História O Assistente do Senhor Kim - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Suga, V
Tags Bottom!jungkook, Taekook, Top!taehyung, Vkook
Visualizações 117
Palavras 1.790
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Antes de tudo, muito obrigada por todos os favoritos, isso é muito importante para mim <3

Esse capítulo é um pouco mais curto que o primeiro (cerca de 600 palavras a menos, se não estou enganada), e acredito que a fic terá em média 2 mil palavras por capítulo.
Ah, e só pra avisar, eu utilizei as idades coreanas dos garotos (JK tem 21 anos), mas se vocês quiserem pensar na idade internacional, e ler a história como se ela se passasse em 2019 (onde o JK terá 21 anos), não muda basicamente nada.
- Espero que isso não tenha ficado confuso :< -
Espero que gostem, de coração <3

Capítulo 2 - Two


Fanfic / Fanfiction O Assistente do Senhor Kim - Capítulo 2 - Two

Abriu a porta do apartamento — já pela terceira vez naquele único dia —, notando imediatamente a falta do escritor. Já havia se passado do horário de almoço, e Jungkook havia comido em uma loja de conveniência qualquer enquanto voltava para o edifício.

— Estou de volta, senhor Kim! — gritou em tom médio, mas não obteve resposta. Passou por sua cabeça que talvez o loiro tivesse saído, então andou pela casa ainda chamando por ele, apenas para confirmar. — Senhor Kim?

— O que foi, porra? — gritou o escritor, claramente irritado, mas não mais irritado do que o assistente acabou ficando naquele momento.

E, novamente, Jungkook repetia seu mantra diversas vezes, afim de se acalmar e não socar a cara do seu chefe, e com isso perder seu tão precioso salário. Respirou o mais devagar que podia, afim de assim tranquilizar-se, e foi então em direção ao som da voz do mais velho.

— Aqui está seu terno, senhor Kim — falou desgostoso.

Tinha vontade de enforcar o próprio pescoço todas as vezes em que tinha de ficar manso com o chefe, mas nada se comparava a obrigação de chamá-lo de "senhor""Quem ele pensa que é? Não deve nem passar dos vinte e cinco anos, não há motivo para tanta formalidade", pensava Jungkook.

— Deixe aí mesmo. — Fez um sinal em direção a mesa de vidro, e o mais novo depositou o terno coberto pela capa protetora em cima do móvel. — Você já almoçou? — perguntou, parecendo minimamente simpático pelo que parecia ser a segunda vez no dia. Jungkook já estava cheio de esperanças, imaginando que talvez o escritor fosse rude apenas no começo, como dissera seu amigo Jimin.

— Sim. Eu comi macarrão instantâneo em uma loja de conveniência quando estava voltando.

— Ok. Saia — falou com seu tom ríspido, que no momento já era comum vindo dele. — Saia logo, não gosto de ser observado enquanto como, ainda mais por alguém que vive com os olhos arregalados, como você.

Jungkook engoliu seco, e saiu. Queria dar uma olhada melhor no apartamento, ver com seus próprios olhos como é uma daquelas casas que ele só conhecia pela televisão. Todas as vezes em que olhava para as paredes de vidro, sentia vontade de ir até a enorme sacada e observar a grande cidade lá do alto. O Kim tinha um dos melhores apartamentos de Seoul, isso era óbvio, só não sabia como que um escritor que ele nunca havia ouvido falar ganhava tanto dinheiro.

 

JKook: Como que ele é tão rico, hyung?

 

Enviou a mensagem para seu amigo ruivo, sendo respondido poucos minutos depois. Jimin trabalhava na editora, mas tinha um cargo consideravelmente alto, então podia ficar mexendo no celular, se assim quisesse. Jungkook não tinha essa regalia, mas desde que o escritor não visse, ele continuaria com o aparelho em mãos.

 

Jiminnie: Você já leu algum dos livros dele?

JKook: Eu nunca tinha ouvido falar dele até hoje.

Jiminnie: Bom, se algum dia você ler, vai entender.

 

Jungkook não conseguia imaginar o que poderia haver de tão especial em suas obras, por mais que se esforçasse pensando nisso. Segundo o que disse Jimin, ele escrevia romances, mas como alguém tão babaca consegue ser romântico? Realmente, ele não fazia jus ao seu trabalho. A não ser que seus romances fossem daquele tipo onde o casal principal se odeia e alguém morre no final. "É, isso combina com ele", concluiu o assistente.

 Deu-se permissão para andar pela casa. Pior do que estava, não podia ficar. Talvez o seu superior simplesmente gritasse, ou lhe demitisse, não sabia, mas a esse ponto o tédio era tão grande que ele não hesitaria em perder o emprego e correr a procura de um novo. Jungkook era alguém bonito e encantador, e sabia muito bem disso. Tinha noção de que provavelmente não arranjaria algo que lhe pagasse tão bem quanto o emprego atual, mas poderia muito bem arranjar algo que pagaria suas despesas, já que agora as dividia com Jimin.

Subiu as escadas transparentes e chegou até o segundo andar, vendo ali apenas uma enorme sala vazia e sem portas, que dava visão para uma enorme parede de vidro, essa que mostrava os arranha-céus da cidade. Foi até o corredor ao lado, e pode observar várias estantes com livros na parede. Pode ver também alguns livros pequenos com o nome de Kim Taehyung, mas não se deu ao trabalho de pegá-los para ler. "Devem ser um lixo, igual o autor", pensou, mas logo se repreendeu. Não gostava de menosprezar o trabalho dos outros.

— Eu disse que você podia subir aqui em cima? — Ouviu o mais velho falar, e levou um enorme susto, cambaleando para trás e levando a mão ao peito.

O que tinha de bonito, tinha de assustador.

Pera, bonito?! Não, Jungkook jamais pensou tal coisa do escritor. Ele era apenas um idiota com o cabelo bonito. É, isso; apenas o cabelo loiro dele era bonito.

— Desculpe, eu não- — Tentou falar, mas foi interrompido pelo mais velho.

 Você queria dar uma olhada nos livros? — Pareceu, desta vez, não estar sendo arrogante.

O mais novo não queria depositar suas esperanças novamente, mas o fez. Ele era, de fato, alguém muito otimista.

— Ah, sim. — Mentiu. — Eu costumava ler durante minha adolescência.

— Já leu algum livro como os meus? Ou, quem sabe, até mesmo um deles? — Parecia deveras interessado, então o mais novo continuou com a mentira, tentando não dar muita chance de ser pego.

— Eu li alguns livros desse gênero, mas não saberia dizer se me recordo quais foram.

— Entendi. — Sorriu ladino. — Se quiser ler algum desses livros, sinta-se livre para pegar emprestado.

— Hm... Obrigado.

Conseguiu, finalmente, finalizar um diálogo agradável com o mais velho. É, ele não devia ser tão ruim assim.

Foi o que Jungkook pensou.

 

2 dias depois 

 

Jungkook havia ido trabalhar na data anterior, mas o escritor nem sequer levantou da cama, então lhe deu o dia de folga. Se fosse sempre assim, o assistente jamais desejaria sair daquele emprego. Mas, para o seu azar, foi apenas um incidente isolado.

Chegou na casa do escritor, e logo tomou um susto ao abrir a porta e encontrar o apartamento cheio de gente. Bom, não cheio, mas haviam certamente meia dúzia de pessoas por ali.

— Não vai adiantar, não dá tempo — dizia o escritor, impaciente.

— A gente pode tentar, senhor Kim, ainda restam algumas horas até o evento começar. — A mulher baixinha insistia, enquanto caminhava atrás do loiro que não parava de andar em círculos.

— Você! — gritou assim que viu o mais novo, esse que levou um susto, e como sempre, quase caiu para trás.

— E-eu? — perguntou desentendido.

Não estava entendo o porquê do loiro estar gritando tão irritado consigo.

 — Jeon Jungkook, o que foi que eu te pedi para fazer há dois dias atrás? — perguntou, e o mais novo pensava em como responder.

Aquilo era um teste?

— É-é... você me pediu para comprar Pepero... — Tentava recordar-se de tudo, afinal, se fosse mesmo um teste e ele falhasse, correria a chance de perder seu emprego. — Buscar um terno na loja da Gucci, ou algo assim... — Jungkook não conseguia encontrar o que havia feito de errado.

Por um momento, passou por sua cabeça que algum livro havia sumido e que o escritor suspeitava de si, mesmo tendo permitido que ele pegasse algo para ler. É óbvio! Aquilo era um teste, ele jamais emprestaria algo para o mais novo. De qualquer modo, Jungkook não havia pegado livro algum, então não era o culpado.

— Não fui eu, eu juro! Eu não peguei nenhum dos seus livros — disse quase que suplicantemente, deixando o escritor ainda mais confuso que si.

"De que porra ele está falando?", perguntou-se Taehyung.

— Livros? De que porra você está falando? Olha, eu não sei se você bateu a cabeça, ou se está apenas tentando me confundir, mas saiba que isso não vai funcionar.

Ok, agora Jungkook estava mesmo confuso. Se não era o livro, o que poderia ser?

— Eu te mandei ir buscar um terno que estava no meu nome, isso há dois dias atrás. Olhe, e preste atenção na merda que você fez.

Taehyung foi até uma arara cheia de roupas e trouxe de lá um terno roxo. O assistente apenas assistiu à cena, enquanto o escritor lhe fitava como se pedisse por uma explicação. As pessoas que estavam ali já haviam saído — provavelmente com receio do loiro explodir —, deixando assim os dois sozinhos.

Jungkook continuava olhando para o tal terno sem saber o que tinha feito de errado, e Taehyung ainda esperava por uma explicação, o mais novo só não sabia do que.

— Eu não entendi, senhor Kim.

— Mas que porra, Jungkook! Isso parece com um terno para você?! — Jogou a roupa no mais novo, que apenas segurou com pressa para não deixar cair no chão. Tinha a impressão que se alguma poeira caísse naquela roupa, ele teria de trabalhar meses a fio para pagar.

— Eu acho que parece com um terno sim, mas não entendo muito sobre o assunto, senhor.

Não sabia o que responder.

Não sabia de nada, resumidamente.

— É porra de um blazer e uma calça! Essa não era a roupa que eu comprei para o evento! — gritou, se aproximando brutamente de Jungkook.

O moreno não era do tipo que apanhava quieto, mas ficou sem reação. Apenas fechou os olhos, imaginando que levaria um tapa, mas o escritor apenas pegou a roupa que estava em suas mãos.

— Por que fechou os olhos? Acha que eu vou te bater?! Mas que merda — esbravejou o loiro, ainda com o tal blazer e a calça em mãos. — Saia daqui, vou ver se consigo dar um jeito na merda que você fez.

Jungkook caminhou até a sacada em passos lentos, ainda em choque pelo jeito que havia sido tratado pelo mais velho. Ele morava com Jimin há pouco mais de dois meses, e só agora tinha como ajudá-lo com as contas. Mesmo que conseguisse um emprego facilmente, já haviam se acumulado muitas dívidas, e ele tinha de pagá-las. Não podia se demitir, não por enquanto.

Sentiu vontade de gritar, mas imaginou que seria pior. A voz sequer saia de sua garganta, e tudo que podia ouvir-se eram os gritos de Taehyung vindos de dentro do apartamento, abafados pela porta de vidro que o mais novo tinha se dado ao trabalho de fechar. Sentia que ia chorar, como se fosse uma verdadeira criança sem opções, mas se segurou e não derramou uma única lágrima. Agiria feito um homem dessa vez. Deixaria de lado o garoto mimado que sempre foi.

Não podia se demitir, não havia escolha. Não deixaria tudo nas costas do melhor amigo novamente, e também não voltaria a morar em Busan. Simplesmente não faria isso.

Não podia fazer isso.

Jungkook não tinha opções, senão continuar trabalhando com seu chefe idiota, Kim Taehyung.


Notas Finais


Lembrando, feedback é muito bem vindo!
Se verem qualquer erro, me avisem, para que assim eu possa arrumar;
Espero que tenham gostado <3


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