História O Caminho dos Deuses - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Noragami, Originais
Personagens Iki Hiyori, Personagens Originais, Yato, Yukine
Tags Noragami
Exibições 21
Palavras 1.808
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Luta, Magia, Shoujo (Romântico), Shounen
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiiiie pessoal♡

Bem vindos a mais um capítulo!♡

Esse foi inteiramente escrito por minha amiga ~Tartaruja~♡

Boa leitura♡

Capítulo 2 - Formando uma constelação


Fanfic / Fanfiction O Caminho dos Deuses - Capítulo 2 - Formando uma constelação

Cada dia como Shinigami representa uma certa morte para mim. Uma morte de alma. Matar tantos por nada simplesmente me entristece. Á minha família, isso não faz diferença. Fui criada para ser uma Shinigami, não deveria sentir pena.

Justamente pelo o que sou me recuso a possuir uma shinki, tenho medo do que poderia fazer com ela. Do que seria forçada a fazer. Apesar de meu receio em possui uma arma, me sentia muito sozinha. Mas Shinkis não significam amigos. Principalmente de uma deusa como eu.

Mas naquele dia me senti deliberadamente sozinha. O seu estava num degrade de roxo para um laranja amarelado. Saltei alto como os deuses normalmente fazem e sentei no prédio que sempre sento a essa hora do dia. Perto desse prédio há uma praça, na verdade, parecia mais um espaço com um banco de madeira corroído e uma árvore ao lado.

Havia uma coisa diferente na praça aquele dia. Essa coisa diferente era uma garota que aparentava ter 13 ou 14 anos. Balançava as pernas, cheia de inquietação. Parecia um pouco triste, desconsolada. Não acho que seja humana, até porque, ao olhar para cima, seu olhar pousou em mim. Encarei-a, de sobrancelhas franzidas. Ela me encarou normalmente, não parecia expressar nada.

Desviei o olhar para o semi-sol adiante e repreendendo-me decidi descer e falar com ela. Culpa da maldita deliberada solidão de hoje. Apenas subi no parapeito daquela cobertura e pulei, dobrando as pernas ao pousar e me apoiando com a mão. Me ergui e caminhei a passos largos até o banco velho corroído. Me sentei, como se não quisesse nada além de apenas sentar. Olhei para a garota, que estava de cabeça baixa, e examinei-a. Usava óculos e tinha cabelos longos e escuros, mas não negros, só escuros.

- Hey. - falei, para chamar atenção. Ela levantou a cabeça e me olhou, empurrando os óculos até o ponto de encontro entre a testa e o nariz.
- Oi
- Qual o seu nome?
- Não tenho.
- Como assim não tem nome?
- Eu tinha, não tenho mais.

Pensei um pouco para decifrar o que ela estava querendo dizer. Provavelmente ela é uma Shinki. Precisa-se de um dono para ter um nome quando se é Shinki.

- Entendi. Então fale-me o seu antigo nome.
- AsayeMa.
- Família Ma, hum?
- É.

Ficamos em silêncio por um tempo. Quando me senti a vontade perguntei:

- Como?
- O que?
- Quero dizer, como aconteceu? O que você fez?
- Eu explodi uma casa, sabe? Nada demais.

Estourei em risos.

- O que foi? - indagou ela.
- Nada demais? Cara, você destruiu uma casa!

Ela deu um risinho tímido.

- O que você é? Por que, só avisando, eu sei fazer barreiras!
- Não se preocupe. Eu sou uma deusa.
- Deusa de quê?
- Não queira saber...
- Vai, diz!
- Eu sou uma deusa da morte.
- Shinigami?

Não dava para entender o que se passava em sua cabeça com base em suas expressões.

- Sim...
- Eu não sei se isso é melhor do que um ayakashi.
- Não mato pessoas.
- Shinigami não matam pessoas?
- Eu disse que EU não mato pessoas.

Mais silêncio.

- Por que não faz logo? - disse a garota.
- O que?
- Ué, me dá um nome e eu vou ser sua.
- Não...
- Por que não?

Ela estava mesmo confusa. Por que um deus não ia querer uma Shinki a mais?

- Nunca tive uma Shinki.
- Sério?
- Sim.
- Quantos anos você tem?
- Uns 518...
- Tá brincando!
- O que?
- QUINHENTOS ANOS SEM UMA SHINKI? - ela falou com os olhos de arregalados.
- Sim...

Ela se levantou e agarrou minha mão e me fez levantar, puxando-a. Então me posicionou num ponto da pequena praça e ajustou meus ombros. Então ela sentou no banco novamente e esperou um pouco.

- Estou pronta!

Olhei dentro dos olhos dela e soube que Shinki pode sim significar uma amiga.

- A você, que não tem para onde voltar e nem como seguir em frente...

Parei um pouco, estava com medo.

- Vai.
- Eu darei um lugar a que possa pertencer. Meu nome é Hikari. De posse do teu nome, detenho-te aqui. Concedo-te um póstumo e faço de ti meu servo. O ente leva o nome. A peça, o seu homógrafo. Pela minha vida torno-te instrumento. O ente é...

Hesitei. Que nome dar?

- Hoshi. A peça é... Setshidan. Venha, Setshi!

E a garota de cabelos longos e escuros se transformou numa bela e longa katana. O seu "cabo" era negro e dele sai fitas coloridas como o arco-íris. Analisei-a, passando os dedos pela lâmina, sentido a vibração de Shinki e Mestre.

- Hoshi.

E ela voltou. Pensei na família. "Ha". Nós somos a família Ha.

-//-

Então eu tinha um shinki agora. E não sabia como lidar com isso. Afinal, nunca tive uma. Normalmente apenas andamos pela cidade, observando as vitrines e pessoas e se houver algo para fazer, faremos.

- Estou com fome. - Hoshiha disse.
- Novidade...

E juntas, rimos um pouco. Acabamos entrando numa casa de sushi para matar a fome. Eu pedi só fritos, não gosto muito dos crus.

- Como assim você não gosta dos crus?
- Não gosto.
- Então tá né...

Nos sentamos e comemos um pouco. Até que um certo e desagradável deus se senta na nossa mesa sem nem perguntar. Hoshiha fica na defensiva, erguendo os braços e logo me assusto.

- Pera, Hoshiha, não vá explodir esse restaurante também!
- Também? - perguntou o deus que havia se sentado conosco.

O deus se chamava Akinori Mitsuaki  e ele era deus das estrelas. Re-arrumava constelações e estrelas e deixava o céu organizado e bonito. E por mais poético que isso pareça ser, ele era um idiota. Ele é inconsequente e por mais grande que fosse seu trabalho não havia um templo para ele. Akinori só ficava a toa, todo dia. Mas se tem uma coisa que ele faz, é pegar no meu pé. Ele tem a minhha idade, mais ou menos. Acho que ele tem 519. Ele é alto e magro. Ele tem um cabelo preto meio bagunçado e olhos dourados e brilhantes como as estrelas que organiza.

- Então, o que tem pra comer? - disse ele.
- O que você quiser, desde que pague.

Olhei para Hoshiha, que aparentava tentar entender o que acontecia.

- Hoshiha, esse é Akinori, o Deus das Estrelas.
- Agora sim...
- Ok... - disse ele, voltando-se para mim - Vamos, só hoje!
- Só hoje tem sido todo dia.
- Por favor... - ele arregalou os olhos, falhando em fazer uma cara de cachorro sem dono.
- Vou pensar.

Ele da um suspiro e fecha a cara. Então, seu rosto se ilumina de novo como sempre ele se vira para mim.

- Então, Hikari-chan... Como está hoje?
- Como sempre. - digo.
- Ok, então você está tensa, cansada e triste.
- Basicamente.
- Vamos, Hikari, você tem que parar de ser tão...
- Hoshiha - a chamo para interromper a fala de Akinori. Hoshiha levanta a cabeça. - A comida, você gostou?
- Sim, mestre.
- Olha, você pode me chamar de mestre mas se quiser pode me chamar de Hikari também, ok?
- Ok.
- Toma. - lhe entrego 4 fichas para os jogos que haviam ao fundo do restaurante.
- Sério? - disse ela, sorrindo.
- Sério. - dei um meio sorriso e ela saiu em desparada.

O restaurante estava vazio. As poucas últimas pessoas saíram agora. Começou a tocar uma música de fundo, lenta. Tipo uma música de elevador.

- Vamos dançar?- Akinori perguntou.
- Não.
- Por quê?
- Porque não.
- Vamos...
- Isso é uma música se elevador. - indago.
- Não importa.

Apenas o ignorei e continuei comendo por um tempo. Hoshiha estava demorando então decidi levantar e procura-la. Me levantei.

- Resolveu ceder? - perguntou o idiota.
- Não, só vou ver aonde está Hoshiha para podermos ir.
- Ah, você não vai não.

Ele me puxou e eu enrijeci. Ele começou a balançar de um lado para o outro. Coloquei as mão atrás das minhas costas peguei as deles e as tirei. Então virei e fui buscar Hoshiha.

Ela estava num jogo de luta entre ela e o adversário virtual. Havia vencido 2 de 5.

- Eu espero, não se preocupe. - disse.

Encontrei uma cadeira perto e me sentei. Não vi mais Akinori o resto do dia.

-//-

O sol estava se pondo de novo e levei Hoshiha até aquele prédio. Sentamos e ficamos observando, como eu sempre fazia. Sozinha.

- Por que Hoshi?
- Ãhn? - disse, meio distraída pelo degrade de cores no céu.
- Sabe, meu ente é Hoshi. "Estrela". Por quê?
- Porque eu as amo.
- Ama o que?
- As estrelas.

Falando nelas, o Sol terminou seu dia de trabalho desse lado do mundo e as estrelas brilharam. Estavam organizadas, do jeito que Akinori faz.

Quando a noite dominou toda a região, eu e Hoshiha fomos para o pequeno templo que eu tinha, feito com o dinheiro da minha família. Feito para uma Shinigami. O templo dava para duas pessoas dormirem confortavelmente, então lá passamos a noite. Eu não dormir muito. Dormia e acordava, meio perdida. Até que as cinco da manhã não aguentei mais dormir e acordei definitivamente. Me sentei e fiquei observando Hoshiha dormindo tranquilamente. Decidi não acorda-la e esperar.

Sempre que me encontro sozinha, ou seja, o tempo todo antes de Hoshiha aparecer, eu me sentia inquieta e andava em círculos ou sentava e simplesmente balançava as pernas. Fui para fora do templo e me sentei no último pequeno degrau dos três que haviam. Fiquei balançando as pernas, como disse e estalando os dedos. Outro mania que tenho. Olhava em volta, espreguiçava, alongava... Até que uma garota descabelada aparece na porta do templo.

- De quantas horas você acordou?

- Umas cinco eu acho.

- Nossa! Como você consegue acordar tão cedo?

- E como você consegue acordar tão tarde? Já são 10:30!

- E o que é que tem? Não temos nada pra fazer. - ela se espreguiçou e bocejou, ou que me fez bocejar logo depois.

-Mesmo dormindo tanto você ainda tá com cara de sono. - eu disse.

- Quem? - perguntou Hoshiha, com ar confuso.

- Vo...

- Perguntou? - disse Hoshiha e começou a rir e se gabar do lindo grande fora que te me dado.

- Enfim, vamos? Se não não vamos conseguir um café da manhã bom.

- Vamos, isto aqui está precisando se alguma coisa. - diz alisando a barriga.

E então partimos em nossa mais nova missão pela estrada da manhã. Procurar um restaurante para tomar um café da manhã.



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