História O brilho do olhar - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~geanngi

Postado
Categorias Voltron: O Defensor Lendário
Personagens Allura, Coran, Hunk, Keith, Lance, Matt, Pidge Gunderson, Takashi "Shiro" Shirogane
Tags Klance, Shallura
Visualizações 50
Palavras 3.383
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente, sou Anatalatatsu, e eu e minha amiga geanngi, resolvemos criar essa historia pra vocês :D
Espero que vcs gostem, postaremos toda segunda-feira, e as vezes em outros dias, aprovetem a história :P

Capítulo 1 - O começo


Fanfic / Fanfiction O brilho do olhar - Capítulo 1 - O começo

 

Pov’s Keith

(31 de agosto domingo - 17:45)

Sempre achei minha vida estranha. Minha mãe fugiu de casa com seu amante quando eu tinha apenas quatro anos, na época em que eu não entendia merda nenhuma. Mas agora, olhando para o passado, sinto raiva dela. Meu pai nunca esteve em casa desde essa *infelicidade*, sempre ocupado demais com o trabalho, e por isso fui criado e mimado por empregados irritantes. E hoje eu sou isso, uma pessoa qualquer escutando “Lone Days” do Sistem of a Down”, enquanto vou fazer algo que sempre faço, observar.

Desde o começo das férias de verão, eu tenho ido à praia para ver o por do sol, e lá sempre encontro alguém. Alguém que eu nunca vi na vida, sequer vi seu o rosto, mas ainda assim sempre vou observa-lo. Vejo a luz fraca e alaranjada do sol batendo em seu corpo, enquanto desliza pelas ondas de um jeito incrivelmente gracioso. Seu corpo move em total sincronia com o mar, ele domina-o completamente.

Sento-me em um banco no topo do morro da praia, próximo ao mirante, e acompanho sua pele morena iluminada cortando por entre as ondas, lá embaixo. Não sei quem é, mas seus movimentos me deixam hipnotizado, como se eu fosse um mero fantoche nas mãos de um mestre titeriteiro. Sempre quis vê-lo de perto, mas nunca fui valente o suficiente para descer até ele.

Enquanto olhava para o misterioso menino, eu pensava no futuro. Tinha decidido estudar na mesma escola que Shiro para cursar o 2º ano. Já que não tenho amigos, isso não faz muita diferença pra mim. Shiro é meu primo, meu melhor amigo e meu irmão, a única pessoa no mundo que me conhece de verdade e entende meu jeito estranho de ser.

Amanhã será o 1º dia de aula, mas eu não poderia me importar menos. Mirei mais uma vez o sol se pondo atrás do moreno que tinha acabado de sair do mar, e decidi que era melhor voltar para casa.

 

Pov’s narrador

(1 de setembro segunda-feira -08:00)

Keith foi acordado por seu mordomo, que balançava um irritante sino para expulsá-lo do quarto. O recém-acordado levantou-se lentamente enquanto olhava para seu imenso quarto preto, onde mais da metade do espaço era ocupado pela sua enorme cama, que poderia ser ocupada por quatro versões dele ao mesmo tempo. Revirou os olhos, clicou no botão que abria as cortinas e as janelas e foi andando até seu banheiro, passando em frente a seu closet.

Ainda de toalha, entrou no closet pensando no que iria vestir. Isso não costuma ser muito um mistério, já que seu guarda-roupa consiste basicamente em calças e blusas pretas. Vestiu seu “uniforme”, calçou um all-star vermelho e de última hora decidiu colocar sua blusa xadreza que tanto amava. Colocou uma música qualquer de sua playlist e subiu em sua moto, que era seu tesouro pessoal. Ele não estava nem um pouco preparado para entrar naquele lugar infernal, também chamado por muitos de escola.

Chegando lá, Keith estacionou sua moto e saiu lentamente á procura de sua sala, ao mesmo tempo em que observava as panelinhas do colégio.

Várias meninas começaram a cochichar e a sorrir quando ele passava. Frio como é, Keith apenas revirou os olhos e continuou a andar. Mal sabem que esse menino não tem uma gota de heterossexualidade dentro de si.

De repente, começou uma gritaria no corredor e várias meninas começaram a correr para um lugar específico. Keith virou-se e viu um menino moreno, musculoso, de olhos tão azuis quanto o oceano. Esse era Lance, conhecido por ser um dos mais gatos e o mais galinha do colégio. Ele passava dando um sorriso encantador e disparando piscadinhas para as meninas ao seu redor, e todas pareciam morrer com tal ato. Ele seguiu em direção aos seus amigos, que obviamente também eram os mais populares. Dentro da panelinha estava Nyma, uma líder de torcida também renomada por sua beleza. Ela tinha cabelos loiros com grandes cachos nas pontas, e os prendia com uma presilha em cada lado, parecendo uma típica menina popular que parece só existir em filmes. Seus olhos eram de um roxo escuro, e se iluminaram ao ver Lance chegando.

Keith, que de início achou o garoto bonito, o odiou no segundo seguinte. “Egoísta” e “esnobe” eram duas palavras que não saiam de sua cabeça.

Seguiu lentamente pelo corredor, como de costume, e mais uma vez recebeu olhares e cochichos.

- Nossa que gato – Nyma comentou com Lance e Rolo, outro integrante do grupinho deles – Será que é calouro? Nunca o vi antes na escola.

- Não tem nada nesse moleque. É só mais um emo qualquer – Lance disse bravo ao perceber que a menina, que antes rasteja aos seus pés, estava o trocando na cara dura. “O que tem de mais nesse menino?”, pensava. “Todas as meninas tão falando dele... tomar no cu, mal chegou e já se acha assim”.

Keith entrou na sala do 2ºE, com olhares grudados em suas costas. Avistou uma cadeira no canto da sala perto da janela e sentou-se lá, com a intenção de ficar o mais longe possível dessas pessoas. Antes que percebesse, uma dúzia de meninas o cercaram, perguntando coisas íntimas demais para o gosto dele.

“Desculpem, mas vocês não têm o meu tipo de fruta”, pensa e ri da situação.

- Não quero nada com meninas como vocês – disse ele grosso e frio, arrancando os sorrisos encantadores das meninas e jogando-os no lixo.

Lance e Nyma haviam chegado à sala pouco antes dessa situação toda. Após ver a cena, Lance quase explodiu de tanta raiva. Ninguém chega de uma hora pra outra e se acha tanto a ponto de dar um fora nas meninas mais gatas da sala.

Nyma ia sentar-se perto de Keith, mas assim que percebeu, Lance a pegou pela cintura e a puxou para perto.

- Por que não senta perto de mim? – o menino cochichou em seu ouvido com uma voz doce e suave.

Nyma olhou com o canto do olho para Keith, pensou um pouco e pegou na mão de Lance, puxando-o para sentarem perto do novato.

- Pronto, agora sento perto dos dois – disse baixo e sorriu timidamente.

Keith apenas observava a cena, e pensava o quanto achava idiota esse monte de meninas que fazem papel de tontas. Odiava meninos do tipo de Lance, que possuem uma beleza incrível, mas de caráter não têm nada.

Nyma sentou-se na frente do calouro e Lance estava ao seu lado.

- Oi, você é o Keith né? – Nyma disse com um sorriso meigo e acolhedor na cara.

- É – respondeu o menino friamente, destruindo qualquer possibilidade de assunto que pudesse ser formado entre os dois.

“Esse ano vai ser uma bosta” pensava Keith enquanto dava uma olhada geral na sala e observava Lance, que escutava atentamente as palavras do professor.

Keith dormiu nos três primeiros horários, e quando não dormia, prestava atenção no que acontecia para fora da janela.

Finalmente o sinal do intervalo tocou, e centenas de alunos saíram correndo de suas salas.

 

Pov’s Keith

(12:00)

Saí da sala morrendo de sono. O corredor estava lotado e dezenas de meninas me encaravam com um sorriso bobo na cara, sério mesmo? Sinceramente, tenho muita dó dessas meninas. Não quero nada com elas e elas continuam se jogando em cima de mim, não aguento esse povo que fica enchendo o saco por qualquer coisa.

No corredor, vi o tal do Lance pegando, ou melhor dizendo, engolindo uma menina que não reconheci, provavelmente é de outra sala. Nyma, a menina irritante, estava de vela ao lado dos dois com uma cara extremamente triste. Assim que me viu, saiu correndo na minha direção.

- Keith!!! – gritou e se jogou no meu pescoço. Obviamente me assustei e a empurrei de leve, também não queria machucar a desgraça. Dúzias de meninas mandaram um olhar de raiva para Nyma. Apenas revirei meus olhos e continuei meu caminho, ignorando a praga. – Passa o recreio comigo? Por favoor? – ela implorou, mas ignorei e coloquei meu fone de ouvido, cortando qualquer interação minha com as pessoas ao meu redor.

Fui até o refeitório e avistei Shiro, que sorriu a me ver e acenou. Acenei de volta, claro. Posso ser grosso com o mundo inteiro, mas jamais vou ignorar meu irmão. Resolvi pegar alguma coisa da maquina de café. O Shiro é o mais popular do colégio, o que não me surpreende. Sério, aquele cara é quase um deus; ele está praticamente no topo da lista dos mais gatos do colégio, joga basquete e futebol americano incrivelmente bem e tira notas ótimas. Às vezes nem parece que ele é real.

Peguei meu café e resolvi ir para o lado de fora da escola. Sentei embaixo de uma árvore, escutando “Chop Suey!” e tomando meu café, tudo perfeito para relaxar e esquecer o mundo.

Ou era o que parecia, antes da chegada de uma enxurrada de meninas. Elas sentaram perto de mim e ficaram me encarando, como se eu fosse uma obra num museu. Merda, já vi que vou ter que achar um lugar mais escondido na escola. Levantei e dei um sorriso amarelo para as meninas, que coraram no mesmo instante. Por favor, né! Era só um teste e elas já ficaram assim. Revirei os olhos e entrei na escola. Conversei rapidamente com Shiro, apenas perguntei onde eu poderia ficar. Ele disse que o corredor entre a biblioteca e a sala de computação costumava ser bem quieto. Fui ao local indicado e me sentei.

Realmente, era bem quieto e silencioso, lugar perfeito. Passei o resto do intervalo lá.

 

Pov’s Lance

(12:00)

O sinal tocou e observei aquele idiota dormindo. Qual é a desse cara? Feio e arrogante, com esse cabelo horroroso e essas roupas sem nenhum estilo. Como que um cara desse tá na escola mais renomada de Altea?

Não tem nada com nada. Saí da sala puxando a Nyma gentilmente. Eu fico com ela desde o 7º ano, nem sei mais. Ela é gata e gostosa, mas não gosto muito dela. Depois que tirei sua virgindade ela virou um pé no saco, insuportável. Ela é a melhor amiga da única da lista de mais gatas que eu não peguei: Allura, a inatingível. É do 2ºC, tem uns peitos e uma bunda lindos pra caralho, ainda por cima é a chefe das líderes de torcida, simplesmente perfeita. O problema é que ela dá o fora em todo mundo. Mas eu sei que um dia eu vou conseguir... Ninguém resiste ao charme do incrível Lance.

Avistei meus amigos e fui até eles. Perto deles estavam passando algumas meninas da lista, dentre elas a Sailor, uma menina de cabelos castanhos longos, bem latina, assim como eu. Quando me viu, veio direto em minha direção. Já fiquei com ela várias vezes, ela nem tem mais graça pra mim, mas a Allura passou nesse exato momento e, para causar ciúmes, peguei a menina de novo. Obviamente não deu certo. Nyma tentou ir atrás da Allura, mas segurei-a, dei uma piscadinha e voltei a beijar a Sailor. Mesmo que ela não tenha graça, não posso negar que ela é gostosa demais.

- Ihh, tá perdendo ein, Lance – Meus amigos falaram ao observar a cena.

Eu ri, meus amigos são muito infantis. Comecei a apertar a cintura de Sailor, puxando-a mais para perto. Parei de beijar seus lábios e desci meus beijos até seu pescoço, estava pronto para dar um chupão em seu pescoço. Então tive um relance daquele mullet terrível andando pelo corredor, e logo em seguida Nyma correndo em sua direção e abraçando aquele calouro maldito. Não havia palavras pra descrever a raiva que eu senti naquele momento.

- Lance? – Sailor perguntou olhando nos meus olhos, ela parecia confusa e não entendia por que eu havia parado.

Ignorei-a e fiquei observando Nyma gritar e pedir para passar o recreio com ele. Com ele? Sério? Por que com ele? Essa menina pode me pegar e pegar qualquer um dos meus amigos quando quiser, ela tá na lista, por que ela escolheria um emo com a porra de um mullet?

- L-lance v-você tá me machucando – Sailor disse e percebi que estava apertando ela com muita força.

- Desculpa gata – Sorri – Já vou indo, okay? Depois a gente continua.

Fui em direção à Nyma, que estava quase chorando, mas Allura a abraçou na hora em que cheguei. Eu sorri a vê-la.

- Oi Allura – Dei meu sorriso que é capaz de derreter qualquer uma, mas ela apenas fechou a cara e levou Nyma até o banheiro.

Ah! Qual é! Essa menina não tem jeito não?

O intervalo acabou e fui para a sala.

 

Pov’s narrador

(16:00)

Keith saiu da sala assim que a aula acabou, queria evitar as meninas que ficavam enchendo o saco dele. Foi para casa rapidamente em sua moto escutando música. Shiro passaria em sua casa mais tarde para conversarem sobre qualquer coisa. Ao chegar em casa, se apressou para seu quarto para tomar outro banho. Obviamente, seu pai estava fora. Desde que sua mãe foi embora, o pai evitava-o ao máximo. Tudo o que ele fazia era trabalhar o dia inteiro. Saía antes de o filho acordar e chegava depois da meia-noite. Keith sempre imaginou que fosse por causa de seus olhos, que são incrivelmente semelhantes aos da mãe. Eles têm um tom de roxo profundo e intenso, que muda parcialmente para um lilás quando exposto diretamente à luz. Parecem conter uma galáxia dentro de si mesmos. Por mais que alguém tente, não são olhos fáceis de serem esquecidos.

Keith estava muito irritado com o dia e com tudo que havia acontecido. Entrou no banheiro um pouco mais calmo e ligou sua enorme banheira. Tudo que ele queria era relaxar. Tirou sua roupa aos poucos, observando cada detalhe seu no espelho. Ele não se achava feio, apenas não entendia essa fixação toda das meninas por ele, ele não era lá grande coisa.

Passou a mão por seu abdômen rasgado. Não queria aquilo. Seu pai colocou-o em uma academia de defesa pessoal desde seus 10 anos, depois vieram as aulas de karatê e esgrima, na famosa academia Espada de Marmora.

Entrou na banheira e mergulhou a cabeça na água, lembrando-se de seu mestre Kolivan, que era mais um pai pro ele do que o próprio pai biológico. Ele lembrou-se de todos os conselhos valiosos dados por ele, toda a ajuda fornecida, todas as vezes que ele esteve presente.

O tempo passou e Keith calculou que Shiro já deveria estar chegando.

Terminou o banho, se vestiu e foi até a sala cumprimentar seu melhor amigo.

 

Pov’s Keith

(17:30)

Desci as escadas correndo e vi Shiro com cara de bunda no sofá.

- Foi mal Shiro – sorri sarcástico

- Vou pensar no seu caso – ele se levantou e foi em direção à porta – Vem, vamos perder o amor da sua vida – ele riu me zoando, olhei o celular e me assustei com as horas.

Saímos rapidamente de casa e fomos em direção à praia.

- Fiquei sabendo que você fez sucesso hoje... – fechei a cara assim que ele disse isso – Qual é, Brogane já tá na lista... Meu priminho tá podendo ein...

- É, sei lá, foi bem mais chato do que eu achei que seria. Como você aguenta essas meninas? – perguntei encarando-o, estávamos quase na praia.

- Simples - ele disse olhando para o horizonte – eu fico com algumas delas, aí as amigas param de me encher o saco. E nem é tão ruim assim.

- O que? – rio um pouco – Mas e aquela menina lá? – estávamos subindo o morro para o mirante, ainda não conseguia ver o menino.

- Ah... – ele fechou a cara e deu um sorriso amarelo, que me fez rir da cara de vergonha dele – Ela chama Allura, Keith, já disse 500 vezes. Ela tá lá no topo da lista, e dá o fora em todo mundo. É impossível tê-la – ele disse meio triste, mas o entendi.

Vi o menino moreno descendo a sondas novamente e sorri. Mas dessa vez tinha algo de diferente, ele parecia mais familiar do que antes.

- Hoje você vai lá falar com ele, Keith – Shiro disse, me despertando do meu breve transe. Fiquei chocado com essa frase.

- Eu n... –fui interrompido pelo toque do meu celular e vi que era o número da minha casa que estava ligando – Alô... Ah... Tá – Desliguei o celular e levantei do banco.

- Quem era? – Shiro perguntou ao se levantar. Lá embaixo vi o menino saindo do mar e olhando em minha direção, meu coração quase saiu pela boca.

- É... É... M-meu pai tem que conversar comigo, ele tá indo lá pra casa – disse ainda encarando o menino, que me encarava de volta.

Eu e o Shiro fomos para casa e pensei se o menino sempre me via ou não. Parte de mim queria que isso fosse verdade, mas outra parte implorava que não. Shiro nem entrou em casa, apenas pegou sua moto e se despediu de mim.

Entrei em casa e vi meu pai falando ao telefone com uma cara séria, parecia estar resolvendo alguma merda que aconteceu no trabalho. Ao me ver, desligou o celular.

- Keith... – ele pegou o paletó e vestiu, parecia que já estava indo embora – Amanhã vai acontecer uma festa da empresa, vamos fechar um grande negócio com a empresa de um amigo meu.

- Aonde você quer chegar? – falei grosseiramente, ele já estava em direção à garagem.

- Olhe os modos – revirei os olhos – Você vai.

- Não vou na merda desse seu jantar – falei muito bravo, estava descontando um pouco do ódio que sinto por ele. Ele nunca para em casa e do nada vem com essas asneiras.

- Você vai e ponto final – parou de andar e me encarou profundamente com seus olhos negros como a escuridão.

- Não –  falei, tentando manter uma expressão firme

- Keith, deixe-me explicar uma coisa: infelizmente, você é meu único filho e o futuro da empresa, então é sua obrigação ir – falou entrando na garagem

Dei um chute na mesinha da sala, que foi mais forte do que planejado e ela quebrou. Rapidamente uma empregada veio limpar.

Peguei meu skate e saí correndo para a rua e comecei a andar escutando minhas músicas. Não aguentava mais o meu pai. Após dois meses sem vê-lo, essa é a única coisa que ele tem a falar??

Quando dei conta, um carro estava vindo em minha direção. Meu primeiro instinto foi desviar para a direita. Acabei caindo e ralando meu braço e joelho, e batendo a cabeça no chão.

Tudo que eu via era sangue, meu campo de visão estava quase todo colorido de vermelho. Apesar disso, estava bem. Tentei me levantar e alguém veio me ajudar. Quando vi quem era, congelei.

Era ninguém mais, ninguém menos que Lance, o menino chato, arrogante e popular do colégio. Ele estava me seguindo, só me faltava essa. Empurrei-o e caí no chão novamente, mas ele vem de novo tentar me ajudar.

- Me larga desgraça – eu me levantei com dificuldade, estava muito zonzo e desmaiei.

 

Pov’s Lance

(18:50)

Ele desmaiou e o peguei para que não caísse no chão.

- Esse emo maldito do caramba... – revirei os olhos e coloquei-o no meu carro. Peguei seu skate e botei-o junto à minha prancha.

Eu estava tão relaxado, tinha acabado de tirar todo o estresse do dia com após surfar. Aí chega esse menino pra estragar meu dia.

Dirigi até minha casa e pedi que as empregadas cuidassem dele.

 

Pov’s Keith

(22:07)

Acordei assustado e percebi que não estava no meu quarto. Meu braço estava todo enfaixado e minha cabeça doía muito. Levantei e vi meu skate num canto.

- Será que aquele desgraçado me ajudou? – saí do quarto com tudo que era meu.

A casa era com certeza maior que a minha. Fui até a sala e vi uma menininha dormindo no sofá. Ela era a cara da desgraça, uma pele morena bronzeada e um cabelo castanho, não tão claro nem tão escuro. Tinha até as mesmas sardas espalhadas nas bochechas. Coitada, é uma cópia quase idêntica àquele idiota, só faltam os olhos que são uma representação quase perfeita do oceano. Argh, o que eu tô fazendo? Tenho que sair daqui.

Peguei meu skate e fui embora

 

 

(Continua)

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...