História O brilho de uma Estrela - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Tags Chanbaek, Chandara, Chansoo, Estrela, Exo, O Brilho De Uma Estrela
Exibições 781
Palavras 5.529
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oláááá meu povooooo!!!!
Voltei com um novo capítulo, demorei porque tive contratempos no trabalho e fiz uma coisinha pra vocês, um presente pelos mais de 400 (QUATROCENTOS!!!) favoritos! Muito, muito, muito obrigada, por ler, acompanhar, favorita e/ou comentar. Vocês não tem ideia do quanto é importante pra mim. Fico muito feliz com isso e por isso meu presente é um trailer da fic, eu fiz, não tá muito bom não, mas eu fiz com muito carinho. ♥
Amo vocês demais, vocês não imaginam o quanto. ♥
Não revisei direito, to morta de sono e responderei comentários do capítulo passado em breve.
Link do trailer na descrição.
Vamos ao capítulo.

Boa leitura.

Capítulo 19 - XIX - Por uma Família


Fanfic / Fanfiction O brilho de uma Estrela - Capítulo 19 - XIX - Por uma Família

XIX – Por uma Família

 

... ele segurou o rosto de Baekhyun próximo ao seu e olhou no fundo daquelas pedras preciosas.

- Espere por mim. Eu vou, mas voltarei pra você, sempre... por favor. Eu amo você e amo Jude, nunca mais quero me afastar de vocês...

Baekhyun não conseguiu dizer nada, apenas assentiu e recebeu um beijo na testa e outro selar nos lábios antes de ver Chanyeol saindo por aquela porta, levando de novo, uma parte de si; dessa vez, com a promessa de voltar, o completar e fazer as coisas mais felizes do que poderiam ser.

 

Com a ajuda da diretoria e da segurança do hospital, Chanyeol e Suho conseguiram escapar da legião de repórteres que se instalou nas principais portas da instituição. O caos estava ali e certamente seria um custo para Baekhyun sair do hospital. Ele seria abordado por aquelas pessoas; Chanyeol não sabia e nem queria saber se outros homens deram a luz ali, ele sabia que poderiam deduzir que a pessoa da qual o Park falara na entrevista era o ruivo.

Preocupado, pediu que Suho parasse o carro numa esquina de onde era possível ver o tumulto e a polícia fora chamada. O celular de Chanyeol e Suho não parava de tocar, hora a imprensa japonesa, hora a imprensa coreana e em outros momentos, a empresa.

A empresa ele certamente não atenderia. Suho atendeu a um dos telefonemas e concluiu que era um jornalista de uma grande emissora de TV japonesa.

- Ele quer falar sobre o assunto da entrevista que saiu hoje. – Disse o manager à Chanyeol.

Ele olhou para Suho e pensou, talvez fosse uma boa para conseguir desviar a atenção de todos daquele hospital.

- Marque uma coletiva, retire todos os repórteres que estão ao redor do hospital. Ainda não quero que saibam quem são Baek e Jude. Não quero importunar os dois com meus problemas nos primeiros dias da minha filha.

Suho voltou ao telefone e conversou com o repórter e quando desligou, entrou em contato com o hospital para avisar à diretoria; eles passariam a informação aos demais jornalistas, confirmadas pelo jornalista que entrou em contado primeiro.

A coletiva de imprensa seria no dia seguinte, às catorze horas. Chanyeol não teria saída e esperava que respeitassem seus pedidos.

 

Os pais de Baekhyun entraram e saíam novamente no quarto.

Viram que Chanyeol não estava e revezaram com Suzy o cuidado do jovem papai e da caçula da família. Não haviam tocado no assunto “Chanyeol”, nem mesmo a irmã.

Jude estava novamente no berçário naquele momento porque Baekhyun deveria estar dormindo para descansar um pouco mais e se recuperar melhor da cesárea. No entanto, sua irmã estava ali parada a seu lado, assistindo televisão, um programa de culinária que passava naquele momento.

- Suzy...

- Hm? – Murmurou sem o encarar, ela estava com sono.

- Foi você quem trouxe o pai e a mãe aqui?

Por um momento ela arregalou os olhos parecendo ter sido pega.

Baekhyun desconfiara disso, já que seus pais, quando vieram, entraram com a expressão consternada, sem se dar ao luxo de ter a surpresa de encontrar o outro pai de sua neta ali.

- Por que a pergunta?

- Você acabou de responder – ele bufou – e eu não fico bravo, mas poxa, não precisava ter chamado nossos pais.

- E queria que eu fizesse o que, hein? – Perguntou ela erguendo a cabeça do encosto da poltrona de acompanhante. – Eu não sabia o que ele ia fazer ou falar pra você... fiquei nervosa com isso e o segui, mas ele é tão mais rápido que eu parei e fui buscar nossos pais no refeitório do hospitala por medo do que ele pudesse fazer ou falar, a gente precisava estar perto. Só eu não ia adiantar de nada se ele resolvesse fazer alguma coisa.

Baekhyun bufou, sabia que ela estava certa, mas independentemente disso, era necessário que eles conversassem em algum momento.

- Tudo bem, mas a gente precisava conversar e conversamos... eu espero que nossos pais entendam isso.

- Eles entenderam, mas ainda não estão muito felizes, você sabe... mesmo que depois eu tenha mostrado a eles a real sobre o Park, eles estão com um pé atrás ainda e imagino que isso dure um tempo.

O Byun imaginava que demoraria sim, mas não os culpava. Se fosse com Jude, ele ficaria do mesmo jeito e... percebeu-se de novo imaginando-se como agiria a cada passo que sua pequena desse na vida.

No entanto, os pensamentos dele foram interrompidos quando o comercial chegou anunciando o que passaria na televisão japonesa, ao vivo, com cobertura de todos os canais de entretenimento: entrevista exclusiva com Park Chanyeol sobre o processo aberto contra a empresa e as declarações dadas naquele dia.

 

- Chanyeol, Chanyeol, meu filho, onde é que você está?

A voz da senhora Park demonstrava tamanha preocupação com ele.

Park saíra sem falar absolutamente nada e ela recebera informação pela televisão que ele estava entrando e processo contra a empresa. Tentou falar com ele o dia todo e conseguiu apenas à noite. Apenas por pensar, por imaginar tudo que seu filho sofreu nas mãos de Jonghyun nesses anos de trabalho, por fazer uma coisa que gostava e para continuar fazendo, não conseguia se conter; a raiva lhe dava vontade de chorar por não poder fazer absolutamente nada para o ajudar e por não saber o que aconteceu. Hyojun se sentia inútil por não poder ajudar e incompetente por não ter visto o que o filho passava.

- Mãe, calma...

- Calma? Eu estou ligando pra você há horas e você não atende! Onde infernos você está, Park Chanyeol?!

Ele fora obrigado a até mesmo afastar o telefone do ouvido.

- Estou no Japão – não pediria mais calma a ela, então resolveu responder logo. Se a pedisse calma novamente, ela seria capaz de pegar um avião até Osaka.

- Ué, fazendo o que no Japão se aqui está o inferno na terra?

- A senhora está falando muito “inferno” – brincou.

- Dane-se.

- Ui.

- Me responda logo.

- Eu... eu vim visitar Baekhyun e Jude... mãe, ela é linda.

Quando começou a falar na filha, já sentiu a felicidade lhe preencher o peito e o nó a garganta se formar. Se dependesse dele, estaria com ela o tempo todo dali em diante, mas não podia, não naquele momento.

Contou à mãe sobre a conversa com Baekhyun e sobre os pais dele o acusando; ela não gostou muito de saber que seu filho fora insultado, mas Chanyeol avisou que eles provavelmente não sabiam de nada ainda.

- E quando volta?

- Acho que amanhã mesmo, tenho que me apresentar no quartel em breve.

- Ai, esse maldito alistamento... eu espero que corra tudo bem na entrevista amanhã meu filho.

- Vai sim, mãe. Se eu tirar esses abutres da cola do Baekhyun e de Jude, já ficarei extremamente feliz.

 

Na sexta-feira, dezessete de junho, saiu o comunicado oficial da empresa alegando que tomaria medidas legais contra a emissora que passara a entrevista com Chanyeol.

Já eram quase duas horas da tarde e ele logo daria a coletiva de imprensa.

Chegou ao local combinado acompanhado de seu manager e dos seguranças que alugara com o próprio dinheiro.

As perguntas começaram e ele teve de responder várias vezes que iria realmente processar a empresa, inclusive que o processo fora aberto havia poucos dias.

- A ProudU recebeu uma intimação nesta manhã e disse que tomará medidas legais contra a anulação do contrato da Stardust, o que tem a dizer sobre isso? – Perguntou uma das repórteres.

- A única coisa que tenho a dizer é que quem não deve, não teme. Eu estou em paz, com a consciência limpa. Eles façam o que quiserem, terei a justiça a meu lado.

- Chanyeol! Pode nos contar quem é o felizardo com quem se envolveu e com quem teve uma filha? – Perguntou outro. – Algum dia irá apresentá-los à mídia?

- Posso dizer que... são as melhores pessoas do mundo e que por conta delas, mudei minha vida e tomei coragem de muitas coisas que antes eu não tinha, como falar toda a verdade sem medo de me odiarem, por exemplo. – Ele sorriu orgulhoso de si. – Eles são meus maiores motivos de estar enfrentando tudo de cabeça erguida e... não sei se os apresentarei, quero que minha filha tenha uma primeira infância sem ser perturbada por paparazzi e que o outro pai dela descanse como é devido.

 

- Você e ele ainda tem algum relacionamento.

Chanyeol abaixou um pouco o olhar, parecia pesaroso. Demorou um pouco para responder e quando o fez, suspirou.

- Eu não sei... depois de tudo... mesmo que agora ele saiba toda a verdade, é difícil perdoar mentiras.

O coração do ruivo apertou ao ouvir a fala do Park.

Baekhyun estava assistindo a entrevista de Chanyeol enquanto dava de mamar à filha e sentiu-se incomodado por não ter voltado de imediato para ele, afinal parecia certo estar com ele; porém, era muita informação, ele precisava colocar as coisas em ordem dentro de si mesmo. Um tempo afastado de Chanyeol ajudaria, mesmo que doesse seu coração.

 

Chanyeol voltou para a Coréia assim que terminou a entrevista.

Chegou às seis da tarde no dormitório e foi direto ao quarto arrumar os pertences para o alistamento e também seu quarto para deixar tudo em ordem, com a ajuda dos demais, que pareciam chateados com o rumo das coisas. Ok, todos eles deveriam ir para o exército, no entanto, aquilo foi uma jogada do CEO da ProudU que nenhum deles esperava. Tudo para ter Chanyeol longe das vistas, pena, para ele, ter agido tarde demais, pois o processo já havia iniciado.

- Vamos sentir sua falta, hyung. – Dizia Jongin, manhoso como sempre.

O Park lhe sorriu, dizendo que também sentiria falta deles.

Entre uma conversa e outra ao arrumarem todo o cômodo, Kyungsoo saiu de lá a passos apressados e antes que qualquer um se mexesse...

- Chanyeol, vai lá.

Chanyeol espantou-se ao ouvir Jongin o mandando para falar com o próprio namorado, mas não contestou. Certamente havia um bom motivo para isso.

Ele saiu em direção à cozinha e acabou encontrando o Do na lavanderia, mexendo no armário de produtos de limpeza.

- Está tudo bem?

- Sim.

- Tem certeza?

Kyungsoo bufou.

Sem que o outro visse, ele revirou os olhos e se virou para encarar o moreno alto. Sabe, parecia tudo tão estranho. Depois de saber o que realmente aconteceu, depois de ter o visto emocionado ao dar entrevistas e falar de Baekhyun, mesmo sem citar seu nome, ele pensava como seria se Chanyeol tivesse enfrentado tudo antes. Teriam acabado juntos? Teriam acabado com suas carreiras? O CEO os impediria? Como seria se fosse com ele? Eram várias perguntas que ele não evitava fazer.

Mesmo estando com Jongin, era como se alguma coisa não tivesse sido resolvida, mesmo depois de mais de um ano. Quando viu a situação chegar até ali, se questionou e chegou à conclusão de que se o Park não fizera isso, provavelmente era porque ele nunca fora o amor de sua vida; era nítido como Chanyeol ficava quando era algo relacionado à Baekhyun; Kyungsoo nunca causou tal comoção no outro. E Kyungsoo o entendia, porque Jongin causava isso em si.

Então por que não deixava tudo de lado? Por que ainda ficava mal com tudo?

Ah, porque foi tudo mentira, Chanyeol se sujeito àquela mentira para o proteger – portanto, não poderia jamais dizer que nunca fizera nada por si –; Chanyeol repetiu a mentira para proteger Baekhyun e mesmo depois de descobrir a gravidez, a sustentou para proteger Jude. Ele apenas não aguentou, porque era demais para alguém que tem um filho e a pessoa que mais ama longe de si.

O que sentia era culpa, por ter ficado bravo com Chanyeol quando terminaram, por ter tentado afastar tudo e todos mesmo meses depois do término e por ter ficado meses se afundando na mágoa que sentia por ele.

Antes que Chanyeol pudesse prever, Kyungsoo largou os panos sujos de poeira que segurava e o abraçou apertado, escondendo o rosto em seu peitoral.

- Desculpa.

A voz saía abafada.

- Me desculpa por tudo.

- Mas você já pediu desculpas. – Falou Chanyeol, baixinho, correspondendo ao abraço.

- Mas sinto que preciso pedir de novo... eu fui tão idiota com você... tentei afastar as pessoas que queriam tentar algo contigo, queria te fazer sentir culpa o tempo inteiro por ter me deixado e guardei tanta mágoa...

- Eu me sinto culpado ainda.

- Mas não deve – se afastou. – Não deve porque você fez o que teve que fazer, me protegeu e à nossa carreira e estou feliz com isso. Você encontrou alguém que ama e me deu oportunidade de fazer o mesmo... e está lutando por ele como sei que faria por mim se eu fosse o amor da sua vida.

Kyungsoo sorriu e pediu licença, bem baixinho, deixando Chanyeol sozinho e ambos completamente aliviados pelo pequeno diálogo.

 

Chanyeol entrou para o exército naquela segunda-feira, vinte de junho. Não pôde entrar no final de semana.

Aproveitou para ficar com seus pais e falar com Baekhyun por mensagens o máximo possível, perguntando de Jude, claro. Ele não poderia dizer nada ainda a respeito dos dois, esperaria o tempo do Byun.

Recebeu fotos da filha nos dias seguintes até que teve que deixar o celular em casa, desligado, às cinco da manhã. Se apresentaria no local para prestar a primeira fase de seus serviços militares; na segunda teria mais liberdade, seria lidando com o público e serviços oferecidos pelo governo. Ele não queria ir, se pudesse escolher, cancelaria, mas perderia sua honra, a de sua família e o que restaria para um desertor? Ainda mais um desertor que já carregava um escândalo e um processo contra a empresa da qual fazia parte? E o que seria de Baekhyun e Jude se ele perdesse essa honra que as pessoas, ainda hoje, tanto presam?

Por tudo isso, por eles, resolveu não protelar mais.

Levantou, tomou banho e se trocou. Pegou sua pequena mala com as coisas necessárias, já que roupas seriam cedidas pelo órgão militar. Saiu do quarto sem olhar para trás, tendo sua família o acompanhando até a porta do grande complexo do tiro de guerra de Seul.

 

E a cada duas semanas ele tinha um final de semana de folga.

Naquele dia ele sempre saía e podia reencontrar sua família, tentar entrar em contato com Baekhyun para saber da filha, mas só conseguia por mensagens e ele às vezes demorava para responder; deveria estar bem ocupado com a menina e o desejo de Chanyeol de estar ao lado deles só aumentava. Queria estar ali fazendo tudo que Jude precisasse para que o outro pai pudesse descansar.

Mas naquele sábado ele teria folga apenas depois que saísse do fórum.

Era seu dia de depor contra a ProudU.

Soube por meio de Suho que Soojung e Seohyun já haviam dado suas versões do ocorrido com ele e acrescentaram denúncias que foram anexadas ao processo contra a empresa e seu CEO. Os advogados de acusação disseram que isso poderia abrir vantagem para condenação deles. As fitas de segurança foram pedidas e estariam sendo analisadas. O processo corria ligeiramente rápido, visto que era apenas o início dos depoimentos e estavam já no mês de agosto.

 

Naquela noite, em clima de final de verão, o músico, Minseok, se dirigia em uma van alugada até o restaurante ao ar livre em que fizera reserva.

Seguranças se encontravam no banco da frente, um deles dirigia. O Kim não correria riscos com o fã sasaeng que poderia lhe atacar. Acreditava que não era muito seguro estar ao lado dele sozinho, repetiu isso até aquele dia.

Foi completamente calado durante todo o trajeto, só abrindo a boca para pedir aos seguranças que não se ausentassem do local, que ficassem jantando na parte de baixo do estabelecimento e ele estaria com o fã no andar de cima.

Entrou no local, era bem arejado, iluminado e com uma decoração bonita, detalhes dourados e arranjos florais em locais estratégicos; foi acompanhado pela recepcionista até o andar de cima e a mesma o guiou pelas escadas até o andar de cima, que era quase completamente aberto, exceto por uma parte de onde os garçons entravam e saíam; olhou para o canto vendo sua mesa próxima à mureta de proteção onde Jongdae já se encontrava, folheando um cardápio do restaurante italiano.

- Olá – disse ao se sentar – imagino que seja o Jongdae, certo?

- Pode me chamar de Chen – respondeu com um sorriso sugestivo – e você... realmente apareceu, não é? Jurava que não viria – disse balançando a cabeça positivamente ainda sorrindo.

- O que faria se eu não viesse? – Perguntou Minseok na defensiva e o olhando sério, não entendendo aquele sorriso.

- Calma, não precisa ficar assim... – riu-se – eu ficaria arrasado de ser deixado sozinho num lugar tão... romântico.

Minseok corou, não pelo que o outro dissera, mas pela situação num total.

Jongdae, ou Chen, não era um rapaz feio – aliás, nem perto disso. Ele era bonito, aquela boca que constantemente sorria de canto. O local, era bonito, iluminado com réplicas de tocheiros e de onde estavam tinham uma bela vista de um parque próximo.

Fizeram seus pedidos e Jongdae perguntava a ele tudo o que podia. Desde coisas da banda a coisas pessoais; Minseok fazia o máximo que podia para não responder coisas demais, sempre justificando que não gostava de explanar sua vida. Até que Chen começou com insinuações.

Enquanto comiam, o mais novo começou a acariciar a perna de Minseok com a própria. O Kim mais velho apenas olhou para ele, enquanto mastigava, notando que ele fingia não estar fazendo nada e aquilo até que era divertido; olhou ao redor e percebeu que não era possível que as pessoas vissem o que acontecia ali e sorriu, sendo notado pelo outro.

Sentiu o pé de Jongdae chegar às suas coxas e inspirou o ar profundamente para conter um suspiro. Aquilo estava começando a deixá-lo quente.

Escorregou ligeiramente na cadeira para que sua própria perna alcançasse as coxas do outro que já o provocava. Chen o olhava sem pudor algum, como se não houvesse ninguém mais ao redor deles. Ele segurava a taça de vinho tinto pela metade e os pratos já estavam vazios.

- Acho que... já tá na hora da sobremesa... – disse baixinho.

- Está com muita fome? – Perguntou sugestivo.

- Hm, acho que sim... vai depender do que você tem a oferecer...

Minseok se levantou e foi em direção ao banheiro, Jongdae ficou sem entender e segundos depois, o seguiu. Ao entrar no local, ele sentiu-se ser puxado pela cintura e quase entrou em pânico, mas percebeu ser o Kim mais velho e o acompanhou até uma das cabines, a mais afastada e sem ter tempo de reagir ou pensar, sentiu-se ser pressionado contra a parede.

- Você realmente quer transar comigo?

- Meu sonho é transar com você...

- Só digo uma coisa – começou Minseok e em seguida, embrenhou os dedos no cabelo do outro e o puxou para trás –, não tenha esperanças de eu te ligar no dia seguinte.

Esperou o outro responder, como Chen apenas sorriu, Minseok o beijou com vontade, sentindo as mãos do outro passarem por suas costas até o pescoço, o arranhando. Aquela brincadeira embaixo da mesa, deixara seu membro ereto e quando pressionara o corpo do outro rapaz contra a parede gélida, roçou propositalmente a ele, sentindo uma dor gostosa.

Desceu suas mãos pelas laterais do corpo alheio, chegando à cintura e logo à bunda, a apertando com vontade, ouvindo o outro arfar baixinho. Enquanto beijava com fervor os lábios do outro, que provavam ser tão bons quanto pareciam, ele desabotoava a calça alheia e Chen gemeu abafado quando o mais velho apertou seu membro e o acariciou com certa força, sem machucar. Minseok já podia sentir que ele estava com a cabeça do falo molhada.

Afastou-se dele e levantou a camisa rosa que o Kim mais novo usava, lambeu seus mamilos, raspando os dentes para o provocar. Sentiu a mão de Jongdae descer por seu corpo, alcançando sua calça e o volume nela; abriu-a e deixou que ele o acariciasse e percebeu que os dedos o rapaz trabalhavam muito bem, subindo e descendo pela extensão, ainda com a boxer por cima do membro, no entanto sobressaltou-se quando o sentiu invadir a ultima peça e o masturbar com vontade.

- Eu quero minha sobremesa... – Chen gemeu baixinho.

E Minseok afastou a boca do corpo de Jongdae apenas para dizer:

- Me chupa...

Prontamente Chen ajoelhou-se em frente a ele e Minseok teve que apoiar-se na parede, enquanto sentia a língua quente do outro envolver seu membro; ele ia e vinha por todo o falo já molhado de saliva, olhando o mais velho que sentia ondas de prazer espalhando-se por seu corpo.

Estocava de leve os lábios sorridentes e finos de Jongdae, chegando a encostar na garganta algumas vezes, aumentando ligeiramente a velocidade; parou quando percebeu o próprio pênis dolorido, estava quase gozando e não queria parar agora.

Se aquele cara estava disposto ao sexo, quem era ele para negar? Ele sequer queria negar.

O levantou e beijou novamente, para depois subir e descer os lábios pelo peito desnudo do mesmo.

Começou a gemer contra pele do peito de Chen quando ele voltou a o masturbar, beijando por onde subia, até alcançar o pescoço do mesmo e o morder, antes de parar com a diversão do mais jovem, afinal eles não tinham muito tempo e ambos precisavam se aliviar.

Como a cabine era pequena, desceu as calças de Jongdae até os tornozelos e enquanto ele tirava uma das pernas, tentou prepará-lo com seus dedos umedecidos em saliva o melhor que podia, não queria que ele gritasse ou que o machucasse no ato; o pegou no colo e se aprontou para penetrá-lo.

Tirou um preservativo da carteira que estava em seu bolso e o colocou, tendo os olhos felinos de Chen em cada um de seus atos. Apertou seu membro e os próprios testículos numa auto carícia, passando os olhos dele para o rapaz a sua frente com o membro tão ereto quanto o próprio. Jongdae pulou apoiado em seus ombros e abriu as pernas para que Minseok as segurasse e se posicionasse devidamente.

- Se doer,me avisa...

- Foda-se se doer, só quero que você meta logo – disse com urgência.

Então, o pedido foi atendido, penetrou a entrada do outro lentamente, o fazendo “sentar” em seu colo, o segurando pelas pernas. Jongdae envolveu as pernas na cintura do ídolo, mal podia acreditar naquilo, estava transando com o homem que mais desejava e sentia dor? Sim, sentia, mas a euforia era maior que ela.

Minseok começou a estocar e gemer baixo ao ouvido do Kim mais novo, enquanto este agarrara-se às costas do outro, arfando de olhos fechados ao sentir a velocidade aumentar cada vez mais.

Estavam quase no ápice quando ouviram a porta do banheiro ser aberta uma vez e perceberam que havia alguém nos mictórios; Minseok continuou estocando, mas dessa vez mais devagar e com mais calma, para não fazer barulho. Logo a porta do banheiro foi aberta mais uma vez, os homens se cumprimentaram e um deles entrou na cabine ao lado da qual os dois transavam.

Ouviram o primeiro lavar as mãos e sair e o outro estava demorando um pouco.

Os dois estavam doloridos por esperar para gozar; Minseok levou a mão ao falo ereto de Jongdae que estava prensado entre seus corpos, o acariciando para provocar, queria fazê-lo gozar mesmo quando havia outra pessoa por perto, a sensação de perigo iminente nunca o havia agradado tanto.

Jongdae mordia o lábio e se remexia no colo alheio para não gemer, mas quando ele tentava se mexer para aliviar a sensação, sentia que acabava mexendo também o membro alheio dentro de si. Piorou sua situação quando o mais velho resolveu dar chupões em seu pescoço. Claro, Minseok não ficaria quieto, não aguentou ver aquela expressão de prazer e desespero do outro para se aliviar e ao mesmo tempo, segurar o máximo possível.

Quando o rapaz da cabine ao lado saiu para lavar as mãos, ao ouvir a torneira ser aberta, o barulho da água corrente disfarçou o gemido baixo e longo do Kim mais novo.

Assim que o rapaz saiu, Minseok, já não aguentando mais, estocou com ferocidade o interior de Chen equanto tornou a o segurar com ambas as mãos; Jongdae passou a se masturbar com uma das mãos enquanto sentia o interior invadido várias vezes e ligeiramente. A sensação era maravilhosa com aquele movimento frenético que o outro impunha em si.

Até que Jongdae se desfez por não aguentar mais, gemeu um pouco mais alto do que esperava e desejava, sendo calado por um beijo, enquanto Minseok se desfazia na camisinha ao sentir o interior comprimido do outro.

- N-não é a mesma... coisa, transar de camisinha... queria sentir seu gozo quente...

Como aquele jovem era indecente. Minseok adorou isso, mesmo sabendo que o caso deles seria apenas aquilo.

- Sabe que não posso...

Sorriram e Minseok beijou rapidamente o outro, se afastando para o deixar de pé novamente e subir as próprias calças.

- É hora de pagar a conta, eu te levo pra casa. – Sorriu de canto saindo do banheiro com o outro atrás de si.

 

Mais um final de semana de folga do exército se aproximava.

Seria mais um final de semana longe de Baekhyun e Jude.

Mais um final de semana querendo estar perto da filha e sem poder fazer nada para mudar isso.

Enviara cartas e cartas à Baekhyun sem receber resposta alguma, ao menos até aquele dia. Naquela quarta-feira, no horário de seu almoço, Chanyeol não estava com fome alguma, mas precisava comer para não acabar desmaiando de inanição novamente. Sim, ele desmaiara por isso duas vezes e fora repreendido na segunda, sendo que já havia recebido instrução para não deixar de comer.

Comera pouco e passara na secretaria esperando haver mais cartas de sua família, que sempre lhe escreviam, por mais que o vissem a cada quinze dias – as fãs não poderiam enviar correspondência a ele ali, era proibido para que ele não perdesse tempo ou sono lendo cartas delas no momento, portanto a família Park recebia todas. Estava com pouca esperança de haver resposta de Baekhyun, mas o que lhe custaria esperar algo?

Suspirou quando o agente lhe disse ter correspondências.

Recebeu três cartas e verificou as procedências das mesmas: uma de seus pais, uma de sua irmã e outra de Baekhyun.

Seus olhos arregalaram ao ler o último remetente.

Agradeceu o agente e andou a passos largos e rápidos para seu quarto no alojamento. Ao chegar, sentou-se na cama abrindo logo de cara a correspondência dele e qual não foi sua surpresa ao ver a foto de Jude. Seu coração, ele jurava que sairia pela boca.

Observou com vontade de chorar a foto da bebê com uma das mãozinhas enluvadas na boca, em vez de uma chupeta.

Tentou engolir o nó na garganta e respirou fundo porque sabia que a carta lhe faria soltar tudo que prendera por aquelas tantas semanas.

“Olá Chanyeol,

Sei que deve ser uma surpresa para você que eu envie esta carta e uma foto de nossa filha à você. Pois é, eu sequer sei o que dizer, só queria que pudesse estar aqui conosco. Não por mim, por ela. Porque você precisa estar com ela e ela contigo.

Jamais desejei privar qualquer um dos dois dessa companhia, mas as razões parecem ser maiores que nossos desejos, não é? Eu não sei bem porque tivemos que passar por isso, mas, sabendo da verdade como sei agora, saiba que eu nunca virarei as costas para você; você me deu uma preciosidade, a maior de minha vida e espero poder retribuir a proteção que nos dedicou, mesmo sabendo que Jude também é tão valiosa para você.

Bem, escrevi para poder dizer um pouco sobre minha gratidão, por mais que ainda esteja absorvendo todo o acontecido. Agora, ela está completando três meses. Agora é que estou conseguindo colocar tudo em ordem, inclusive me colocar em ordem, minha cabeça, meus sentimentos e espero sinceramente que não fique zangado comigo por isso. Quero fazer as coisas da melhor maneira possível, para quando nos reencontrarmos esteja tudo mais calmo dentro de nós dois para que possamos, talvez nos acertar.

Era apenas isso e... eu sinto sua falta, mesmo que seja um pouco difícil admitir.

Nós te amamos,

Byun Baekhyun e Park Byun Jude”

 

Sexta-feira às seis da tarde, Chanyeol estava saindo do quartel.

Seu pai viera lhe buscar de carro e Chanyeol parecia arrasado. Não era para menos.

A cada vez que a família lhe via ele parecia minguar ainda mais e dessa vez, parecia além de cansado, triste; releu várias e várias vezes a carta de Baekhyun e admirou a foto de Jude quando deveria estar dormindo.

- O que foi, meu filho? – Perguntou Kwangeun enquanto dirigia.

- Ah, não sei pai... eu não to aguentando mais ficar ali. Faz três meses que to trancado naquele lugar, tenho vontade de nem voltar mais...

- Nem diga isso, tem que voltar sim... não pode ser visto como desertor, você tem que fazer isso por Jude, certo?

O pior de tudo é que seu pai estava completamente certo. Ele sabia, por mais que não fosse isso que queria ouvir.

E já bastava todo o escândalo em que estava envolvido, não queria dar razão para a empresa continuar afirmando que ele não cumpria as coisas que lhe eram propostas. Suspirou e continuou olhando para a janela, indo para casa em silêncio.

E ao chegar em casa, ele desceu, pegou seus pertences e entrou acompanhado do pai. Tirou os sapatos e parou ao escutar um ruído diferente do habitual. Escutou as vozes da mãe e de Yoora, mas elas falavam de uma maneira um tanto infantilizada; junto às vozes delas, estava uma voz fina que balbuciava repetidamente e baixinho. Franziu o cenho sentindo o corpo estremecer e viu seu pai passar por si e parar próximo à porta da sala de jantar.

- Vem, filho – chamou o homem com um sorriso enorme e radiante.

Percebeu que soltou o ar um pouco trêmulo, começando a andar atrás do pai a passos lentos e incertos.

Ao entrar na cozinha, jurou que poderia desmaiar.

Sua mãe segurava Jude no colo e Yoora brincava com ela, fazendo caretas, mexendo algumas coisas na frente da menina que balbuciava ou ria um pouquinho, sempre em tom baixo.

- Filho! – Chamou Hyojun ao ver o caçula parado na porta. – Venha ver sua pequena, ela veio nos visitar...

Sem pestanejar, ele andou a passos rápidos até ela e sua mãe a passou para seus braços. Chanyeol se segurou para não deixar suas lágrimas caírem sobre ela porque já rolavam soltas por sua face, lágrimas que apenas percebeu que segurava quando elas começaram a descer.

- Meu Deus, que saudade... – dizia ele com a voz trêmula. – Oi meu amor...

Ele sorria abertamente para a menina e brincava com ela como no dia do nascimento da pequena. Se pudesse, ficaria o tempo inteiro ali, para sempre com ela em seu colo daquela maneira.

Mas... se ela estava ali, significava que Baekhyun também estava. Ele ergueu a cabeça, parecendo alarmado.

- E Baekhyun? – Perguntou, apreensivo, sentindo o coração na garganta novamente ao pensar na possibilidade de o ver novamente.

Mas aquilo foi substituído por uma certa angustia quando a expressão alegre nos rostos de seus pais e da irmã diminuiu ligeiramente, entristeceu um pouco.

- Ele apenas a deixou aqui e voltou para onde está hospedado. Ele sabia que você viria... queria que víssemos a Jude, afinal não a conhecíamos ainda – disse Hyojun aproximando do filho e da neta, para acariciar o rosto dela com ternura e logo voltou os olhos ao filho – ele ainda está precisando de um tempo, eu imagino que você saiba disso... ele me disse que te enviou uma carta.

Chanyeol abaixou a cabeça.

Queria tanto ver seu amado logo. Por que as coisas tinham que ser daquela maneira? Ele foi obrigado a machucar o amor de sua vida e queria apenas que aquele pesadelo acabasse logo para que pudessem ser uma família de verdade, unida e amorosa como ele desejava cada dia ao acordar.

- Eu sei... recebi a carta. – Sorriu triste olhando a filha e foi balançando a menina de três meses e meio em direção à sala para se sentar na grande poltrona com ela em seu colo...

 

... ele apenas não sabia que ao lado da escada da sala de jantar, Baekhyun o observou pegar a filha nos braços e o ouviu perguntar por si.

O Byun sentiu o coração explodir feliz, mas ainda não estava pronto. Quem sabe  em breve. Mas naquele momento ele apenas precisava sair pela porta da varanda para ir embora pelos fundos para caminhar até a casa dos amigos e também, queria caminhar, pensar chorar por toda a mistura de sentimentos e sensações; especialmente pela saudade que ainda resistia forte dentro de si.


Notas Finais


LINK fanfic trailer: https://www.youtube.com/watch?v=SGoxRe1-XBs

E aí, o que acharam? Esse ficou bem maior, né?
Enfim, eu espero que tenham gostado tanto do capítulo quanto do trailer, deixem nos comentários tudo que quiserem (exceto xingamentos, por favor ç_ç).
Lembrando, responderei os comentários do capítulo passado assim que possível.

~Momento propaganda~ Tentarei atualizar "Still be Love" em breve e dia 31 tem a nova fanfic, Scourge.
Beijinhos e até o próximo capítulo. Amo vocês. ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...