História O Assassino das Cartas - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Hansol, Johnny, Ten, Yuta
Tags Hansol, Johnny, Johnten, Nct 127, Nct U, Smrookies, Ten, Yusol, Yuta
Visualizações 126
Palavras 2.131
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Aeee

Estou de volta depois de quase um mês sem atualização, não me batam.
Yutinha não apareceu nesse capítulo, mas no próximo eu recompenso com um Nakamoto mais participativo e menos irritante :v

Espero que gostem do capítulo. Boa leitura.

Capítulo 3 - A primeira carta.


O ritmo do coração de Chittaphon tornou-se acelerado e sua respiração passava a falhar. O garoto começara a sentir-se ainda mais nervoso e estava com medo de alcançar o próprio celular. Ten fechou os olhos já pensando na besteira que havia feito, e, cautelosamente, sua mão apalpou o chão até que encontrasse o maldito aparelho.

Subitamente, fora possível ouvir o som de passos batendo fortemente contra a madeira do que provavelmente seria uma escada, tornando-se cada vez mais próximos. Chittaphon tirou uma rápida conclusão de que aquilo não era John distanciando-se e que eles ainda compartilhavam o espaço do pequeno cômodo.

Os olhos do jovem sentem grande incômodo quando a luz forte do quarto os invadem. O corpo apressado para de correr, sentando-se ao lado do jovem, segurando seus ombros.

– Ten, você está bem? – O tailandês podia ter total certeza de que aquela voz não lhe era estranha.

Lentamente, seus olhos passam a se abrir, encontrando a expressão preocupada que o mais velho mantinha em sua face. Ten sentiu-se ainda mais confuso sobre a situação quando, em um choque em sua mente, pôde finalmente reconhecer a pessoa que o segurava desnorteado no chão.

Hansol.

Os olhos do loiro demoraram a sair de Chittaphon e vagarem por todo o cômodo. Johnny mantinha-se sério, apenas observando tudo, era impossível tentar desvendar o que se passava em sua mente no momento. O mais velho não transpareceu em momento algum, mas ficara irritado com tamanho descuido vindo de John.

– Venha, vamos levantar. – Hansol puxou os braços de Ten delicadamente para cima, o ajudando a se levantar.

Chittaphon passou a observar o quarto por inteiro assim que finalmente conseguiu firmar seus pés no chão – estes que agora pareciam estarem presos por sapatos de chumbo. O cômodo até que era organizado, porém eram poucas as cores que podiam ser vistas em sua volta. Tudo era branco, exceto o pequeno móvel de apoio e o mural de fotos posto na parede, logo ao seu lado. Seus olhos correram novamente por algumas fotos, ficando assustado com inúmeros ferimentos que aqueles rostos desconhecidos portavam. Havia quatro cartas de poker nas pontas do mural, todas em perfeito estado de conservação, assim como as fotos. Rei de Ouros, Valete de Espadas, Rainha de Paus e, a que mais lhe intrigou, Ás de Copas. Todas estavam ali, embora o tal assassino apenas matasse usando copas.

– Vamos descer. – Johnny pronunciou-se alto, puxando o mais novo pelo braço até que chegassem às escadas.

Hansol permaneceu estático no quarto olhando para as atitudes de John. O loiro balançou a cabeça em negação, descendo as escadas atrás dos dois amigos. Os dois agora estavam na sala, Ten assustado e Johnny segurava seu braço aplicando uma força exagerada.

– Johnny, precisamos conversar. – O mais velho disse sério. – E Ten, pode esperar alguns minutos? Se quiser, eu posso preparar algo para bebermos.

– Me explique o que está acontecendo, por favor. – Chitaphon pediu.

Hansol suspirou.

– Eu vou te explicar, contanto que você me prometa que vai ficar aqui enquanto trato de assuntos sérios com o John. Eu vou preparar um café e você pode se sentar. – O mais velho dizia calmamente para tentar tranquilizar Chittaphon, o guiando para que ele relaxasse no sofá.

– Ele não gosta de café. – Johnny disse olhando para o chão.

– Sim, ele gosta. – Hansol disse voltando-se para o mais alto.

– Então porque recusou o meu convite?

– Teoricamente, eu não recusei. – Ten conseguiu dialogar.

– Estamos perdendo tempo. – Hansol anunciou. – Eu já volto com as xícaras.

O mais velho caminhou até onde possivelmente localizava-se uma cozinha, deixando Chittaphon e John na sala em meio o silêncio dos dois corpos.

– Diga a Hansol que estou no escritório. – John disse deixando o cômodo.

– Ei, Johnny! – Ten o chamou, fazendo com que seus passos parassem subitamente, embora o mais velho não tenha se virado. – Me desculpe.

John sorriu levemente com o canto de seus lábios e deu continuidade ao caminho que traçava até a sala que usava como “escritório”, aguardando por Hansol.

Não tardou muito até que o coreano voltasse com duas xícaras em mãos e um sorriso satisfeito estampado em sua face. O cheiro da cafeína já tomava conta de boa parte da casa àquela hora, invadindo as narinas de Ten a cada passo que Hansol dava em sua direção.

– Espero não ter exagerado na quantidade de açúcar. – Disse Hansol ao entregar o objeto feito de cerâmica nas mãos do menor.

Calmamente, o loiro sentou-se ao lado de Ten, colocando a outra xícara em cima da pequena mesa de centro. Chittaphon observava todo canto da casa que seus olhos podiam alcançar. Ela não era pequena e muito menos desorganizada, seus palpites diriam que era uma casa fofa e seu ambiente era agradável. Talvez fosse esse o motivo de Ten ter conseguido relaxar levemente.

– Está se sentindo melhor? – Hansol perguntou.

– Acredito que sim. – Chittaphon soltou um pequeno riso. Seus dedos delineavam uma volta completa pela xícara, encantado com alguns detalhes perfeitamente feitos pela mão de um ceramista.

– Yuta me disse que Taeyong gostava de cerâmica. – Hansol comentou.

– Ah, sim. Ele tinha várias peças. – Ten disse trazendo um pouco da bebida para a sua garganta logo em seguida.

– Você não teve muito tempo para conhecê-lo, não é? – Ten apenas acenou positivamente com a cabeça. – Para onde foram?

– O que?

– As peças.

– Ah... Mandaram todas para a casa de seus pais. – Chittaphon deu de ombros. – Hm, Hansol, seu café vai esfriar.

– Taeyong não tinha pais. – Hansol disse quase inaudível, pegando a xícara de cima da mesa de centro e caminhando a passos largos até o escritório. Sabia que Johnny estava lá.

Ten não teve reação com as palavras de Hansol. Era estranho o ver dizendo tantas coisas em tão poucos minutos, e agora havia se tornado ainda mais confuso.

Hansol bateu a porta do escritório com brutalidade, anunciando que estava irritado. Johnny apenas sorriu brevemente em meio a pouca claridade do cômodo, caminhando até o rapaz mais velho que mantinha os grandes olhos fixados em si, fervendo de ódio.

– Você não sabia? – O jovem debochou.

– O que fizeram com as minhas peças? – Hansol perguntou carregado pelo ódio.

– Se eu soubesse, as teria trago de volta a ti.

– Não, você não teria. Eu sei que você estava lá.

– Onde eu estava? – Johnny perguntou, parecendo estar se divertindo. – Taeyong acabou com a sua vida sozinho, eu não tive trabalho algum.

– Eu não pedi para que fizesse aquilo com ele.

– Eu não tenha culpa alguma se um ceramista não consegue aceitar que seus trabalhos foram jogados fora. O mesmo que desistiu da carreira para ajudar a montar um roteiro sem sentido. – Johnny aproximou-se mais de Hansol. – A escolha foi sua, está lembrado?

O mais velho suspirou, encerrando o assunto para evitar a discussão que estava por vir.

– Devemos virar a página? – Perguntou, virando-se para a porta indicando sobre quem estava falando.

– Ten já deveria ter chego ao último parágrafo apenas por ter vindo até aqui.

– Você continua descuidado.

– Eu não deixei de prestar atenção. – John riu sarcástico. – Ou você pensou que eu não sabia que aquele objeto inferior estava me perseguindo?

– Johnny, ele não é como qualquer outro. Sabe o quanto ele é importante para Yuta? – Hansol passou a demonstrar a única preocupação que tinha.

– Ele não é algo com valor sentimental para você. – John retrucou, enfatizando a palavra dirigida para o mais velho. – Se não estiver disposto a atuar hoje, Ji Hansol, já deve saber onde é a saída.

– Você realmente não aprende com os seus erros. – Hansol sorriu de canto. – Estou indo embora.

– O deixe aqui.

– Apenas não acabe com tudo hoje. – O mais velho disse, já abrindo a maçaneta da porta. – E o seu café já esfriou.

John não respondeu, mas soube que Hansol havia saído assim que o som da porta se fechando fora ouvido. As lembranças da primeira carta o atingiram novamente, e a cafeína já fria tomou conta de seu paladar.

[...]

Hansol carregava o corpo inanimado em suas costas, deixando um grande rastro de sangue por todo o caminho que traçava. Uma coluna quebrada, um pescoço cortado, uma perna dilacerada, um estômago aberto e uma grande lareira eram o grande destaque daquela hora onde apenas os dois sabiam sobre oque acontecia no ambiente.

”Fizemos um ótimo trabalho”. John comentou.

“Precisamos queimar tudo”. O mais velho aconselhou.

Tudo foi jogado em cima da lareira, até mesmo as roupas que usavam. A dupla que portava o inteligente e o corajoso apenas observavam tudo ser queimado com seus olhos brilhando devido à claridade que as chamas causavam ao redor. Seus corpos eram aquecidos graças ao fogo.

“Eu te odeio, John Seo”.

“Você já entrou nessa”.

“E o que eu preciso fazer?”

“Guarde o nosso segredo e então te darei algo em troca”.

“O que alguém como você poderia me oferecer?”

“Algo que lhe convença”.

“Então eu guardo tudo isso, contanto que você não mexa com nada que possua um valor sentimental para mim”.

“Você está sendo tolo”.

“Eu posso ligar para a polícia agora mesmo, John”.

“Eu o faço, contanto que me ajude com o mais novo roteiro”.

“Então eu não irei te abandonar”.

Ambos trocaram um aperto de mãos e o mais velho levantou os pés para selar os lábios de John, que não aceitou o ato de bom grado. A dupla assassina deixou as chamas para lavarem os corpos sujos do líquido viscoso de sua primeira vítima.

John jogou um ás de copas na direção da lareira, já tendo em mente que queria ser lembrado. E para isso, as cartas de poker seriam ótimas companheiras.

[...]

– Está indo embora? – Ten perguntou ao ver o loiro passando direto por si.

– Sim.

– Eu posso ir com você? – O jovem levantou-se do sofá. – Yuta não quer vir me buscar e não quero ir sozinho.

– Até logo. – Hansol disse abrindo a porta, já o deixando para trás.

– Então você gosta de ver as estrelas? – Johnny apareceu encostado na parede, olhando para Ten com um sorriso travesso.

– Gosto...

– Há um lugar que sei que irá gostar de ver. Siga-me.

Chittaphon subiu o lance de escadas até que chegasse a um quarto no mesmo andar onde havia encontrado as fotos. Havia um telescópio em frente a uma janela.

– Quer olhar um pouco? – John propôs.

– Eu posso? – Ten perguntou entusiasmado.

– Não.

– Então por que sugeriu? – O tailandês disse com desânimo.

– Não sei. Podemos olhar pela janela.

Dito isso, John aproximou-se do local indicado, debruçando-se sobre o apoio que possuía. O rapaz fechou seus olhos ao sentir a pequena brisa que os ventos estavam proporcionando, sentindo a presença de Chittaphon que se aproximava para fazer o mesmo. Os dois, lado a lado, aproveitavam o momento refrescante que o clima poderia lhes trazer e, embora Johnny não demonstrasse nenhuma emoção, Ten portava uma expressão relaxada. O mais novo abriu seus olhos e passou a repetir a ação de observar o céu.

– Olhe, aquela estrela é muito bonita. – Apontou para o elemento cintilante acima de ambos.

– Tem certeza de que ela não é um satélite? – John perguntou ainda de olhos fechados.

Chittaphon fez um pequeno bico emburrado com seus lábios, parecendo uma criança.

– Eu poderia estar submerso, mas acho que ainda estaria respirando bem. – John disse.

– O que quer dizer?

– Quero dizer que uma mente estúpida ainda pode achar uma salvação, como Hansol faz com o seu amigo. – John abriu os olhos.

– Está falando do Yuta?

– E você tem outro amigo além dele?

– Hm, faz sentido.

– Não me parece assustado para alguém que está do meu lado. – O mais velho riu sem humor.

– Mas eu não estou assustado. – Chittaphon sorriu.

– Deveria estar.

– A rainha de copas é apenas uma personagem, não? – O tailandês continuou.

– Parabéns, você desvendou.

– E agora você me mata?

– Está me acusando apenas pelo o que viu?

– Estou apenas dizendo que não irá fazer diferença.

– Eu deveria então dizer que você sabe de mais, e que sua missão por aqui já acabou? – John riu.

– Por que ás de copas? – Ten perguntou, desviando o foco da conversa.

– Descubra o significado da carta, ou então saia daqui.

– Não quero.

Chittaphon enfim teve a visão de um John Seo carregado de fúria empurrando tudo o que via em sua frente para a direção de si. O mais novo apenas pensou em sair dali, afinal já deveria ter percebido que Johnny era louco.

John conseguiu o alcançar e prendeu seu pescoço com os braços, o deixando quase incapaz de respirar. O medo passava a dominar seu corpo novamente.

– Parece que encontramos nosso indesejado convidado. – John sorriu. – Você ainda precisa ser punido.

– Pelo o quê? – O mais novo perguntou com a voz falha.

– Parece que nunca te ensinaram a não mexer com estranhos e seguir os outros. Você mudou o roteiro e isto é ilegal. – John pegou o pequeno corpo do mais novo e subiu as escadas novamente.

Ten novamente estava em apuros.


Notas Finais


O que acharam? e.e
Não me batam²
Até o próximo capítulo que eu não sei quando vai sair.

Gabs, XOXO


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