História O barulho do silêncio - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Turma da Mônica Jovem
Personagens Cascão, Cebola, Denise, Do Contra, Magali, Mônica, Titi, Xaveco
Tags Amizade, Amor, Barulho, Colegial, Colégio, Drama, Romance, Semi-internato, Silêncio
Visualizações 135
Palavras 1.738
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá meus amores, como vocês estão?
Sei que demorei um pouquinho mais que uma semana para postar, mais saibam que o capítulo está com a mesma quantidade de amor e carinho viu ♥ ♥ ♥
Passei e ainda estou passando por alguns conflitos internos aqui (quem nunca não é? kkkkk), mas nada que, fazermos o que amamos, não nos faça esquecer ♥
É assim que me sinto sempre que escrevo, num refúgio. Posso colocar meus sentimentos para fora, depositar no papel o que tenho dificuldade em expor em gestos, e interagir com vocês, que são incríveis e maravilhosos ♥
Bom vou parar de falar para não deixar essa nota gigante ♥
Quero agradecer muiito pelo carinho, vocês são inexplicavelmente sensacionais ♥
Amo vocês ♥
Obs. Antecipei a postagem do capítulo porque estou com saudade ♥ ♥ ♥

Capítulo 7 - Em harmonia


Fanfic / Fanfiction O barulho do silêncio - Capítulo 7 - Em harmonia

Ela analisou a situação por alguns segundos, fazendo todo seu cérebro focar naquilo rapidamente, imaginou sem muito precisar comparar o que preferiria naquele momento.

Voltar para casa e dormir, ou ir junto a ele, passar a madrugada cantando, ouvindo musica, e rindo acompanhada do garoto que até então, possuía todos os atributos de uma presença adorável. A resposta foi lógica e igualmente veloz, mesmo indo contra todas as suas lições de precaução, a única vontade que realmente sentiu, foi a de segurar em sua mão.

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Não demoraram muito para chegar ao destino planejado, a praça em que ele tanto falou que gostava durante a festa, era próxima a da Paixão na qual ela parava para desenhar algumas vezes nos seus momentos de folga. Monica realmente nunca tinha reparado em como aquele lugar era lotado de noite, o que era um pouco lógico se levado em consideração que nunca saia de casa após o horário permitido.

Milhares de adolescentes e adultos formavam montinhos, sentados na grama, uns tocando violão, outros comendo, outros bebendo, enfim, todos se entretendo de alguma forma diferente. Cebola não precisou de muito tempo para reconhecer alguns amigos, e menos ainda para lhe passarem um violão e pedirem por sua voz. Ela estranhou quando uma pitadinha de ciúme a invadiu assim que observou uma das meninas se animar com a chegada dele, mas preferiu ignorar, não tinha o menor direito de reclamar sob aquelas condições.

Vendo que depois de os cumprimentarem todos voltaram a sentar na grama, ela ficou um tanto envergonhada por não saber o que fazer. A falta de costume a fez permanecer de pé, imaginando o quanto mal faria colocar sua roupa impecável em contato com a natureza. Analisou minuciosamente o chão e vendo que nenhum inseto por ali se encontrava, foi agachando aos poucos, sentindo a grama seca e por fim sentando com as pernas entrelaçadas.

Estava ansiosa para ouvir a voz que lhe acompanhara até o local, percebeu de imediato que todos ali gostavam também e não foi preciso mais que cinco minutos para então, o primeiro acorde preencher o ar.

Monica não percebeu quando seu sorriso se abriu e abraçou as pernas o admirando hipnotizada. Era lindo, o músico, a música, a letra, a voz, a melodia, todos funcionando em perfeita harmonia, estrategicamente alinhados, formando um conjunto de belezas, que agradaram imediatamente seus olhos, mais ainda que anteriormente.

Só parou de observá-lo quando identificou um silencio absoluto e sentiu alguns olhares voltados para ela, que permanecia imóvel.

– Gostou? – Ele questionou quebrando o silêncio.

– Não... Sim, muito... Quer dizer, você toca muito bem – Ela gaguejou um pouco envergonhada, vendo que alguns amigos dele ainda a olhavam – Me conta uma coisa, de onde conhece toda a galera?

– Ah, daqui mesmo! Há muito tempo venho tocar de noite, sempre que estou sufocado no colégio, esse é meu refúgio – Contou devolvendo o violão para seu dono.

– Eu sempre passo perto dessa praça e nunca soube que era movimentada assim de noite. Se soubesse talvez virasse meu ponto de fuga também – Monica comentou, identificando o quanto o ambiente era bonito e agradável.

– Quem sabe assim teríamos nos conhecido antes – Ele abriu um sorriso lhe dando um selinho.

Ela retribuiu um tanto animada, não imaginava que ele a trataria daquele jeito tão atencioso e carinhoso logo no primeiro dia em que estavam ficando. O conhecia a poucas horas, mas já tinha percebido que era uma pessoa protetora, ao mesmo tempo em que sustentava um porte indomável, trazia consigo uma personalidade decidida e cheia de atitude, duas coisas que ela admirava nas pessoas. Sem ao menos titubear ele a apresentou para os amigos, agiu como um perfeito cavalheiro e até pegou em suas mãos para esquentá-las durante a madrugada fria.

Pensando nisso, aconchegou sua cabeça cuidadosamente em seu peito, Cebola a abraçou deixando seu rosto seguro do vento forte que corria noite a fora a fazendo sentir-se protegida, mesmo que momentaneamente, de qualquer conseqüência que aquela escolha poderia trazer à sua vida.

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Com o passar da noite, a ideia de que não poderia ter valido mais a pena ir e permanecer naquela festa foi se consolidando na cabeça da Monica, tudo estava caminhando surpreendentemente bem e toda a playlist que mais gostava na vida, vinha sendo tocada na roda de amigos, cada hora por uma pessoa diferente do grupo. Sua vontade de aprender o instrumento aumentava a cada novo acorde que era dado e seu desejo naquele momento foi de que não acabasse aquele momento nem tão cedo.

Era a primeira talvez dentre meses, que se sentia ótima, feliz, sem algemas, podendo finalmente fazer o que gostava, ao lado de alguém que compartilhava daquele mesmo desejo. O papo deles pelo resto da madrugada toda não recaiu mais sobre frustrações, pelo contrário, navegou por entre histórias engraçadas, risadas infindáveis e cantoria animada.

– Preciso ir para casa – Monica lamentou vendo em seu relógio de pulso, que se aproximava das cinco da manhã.

– É, eu também tenho que voltar para o colégio. São os últimos dias, semana que vem já estou fora daquela prisão – Ele comemorou levantando e a ajudando a colocar-se de pé.

– Ainda bem, assim quem sabe podemos nos encontrar mais aqui do lado de fora – Ela arriscou, perdendo um pouco o pudor.

– Sem sombra de dúvidas, para isso me passa seu telefone bela dama? – Ele pediu tirando o aparelho do bolso.

– Hum, não sei se merece nobre cavalheiro – Monica brincou olhando para cima.

– Será que consigo te convencer, se eu te pegar assim – Passou as mãos sobre sua cintura a trazendo para perto, encostando suas bocas. – E te encher de mais beijos?

– Ah! Desse jeito posso pensar melhor –  Riu, sentindo seu corpo arrepiar com aquele contato.

– Linda! Vou te ligar, precisamos repetir a dose, tenho certeza que tem muito mais músicas para serem escutadas, e muito mais histórias para serem contadas – Cebola depositou mais um beijinho em sua boca, guardou o celular com o número recém gravado e pegou em sua mão a olhando com carinho.

– Vai ser um prazer! – Ela concluiu dando uma risada sem graça.

O Taxi não demorou a chegar e a despedida não foi menos calorosa que os momentos anteriores. Mesmo em meio ao frio cortante que separava a madrugada escura do amanhecer, ela pode sentir um calor invadir seu corpo, pedindo para que não se separasse daquelas mãos que a envolviam, nunca mais.

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– Não acredito que você fez isso comigo Maga! – Denise reclamou pela terceira vez de braços cruzados ao lado da amiga assim que acordaram.

– De novo isso? Meu vai me dizer que foi ruim? O amigo do Titi é muito gatinho – Magali se defendeu, arrumando as coisas do seu quarto.

– Não foi ruim, mas eu queria o Titi lembra? – A menina resmungou tornando a lixar as unhas tediada.

– De, desapega, por favor, o Titi já foi amiga, ele acabou de terminar o colégio, só mais essa semana e ele está livre! O loirinho chegou novinho em folha, por que não se oferece para apresentar as dependências para ele? – Ela argumentou sentando exausta na cama.

– Vou pensar nisso – Respondeu olhando ao redor – Agora só estou focada nas férias, tomara que essa semana passe voando.

– Nem me fala! Mas sabe que eu sinto falta do colégio quando não estou aqui?! – Magali explicou alisando os cabelos com as mãos. – E esse ano não vou para o clube de férias, sentirei mais falta ainda.

– Sei bem de quem você vai sentir falta e não tem nada a ver com as aulas – Denise provocou dando risada – Ele vai à viagem, certeza!

– Não é só do Cas – Ela riu – Será que ele vai mesmo? Porque o Ce não vai e eles vivem juntos, acho que a chance é pequena viu, ainda mais sem o Titi também.

– Hum! Verdade, o Ce vai sair do colégio né?! O Cas vai se sentir bem sozinho esse ano que vai entrar – Denise comentou pensativa.

– Vai mesmo, sem os dois melhores amigos! – Magali imaginou com pena.

– Own! Por que você não aproveita esse espírito de solidariedade e faz companhia para ele enquanto eu apresento o colégio pro Xaveco? – A ruiva aproveitou a oportunidade para alfinetá-la, rebatendo sua própria ideia.

– Ok! Golpe baixo. Você sabe que estou evitando o Cascão a todo custo. Depois que ele começou a se achar superior só porque faz parte do time, eu peguei um pouco de birra – Ela contou suspirando.

– Não sei pra que! Até o dia em que um dos dois se apaixonar por outra pessoa, ai quero ver todo esse joguinho ai ir para os ares – Denise concluiu levantando da cama – Agora vamos?! Ainda temos aulas extras até sairmos de férias de verdade.

– Ah! O Fabrício só inventa! – Ela a seguiu mal humorada. – Daqui a pouco não temos mais descanso entre um semestre e outro.

Magali não gostava de falar sobre seu relacionamento passado ainda mais tendo como amiga a Denise, que tocava na ferida sem eira nem beira, doa a quem doesse! Nunca deixava de falar na cara o que pensava e por essas e outras que ela evitava o máximo possível tocar naquele assunto. Não conseguia sequer imaginar o Cascão gostando de outra pessoa, mas também não queria dar o braço a torcer para enfim aceitá-lo novamente.  Desde que ele havia entrado para o time titular de futebol do colégio, seu ego subira exatamente igual ao dos colegas, e a partir dali ela passou a não suportar muito tempo em sua presença, sem acabarem qualquer conversa em briga.

Denise não sabia até onde aquilo era verdade, uma vez que o amigo não havia mudado tanto assim em sua opinião, mas por mais que tentasse, nada tirava da cabeça da Magali que ele precisaria mudar, caso quisesse realmente reconquistá-la.

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Monica acordou ainda sonolenta com a sensação de ter vivido um sonho. Checou as fotos e a roupa jogada no chão para só então acreditar que sua noite havia acontecido de verdade. Finalmente uma de suas saídas tinha sido um sucesso. Lembrou sorrateiramente de ter chegado pé ante pé e conseguido dormir sem nenhum dos empregados terem despertado. Seus pais haviam viajado, mas o Jorge e a Leia permaneciam sempre em alerta a respeito dos seus passos.

Teve um estalo assim que lembrou do Menezes e rapidamente pegou o celular para checar se havia mensagem. Com um alívio no peito agradeceu mentalmente por ver aquele número desconhecido estampado em sua tela, desejando que a bela dama tivesse um bom dia.


Notas Finais


Bom meus amores, espero que tenham gostado ♥ ♥ ♥
Se puderem deixem seus comentários e opiniões, elas são sempre lidas com muito amor e respondidas da mesma forma ♥ ♥ ♥
Obrigada,
Beijinhos no coração ♥
Espero vocês no próximo capítulo ♥


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