História Bipolar. - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama Romance Sexo
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Palavras 2.959
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Lemon, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Quarta Noite.


  Ele estava dormindo, tão sereno, tão pleno, um verdadeiro anjo. Seu rosto iluminado pelos primeiros raios de Sol da manhã me fizeram ver seus traços com mais clareza, ali nos cantos dos olhos, mesmo com a face relaxada já havia algumas rugas, a idade estava chegando pra Oldman. A barda e os cabelos tinham um leve grisalho, o que só o deixava mais sexy.

  — Old? Acorde, tenho que trabalhar.

  Oldman foi despertando aos poucos, de início parecia não saber muito bem onde estava, temi que sequer lembrasse de mim.

  — Sam? Bom dia! — ele disse, e foi impossível conter meu sorriso.

  — Como se sente essa manhã? Esta bem?

  — Acho que estou ótimo, obrigada. — ele se sentou na cama. — Você já precisa ir?

  — Sim, tenho que trabalhar, Old. E acho que você também precisa ir.

  Ele me olhou, esfregou os olhos e pareceu dessa vez me enxergar melhor.

  — Tenho mesmo que ir, Sam. Tenho uma reunião com o diretor de um novo filme.

  — Ah, isso é ótimo.

  — Sim. Desde que fiquei “assim“ nunca mais trabalhei. As pessoas acham difícil lidar comigo... mas desde que... bom, isso é assunto pra uma outra oportunidade. Você têm meu remédio ai?

  Eu já havia pego água e o remédio pra ele, logo que acordei.

  — Ficaria feliz em vê-lo novamente nos cinemas, Old. Mas, agora vou leva-lo até à porta, Jassy ainda não chegou.

  O levei até a porta, onde ficamos nos olhando por alguns segundos, aquele novo Oldman ainda não havia me sido apresentado, mas estava amando conhece-lo.

  — Sam? — ele apoiou o rosto na lateral da porta aberta.

  — Pois não, Old?

  — Hoje a noite quero leva-la à um lugar, você aceita?

  Ele estava me convidando e não me impondo nada, fiquei contente, mas logo desanimei de novo.

  — Old, eu adoraria, mas não tenho o que...

  — Não se preocupe. — ele me interrompeu. — Eu sei exatamente cada medida do seu corpo. — piscou pra mim, me deu um beijo suave no rosto e depois saiu.

  O quê ele queria dizer com isso de conhecer minhas medidas?

···

  Cheguei na loja pra trabalhar feliz da vida, diferente do dia anterior. Já cheguei abraçando Dan que ficou todo feliz com a demonstração de carinho, até esqueci que ele me chamou de “escurinha“ outro dia. Organizei todas as prateleiras que estavam uma bagunça graças ao calor demasiado do dia anterior que fez as vendas de sorvetes bombarem, hoje estava um dia mais fresco.

···

  Eram mais ou menos três horas da tarde quando eu vejo a mesma mulher loira do dia anterior caminhando pela calçada do outro lado da rua, sai apressada pra porta da loja tentando olha-la melhor antes que virasse a esquina.

  — Bonita, não? — disse Dan.

  — Quem é? — perguntei tentando ser indiferente.

  — Karen Oldman.

  Eu achei que fosse morrer do coração, aquela era a confirmação, Oldman era casado, e eu não sabia. Há  alguns anos ele estava afastado da mídia, nada mais se soube dele. Oldman estava nesse bairro de Londres tão afastado de tudo talvez pra tratar sua bipolaridade (sem sucesso), tinha uma esposa e deveria ter filhos com ela, pelo que soube, ele tinha um filho quase da minha idade, essa mulher era jovem e poderia muito bem ter dado a ele mais algum.

···

  Estava andando na rua indo pra casa, torcendo pra que o porteiro não notasse minha tristeza e me enxesse de perguntas, havia cometido um erro, acho que estava me apaixonando por um cara que me pagava pra estar com ele, definitivamente eu era humana de mais pra ser uma profissional do sexo (como as mulheres que fazem isso se qualificam e como a mulher do banco agora devia falar de mim pras amigas).

  Subi até o nosso andar (o sétimo) sem encontrar ninguém além de Jassy e Bruce dando um amasso nas escadas enquanto eu subia, não era novidade nenhuma; outra noite ela passaria fora, me perguntei o quanto aquilo ainda duraria, já que o sr. Walk havia dado uma bronca nela por suas notas na faculdade estarem baixando depois que ela começou a se envolver com Bruce.

  Entrei em casa e me larguei na poltrona, não por muito tempo pois logo fui tomada pela lembrança, eu tinha aceito o pedido de Oldman e por mais que estivesse triste eu iria ir, ele estava fazendo um esforço pra mudar, e na minha situação eu não poderia cobrar nada dele, em todos os lugares do mundo homens casados pagam pra fazer sexo com outras mulheres.

  Passei direto pelo quarto e fui até o banheiro, tomei banho e me cobri com a toalha que havia deixado pendurada ali na noite passada. Ao entrar no quarto me deparei com 4 caixas e várias sacolas com as iniciais daquelas marcas famosas que no Brasil a gente só vê nas revistas.

  — O quê é isso? — perguntei, a mim mesma.

  Sobre uma das caixas tinha um bilhete.

“Não sabia o que você iria querer, então te dei algumas opções. Old

  Deixei o cartão de lado e me abaixei pra espiar as caixas, nas quatro haviam pares de sapatos, todos de salto alto, um azul com pedras, um branco que cintilava, um preto de couro e um vermelho extravagante. Nas sacolas tinham três vestidos longos de noite, branco, preto e um nude, um vestido curto rosa salmão e quatro conjuntos de lingeris bordadas. Tudo era do meu tamanho, lindo e caro, fiquei assustada, mas eu sabia que logo ele iria me buscar. Escolhi o conjunto de lingerie preto com renda vermelha, o vestido preto com uma grande fenda na perna esquerda toda, os sapatos brancos e amarrei meu cabelo com um penteado muito usado na época, que deixava alguns fios soltos nas costas e o resto penteado pra cima em um coque. Não usei perfume, apenas um hidratante com aroma de rosas que ganhei.

···

  Já estava impaciente, andando de um lado pro outro na pequena sala, os saltos faziam barulho no piso, quando a campainha toca, só podia ser ele, e ao confirmar, ajeitei o cabelo e os seios no sutiã.

  — Olá. — eu disse.

  Oldman estava maravilhosamente lindo em um smoking preto alinhado ao seu corpo magro e esguio, a gravata borboleta muito bem posta sobre a camisa branca era um detalhe a parte, o óculos de armação negra foi o que mais me chamou a atenção.

  — Olá, Sam. Desculpe pelos óculos, perdi minhas lentes. — à um gesto de minha mão ele entrou.

  — Não, esta realmente muito bom, os óculos combinam com você.

  — Acha mesmo? — confirmei com a cabeça ainda o olhando admirada. — Mas, e você? Maravilhosa, incrível, belíssima. — ele pegou minha mão e me fez rodar nos calcanhares.

  — Nossa, estou tão envergonhada, mas achei tudo tão lindo, muito obrigada. Serviu muito bem, como você sabia?

  — Pedi pra uma vendedora com um corpo parecido com o seu me ajudar. Nao têm que me agradecer, gostaria de lhe presentear mais vezes, se não se importar.

  Senti um rubor subir pelo meu rosto.

  — Bom, acho que não me importo... mas, enfim, onde vamos?

  — Ah, isso é uma surpresa. Queira me acompanhar, srta.Samantha.

  Ele me estendeu o braço em arco, passei o meu entre o dele e saímos juntos pela porta.

  ···

  Oldman me levou à um restaurante, iluminado apenas por velas, ele disse que não queria chamar a atenção. Pediu frutos do mar e água pra nós, me pediu perdão por não bebermos álcool, disse que já havia tomado o remédio e isso cortaria o efeito.
  Conversamos sobre tudo, a minha vida e a dele, disse que foi confirmado pro filme e que o diretor elogiou sua melhora, )Oldman me agradeceu por isso várias vezes). Em momento algum falamos de sua mulher, mas ele notou a ponta de tristeza que havia em minhas palavras, eu sentia que à qualquer momento iria desatar a chorar.

  — Sam, você esta bem mesmo?

  Ah não, ele tinha dito as palavras mágicas e eu agora estava chorando com a cabeça baixada pras minhas mãos pendidas sobre minhas coxas.

  — ... Sam, o quê houve? — ele pois as mãos sobre as minhas. — Fale comigo, é sua família? — balancei a cabeça negativamente. — É o trabalho? Ou a Jassy? — neguei novamente.

  Oldman jogou a cabeça pra trás, tentando por as ideias em ordem.

  — Sou eu? — levantei o olhar pra ele, não disse nada. Ele compreendeu.

  — ... Sam, eu já lhe pedi perdão, juro que vou tomar os remédios e...

  — Não é isso. — eu disse, a voz quase um sussurro.

  — Então o quê é?

  — Nada. — sequei as lágrimas cuidando pra não borrar ainda mais a maquiagem.

  — Sam, por favor, fale o quê houve?

  Eu não sabia o que dizer, não sabia o que ele iria pensar. Eu estava chorando, fui burra e fraca, se eu tivesse sido forte o bastante, poderia ter chego no assunto com sutileza, mas agora estava explicito em mim que eu estava gostando dele mais do que deveria, já que eu não passava de um “trato“.

  — É que... não sei se devo dizer...

  — Claro que deve, você pode me dizer o que quiser. — ele passou o polegar na maça do meu rosto, recolhendo uma lágrima.

  — Bom, então esta bem... — dei um pesado suspiro e tentei organizar as palavras na minha mente, procurando a melhor forma pra dizer aquilo. — Eu... eu conheci sua esposa, você é casado Old, e eu não sei o que pensar sobre isso, estou me sentindo péssima.

  Oldman arregalou os olhos azuis por trás das lentes dos óculos, parecia assustado.

  — Sam, isso não é verdade... eu, eu não sou casado. Do quê esta falando?

  E de novo o rubor tomou conta de mim.

  — Como não? Eu a vi, Old. E ela é linda...

  — Onde?

  — Na loja, uma loira. Karen Oldman... — respirei aliviada.

  Oldman estava rindo, cobrindo a boca com a mão e ficando vermelho, ele tentava não rir muito alto, eu não sabia o que estava acontecendo e fechei a cara.

  — Você esta rindo? Porquê?

  — Oh, Sam... que linda você. — ele ainda estava rindo e dos olhos escorriam lágrimas. — Que boba.

  — Sim, sou boba. Afinal estou chorando por algo que nem me pertence.

  Ele parou de rir e enxugou as lágrimas no guardanapo de tecido.

  — Não é por isso que a chamei de boba, Sam. — ele tomou minha mão nas suas. — Ela é minha irmã, por isso o Oldman, e não minha esposa. Ela é adotada, por isso é loira, diferente de mim e dos nossos outros irmãos.

  Eu queria sumir dali em uma nuvem de fumaça.

  — Nossa, nem sei o que dizer. Me desculpe por isso, Oldman. Estou tão envergonhada.

  Ele me olhava sorrindo, toda a sua atenção no momento era minha.

  — Não se preocupe com isso. Adorei saber que significo pra você tanto assim. Linda. — ele me beijou nos lábios, com ternura.

  — Acho que você não devia ter feito isso aqui. — eu disse, passando os olhos pelo restaurante.

  — Então, vamos pedir a conta.

  ···

  Pedimos a conta e fomos andar de mãos dadas na praça do bairro onde moravamos, andamos por ali por um longo tempo, admirando o Luar e trocando confidências. Ele me disse que fazia muito tempo que não ficava com uma mulher. Também disse que depois que o vi na loja ele ficou uma semana sem ir la por que detestava que as mulheres se aproximassem dele procurando o ator e não o homem, mas que durante esse tempo todo não me tirou da cabeça e conseguiu tirar informações sobre mim com Walk dando bebida à ele. Contei pra ele que me decepcionei muito depois de tudo que aconteceu, cheguei a ter raiva e desejei nunca mais ve-lo na vida.

···

  — Você esta realmente maravilhosa nesse vestido, o escolhi pensando nesse corte que deixaria sua perna de fora, adoro olhar as suas pernas, são tão... torneadas...

  Oldman e eu estávamos sentados em um dos bancos da praça, minha perna cruzada passava pra fora da fenda a deixando a mostra.

  — Ah, não vai me dizer que o rosa curtíssimo têm esse mesmo propósito? — ele sorriu.

  — Pode ter certeza que sim. — e colocou a mão sobre a minha perna. — Sam, quero dizer algo, mas não se ofenda.

  — Pode dizer, o quê é, Old?

  — Bom... — ele me puxou pela perna, a colocando no seu colo. — Eu quero continuar com o nosso trato. — Me afastei dele de repente, mas ele me puxou pela cintura desta vez. — Não, não fiquei assim, eu quero ajuda-la. Mas, é muito mais que isso, quero te-la pra mim, só pra mim.

  — Mas, pra isso não precisa me pagar, Old. E isso que me deu? Deve ter sido tudo muito caro. E...

  — E nada, Sam. Só quero que diga “sim“. Sim pro nosso trato continuar de pé.

  Eu queria ter forças pra dizer não, temia inclusive que fosse algum daqueles jogos onde a gente insiste várias vezes pra ver o quanto a pessoa realmente não quer. Mas, era difícil dizer não com aquela boca cheia de barba roçando o meu pescoço.

  — Esta bem, Old, esta bem. — eu disse ofegante, enquanto ele beijava meus seios que saltavam do decote.

  — ... Old, aqui não.

  — Aqui sim, sim. — agora ele lambia meus seios e apertava a minha coxa no seu colo.

  — Alguém pode nos ver.

  Ele olhou ao redor.

  — Não têm ninguém aqui, Sam. Estamos sozinhos.

  — Mas, pode aparecer.

  Ele pareceu pensar por um instante.

  — Vamos ali. — ele apontou uma fenda entre uma árvore e um muro, iluminado suavimente pela luz dos postes da praça.

  — Nossa, será quê é seguro?

  — Orá, Sam, isso aqui é Londres.

···

  Estávamos ali a alguns minutos, Old me prensava contra o tronco da árvore e beijava minha boca loucamente, se alguém passasse por ali ouviria os estalos de nossas bocas se sugando. Ele havia erguido meu vestido até que pudesse pegar na minha bunda e a apertava com força, me puxando pra si, eu já sentia seu membro duro dentro da calça.

  — Sam, você é muito gostosa. — ele sussurrou no meu ouvido, me fazendo arrepiar.

  — Você também. Delicioso.

  — Eu vou fazer uma coisa, tente não gritar. — sorri, ao perceber que ele estava se abaixando.

  Old tirou minha calcinha e guardou do bolso do smoking. Tirou meus sapatos e colocou à um canto. Depois pois minha perna direita no seu ombro, e então eu senti sua lingua lentamente passar na minha vagina. Foi maravilhoso. Depois senti um dedo escorregar pra dentro de mim, e fazer um movimento de vai e vêm, em loucura, coloquei os seios pra fora do decote e abri o sutiã na frente, comecei a acariciar os seios, passar as mãos no cabelo desfazendo o penteado, já não me importava nada na vida, poderia passar alguém ali e ficar me olhando que eu não me importava.

  Oldman tornou a ficar de pé, abriu os botões da camisa, o smoking já estava aberto, abriu o ziper da calça social que caia tão bem nele e colocou seu pênis (que tanto me dava água na boca) pra fora. Voltou até mim, colando seu peito nu nos meus seios e pois minha perna na sua cintura.

  — Old, a camisinha. — eu consegui falar, enquanto revirava os olhos de prazer sentindo ele esfregar a cabeça do pênis no meu clitóris.

  — Ah, não tenho aqui, Sam. Me deixe fazer assim.

  — Old, não.

  — Sam, por favor, eu quero muito.

  — Muito?

  — Sim, muito. Eu não gozo dentro, juro.

  — Bom, isso não é prudente. Mas, esta bem.

  Oldman sorriu satisfeito e me penetrou apressadamente, senti seu corpo estremecer. Ele começou com o movimento de vai e vêm devagar e foi aumentando o ritmo, o barulho molhado do seu pênis bombando minha vagina era prazeroso. Era errado, porém muito mais gostoso transar sem camisinha.
 
  — Ai, como é apertada. Gostosa. Ui. — Old dizia.

  — Não para, por favor, estou quase lá, Old.

  Gozei, gemendo e tampando a boca pra não gritar.

  — Vou gozar, Sam. — ele tirou o pênis de mim e bateu uma rápida punheta, derramando seu líquido espesso na minha perna e depois me beijou mais uma vez.

  — Old, agora temos que nos recompor, acho que ouvi vozes.

  Old fechou o ziper e a camisa rapidamente. Eu, só precisei fechar o sutiã e ajeitar o vestido.

  Saímos correndo, ofegantes. Eu estava segurando os sapatos nas mãos, vimos a silhueta de um casal de relance parado um pouco distante da árvore, não nos importamos, mas espero que eles tenham gostado do que ouviram.


Notas Finais


Para ou continua?


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