho entre a sala de aula e a cantina, Luna pensava sobre Júlia, estava interessada em saber mais sobre essa menina também, que cá entre nós, tinha seu charme. Júlia era mais velha que Luna, tinha 18 anos, já havia sido reprovada na escola. Tinha um jeito único, uma atitude presente, sempre com olhos pintados e usando roupas bem provocativas, era amiga de praticamente todos do colégio e não tinha um bom comportamento escolar. Já foi suspensa diversas vezes por má conduta, mas Luna sabia que por trás dessa rebeldia toda havia um coração doce, e estava disposta a saber mais sobre ele. Luna acreditava que elas seriam boas amigas.

Chegando na cantina as duas se sentam pra comer e conversar. Alguns amigos de Julia se sentam próximo à elas.


Luna POV on

-Julia, que negócio é esse de boatos sobre a Clarisse? E que loucura de clima que vá tava falando? Surtou? 😒 - Perguntei.

-Bom, vou ser bem objetiva. Dizem por aí que a sua querida professora Clair não é flor que se cheire. Ela é bem "pra frente" pra uma uma professora - Júlia diz - e tem quem diga que já até se envolveu com alunos.

-Ue, e qual problema de se envolver com alunos? Ela é maior de idade, não vi problema algum.- respondo.

-Voce não vê, mas todo mundo vê. E boba é você de se interessar por ela, da pra ver na sua cara que você tá afim. -Julia fala com um sorriso sarcástico no rosto.

-Claro que não, já disse! Eu não gosto de mulheres, sou hétero! - Respondi convicta (mas nem tanto)

-Aham, sei sei... - Disse Júlia

Luna POV off


O sinal de fim do intervalo já está a soando, e foram todos para sala. Era aula de Matemática e Luna não estava disposta a focar o raciocínio nessa matéria. Ficava com os pensamentos aleatórios, mas com os olhos no professor, Roger. Não o olhava com atenção, apesar de ser jovem e bonito, Luna só fingia prestar atenção na aula dele. Roger era o queridinho das meninas. Tinha 28 anos, barba por fazer, cabelo bem cortado num tom castanho claro. Um corpo não tão definido mas que de alguma forma as garotas adoravam. Mas pra Luna, não significava nada. Ela só tinha em mente Clair e Julia. Cada uma de um jeito, despertaram em Luna algo jamais sentido. Ela não sabia o que era, mas cogitava a hipótese de descobrir.

A aula foi se arrastando, o tempo demora a passar. Luna estava exausta já, louca pra ir pra casa mas ainda tinha mais uma aula até o fim do dia letivo. Quando Luna já está quase dormindo, toca outro sinal, anunciando a troca de professores. Luna olha pra porta e seus olhos ficam alertas. O sono passou, a exaustão de repente some. Era Clarisse.

-Bom dia de novo turma! Vim substituir a Sra. Lopez, ela não pode vir hoje por motivos pessoais. - Clarisse disse com um sorriso estampado no rosto. - E já que foi tudo muito de última hora, não deu pra preparar uma aula pra vocês, então vamos fazer diferente. - Ela falou, puxando a cadeira para próximo de si e se sentando de frente pra turma.

"Meu Deus, só faltava essa. Que coisa diferente ela vai fazer?" - Luna pensou

-Bom, vamos por partes. Meu nome vcs já sabem, mas vou começar e depois é com vocês, ok? Então vamos lá. Eu sou Clarisse, tenho 21 anos, moro aqui em Dallas a vida toda. Gosto de animais e música, ah e jogos também! E se for importante essa informação, sou sagitariana. Agora me falem de vocês.

Luna POV on

"Puta que pariu! Eu morro de vergonha de falar em público, e ela faz essa palhaçada logo no primeiro dia? Como se já não bastasse eu ter me ralado na escadaria na entrada, agora tem esse troço, aff" - pensei.

-Quem vai ser o primeiro?..... Você?.... Você?.... Vou sortear pela chamada então! - diz Claire.

"Tomara que não seja eu, tomara, tomara...." - cruzei meus dedos.

-Laura Rangel - Disse Clarisse, olhando pra garota.

Os amigos dela riram e logo ela começou a falar:

-Entao... Eu sou Laura, tenho 17 anos, sou muito tímida, e odeio bebida alcoólica.

-Quem vai ser o próximo? - Clarisse pergunta.

-Eu! Júlia! - diz levantando a sua mão. - Sou Júlia Brooke, 18 anos, geminiana, adoro festas e sair com os amigos, principalmente com as amigas. Gosto de fazer novas amizades também, conhecer gente, namorar... - nesse momento ela olha pra mim, de canto de olho, com uma expressão que eu não decifrei. 

Quando eu menos espero, escuto a voz doce de Clarisse:

-Me fala de você, Luna Dias. Quero te conhecer.

Gelei. Meu coração disparou na hora. Meu rosto na hora fica vermelha de tanta vergonha. Crio coragem das entranhas pra poder falar:

Errr... bom, eu me chamo Luna, tenho 16 anos, me mudei a pouco pra cá, sou extremante tímida, to morrendo por dentro aqui falando isso kk. Eu gosto de música, gosto de arte, natureza e se for importante essa informação, sou ariana. -eu disse

-Arianos são diferentes, difíceis de lidar e desafiadores kk gosto! - Clair respondeu.

Ri sem graça, me sentei e ela continua com esse jogo de saber sobre os alunos. Eu me distraio fazendo desenhos aleatórios na última folha do caderno e quase não percebi que Júlia estava com uma expressão tensa, séria, diferente daquela extroversão natural dela. Resolvo perguntar o que tava acontecendo:

-Psiu?! Ju? Juliaa? -chamei

-Oi, ariana? Que que foi? - respondeu séria.

-Credo Júlia, só queria saber o que aconteceu, você tá séria, não tava assim antes... Achei que fôssemos amigas, mas desculpa aê... -respondi sem graça

-Poxa, desculpa Luna, n fiz por mal... -ela disse - É que essa tal de Clarisse me irrita um pouco, com esses joguinhos com alunos, querendo saber mais de você, já até sabe seu nome... Ela nao é pro teu bico, eu já te disse os boatos que rolam né?

- Júlia, qual é problema dela saber de mim? Ela é professora, n entendi o seu nervosismo. E além do mais esses boatos são só boatos, não tenho nada pra queixar dela, muito pelo contrário. - respondi.

-Sei -Julia disse. - Mas fica esperta com ela...

Eu não entendi o nervosismo da Júlia. Ela parece incomodada com alguma coisa entre eu e a professora. Apesar de que não tem nada entre eu e a Clair. Será ciúme que ela sentiu? Não faz sentido... Mas sabe que lá no fundo eu gostei? Ver a Júlia se importar assim, ficar nervosa sobre o ocorrido... É tudo muito novo pra mim, essas sensações, essas amizades... É Júlia, é  Clair... Elas me chamam a atenção, não sei pq. 

Volto mimha concentração aos desenhos na última folha do caderno. E enquanto isso as apresentações dos alunos já iam terminando. O sinal de final de aula toca antes do último aluno terminar de falar, mas todos ja arrumam suas coisas com pressa para irem embora logo. Eu vagarosamente arrumo minhas coisas e vou sem pressa para a porta. Espero Júlia se aprontar e me encosto na porta. De repente uma pessoa passa no meio de alguns alunos saindo:

-Adorei te conhecer, você é uma ótima aluna 😋 - Clair diz, tocando brevemente minha mão e seguindo o seu rumo.

Meu coração parecia que ia explodir, fiquei sem resposta. Nisso Júlia me olhava com a mesma cara de antes, irritada com sei lá o que. 

-Julia, vamos logo - eu a apresso

-Ja tô indo, relaxa. -ela responde.

Saímos da sala, fomos pelo corredor até a porta de saída, conversando sobre sei lá o que com alguns colegas da Ju. Saímos da escola, entrei no meu carro, dei um tchauzinho pros colegas da Júlia e tentei ligar o carro, sem sucesso. Q raiva, só me faltava essa. Tentei novamente ligar o carro e do nada, do nada mesmo, aparece Júlia na janela do carona, debruçada no vidro e séria. 

-Voce mora aqui perto? Posso te dar uma carona se quiser- eu disse pra puxar conversa.

-Quero sim, moro a duas quadras daqui, pertinho. -Ela disse

- Entra aí, você me ensina o caminho. -respondi.

As duas foram praticamente em silêncio dentro do carro. Tocava Dope, de Firth Harmony no rádio, e Julia começou com a cantarolar, apenas o refrão:

"I don't know what else to say it but you pretty fucking dope. And so you know. I am thinking about the ways that I wanna hold you close. Just so you know..."

- Essa música é ótima né? Adoro. -Falei, interrompendo sua cantoria.

-Eu também amo, e ela hoje passou a ter um significado pra mim, me traduz... - Ju respondeu

- Hmmm tá apaixonada é? - eu disse sorrindo

-Nao é paixão kk não ainda. Penso apenas que essa pessoa é incrível, bonita, ela tem um jeito único, meio tímida sabe? Gosto disso, desse ar de mistério dela, sem contar que desde a primeira vez que a vi eu me encantei. -Julia respondeu, sorrindo de orelha a orelha

- Ahhh que coisa mais linda Ju😍 -Respondi - Mas espera. É uma menina?

- É sim, obviamente - ela gargalhou - vai dizer que não sabia que eu curto meninas?

-Ah, eu tinha minhas desconfianças kk 😂 -sorri  - mas tô no caminho certo?

-Agora você tem certeza, eu curto garotas😂 e minha casa é logo ali, na próxima esquina, uma casa verde, não tem como errar - Júlia disse

- Ah ok, já estamos chegando. Mas quem é essa garota misteriosa? Posso saber ou é segredo? - perguntei, parando o carro em frente à casa verde.

Júlia foi juntado suas coisas e saindo do carro. Eu ainda esperava uma resposta quando ela definitivamente sai do carro e fecha a porta, e se apoia na janela dizendo:

-Pensei que você já soubesse, ariana 😋 - ela sorri e pisca pra mim pra se despedir. 

Fiquei sem resposta, sem reação. Apenas sorri de volta. Arranquei com carro e fui pra minha casa. Não consegui parar de pensar nas palavras dela. Não tinham um significado concreto, mas algo dizia que era eu. Mas será? 



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