História O beijo das ondas - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo 1


                   



 Algumas histórias começam com "Era uma vez", outras começam contando o final, a minha eu vou preferir assim: "Tudo começou quando..." Então vamos lá.

  Tudo começou quando mais uma vez fui caminhar na praia, sempre achei minha cidade muito privilegiada pois ela é banhada pelo mar e pelo Rio, sim, ela é linda.
  A tarde estava divina, o sol já estava se pondo e deixava o céu em um tom avermelhado com algumas mechas roxas, eu simplesmente amava o som das ondas ao encontro da areia, os passaram cantando, o beijo do vento em meu corpo, tudo; completamente tudo me deixava leve e os problemas simplesmente sumiam.
   Sentei na areia e deitei minha prancha ao meu lado, antes de surfar eu gosto de observar as ondas, calcular o tamanho, os movimentos delas, gosto de contemplar o mar que me deixou  completamente apaixonada por está ali.
  Levantei, peguei minha prancha e andei até o mar,  logo comecei a remar, a água batendo em meu corpo, o cheiro de maresia, nossa! Como eu amava aquilo. Cheguei a alguns metros de distância da areia e sentei na prancha esperando a hora certa, esperando a onda certa. E lá estava ela, parecia que vinha do sol que já estava metade na água, ela vinha calma e crescendo cada vez mais. Logo me preparei para ela e quando a mesma chegou eu fui, fui deixando-me ser levada por ela que esperei calmamente, levanto-me na prancha e começo movimentos de vai e vem constante, essa sensação é uma das melhores na vida, a adrenalina no sangue, a leveza no corpo, os movimentos sincronizados, perfeição define essa sensação.
   A onda acaba e me deixo mergulhar no mar, subo na prancha e remo até a praia, a última onda do dia, todos os dias eu venho em busca dela. O sol já havia desaparecido mas ainda estava claro, coloquei a prancha embaixo do braço e começei a caminhar, voltando para casa,  logo me bate uma fome e decido ir pela Praça principal de Cristais, cidade onde moro.

- Oi primo! Sai um açaí? - pergunto ao rapaz que trabalha na lanchonete mais conhecida daqui. É, somos primos.

- Sai sim madame! Só espera um pouquinho, senta aí. - apontou para um dos bancos que fica no balcão da lanchonete, antes de sentar vou lá fora e deixo minha prancha lá, aqui não é perigoso e todos me conhecem, volto e sento.

Depois de alguns minutos meu açaí fica pronto. - Vai levar ou vai me fazer companhia Hoje?

- Chantagem é?

- Ha Morgan, ontem você foi embora e me deixou sem ninguém para conversar, fica só em quanto come hoje. - Pediu fazendo a carinha de cachorro pidão dele.

- Tá bom Allan, não resisto a essa cara.

- Beleza! Então me conta, como foi a "última" onda Hoje?

- Foi óti.... - fui cortada por um garoto.

- Um sanduba por favor! - ele pediu, e Allan teve que entrar para fazer o sanduiche do garoto, nem fiz o favor de olha-lo, continuei a comer meu açaí. Depois de um tempo Allan volta com o sanduiche  e traz uma coca em lata, para o mesmo.

- obrigada! - O garoto agradece. - De nada! - Allan responde.

- Então continuando, fala como foi! - Allan voltou sua atenção a me.

- Foi ótima, a última é sempre a melhor, o vento, o mar, estava tudo perfeito. - Falei degustando do açaí que estava uma delícia.

- Se eu tivesse tempo iria aprender a surfar só para experimentar essa sensação maravilhosa que você tanto gosta. - Ele falou.

- E lembre-se, a última onda é sempre a melhor. - Já estava no final do meu açaí, quando terminei paguei a conta e me despedi. - Até amanhã primo! - Falei.

- Até prima! Tchau!

  Sai da lanchonete, peguei minha prancha e caminhei até minha casa. Eu morava perto do riu, minha mãe era médica e meu pai o prefeito da cidade, sim éramos pessoas de condições,  tinha duas irmãs gêmeas eu sou a caçula da família e advinha sou também a diferente.
 Cheguei em casa e vejo minhas duas irmãs patricinhas sentada no sofá assistindo os vídeos clips de Justin Bieber, que merda! Como elas conseguem gostar disso.

- Boa noite irmãzinha! Já chega molhando tudo com essa "tábua de passar". - Minha irmã Carla levanta do sofá e vem me atentar como sempre.

- Hahaha muito engraçado, não sabia que tinha aprendido a fazer piadas, achei que isso era de pessoas abaixo do seu nível. - Falei referindo-me a classe social, elas eram um bando de patricinhas mimadas.

- Não seja ridícula, é melhor levar "isso" para a lavanderia antes que o papai chegue e veja a sala toda molhada.

Fecho a cara e vou para a lavanderia deixo minha prancha lá e vou para meu quarto, pego meu notebook e coleciono algumas músicas de Charlie Brown Jr, Só as mais barulhentas e coloco para tocar, tranco a porta e coloco no volume máximo, começo a me despir e logo ouço batidas na porta, eram minhas irmãs com raiva do som, começo a cantar as músicas mais auto para deixa-las com mais raiva ainda. Sério não sei como sou irmã delas, Deus só pode ter errado quando me colocou nessa família.

  Vou para o banheiro e tomo uma ducha quente e relachante, depois de um tempo embaixo do chuveiro, desligo o mesmo e me enrolo na toalha saio do banheiro e fico em frente ao espelho, pego outra toalha e seco meus cabelos que são enormes, são castanhos e meio ondulados, seu cumprimento vem até a bunda, bom eu sou uma adolescente de dezessete anos, estou no terceiro ano escolar e como já devem ter percebido amo surfar.
   



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