História O bilhete - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amigos, Ator, Atriz, Beijo, Diretor, Drama, Festa, Meu Romeu, Romance, Teatro
Exibições 2
Palavras 1.375
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Escolar, Fantasia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Postarei o capítulo 2 no sábado, ás 21h.

Capítulo 2 - Primeiro dia da seleção


Já fazia uma semana que eu havia recebido o e-mail dizendo que eu fui uma das escolhidas para fazer o teste para a seletiva de atores de um renomado grupo de teatro da cidade. Os testes começam hoje às 15:00h, no Teatro Central aqui de Belas Novas. Apesar de ser uma metrópole do estado de Horizontina, aqui é uma cidade pequena e calma comparada as dos outros estados, então o Teatro Central é o único que oferece formação na área de atuação.

Quando eu tinha 6 anos, meus pais repararam que eu era diferente das outras crianças da minha idade, tinha uma enorme dificuldade em me socializar e brincar como toda criança normal deveria. Minha mãe, depois disso me levou ao psicólogo que disse que aulas teatro poderiam me ajudar a perder a timidez. Foi então que comecei a participar do grupo de teatro da escola. Em aproximadamente três meses eu já havia melhorado muito e adquirido uma enorme paixão por atuar, que incrivelmente atuava bem.

Meu pai se aproximou da porta enquanto terminava de me arrumar e conferir se havia pegado todos os documentos para apresentar na entrada.

— Filha, eu estou indo no Centro, quer carona?

— Quero sim, só vou terminar aqui e te encontro na sala.

— Tudo bem, estou te esperando lá embaixo.

Dou uma ultima olhada no espelho na porta do meu guarda-roupa e respiro fundo dizendo à mim mesma:

— Vai dar tudo certo eu vou conseguir.

Quando eu chego na sala sinto o cheiro de comida vindo da cozinha. Corro até a minha mãe para dar um beijo no seu rosto e sinto o cheiro da cebola impregnado em sua roupa. Ela me deseja boa sorte e eu agradeço. Depois disso entro do lado do passageiro no carro do meu pai, e ajudo ele olhando o retrovisor do meu lado na hora de dar a ré.

Boa parte do caminho, meu pai e eu permanecemos em silêncio falando somente o indispensável. Ele sabe que estou um pouco nervosa, já que dali alguns minutos talvez definirá o meu futuro. Para me ajudar ele colocou um CD com músicas calmas, que apreciei enquanto fazia alguns exercícios de respiração para me preparar.

Quando chegamos perto do teatro, ele para o carro perto da praça e antes que eu desça do carro ele segura o meu braço e diz:

— Eu estou torcendo por você, espero que tudo dê certo, mas lembre-se de que eu ainda acho que você seria uma ótima advogada.

— Pai, não começa com essa história, eu já disse que...

— Para de resmungar e anda logo, eu te amo filha.

— Eu também te amo pai.

Desço do carro e aceno para meu pai que abre a janela e antes de partir diz:

— Já tem os livros de direito.

— Jesus pai, vai logo.

Ele cai na gargalhada. Queria rir também, mas só consigo forçar um sorriso falso.

Quando ele dobra a esquina, apresso meus passo para chegar a entrada do teatro. Sou interrompida por um garoto moreno e alto que diz:

— Ei garota, olha por onde anda, que saco heim.

— Me desculpa, eu estava distraída.

— Jura? Nem percebi se você não falasse. 

— Sinto muito, eu realmente não..

— Tá, tanto faz.

Ele revira os olhos e sai andando. Eu também continuo andando enquanto fico pensando no quão estúpido aquele garoto foi. Eu deveria estar pensando em como fazer minha melhor performance, mas estranhamente me sentia culpada por ter esbarrado nele. Deixa pra lá eu nunca mais vou vê-lo mesmo, então nem deveria me preocupar.

Quando chego na recepção do Teatro uma senhora muito simpática diz qual lugar eu devo ir e assim eu obedeço. Fui para a sala era a última do corredor e havia várias pessoas sentadas com números em sua camisetas. Havia um cara perto da porta que estava com uma planilha em suas mãos pedindo para quem não tivesse pego seu número, para que fosse até ele.

— Oi, eu ainda não peguei o meu número — Digo me aproximando.

— Oi querida, pode me dizer o seu nome?

— É Rosalie Sholder, senhor.

— Senhor não amor, eu estou na flor da idade — Ele fala soltando uma risada aguda demais.

— Perdoe minha falta de percepção — Pisco o olho para ele rindo também tentando parecer simpática.

— Tudo bem querida, seu número é 10314. Espere até ser chamada, boa sorte.

— Obrigada.

Quando termino de pegar a minha ficha, sento num sofá enorme e pego meu roteiro tentando passar as minhas falas. Não consigo me concentrar com a quantidade de pessoas ao meu redor conversando e rindo, então desisto e começo a observar as pessoas que também vão participar da seletiva. Todos parecem ser amigos e se conhecer a algum tempo, deduzo que faziam aulas juntos, ou alguma coisa do tipo.

— Oi, você tem alguma caneta aí? — Fala a menina que chega sentando do meu lado.

— Eu acho que sim, vou ver aqui. — Reviro as coisas dentro da minha bolsa até finalmente achar uma — Aqui, serve azul ?

— Serve sim, muito obrigada você é um anjo enviada para me salvar. Esqueci de preencher alguns dados da minha ficha. Qual o nome do "meu anjo" para eu agradecer ao céus ? — Ela pergunta rindo.

— É Roselie e o seu ?

— Sou Pietra. Pronto aqui sua caneta. Vou ali pegar o meu número, já volto. Olha aí minha mochila, não tem nada importante, mas não quero que desapareça.

— Tá bom.

Ela corre até o cara da porta que parece contar algo muito engraçado, porque ela não para rir. Enquanto ela pega seu papel, chega um menino loiro abraçando ela, que depois de também pegar sua ficha, vem junto com ela se ficar em pé perto de mim.

— Então Miles, essa aqui é o anjo que te falei, o nome dela é Roselie.

— Oi Rose julgo anjo.

— Ai Meu Deus Pietra, para de contar isso para as pessoas, eles podem achar que a gente é um casal lésbico.

— Eu não sei você docinho, mas eu realmente sou lésbica. — Ela fala com uma cara séria e eu fico sem graça.

Miles começa a rir e a Pietra também.

— Ah não Pietra, não seja malvada, ela acabou de te conhecer, deve estar achando que é verdade.

— Rose, você deveria ver a sua cara de: "Nossa, me desculpa".

— Espera aí, então você não é lésbica ?

— É claro que não!

— Realmente, vocês dois fizeram isso parecer bem real, eu juro que acreditei.

— Percebemos — Diz Miles, se sentando ao meu lado direito.

— Mas eu sou gay, só pra constar. Espero que não tenha problemas com isso.

— É claro que não é problema. Mas você é o primeiro cara gay que eu conheço.

– Relaxa agora eu vou te apresentar vários.

– Não duvide disso — diz Pietra.

A porta no final do corredor, se abre fazendo um enorme barulho que silencia todas as conversas. Atrás vem um mulher que diz:

— Sejam todos bem vindos. Chamarei os número por ordem de chegada, cada um vai ter 10 minutos para fazer uma pequena demonstração de suas habilidades aos técnicos, como passado no e-mail de cada um. Vocês terão testes todos os dias até sexta-feira. A eliminação acontecerá da maneira que os técnicos julgarem melhor, então eles podem definir o elenco antes do dia previsto. Desde já parabenizo a todos por estarem entre os 40 melhores selecionados para fazer os testes. Bom sorte a todos. Por favor o número 20345, já pode entrar.

Todo mundo ficou em silêncio até que a menina entrou na sala, pela expressão todos estavam um pouco ansiosos com todo aquele mistério. Quando ela voltou quase todo mundo foi em cima dela para perguntar com havia sido, ela disse que foi tranquilo. Mas depois de umas 5 pessoas saírem chorando da sala, uma expressão de medo tomou conta do rosto de alguns. Em todo o tempo eu fiquei ao lado da Pietra e do Miles tentando me distrair. Quando me dei conta, estavam chamando o meu número. Eles me desejaram sorte e me ajeitei e fui em direção a porta.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...