História O Caminho do Sol - Capítulo 19


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Categorias Bleach
Personagens Byakuya Kuchiki, Grimmjow Jaegerjaquez, Ichigo Kurosaki, Izuru Kira, Rangiku Matsumoto, Rukia Kuchiki, Shunsui Kyouraku, Shuuhei Hisagi, Urahara Kisuke, Uryuu Ishida
Tags Bleach, Ichiruki
Exibições 129
Palavras 2.193
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse capítulo contem hentai. Se você não é adepto deste tipo de leitura, aconselho passar reto.

Capítulo 19 - Três gotas de rivotril


Parada de frente para a porta de seu apartamento, Luna sentia o coração bater tranquilamente. Finalmente, após cinco meses, poderia falar que estava em casa. Ela olhou por cima de seu ombro esquerdo, vendo Sete igualmente parado esperando a porta ser aberta. Sua alucinação primária parecia sorrir em contentamento pelo retorno ao lar. A loira virou o rosto na direção oposta podendo então ver seu ex-psiquiatra. Realidade e ilusão misturavam-se em um misto de sensações que a faziam sentir-se plena.

            Ela girou a chave na fechadura e abriu a porta, sentindo de pronto o cheiro de poeira que fazia a maçã de seu rosto e os olhos formigar. Entrou sendo seguida por Byakuya, pois Sete já aparecia jogado no sofá de couro preto da sala de estar.

            — Isso aqui vai precisar de uma boa limpeza — A loira falou enquanto abria a varanda de sua sala para entrar um ar.

            Byakuya olhou em volta, não era sua primeira vez dentro daquela casa, mas era a primeira vez que via naquele estado de abandono. Apesar de estar tudo no lugar, uma grossa camada de poeira cobria os móveis, indicado que realmente ninguém estivera ali dentro nos últimos cinco meses. Geralmente, nos casos de internação, a família do paciente se responsabilizava por todas as pendências. Mas era demais esperar que a família Gabbiacci fizesse algo pela primogênita.

            O moreno não queria que aquele tipo de sentimento em relação à loira o invadisse, mas não conseguiu evitar sentir-se mal por ela. Ela era, para ele, uma pessoa incrível e não merecia o tipo de negligência com que fora tratada a vida inteira. Lembrou-se de quando em consulta ela confessara que tinha uma irmã mais nova, mas que seus pais não a deixavam se aproximar, achando que suas ilusões influenciariam em algo sua irmã. Para Luna sobrara apenas suas alucinações.

            — Byakuya? — Ele despertou ao ouvir a o sotaque forte da italiana o chamando. Ele virou-se para fitá-la e ela lhe sorria como de costume. — O que houve?

            O moreno aproximou-se dela e deslizou a mão por sua cintura, puxando-a para mais perto, abraçando-a. Ele apertou seu corpo magro entre os braços e depositou um beijo no topo de sua cabeça, pegando-a de surpresa. Luna correspondeu o abraço e projetou o corpo para trás, para olhá-lo.

            — Tá tudo bem?

            Ele confirmou com um aceno de cabeça, sem mudar sua pouca expressão.

            — Vem, vamos limpar essa casa. — Falou a soltando.

            O resto do dia e o começo da noite passaram devagar para ambos. Luna colocara uma seleção de músicas chatas, para o gosto refinado do moreno, para tocar e passou a tarde inteira arrumando o próprio quarto, enquanto ele tentava dar um jeito na cozinha e na sala.

            A noite já avançava quando a loira resolvera que era hora de parar. Ainda havia o que ser feito, mas Byakuya não insistira em continuar porque também estava cansado e com todas suas alergias atacadas graças a toda aquela poeira. O moreno foi tomar um banho enquanto Luna ligava para um restaurante tailandês para pedir algo para comerem, uma vez que ela esquecera-se totalmente de fazer compras.

            Já passava das 22h00 quando a loira terminava de lavar o último prato da janta. Ela secou as mãos em uma toalha de louça e voltou-se para Byakuya, que permanecia apoiado no balcão que dividia a cozinha da sala de estar.

            — Obrigada pela ajuda hoje.

            Ele apenas deu um aceno de cabeça, como falasse que estava tudo bem. O moreno olhou então para seu relógio de pulso, constatando o horário.

            — Tá na hora dos seus remédios.

            — Perdi o psiquiatra, mas ganhei uma babá. Ótimo. — Ela girou os olhos. Sabia que precisava continuar tomando seu medicamento no horário correto, mas era bastante incômodo ver que ele ainda tinha esse tipo de postura de médico com ela.

            Byakuya ignorou o comentário da loira e já remexia na sacola da farmácia em busca dos remédios certos. Ele sabia de cabeça qual deveria tomar naquele horário e a quantidade correta.

            — Conversei com o Urahara e ele diminuiu a dose de rivotril. — Comentou, enquanto ia atrás de um copo com água.

            — Por que? — Ela apoiou-se também no balcão, alcançando a receita de seus remédios e dando uma olhada por cima. Com exceção de sua nova dose do remédio para dormir, aparentemente tudo continuava o mesmo. — Vocês sabem que eu não consigo dormir.

            — Ta na hora de aprender a viver sem esse remédio. — Falou enquanto pingava três gotas de rivotril dentro do copo com água e o entregava para ela.

            — Só três? Vai fazer nem cócegas — Ela comentou enquanto engolia a água com gosto estranho de uma só vez.

            — Vai ter que se acostumar — O psiquiatra foi intransigente. Ela já tomava remédios demais e aquele era totalmente desnecessário a seu ver. — Vou esperar você dormir e vou para casa.

            Os lábios da loira se curvaram em um bico, demonstrando total desgosto pelas últimas palavras do Kuchiki.

            — Pensei que fosse ficar aqui.

            — Não dá, amanhã cedo eu vou para o hospital. — Falou se referindo ao seu outro local de trabalho, onde inclusive conhecera a moça. Luna ainda cursava Design quando entrara em um programa de acompanhamento psiquiátrico oferecido pelo hospital da universidade, onde Byakuya na época terminava sua residência.

            — Ta, né. Vou tomar um banho — A loira preferiu não alimentar o assunto, pois entendia que ele tinha compromissos além dela. Ela então seguiu para seu quarto, pronta para tomar um banho.

            Byakuya resolveu aguardá-la sentado em uma poltrona que ficava no quarto da loira, próximo à janela. Encontrou um livro em uma das estantes do quarto e colocou-se a ler para passar o tempo. Ele já passava da página vinte quando a porta do banheiro fora aberta, deixando o vapor quente invadir uma pequena extensão do quarto.

            Luna entrava no cômodo secando os cabelos e falando sozinha. O moreno desviou rapidamente o olhar do livro que lia, imaginando que no momento a loira conversava com Sete.

            — Você vai esperar mesmo eu dormir? — Perguntou enquanto jogava a toalha molhada sobre a cama, inicializando todos os TOCs do psiquiatra. — É sério, três gotas de rivotril fizeram efeito nenhum.

            O Kuchiki respirou fundo, tentando se concentrar para não se levantar da poltrona só para tirar aquela toalha molhada de cima do colchão. Ele voltou a olhar para a loira e acenou com a cabeça, confirmando que ficaria ali até que ela pegasse no sono.

            — O que você tá lendo? — Continuou diante o silêncio dele. Ela aproximou-se da poltrona e como uma felina sentou-se sobre suas pernas, passando os braços em volta de seu pescoço e olhando para o livro.

            — Quando Nietzsche Chorou. — Ele respondeu mostrando-lhe a capa.

            — É meu favorito, devo ter lido umas três vezes já — Comentou, aconchegando a cabeça na curva de seu pescoço. Byakuya passou um dos braços em volta do corpo de Luna e voltou a ler o livro, tendo naquele momento também como companhia o cheiro refrescante que exalava do corpo da italiana.

            Ela remexeu a cabeça e roçou o nariz na pele do pescoço do moreno, sentindo seu cheiro. A loira não resistiu e passou os lábios sobre o local, depositando-lhe um beijo úmido, passando de leve a língua e sentindo a textura de sua pele.

            O Kuchiki sentiu o corpo todo despertar diante o toque e respirou fundo para manter a compostura, voltando sua atenção para o livro e lendo pela terceira vez a mesma frase. Luna deu um meio sorriso diante o arrepio do outro e levou uma das mãos aos fios negros de seu cabelo e passou a beijá-lo do pescoço à orelha, fazendo o médico perder toda a atenção que tentava manter em sua literatura.

            Byakuya fechou os olhos e jogou a cabeça para trás, aproveitando a sensação dos lábios da loira em sua pele. Ele fechou com cuidado o livro, deixando-o de lado, e a segurou pela cintura, fazendo com que ficasse de frente para ele. Seus olhares se encontraram e se encararam intensamente, como se aquele momento fosse a única coisa que importava.

            O moreno então passou um das mãos por trás do pescoço da italiana e a puxou para um beijo. Suas línguas se encontraram de pronto, explorando com avidez o sabor um do outro. O Kuchiki a segurou pela cintura e deslizou a mão livre pela coxa da loira, arrancando um suspiro contido dela.

Luna encerrou o beijo por um instante, encarando o psiquiatra. Ela levou as duas mãos em direção ao rosto dele, roçando a ponta dos dedos por seu rosto para ter certeza de que não estava delirando. A loira sorriu e voltou a beijá-lo.

A italiana começou a desabotoar sem pressa a camisa social do moreno, que passou a subir a mão por baixo de sua camisola, alcançando seu seio desnudo. Ela ofegou com o toque dos dedos gelados sobre sua pele e um arrepio subiu-lhe a espinha, causando uma onda de sensações que experimentara poucas vezes na vida.

Após ajudá-lo a livrar-se de sua camisa, Luna segurou na barra da própria camisola e a tirou em um único movimento, ficando apenas com uma peça íntima. Byakuya passou as mãos por seus ombros sardentos e roçou os lábios sobre o esquerdo, deixando um rastro de saliva em sua pele, e subindo pelo pescoço. Ao passo que o moreno mordiscava sua orelha, ela levou a mão ao cinto de sua calça, abrindo-o.

Ele sentiu o sangue fluir com mais intensidade em sua área sensível quando a italiana começou a estimulá-lo por cima do tecido da calça de linho, enquanto com a mão livre segurou sua mão e a levou até um de seus seios. Byakuya não se conteve e após apertá-lo entre os dedos levou sua boca sobre ele, circulando o mamilo rosado com a língua.

            O moreno subiu os lábios novamente para seu pescoço e levou as mãos uma em cada perna de Luna, segurando-a com firmeza. Ele levantou-se com ela em seu colo, que circulou seu quadril com as pernas.

            Byakuya colocou-a sobre a cama, inclinando-se em seguida sobre ela e tomou-lhe novamente os lábios. Ele passou as mãos sobre a pele macia do interior de suas coxas, subindo devagar até encontrar sua intimidade. Afastou sua roupa íntima para o lado e a invadiu, sentido seu sexo úmido com seus dedos.

            A loira prendeu a respiração ao sentir o toque do outro, que a circulava com avidez. Ela tateou o cós da calça do moreno e segurou nas laterais, puxando-a para baixo com dificuldade. Logo ele a ajudou, terminando de se despir e indo novamente com a mão de encontro a sua última peça, a tirando e deixando-a completamente nua.

            O psiquiatra se posicionou entre as pernas da loira, segurando uma de suas coxas e se curvando para beijá-la novamente. Enquanto a beijava, ele a penetrou com calma, deliciando-se com seu interior que o envolvia em prazer. Byakuya passou a movimentar-se dentro da loira, arrancando gemidos incontidos dela e de si próprio.

            Ele arrastou os lábios de seu pescoço até os seios e a visão deles se remexendo para cima e para baixo de acordo com seus movimentos o excitava ainda mais. O moreno novamente tomou um em suas mãos e abocanhou o outro, sentindo a pele da outra se arrepiar sob seu toque.

            Seus movimentos estavam em plena sintonia, como se já se conhecessem há eras. As peles atritavam, fazendo com que suassem cada minuto mais e que o vai e vem de seus corpos fluísse com rapidez. Eles ofegavam em busca de um ar que mesmo estando ali parecia rarefeito.

Luna sentiu o corpo dar espasmos, os músculos tencionarem e soltou um gemido alto entregando-se ao clímax. Ao sentir o interior da loira tencionar-se, o Kuchiki intensificou seus movimentos e deixou-se também entregar ao prazer.

            Byakuya tombou suado sobre o corpo da loira, apoiando-se ainda em um dos braços para não jogar todo seu peso sobre ela. Luna levou uma das mãos ao seu rosto, afastando alguns fios de cabelo suados de sua testa. Ela inclinou-se até seus lábios se encontrarem novamente em um beijo calmo.

            — Tomara que isso não seja mais uma das minhas alucinações. — Ela comentou sorrindo enquanto seus olhos passeavam por todo o rosto do Kuchiki.

            Ele jogou o corpo para o lado, deitando-se próximo da loira, puxando-a pela cintura e apoiando o queixo na curva de seu pescoço. Byakuya beijou-lhe o rosto e a aconchegou em seus braços, puxando o lençol que estava na beirada da cama para tapá-los.

            — Não é.

            — Você vai mesmo embora depois que eu dormir? — Ela indagou, cerrando os olhos, sentindo que o sono queria finalmente chegar.

            Byakuya a observava com atenção enquanto ela ia se entregando à Hipnos. A expressão típica sorridente de Luna ia se desfazendo e ficando serena. Ele a puxou para mais perto, sentindo sua pele fria sobre a dele, e se fez confortável naquela cama macia.

            — Não vou embora — Foi o que falou, incerto se ela ainda o escutava. Acordaria um pouco mais cedo para não se atrasar para o trabalho, pois não havia motivos para sair de perto dela. Antes de se dar conta o Kuchiki adormeceu ao lado da loira mais insistente que conhecera.

            E o sol chegava para todos.


Notas Finais


Então, como houve bastante pedidos de um hentai ByaLuna, cá está! x)
Eu ia fazer uma cena ichiruki ainda no final, mas achei que ia cortar totalmente o clima do capítulo u_u então foi mal, mas ByaLuna faz parte da fic também :3
Eu ainda não me acostumei a escrever hentais, espero que não tenha decepcionado o_o
É isso ae, um beijo pra todos e até o próximo o>


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