História O Caminho. - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance, Suícidio
Exibições 6
Palavras 1.737
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo Um


                    '' O amor é emoção mais forte, o que a torna a mais perigosa. ''

                    Parece bobeira essa frase, não parece? Mas não é. Acredite.

Você já se apaixonou por uma pessoa que sabia que era errada pra você? Já provou desse fruto podre? Infelizmente, eu também. Caso você nunca tenha provado dessa porcaria, agradeça sempre por não ter sido um dos escolhidos a sofrer eternamente.
Eu sabia onde essa paixão sem rumo ia me levar, aonde e como isso ia acabar, mas eu só dei ouvidos ao meu coração e não ao meu cerebro. Eu segui em frente, com o meu coração de trouxa.

Eu o amei verdadeiramente, completamente, ironicamente e insuportávelmente. Como eu pude ser tão otária? Entreguei meu coração e minha alma a uma pessoa que não queria nada disso, não queria amor, não queria sossego. Eu me entreguei por inteira a um alguém que só queria ficar com uma e ficar com outra depois de três horas, ou nem três horas e sim, três minutos.

Eu fui tola. Eu fui estupida. Eu fui idiota por meses! Mas isso, vai acabar.

Mas antes, vamos voltar aonde tudo começou.
                    ...

06h20, 13 de Maio, Califórnia.

Eu me chamo Brenda Martinez.

Tenho 15 anos e moro com meus pais em Malibu desde os meus 5 anos. Eu não posso dizer que estou muito feliz aqui onde estou, por causa das situações e dos problemas da minha vida, mas eu amo Malibu com todas as minhas forças.

A minha vida está indo pro lixo. Meus pais estão pensando em se separar, minha mãe perdeu seu trabalho por causa das drogas, meu pai me espanca sempre que volta bebado do trabalho, minhas notas na escola estão baixas e vermelhas, meus amigos me apunhalaram pelas minhas costas e todos que eu amava foram embora. Está tudo horrível e difícil de suportar, mas estou suportando.

Eu não sou aquelas garotas estudiosas e com boas notas em matemática, por mais que eu tente. Eu sou a garota que mais tira zero na sala e hoje eu vou tirar mais um, porque vai ter prova. Vai ser mais um zero e mais uma esperança de passar de ano perdida.

Eu sou muito julgada na minha escola por ser ruiva, baixa e desastrada. Tirando outros fatos que eu nunca entendi o porquê.

Coloquei a blusa do uniforme, uma calça jeans, soltei meu cabelo bagunçado e fui para a escola. A escola não ficava tão distante da minha casa, apenas cinco quarterões e boom! Chegamos!

Eu estava 5 minutos atrasada, então fiquei na diretoria esperando que me entreguem o papelzinho de autorização pra entrar na aula atrasada.

CINCO MINUTOS ATRASADA E ELES FAZEM ISSO! Que escola chata. 

— Se atrasou de proposito também? — uma voz grossa perguntou.

Era o garoto do 2º ano. Balancei a cabeça negando.

— Mas você não é aquela garota ruim de matemática do 1ºA?

— Sou, porra! Por quê?! — gritei. Ele se assustou e pediu desculpas. — Pelo menos eu tento aprender e fazer.

— Eu sou ótimo em matemática... — o interrompi.

— E por que você fugiu da primeira aula? — perguntei ironica.

— Porque eu tive problemas pessoais. — mudou de humor. Ele ficou sério e pensativo. 

— Sinto muito por esses problemas pessoais. — me desculpei. Afinal, eu sei muito bem como é não ter cabeça pra fazer uma prova.

— Tudo bem. E aí, gostaria de ter aulas de matemática comigo? — deu um enorme sorriso. Pensei duas vezes e respondi séria.

— Sim, pelo amor de Deus! — falei desesperada. Ele riu alto. 

— Qual é o seu nome desastrada em matemática? — brincou.

— Brenda Martinez, e o seu? — sorri.

— Matheus Santana. Legal te conhecer ruivinha. — falou sorrindo e seguiu em frente.

Combinamos de nos encontrarmos em uma lanchonete perto da escola às 16hrs. Cada um seguiu seu caminho, eu fui pra minha sala e ele, pra dele.

Todos estavam em silencio, quando eu entrei todos me olharam. Eu fiquei branca igual papel mas continuei andando até me sentar. Não peguei a prova, apenas abaixei a cabeça.

— Você não vai pegar a prova Srta. Martinez ? — a professora perguntou calma. Ela sabia das minhas dificuldades em matemática e das minhas situações em casa.

Balancei a cabeça negativamente, me encolhi e fiquei olhando o povo fazendo a prova quieta.

Depois de seis minutos, eu vi uma garota de cabelos loiros ondulads se levantando para entregar a prova. Sophie Santana tinha sido a primeira a entregar a prova. 

Ela era muito esperta, muito estudiosa. Toda escola tem uma garota patricinha metida a superior a todos, da nossa escola, ela era a Rainha. Ela nunca foi com a minha cara, não por eu ser a excluída da turma ou ser a garota invisível do colegio. Eu nunca soube e nem pretendo querer saber o motivo, ela que se foda.

Escutei alguém me chamando, era Clarice, minha única e melhor amiga. Deus foi tão piedoso comigo que permitiu que eu caísse na sala dela. Ela era a minha luz no fim do túnel, minha força. Ela me deu um papel com as respostas da prova, ela também era muito inteligente em matemática. Sophie e Clarice competiam o primeiro lugar em matemática.

— Professora, eu pensei melhor e quero tentar fazer a prova. — sussurrei. A professora abriu um grande sorriso e me entregou a prova.

Eu teria que errar algumas questões para que ela não percebesse que eue stava colando.

— Se tiver alguma duvida, pode perguntar. — falou e sentou-se novamente em sua mesa.

— Assim não é justo! Nós não podemos perguntar nada e ela tem esse direito? — Sophie gritou na sala de aula. 

— Ela é burra, você não! — um garoto gritou. Começou o inferno.

— E você é muito inteligente, né gay não-assumido?! — Clarice falou calma fazendo a sala rir.

Clarice sempre me defende quando Sophie e seus seguidores tentam me ferir com palavras.

...

Depois de quatro horas, as aulas terminaram e todos sairam sairam da escola. Eu fui a ultima, por que se eu fosse a primeira ou a do meio, eles iriam me empurrar até eu cair. 

Eu andei até a tal lanchonete que o Matheus marcou, Clarice decidiu ir junto comigo para me ajudar no que eu precisasse.

Conversamos o caminho inteiro sobre a nova e a antiga matéria que a professora estava passnado. Eu não estava entendendo mais nada, se é que algum dia eu entendi, até que ela toca no nome de Matheus.

— E esse garoto aí, hein? — perguntou maliciosa.

— Para, idiota! — a empurrei. — Como se alguém como ele iria querer alguma coisa comigo. 

— Ele parece ser um garoto legal e não esses garotos babacas que temos na escola.

— Eu estou no interesse de estudar e tirar nota boa, fim! — coloquei um ponto final no assunto.

Chegamos na lanchonete e o encontramos. Ele estava olhando para os lados me procurando, quando me encontrou abriu um lindo sorriso.

— Prazer, sou a melhor amiga dela e se tu enrolar ela na matéria eu arrebento a tua cara! — Clarice deu um sorriso ironico.

Eu fiquei vermelha igual a um pimentão. Essa garota aind avai me matar de tanto mico que ela me faz passar.

— Não vou enrolar ela. — diz confuso. Coitado, meu Jesus!

Mudei de assunto e foquei nos estudos. Estudamos a tarde inteira, ele me ensinou o basico do basico e o recente para que eu não me enrolasse daqui pra frente. Tinha 23 chamadas perdidas da minha mãe e 10 do meu pai. Eu não os avisei que iria ficar fora de casa para estudar. Me despedi deles falando que eu tinha que ir embora para casa. 

— Tu vai embora sem comer nada? — Clarice perguntou. Ela sabia da difícil situação que eu estava vivendo com meus pais e que eles não me alimentavam.

— Sim, estou sem dinheiro e sem tempo para comer. Preciso muito ir.

Peguei meu caderno e meu livro de cima da mesa e coloquei na minha mochila apressadamente.

— Eu pago qualquer coisa pra você comer, pede lá. — Matheus me deu dinheiro. Eu o olhei confusa, demorei para processar. — Pode ir lá, Brenda. 

— Não precisa, obrigada. — sorri amarelo. Precisava sim! Mas eu não podia aceitar.

— Precisa sim porra, aceita! — Clarice pegou o dinheiro e me puxou para a fila.

— Cla! — me soltei. 

— Brenda, pelo amor de Deus! Só tem duas pessoas na fila! — falou brava.

Esperei dois minutos na fila com ela e finalmente comprei algo. Agradeci para os dois e fui correndo para casa. Matheus me ofereceu companhia mas eu neguei. Se meu pai me visse com algum garoto, ele me espancaria até a morte.

Cheguei em casa de mansinho, peguei uma toalha no varal e fui tomar um banho rapido e relaxado. Coloquei um short e uma blusa qualquer. Subi para o meu quarto sem fazer nenhum barulho e me sentei na cama. 

Liguei para a minha mãe e expliquei onde eu estive, ocultando algumas verdades. Não podia falar sobre Matheus, então falei que estudei apenas com Clarice na lanchonete a duas quadras da escola. Ela compreendeu e desligou. Deitei na cama e fechei os olhos pensando em que rumo minha vida estava tomando.

Eu preciso decidir alguma coisa, preciso arrumar um emprego, preciso mudar minha vida senão não vou durar mais um ano. 

— Onde esteve Brenda?! — meu pai abriu a porta caindo de lado. Eu me assustei com a brutalidade em que ele pegou meu braço.
Por favor, não. De novo não. Eu não aguento mais ser espancada por ele.

— Estava estudando com Clarice. — falei já chorando.

— Se fosse verdade, você não estaria chorando! — berrou em meu ouvido. Ele fechou a mão e me deu um soco das costas.

Por cinco segundos eu perdi meu ar. Foram os cinco segundos mais aterrorizantes da minha vida. Eu precisava de ar, eu precisava me recuperar desse soco.

— Você tem que me obedecer! Eu sou o seu chefe, entendeu?! — puxou meus cabelos e me olhou malicioso. Aquele não era meu pai, era um monstro. 

— Entendi... — falei sem voz.

— Ótimo! — me jogou na cama. — Hoje sua lição vai ser outra, garota mal-criada! 

Ele trancou a porta e começou a abrir sua calça. Não, meu Deus, não!

Em 10 anos em que eu moro com meus pais, eu nunca havia sido estuprada. Eu nunca havia desobedecido nenhuma ordem, até hoje.

Mas era para o meu bem escolar! 

Aquele homem era muito mau, eu nunca pensei que ele poderia chegar a esse ponto. Gritei de todas as formas pedindo por ajuda mas ele me deu um grande soco no rosto e eu acabei desmaiando.



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