História O Baterista - Capítulo 9


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Categorias The Beatles
Personagens George Harrison, John Lennon, Paul McCartney, Personagens Originais, Ringo Starr
Tags George Harrison, John Lennon, Paul Mccartney, Personagens Originais, Ringo Starr, Romance, The Beatles
Exibições 30
Palavras 1.279
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eaeee, galeraaa?!
Saudades de postar capítulo aqui <3.
O DYLAN GANHOU O NOBEEEEEEL, UHUUUUUUUUUU.
(...)
Dei vários sorrisos fazendo esse cap, porque, na minha opinião, ele ficou bem fofinho <3.
Ah, e com ele vamos ter um avanço bem significativo na história.
Obs: várias referências ao Bobby nesse cap, pq é muito thug life ganhar o Nobel da Literatura sendo músico XD.
Obs 2: não vai ter capa nem nesse cap e nem nos próximos, porque meu photoshop tá muito lento, e fazer as capas gastam um certo tempo tbm :c.
Obs 3: sim, eu mudei meu nome de Sra_Toddynho para Lonely_Beatle.
Boa leitura!!

Capítulo 9 - Eduardo e Mônica


Ainda na manhã de sábado, eles finalmente foram à consulta de Kahin – já que, no outro fim de semana, ele havia se negado a comparecer.

O rapaz se manteve extremamente controlado durante e após os exames. Porém, a fraqueza veio quando, durante o jantar, precisou contar os resultados para a família.

As reações foram diversas: Faith e Ringo já imaginavam, e Ayesha deixou a mesa. Thomas ficou assustado, querendo saber se aquilo era realmente tão grave. Kahin, concentrando-se em seu prato, murmurou:

– Lógico que é grave, é a Doença de Lou Gehrig.

Os pés dele batiam acelerados no chão, revelando sua ansiedade. De cabeça baixa, sentia que, se seu pai visse seus olhos marejados, o espancaria.

Mansur fazia perguntas ao filho, tentando permanecer com uma feição calma. No entanto, havia visto (há pouquíssimo tempo) Stephen, completamente saudável, passando a andar com uma bengala por causa dessa mesma doença. E, gradativamente, Mansur foi perdendo o controle de suas emoções.

Porque, apesar de médico, vendo pessoas morrendo todos os dias, ele era pai.

Um filho que perde o seu pai vira um órfão – mas não há nenhum termo que denomine um pai que perde o seu filho.

(...)

Após todos subirem, Ringo não foi para seu quarto; mas sim para o de Faith. O convite, no entanto, partiu dela.

A garota abriu as cortinas azuis, deixando a luz da Lua e dos postes da rua invadir um pedaço do cômodo. Ringo sentou-se na cama, balançando os pés como uma criança envergonhada.

Com lentos movimentos, Faith encaixou o vinil recém ganhado no toca-discos, temendo que seus pais viessem reclamar. Entretanto, sabia que eles não sairiam do quarto muito cedo, após a chateação com Kahin.

A delirante Like A Rolling Stone, primeira música do álbum, que já vinha aparecendo nas rádios há algumas semanas, começou a tocar. Com um pulo, Ringo levantou da cama, pegando a mão de Faith e fazendo-a rodopiar dentre seus braços.

Uma inquietação surgiu em seu coração, com medo de o seu pai escutar o som dos passos dos dois. Em vez de deleitar-se com a dança e a música, temia que certas coisas dessem errado: ela pisar no pé dele, os seus olhares se encontrarem, um silêncio se instalar – vários pensamentos pessimistas passavam por sua mente.

Mas conforme a voz estridente de Bob invadia o quarto, eles foram se soltando. E, assim, hora ou outra aparecia um sorriso de canto em seus lábios... ou quando Ringo enrolava-se com os passos e quase caía, ou quando os vocais de Dylan os surpreendiam.

Ao desatá-las no fim da canção, as mãos deles se esfriaram. Faith se jogou na cama, cansada e gargalhando. Ringo observava a pureza daquele momento, passando a mão na testa suada. Rendeu-se, soltando um sorriso sincero e também deitando na cama.

Enquanto a próxima música tocava, sem obter muita atenção dos jovens, os seus suspiros cansados iam e voltavam, intensos e contínuos. Ringo apoiou o cotovelo na cama, deixando de lado a ansiedade e trocando um olhar significativo e ininterrupto com Faith.

Vamos lá, Ringo, você já fez isso tantas vezes, com tantas garotas; ele pensou. Ela forçou-se a não permanecer estática, e enroscou um de seus braços no pescoço dele.

A confusão e timidez tomavam conta de seus corpos, e, apesar deles já terem feito isso antes, não sabiam nem por onde começar. Nervoso, Ringo passou uma das mãos trêmulas no rosto de Faith. E, finalmente, seus lábios molhados uniram-se.

O baterista, mesmo tremendo e suando, tentou não ter pressa, fazer com que o beijo fosse leve. Mas, com Faith, era diferente.

Ele não conseguia se controlar.

E, de repente, percebeu que ela não alcançaria seu ritmo. Afastando-se levemente, apenas observou seu rosto refletido naqueles olhos escuros. Pensou em quantas vezes, só naquela única semana, já a tinha desejado. Muitas. Excessivas vezes.

Tombstone Blues, que não combinava em nada com a cena, tocava mais devagar para Faith. Ela preferia perder-se no beijo a encarar o brilho azul e confuso dos olhos de Ringo, que pareciam querer perguntar à garota se poderia continuar. Em vez de responder – o que, naquele momento, nem conseguiria – ela apenas inclinou-se para frente.

Mais um beijo, agora calmo e sereno, veio a acontecer. E, continuamente, vieram outros e mais outros.

No início de Ballad Of A Thin Man, que escutaram no carro de Ringo havia pouco mais de uma semana, ele deixou seu corpo cair para o lado, passando a mão por cima do torso da garota. Eles se olhavam, disfarçadamente, ainda com medo de um dos dois não terem gostado do desempenho do outro. Porém, sabiam, no fundo, que foi bom.    

Faith nutria um pouco de temor de alguém entrar no quarto e vê-la nos braços do músico, mas toda a família já parecia ter notado que, cedo ou tarde, aconteceria alguma coisa.

Porém, isso não a livrava da surra que levaria do patriarca se ele descobrisse algo.

(...)

Quando as músicas do disco terminaram, Ringo já havia adormecido. Faith levantou-se furtivamente, tentando não acordar o rapaz. Retirou o vinil do toca-discos, colocando-o com extrema delicadeza dentro da caixa.

Pegou um cobertor e jogou-o por cima do homem, pensando em onde ela própria iria dormir.

Com toda a certeza, embora tivesse uma vontade crescente de ficar, seria inadmissível que dormisse junto com Ringo. Assim, foi dormir no quarto do rapaz.

No dormitório ao lado, Kahin escutou os passos da irmã, abafados pelos soluços dele. Segundos depois, em meio a uma dor de cabeça, entregou-se a um sono pesado, assim como Faith.

(...)

Para ela, foi estranho dormir na cama dele. Mesmo com Ringo ficando poucos dias ali, o quarto já tinha seu cheiro. E, antes de adormecer; Faith poderia visualizar o rosto dele nas paredes, escutar a sua voz e sentir seus lábios de forma clara.

Faith, não querendo dar explicações sobre o porquê de ter ido parar ali, acordou mais cedo, e – com certa vergonha depois da noite anterior – despertou Ringo, que acordou assustado. Depois de ficar olhando por um tempo para o nada, veio na mente dele o motivo de estar ali. Um sorriso moleque e satisfeito estreou em sua boca, trocando olhares com Faith, que dobrava a roupa de cama, envergonhada.

– Bom dia – falou, sorrindo de orelha a orelha.

Ela respondeu o cumprimento, ainda tímida. No mesmo segundo, Thomas entrou no quarto.

– O que o senhor está fazendo aqui? – ele perguntou, assustado, olhando da irmã para o baterista, sucessivamente.

Senhor?

O garoto concordou com a cabeça, dizendo que os mais velhos exigiam respeito. Ringo, ainda sonolento, ficou confuso, visto que Thomas já deveria ter uns treze anos. Virando-se para Faith, disse:

– O disco é bom, não é?

Ela parou de dobrar o cobertor, respondendo com ironia:

– Você dormiu antes que ele acabasse.

Um olhar sapeca surgiu na face do rapaz, inclinando-se a frente de Faith e tocando a mão dela com o dedo indicador.

– É que eu estava em uma posição tão aconchegante... A sua cama é tão macia.

Ao ver a troca de olhares dos dois, o contato de suas mãos e o sorriso malicioso de Ringo, Thomas arregalou os olhos, exclamando um “o quê?”.

Ringo virou-se, sorrindo, para o garoto. Afiado, o menino interveio:

– E a Maureen, senhor?

O chão pareceu tremer por baixo dos pés de Ringo. E, antes que Faith perguntasse quem ela era, ele já cortou o garoto:

– Eu não estou mais namorando com ela.

A expressão de Thomas manteve-se impassível.

– Não sei se o senhor se esqueceu, mas vocês são casados. E têm um filho.

“E os dois comemoraram juntos

E também brigaram juntos, muitas vezes depois

E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa

Que nem feijão com arroz.”


Notas Finais


Nooooossa, acho que esse foi o final mais explosivo que eu já fiz KKKKKKKKK.
Amei fazer esse cap, não vou negar.
Link da música: https://youtu.be/6ktq7rKRji4
Gente, eu TINHA que colocar Eduardo e Mônica, tô viciada demais nela <3.
(...)
Galero, fiz MAIS UMA one-shot, agora com 200 palavras ahskjskss. Se vocês se interessarem, tá aqui o link: https://spiritfanfics.com/historia/la-sua-riflessione-6735397
Enfim, espero que tenham gostado.
Até daqui uns vinte dias ahsjshaskshdsj.
Beijoos <33.


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