História O Caminho do Infinito - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Bleach
Personagens Byakuya Kuchiki, Grimmjow Jaegerjaquez, Ichigo Kurosaki, Personagens Originais, Renji Abarai, Rukia Kuchiki, Shihouin Yoruichi, Urahara Kisuke, Uryuu Ishida
Tags Bleach, Byaluna, Deathberry, Grimmnath, Ichiruki
Exibições 65
Palavras 2.574
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Vizinho


Com uma sobrancelha arqueada, um psiquiatra sentia sobre si três pares de olhos vibrando em expectativa. Sua irmã, sua namorada e um pit bull enorme com a expressão risonha.

— O que é isso? — Indagou levando uma das mãos à testa coçando-a.

— Um cachorro — Luna tomou à frente para responder, mantendo no rosto seu sorriso costumeiro.

— Isso eu sei. — Byakuya bufou rolando os olhos para o olhar cúmplice que a loira e Rukia trocavam.

— Eu sei que deveria ter te consultado, Nii-sama... — A morena ajoelhou-se ao lado de seu cachorro, recebendo deste uma lambida na bochecha. — Juro que quando fui ao canil a intenção não era trazer um cachorro pra casa... Mas quando olhei para o Newton eu soube que precisava dele...  — Colocou o rosto então ao lado da cara do animal. Ambos olharam para o Kuchiki com um ar de cachorro sem dono. Byakuya bufou uma segunda vez antes de prosseguir:

— Se quiser ficar com ele terá que se comprometer. E qualquer estrago que fizer será responsabilidade sua.

Luna sorriu ao lado do moreno, olhando-o de canto de olho. Tinha certeza que o psiquiatra estava fazendo um esforço descomunal para aceitar aquele cachorro dentro de casa. Provavelmente fazia aquilo para agradar, de sua maneira, a irmã mais nova. Byakuya tinha consciência de que animais eram bons companheiros, mas esperava que Rukia preferisse um hamster.

— Hai! Obrigada, Nii-sama — Newton, que parecia entender tudo o que se desenrolava em frente ao seu focinho, correu para perto de seu novo tio e arrastou-se por suas pernas com o rabinho balançando.

— Ele é uma coisinha fofa mesmo — A italiana inclinou-se em direção ao cachorro, fazendo-lhe um afago no topo de sua cabeça.

— Dá oi pra titia, Newton! — A voz de Rukia soou, fazendo com que seu bebezinho entendesse que com Luna o passe era livre também. A loira levantou a cabeça sorrindo e olhando para a outra. A Kuchiki a aceitava tão bem que fazia com que se sentisse parte de uma família novamente.

Byakuya de seu lugar observava as duas brincando com o novo membro do clã Kuchiki e não pôde deixar de sorrir. Era bom vê-las se dando bem e talvez ter aceitado Newton não tivera sido de todo o ruim.

Após alguns minutos, o psiquiatra saiu de casa para levar sua namorada embora. Apesar da insistência de Rukia para que ficasse, a italiana preferiu ir para casa. Já se sentia tomando muito do tempo de Byakuya e não queria que a morena se sentisse sozinha por isso.

Rukia foi direto para seu quarto em busca do celular. Logo que o encontrou digitou uma rápida mensagem à Ichigo.

Rukia: Ta melhor? [22:50]

Passaram-se uns minutos, onde Rukia resolveu continuar a ler o livro que pegara mais cedo na estante de Byakuya, até o aparelho começar a vibrar com a resposta do ruivo.

Ichigo: Sim. Desculpa por hoje. [22:55] ✓✓

Rukia: Deixa de ser trouxa. Quero ficar com você em qualquer momento, idiota *) [22:56] ✓✓

Ichigo: Por que tenta parecer fofa quando ta me ofendendo? e.e [22:56] ✓✓

Rukia: Porque eu sou fofa. É inevitável. [22:57] ✓✓

Rukia: ω*) [22:57] ✓✓

Ichigo: Descobriu a parte do teclado que aparece as carinhas, né? [22:57] ✓✓

Rukia: Sim (*'') [22:58] ✓✓

Rukia: (^_—)—[22:58] ✓✓

Ichigo: 9.9... [22:58] ✓✓

Ichigo: E como foi com seu irmão? [22:59] ✓✓

Rukia: Falar com a Luna foi a melhor decisão. Ela amansou ele mesmo hahaha [22:59] ✓✓

Ichigo: Difícil imaginar o Byakuya domado... [23:00] ✓✓

Rukia: Não fala assim do meu Nii-sama, seu cretino. (Д´) [23:00] ✓✓

Ichigo: Você mesma que disse e.e [23:00] ✓✓

Rukia: (*'') [23:01] ✓✓

O casal continuou trocando mensagens instantâneas até a hora de Ichigo ir tomar seu remédio de dormir. A Kuchiki voltou novamente para o livro que lia, em busca de informações sobre o problema do ruivo. Newton, deitado na ponta de sua cama, dormia calmo e feliz em seu novo lar.

 

II

 

Após despedir-se de Byakuya, Luna correu pelo saguão de seu prédio a fim de conseguir entrar no elevador que já fechava as portas. Alguém que permanecia dentro dele escutou seu pedido para que a esperassem e manteve apertado o botão que mantinha as portas abertas.

— Obrigada! — Falou ofegante ao entrar. Deu uma boa olhada em um dos dois moços em sua frente e o reconheceu de imediato. — Shuuhei?

— Oh, Luna! — O enfermeiro da clínica, onde estivera internada durante meses, exclamou. — Há quanto tempo! Como você está? — Era estranho vê-lo sem o jaleco branco e a expressão em alerta para o caso de alguma emergência com os pacientes.

— Estou ótima — Sorriu. — E você? Não sabia que morava por aqui!

— Não moro. Meu irmão se mudou pra cá no final de semana — Falou apontando para o outro cara lá dentro, que passara despercebido. Poderia ser o novo morador de seu andar, que passara o domingo arrastando móveis. O homem se encontrava com as costas apoiadas na parede do elevador, de braços cruzados. Seus cabelos platinados e desarrumados a lembravam de alguém.

— Oi, moça.

— Ah, Oi — Era o funcionário do colégio que a abordara naquele dia. Esperava que ele não se recordasse dela, preferia evitar perguntas.

A porta abriu-se, fazendo a loira constatar que ele realmente era seu novo vizinho. Os três saíram juntos e pararam ainda de frente para o elevador.

— Bom, muito legal te rever, Shuuhei — Luna virou-se sorrindo para o moreno e depois voltou-se para seu irmão mais velho. — E bem vindo ao prédio...

— Kensei — O outro apresentou-se, encarando-a intensamente.

— Bem vindo ao prédio, Kensei. — Disse abanando e já se encaminhando para sua porta. — Se precisar de alguma coisa, 608.

— Obrigado, Luna! — Foi a voz de Shuuhei que escutou antes de fechar a porta de seu apartamento atrás de si.

III

Sentindo um peso esmagando seus pulmões, um ruivo viu-se impelido a acordar e com dificuldade abriu os olhos.

Sentada em seu tórax uma morena olhava atentamente para as próprias unhas, como se não prestasse atenção ou não ligasse para o que acontecia em sua volta.

— Rukia? — Sua voz rouca pelo sono soou como um eco em seu quarto. Olhou em volta, o cômodo estava escuro, porém era possível olhar pelas cortinas que lá fora tinha sol. — Que horas são?

— Quase 13h30 — Falou ainda sem olhá-lo. Quando chegara na casa do ruivo uns cinco minutos antes, Isshin dera a permissão para que ela subisse até o quarto. Inclusive deixara claras instruções para acordar o “vagabundo do meu filho”.

— Acho que dormi demais... — O ruivo levou uma das mãos aos olhos, coçando-os. — Diazepam e escitalopram juntos me dão uma lerdeza...

— Você deveria falar com o Urahara sobre isso.

— Uhum... — Ele segurou no pulso de Rukia, puxando-a e fazendo-a se deitar sobre seu peito. Abraçou-se nela, passando uma das penas sobre seu quadril e enterrando o rosto na curvatura de seu ombro, pronto para voltar a dormir.

— Pode acordando que a gente vai sair — Disse já empurrando o corpo do mais alto para longe, que a apertou ainda mais forte entre os braços.

— E pra onde vamos? — Perguntou com a voz abafada por ainda estar com o rosto apoiado em seu ombro.

— Vamos passar na sua faculdade e depois na minha — Disse com um meio sorriso no rosto. Ichigo então ergueu a cabeça e a olhou de forma indagadora.

— Pra que?

— Destrancar nossas matrículas.

— Quê?

— Isso ai. — Ela o olhou decidida. Estivera ponderando o caso desde que saíra da clínica, não tinha mais o que postergar. Um novo semestre estava próximo de se iniciar, então era o momento perfeito para voltar a estudar. Sabia que Ichigo precisava de novos ares e uma distração, o arrastaria nem que fosse pelos cabelos.

— Olha, Rukia... Eu não sei se é uma boa ide-

— Ei, nem começa com desculpas, idiota. — A Kuchiki fechou a mão, atritando o osso de seu dedo na têmpora do outro, que reclamou de dor. — Você vai.

— Sim, senhora capitã — Ele estreitou os olhos, olhando-a com um bico como perguntasse “não quer também que eu limpe seus sapatos?”. O pouco que já conhecia de Rukia o fazia saber que discutir com ela era tempo perdido, pois não o levaria a nada. O máximo que conseguiria era um soco no estômago.

 

IV

 

            — Ai meu Deus, eu tô nervosa! — Uma loira soltou um riso ansioso, sentada na sala de espera de um hospital. Ao seu lado sua melhor amiga e o marido sorriam, também aguardando para serem chamados.

            — Quando o filho for seu não quero nem ver então... — Grimmjow rolou os olhos. Na gestação de Hiroshi fora a mesma coisa, Luna ficava mais nervosa que todo mundo e se emocionava mais que a própria Nath.

            — Tá amarrado em nome de Jesus! — A italiana ergueu os braços, tentando afastar as energias que o compadre jogava para cima de si. Bebês não estavam em seus planos, definitivamente.

            — Caralho, você só falta levar os MEUS filhos pra casa — O marido de sua amiga estreitou os olhos em sua direção, cruzando os braços. — Vai ter os seus! Aproveita e amarra aquele engomado do Byakuya pra sempre! Hahaha!

            — Eu não preciso de um parasita dentro de mim pro Byaku ficar comigo, tá?

            — Não, precisa de cinco anos se esfregando naquele babaca pra ele deixar de ser boiola — Grimmjow soltou uma risada alta, recebendo das outras duas mulheres olhares pouco amigáveis. Luna estava pronta para respondê-lo quando a mais baixa dos três resolveu se pronunciar.

            — Se vocês dois continuarem com essa merda eu vou entrar lá sozinha! — Vociferou. Nath ainda beliscou o braço do marido, que protestava feito criança.

            — Senhora Nath... — A enfermeira, que acabara de entrar na sala de espera, tentava com dificuldade ler o nome da russa. Seus olhos se espremiam para pronunciar cada sílaba de seu sobrenome corretamente. — Nath... Jegue... Jaga... Joga...

            — Jaegerjaquez. — Nath resolveu ajudar a outra que já estava vermelha, perguntando-se mentalmente por que não seguiu o conselho de sua sogra e manteve o nome de solteira. Seus dois acompanhantes a seguiram para a sala de ultrassom, onde uma médica já a esperava.

            Enquanto a russa se ajeitava na cama onde veria pela terceira vez o novo membro de sua família, Luna e Grimmjow se acomodavam em cadeiras de rodinhas, arrastando-se para seu lado. Ela soltou uma risada involuntária ao ver a cara de expectativa que ambos faziam. Por mais que não fossem lá os melhores amigos do mundo, sempre se suportavam para poder ficar ao seu lado.

            A médica já passava o aparelho sobre sua barriga, fazendo o geladinho do gel espalhar-se. Quatro pares de olhos encaravam a tela em preto-e-branco, onde era possível enxergar, ou tentar, o bebê. Brotou então no rosto da médica um sorriso curto e logo ela apontava para um ponto no ecrã do aparelho.

            — Esse aqui é o bebê... — Apontou para um ponto pequeninho. Luna e Grimmjow apertaram os olhos tentando enxergar e não entendendo nada daquilo. — E esse aqui... — Ela moveu então o dedo mais para baixo, alcançando um segundo ponto. — É o outro bebê.

            — Quê? — Os três exclamaram em uníssono, trocando olhares entre si.

            — Parabéns, são gêmeos — A médica sorriu, dando a notícia.

            — Puta que pariu... — Grimmjow murmurou, levando as mãos aos fios de cabelo azul-celeste.

            — Madonna Mia... — A loira arregalou os olhos, olhando para os dois pontos que se mexiam na tela. Dois? D o i s? Como que dois bebês poderiam caber dentro de sua amiga? Ela era quase tão pequena quanto Rukia.

            — E esse... — A médica continuou, fazendo os três prenderem a respiração. Só faltava falar que eram trigêmeos. Ela então apertou em um botão, fazendo um barulhinho de toc toc toc começar a soar pela sala. — É o som dos coraçõezinhos deles.

            Nath sorriu, ao contrário dos outros dois ela não estava nem um pouco assustada. Surpresa, talvez. Quase se esquecera da sensação que era escutar o barulho do coração de um bebê que batia dentro de si, lembrava-se que quando ainda esperava Hiroshi era sua parte preferida em ir fazer ultrassonografias.

            Luna e Grimmjow ainda olhavam para a tela do aparelho, sentindo os olhos azuis, de tons diferentes, marejarem. O de cabelos exóticos já estava bastante feliz por ser pai novamente, mas duas crianças o pegaram realmente de surpresa. Sorte sua que já conseguira um emprego, pois as despesas seriam dobradas. A italiana, por sua vez, só conseguia sentir-se contente pelo casal de amigos, que estavam formando uma família ainda maior e mais completa.

 

V

 

            Já era final de tarde quando, estacionada em uma calçada próxima ao primário de Karakura, Luna olhava com atenção as crianças saindo pelo grande portão da escola. Rurichiyo estava parada olhando de um lado para o outro e parecia falar sozinha. Logo um sorriso abriu-se em seu rosto e ela correu em direção ao pai, que estava novamente lá para buscá-la.

            — É meio estranho ver o Arttur com essa pose de bom pai — Ela o olhou para o lado, dando de cara o Sete no banco do passageiro. Naquele dia Vors não estava com ele.

            — Ele era legal, lembra? — Tentou sorrir, enquanto apertava o volante de seu carro entre os dedos. Se buscasse bem fundo em sua mente, conseguiria achar momentos em que tivera uma relação boa com seu progenitor.

            — Sinceramente? Não. — Sete se remexeu no banco, soltando uma risada de escárnio. Era claro que se recordava, mas fazia tanto tempo que poderia às vezes se confundir com qualquer outra alucinação da infância da italiana.

            — Com os pés cansados de novo, moça?

            Luna virou-se para a janela de sua porta, sentindo o coração acelerar com o susto. Seu novo vizinho estava com um dos braços apoiados no teto do carro, enquanto o tronco permanecia inclinado para poder ficar com o rosto na altura da janela.

            — Er... Oi, Kensei. — Deu um sorriso amarelo em direção ao outro. Era só o que lhe faltava seu vizinho começar a ficar em seu encalço. — Na verdade...

            — Luna, né? — Ela afirmou com a cabeça e ele prosseguiu. — Você fica parada aqui por perto todos os dias, se estiver precisando de algo é só falar.

            A loira notou que ele a olhava intrigado. Provavelmente já pensava que ela era realmente uma sequestradora de crianças ou louca. A segunda opção não estava de todo errada, mas precisava tomar cuidado antes que alguém resolvesse chamar a polícia.

            — Bom, é que minha irmã estuda aí. — Se contasse ao menos metade da história ele pararia de incomodá-la, provavelmente.

            — E você não vai falar com ela...?

            — Eu meio que não falo com a minha família... — Sorriu sem jeito. Aquele era o tipo de informação que não se passava para qualquer um, mas como diria sua amiga russa “pra quem já está no colo do capeta...”.

            — Hm.

            — Enfim, eu venho às vezes só pra vê-la de longe. Juro que não pretendo sequestrar ninguém.

            — Só tenta ser mais discreta — Kensei suspirou, fechando os olhos por um segundo. Luna não parecia ser uma pessoa ruim, mas acabaria se metendo em problemas se continuasse agindo feito sequestradora. — Os pais das crianças daqui são bem neuróticos.

            — Tá... — Suspirou, desviando o olhar dos do vizinho rapidamente. — Desculpa, qualquer coisa. — Falou já girando a chave na ignição, pronta para ir para casa. — Quer carona?

            Kensei ergueu uma das sobrancelhas, cruzando os braços.

            — Não precisa, obrigado.

            — Bom... Então, tchau. — Ela acenou, dando partida. — E valeu, por não ter me dedurado ainda. — Riu, antes de engatar a primeira e seguir rumo para casa.

            Olhando o carro de Luna sumir na esquina, um sorriso torto surgiu em seus lábios. Aquela loira era mais interessante do que aparentava.

 


Notas Finais


O cara da escola era o Kensei <3
Não resisto kkk.
Alguns novos personagens vão começar a aparecer com o passar dos capítulos~
Lembro que quando saí da clínica, a volta para a faculdade foi uma das piores coisas. Como será que vai ser para o Ichigo? :')


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