História O artista da noite - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Namgi, Namjoon, Rap Monster, Soulmate!au, Suga, Sugamon
Visualizações 28
Palavras 2.207
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Poesias, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá habitantes do meu coração! Como estão? Espero que bem.
Lembrando que quando aparecer [---] é mudança de cena e não necessariamente de tempo.
Boa leitura!

Capítulo 2 - Capítulo 2


Dois anos antes, 1558

As ameaças de invasão estavam deixando o rei de cabelos em pé.  Nada lhe acalmava, os conselheiros tentavam, porém a fúria de Seokjin recaia sobre todos no palácio.

Jungkook teria que arranjar alguma forma de fazer o rei bondoso e sábio voltar a si.

Ele entendia a pressão que envolvia e esmagava o rei. Qualquer decisão errada, qualquer ato não muito bem pensando, resultaria em uma guerra. E apesar do bom exército que tinham; a província e consequentemente a capital mesmo assim seriam facilmente invadidas. E isso ele não poderia deixar. A calamidade não poderia se instalar em seu reino.

No entanto havia um problema: mais do que sábio, Seokjin era egocêntrico e orgulhoso. Por isso, ganhar sempre, era uma questão de honra.

 

- Jungkook!!!

- Sim, meu senhor?

- Vá com o general Namjoon fazer uma ronda nas fronteiras do meu reino. Faça um relatório de todas as possíveis brechas favoráveis a invasões. Aponte os lugares mais vulneráveis e encontre modos de fortalecer nossas fronteiras.

- Sim majestade, assim será feito.

- Quero que observe também o marcado e as rotas dos mercadores. Como entram e saem da capital e com quem negociam.

- Sim alteza. Irei imediatamente!

[----]

A tarefa designada pelo rei não era nada fácil. À dias Jungkook acompanhado do general Namjoon faziam uma espécie de ronda em toda a província. Começando nas extremidades. Observavam as possíveis rotas, os atalhos, os caminhos pelas densas florestas, examinavam detalhadamente cada brecha já conhecida e descobriam outras, ao falar com os moradores daquelas bandas.

Como um bom observador, ao longo dos dias e dos lugares que visitavam, Jungkook pode observar outro problema além da atual preocupação do rei. Os impostos estavam sendo coletados de forma errada. E as verbas que a capital enviava, estavam sendo mal distribuídas. Porém isso era assunto para se resolver com o rei em outro momento. A ira e angustia de Seokjin deveriam ser primeiramente aplacadas e não mais alimentadas.

A expedição durou alguns meses, mas Namjoon sempre enviada cartas com pseudo-relatórios, informando ao rei a que nível as investigações iam.

De aldeia em aldeia, os dois amigos e companheiros de expedição, dormiam em albergues ou casas de chá.

Eles se disfarçaram e se vestiam como meros cidadãos comuns. Visto que ir para essa expedição em nome do rei seria arriscado demais e encontrariam objeção dos moradores das redondezas quanto ao compartilhar das informações.

O fato de ambos dormirem em lugares como esses, era planejado. Pois nas casas de chá era onde as informações corriam livremente, acordos eram feitos e negócios fechados. Quem queria alguma informação, era nas casas de chá que iria obter.

O que ambos os amigos não sabiam era que em uma das casas de chá da menor aldeia da província, a vida e o coração de ambos iria mudar drasticamente.

[----]

Aos arredores da aldeia, na casa de chá do Sr. Ahn, moravam quatro rapazes. Seus nomes do mais velho ao mais novo eram; Jung Hoseok, Min Yoongi, Park Jimin e Kim Taehyung. Os dois últimos tendo só alguns meses de diferença porém nascidos no mesmo ano.

Esses quatro rapazes, eram artistas da noite, e fazendo valer o nome, eles sufocavam em deslumbramento os frequentadores eximiamente escolhidos da casa de chá. Eles dançaram, tocavam, cantavam e encantavam a quem pudesse pôr os olhos naquelas quatro criaturas.

Além dos talentos comuns a todos. Cada um tinha sua peculiaridade. Um dom só seu. Hoseok tinha o dom de fazer qualquer um se sentir quisto e com as energias renovadas, somente com seu sorriso. Feito uma cobra que fixa o olhar na presa e encanta com seus movimentos, ele também tinha o dom da fala e da persuasão podendo assim manipular e convencer a quem caísse em sua armadilha de palavras e sorrisos.

Min Yoongi ao contrário transmitia algo sereno ao falar. Além da calmaria como um lago em dia de verão em que quase não há vento. Min Yoongi também sabia cozinhar com perfeição e seu prazer secreto era preparar banhos terapêuticos com infusão de ervas aromática e óleos. Seu semblante plácido acalmava quem quer que fosse.

Park Jimin era bom com as palavras e com as figuras. Ele narrava e escrevia poemas de forma encantadora, diferentemente de Hoseok que prendia quem quer que fosse com as palavras, Jimin, com as mesmas libertava e fornecia alento para as almas torturadas. Ele também era um bom ouvinte; além de ser encantador por completo, pela sua personalidade doce. E por fim, havia Kim Taehyung. Ele tinha habilidades curativas aquém do seu tempo. Seu conhecimento sobre as propriedades medicinais das plantas faziam-no um curandeiro eficiente. Taehyung era muito altruísta e prestativo, sempre pondo-se ao dispor de quem quer que fosse.

Todavia o que a maioria procurava quando pagavam por uma noite na companhia de qualquer um dos rapazes ou até mesmo deles todos, era a beleza impar que cada um tinha. De modo diferente, porém belos igualmente.

E eles dançavam hipnotizando a quem visse com o movimento dos leques em suas mãos, cantavam e tocavam fascinando a quem os visse e ouvisse. E por fim entre uma dança ou uma conversa, serviam o chá. Que ao passar das horas era substituído por alguma bebida com teor alcoólico bem acentuada.

E ao nascer do dia, no crepúsculo da manhã quando a estrela d’alva se despede, assim acabava a magia, o encanto. E quando o homem embriagado despertasse do seu sono, a ninguém mais encontrava a não ser a sala cheia de ornamentos, perfeitamente alinhada e arrumada. Como se tudo não tivesse passado de um mero sonho. Uma visão provocada pelo excesso de álcool. E isso atiçava-os mais ainda. A chance de comprovar que os momentos vividos na noite eram sim reais, e que aquelas quatro criaturas celestiais de fato existiam.

Essas eram as regras. E por isso eram tão procurados. Pois uma vez que experimentassem da companhia desses artistas, o vício era quase instantâneo. Por isso chamavam os rapazes de artistas da noite. Porque quando a noite se esvaia, seus servos juntamente com ela também desapareciam. A atenção dos rapazes era para poucos. Os que tinham esse privilégio eram escolhidos a dedo pelo dono da casa, o Sr. Ahn. 

Somente os mais abastados tinham acesso a esse mundo de encantos e fantasia. Muitos em um acesso de loucura já haviam gastado fortunas, e outros ainda mais loucos e audaciosos já tinham vendido tudo o que possuíam e consequentemente perdido até suas famílias, tudo só para terem a chance de mais uma noite na companhia tão amável dos quatro rapazes. Os demais tinham que se contentar com a bebida barata e com as mulheres que lá havia. Também muito belas, porém não tão encantadoras.

Os artistas da noite eram os potes de ouro do Sr. Ahn.

[----]

Naquele dia, contudo, Namjoon e Jungkook avistaram a casa de chá do Sr. Ahn, a casa mais famosa das redondezas; e pediram abrigo. O Sr. Ahn muito desconfiado não queria problemas e muito menos ajudar dois simples homens quase moribundos. Que possivelmente nem conseguiriam pagar pela estadia. Não que ele fosse uma pessoa ruim, nada disso. No entanto ele era um homem de negócios, e como todo o homem de negócios, sua hospitalidade era convertida em moedas. Não obstante o conselheiro e o general foram obrigados a revelar quem verdadeiramente eram afim de convencer o homem a os deixar repousar. O desgaste físico era tanto que mal se aguentavam. Ao ver o broche que cada um carregava consigo com brasão do rei, esculpido em puro ouro e de pedras preciosas,- trabalho feito com perfeição pelo ourives do rei- ainda um tantinho desconfiado, Sr. Ahn deixou-os entrar, pois em sua cabeça nada poderia reluzir daquela maneira se fosse falso. Ele entendia das coisas caras e bonitas dessa vida. E portanto deu-lhes de comer e um lugar para repousar em sua casa. E assim os oficiais passaram o dia. Estavam tão exaustos que logo adormeceram por quase o dia todo.

Ao entardecer, Namjoon foi o primeiro a despertar. Sentia-se um tanto zonzo e por isso foi ao encontro do dono da casa, implorando que lhe preparassem um banho.

Sr. Ahn, pediu que aguardasse na casa de banho que logo o mesmo seria preparado.

E assim Namjoon dirigiu- se a antessala na casa de banho. Despiu-se enquanto podia ouvir a movimentação dos funcionários preparando seu banho.

Quando percebeu que a movimentação havia parado, abriu a pequena separação e assustou-se ao avistar que ainda havia um dos funcionários colocando algumas pétalas na água.

Este ainda não havia percebido a presença de Namjoon, por isso continuou espalhando as pétalas pela água fumegante.

O barulho calmo da água produzida pelo resvalar da mão do rapaz na mesma e seu semblante sereno, cativaram o olhar fixo e um tanto abobado do general, e por fim quando o rapaz levantou a cabeça, alinhou automática seu olhar com o do moreno.

Apesar de um tanto acuado, Yoongi não desviou seu olhar e por alguns segundos os dois contemplaram- se mutuamente.

Até Yoongi finalmente cair em si e perceber que o desconhecido de pele amorenada, não deveria tê-lo visto, pois estava infringindo as regras. Ele era um artista da noite, um dos pupilos do dono da casa, e não um servo. Não era sua função preparar banhos e sim aperfeiçoar seus encantos que posteriormente renderiam ouro para o seu dono. Como se isso já não fosse o bastante, Yoongi também percebeu que o moreno à sua frente estava somente com um manto lhe cobrindo a nudez total.

- Me perdoe eu já estava de saída.  Espero que goste do banho e do aroma dos óleos. - falou de modo embaraçado com as bochechas rubras e mãos inquietas.

Dito isto Yoongi passou por Namjoon a passos apressados e com a cabeça baixa, como o servo que não era, porém foi impedido de prosseguir seu caminho, pela mão grande e quentinha de Namjoon.

- Qual o seu nome?

- Min Yoongi- respondeu sem desviar seus olhos do chão. Mesmo sentindo que os olhos do mais moreno estavam sobre sua face. - E- eu preciso ir- aquela situação estava deveras constrangedora para Yoongi, até porque ele sabia que ninguém que não fosse rico o bastante estaria ali aquela hora. Seu patrão não jogava para perder. Então aquele homem que lhe segurava o pulso deveria ser alguém no mínimo muito rico ou um nobre de grande status. Aquilo lhe incomodava. A presença alheia, o calor que emanava da mão aquecendo seu pulso e fazendo seu coração acelerar. Era incomum, tirava a serenidade que tanto lhe era habitual.

Yoongi desprendeu-se e seguiu seu caminho tentando não aparentar o quanto aquele pequeno e trivial momento, tinha abalado seu equilíbrio.

 

Já Namjoon acompanhou com os olhos até a figura do mais pálido desaparecer.

Suspirou designado; tirou a manta e por fim começou a se banhar.

O aroma dos óleos juntamente com a quentura da água, relaxavam cada músculo de Namjoon.  

Estava tão relaxado que acabou adormecendo ali mesmo.

 

- Senhor! Senhor acorde!!- Namjoon ouvia uma voz suave, baixa porém firme, um tanto longe e sentia seu ombro sendo sacudido.

- Senhor por favor acorde!!!- Yoongi pedia, mas nada de Namjoon despertar. O outro só resmungava e fazia umas caretas de descontentamento.

-SENHOR!!

Namjoon enfim despertou assustado o que o fez acabar perdendo o equilíbrio e por estar esbaforido ficou se debatendo na água já fria.

- VOCÊ É LOUCO? MAS QUE ATREVIMENTO É ESSE? - vociferava com toda a indignação que conseguia transmitir.

- Não sou louco senhor. Apenas estava tentando lhe acordar. O senhor adormeceu no banho. A água já está fria. Pode adoecer se ficar mais tempo destapado e imerso nela, ou pior, poderia até mesmo se afogar.

 

Namjoon observava ainda atônito, Yoongi falar. E quando finalmente o efeito do sono e do susto passaram, Namjoon se sentiu extremamente constrangido.

- Oh! Peço desculpas pelo meu descontrole. Obrigada por me despertar- disse totalmente desconfortável. - Agora peço que se retire. - dizia sem olhar para Yoongi. Estava totalmente envergonhado. Não só de sua ação como também por estar nu perante o outro. Ele não entendia o porquê do embaraço. Yoongi era um homem também. Porém a presença do mais pálido deixava-lhe de certa forma tímido.

- Ah! Claro senhor. Peço que me perdoe pela falta de senso. Com licença.

Quando não havia mais sinal de Yoongi, Namjoon suspirou longamente tampando o rosto com ambas as mãos e resmungou palavras que nem ele mesmo entendeu, resultado de sua frustração. Saiu da água e vestiu sua manta. Ao chegar na antessala para enfim pôr suas vestes, viu as mesmas limpas e muito bem dobradas. Elas tinham a mesma fragrância do banho. Isso o fez pensar se o tal Min Yoongi foi quem com tanto esmero as limpou. Deveria agradecer ao menor pelo ato de gentileza. Ao vestir-se sentiu um pequeno latejar no ombro, ao pousar seus olhos no mesmo, reparou que havia ali um pequeno hematoma.

- Ele me beliscou? É sério que ele me beliscou? Não posso acreditar!! Que audácia!!!- disse para si mesmo. E apesar das palavras com uma pitada de indignação e outra de estupefação, havia um pequeno sorriso, significativo o bastante para revelar suas covinhas tão características.


Notas Finais


É isso.
Espero que tenham gostado. A fic é mais focada em Jikook, porém vai ter muitos momentos Sugamon.
Comentários são sempre bem vindos.
Até mais!
Beijinhos com carinho


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