História O campeão e a jornalista - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Gabriel Medina, Neymar
Personagens Gabriel Medina, Neymar
Tags Gabriel Medina, Romance
Exibições 48
Palavras 1.675
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Esporte, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Lar doce lar



E lá estava eu, em um aeroporto lotado esperando o atual campeão de surf. Já havia perdido a conta de quantas matérias e noticias produzi sobre Gabriel Medina esse mês. Após longas e mais longas horas aguardando começávamos a ouvir a grande multidão dar a noticia que o mais novo queridinho dos brasileiros estava em solo nacional. Todos os jornalistas tentavam fotos ou quem sabe, algumas palavrinhas do surfista. O povo brasileiro ovacionava Medina e sua família enquanto tentavam sair do local, sua cara de espanto era engraçada. Fiquei ali parada por breves minutos apenas o observando, até que Junior, um de meus companheiros de trabalho, me tirou de meu mundo fantasioso: 
-Hey Manu, tá tudo bem?  
-Comigo? - perguntei surpresa. - Sim, por que? 
-Você ta parada ai igual uma estatua, ta empedrando é? - ele ria de minha cara. 
-Nem tinha percebido. - olhei ao redor. - Acho que... - ele me interrompeu. 
-Eu sei, Gabriel Medina acaba com o fôlego de qualquer um. - Junior tinha razão, o surfista era meta de vida de qualquer um.  
-Talvez. - murmurei. - Terei que ir até a coletiva, não consegui nada aqui. - disse desanimada. 
-Qual é Manuela, ta fugindo do trabalho é? - o encarei e ele sorriu. 
-Você sabe o quanto eu odeio fazer coletiva... 
-Eu sei, mas pensa que vai ter um gatão lá, vai que você seduz ele com esses olhos verdes.  
-Ah claro! - gargalhamos. - Vamos lá então... - me joguei em meio a multidão e fui. 
   Já ciente que teria que ir para a coletiva, fui para minha casa, afinal eu mereço. Morava em um apartamento de classe média alta, não que eu ligasse para isso, mas era algo que eu havia conquistado com meu suor. Confesso que dei sorte de conseguir subir rapidamente em minha profissão e já conseguir ser uma jornalista respeitada e conhecida, mesmo com a pouca idade e experiência.  
  Passei pela portaria e peguei a correspondência, conversei com o porteiro e subi direto. Entrei em casa e tudo estava escuro e abafado, tratei logo de colocar as coisas em cima da mesa e abrir as cortinas e janelas, pois nunca gostei de nada que fosse abafado e sem vida. Logo os raios de sol preencheram o ambiente e o vento circulou o ar parado, fui até meu quarto e me joguei na cama, como estava cansada e precisando de sossego. Fiquei alguns minutos apenas deitada e com os olhos fechados ouvindo somente minha respiração que se agora estava calma. Fui para o banheiro me despi e entrei de baixo da ducha, fiquei longos minutos deixando apenas a agua quente cair sobre meu corpo, tomei um banho longo, e após sentir meu corpo todo relaxar sai de dentro do boxe. Me vesti de forma bastante simples, escovei o cabelo e fui para a cozinha. Procurei algo para comer, acabei optando por uma fruta –afinal era a única coisa pronta a se comer agora, pois devido a correria as idas no mercado se tornaram raras – peguei as correspondências e me deitei no sofá para abri-las. Haviam algumas cartas de propostas, cartas rotineiras e até mesmo umas cartinhas de fãs – confesso que fiquei surpresa por tamanho ato – Li todas elas e segui os donos dos fãs clubes que mandaram cartas. Depois de me divertir com a leitura, liguei a televisão a procura de algo interessante, zapeei vários canais mais nada me agradava e a maioria falava ou mostrava algo sobre Gabriel Medina, já entediada do assunto acabei por desligando a televisão e pensando em algo de interessante que poderia fazer. Olhei as horas e ainda estava cedo, todos os meus amigos – que também seguiam a mesma profissão que eu – deviam estar trabalhando agora, ou seja: terei que me virar sozinha. Pensei e repensei mas não achei nada, estava quase desistindo quando então meu celular tocou, era Maysa minha melhor amiga, atendi. 
-Manuzita da minha vida!! - disse ela gritando. 
- Senhorita Maysa é você? Que honra receber sua ligação – disse brincando   
- Palhaça! E ai, já tá em Sampa? 
- Yeeeees – disse animada 
- Chegou quando e porque não me ligou mais cedo? 
- Desculpa amiga, cheguei nessa madrugada, porem só cheguei agora em casa. 
-Aconteceu alguma coisa? 
-Não amiga, mas eu tive que ficar no aeroporto, estou fazendo a cobertura do Medina.  
- Ah é mesmo, tinha me esquecido – ela ri – Fiquei sabendo que o negocio tava louco no aeroporto, confirma? 
- Quem te contou não mentiu, porque a coisa tava intensa mesmo! Ainda não me recuperei da multidão e das horas esperando. 
- Coitadinha – disse ela afinando a voz – Mas pelo menos conseguiu alguma coisa boa lá? 
- Se eu te contar, você nem acredita, eu não consegui nem me aproximar dele, tirei fotos mas ficaram horríveis pela multidão. Não tenho nada em mãos, vou pra coletiva correr atrás.  
-Vou pra lá também, já conseguiu o acesso?  
-Ainda não, mas vou ligar para o Marcos agora, meu chefinho consegue.  
-Fechou então! Vamos juntas, eu passo pra te pegar. 
-Okay amiga, até mais tarde.  
  Terminei de falar com May e já fui correr atrás do acesso, única saida é recorrer ao meu chefe amado.  
-Manuzinha, minha jornalista favorita. - atendeu ele. 
- Oi Marquito – era assim que eu o chamava, afinal antes dele se tornar meu chefe éramos amigos e tínhamos essa intimidade 
- Chegou bem do Havaí? Como foi a viagem Manu? Quero saber de tudo... 
- Cheguei sim, a viagem foi ótima e depois te conto com mais calma... – ele me interrompeu 
- Já me ligou pra pedir né? Diz logo o que você quer – ele riu. 
- Então Marcos, eu queria que você me arranjasse acesso a coletiva do Medina nessa noite. – torci pela resposta 
- Eu posso tentar, mas você já não falou com ele no aeroporto? 
- Não, definitivamente não! Nem consegui chegar perto dele, tava lotado. 
-Tudo bem, eu consigo pra você, pode ir tranquila. 
-Obrigada chefinho! 
-Por nada Manu, mas amanhã quero você aqui bem cedo e com material em mãos. 
-Pode deixar, até parece que não me conhece! 
-Conheço sim, muito bem. Agora vai lá, bom trabalho.  
   Eu realmente me senti mais aliviada ao garantir a coletiva. Voltei para meu quarto e me lembrei da gigante mala que aguardava para ser desfeita. A puxei para perto de mim e comecei a separar as roupas, algumas estavam sujas e outras estavam intocadas. Quando terminei aquela batalha senti minhas pálpebras começarem a pesar e minha cabeça latejar, isso era o sinal de que meu corpo não resistiria por muito mais tempo sem dormir, e já ciente de que se não dormisse acabaria não dando o melhor de mim no meu trabalho, então me rendi ao sono, o que foi maravilhoso! 
   Eu estava atrasada como sempre – na verdade eu estava prestes a me atrasar. A casa de Maysa era um pouco distante da minha, o carro dela havia quebrado e ela só lembra de avisar agora. O radio do carro estava ligado com a missão de não deixar eu me irritar com a lentidão do transito paulistano. Eu sempre fui assim, tudo que é calmo me irrita, gosto do agito, da bagunça e de tudo que é rápido, por mais que tudo isso me agradasse, nesse ano havia aprendido a conviver com as tranquilidades das praias. Viajei o ano todo seguindo Gabriel e procurei ficar sempre escondida em lugares solitários para conseguir fazer sempre a melhor matéria, mas agora que estava de volta a Sampa, quero curtir as melhores noites que a cidade pode me proporcionar. O transito abriu e eu consegui chegar a tempo na casa da May, ela já me aguardava na recepção e quando viu eu me aproximar deu pulinhos. 
- Amiga que saudadesssssss – dizia ela entrando no carro e me dando um abraço 
- Também estava morrendo de saudades você sua maluca – disse dando partida no carro 
- Me conta, como foram as viagens? 
- Foram ótimas, tirando a parte de que eu estava lá a trabalho e não podia me divertir – fiz bico. 
- O que? – ela mostrou choque – Manuela Fernandes não saiu nas noites de nenhuma das cidades? 
- Amiga eu tive que seguir um surfista pelo mundo, fui em varias praias e você sabe que eu não sou a maior fã de mar né, e fiquei varias madrugadas sem dormir por causa do fuso. – disse obvia. 
- Mas pelo menos você viu vários homens deuses sem camisa né, isso já compensa – gargalhamos. 
- Se eu te contar você não vai acreditar, mas aquela roupa de borracha deixa varias coisas bem definidas – riamos que nem idiotas. 
- Okay, depois você me conta mais sobre, mas agora se concentra no transito porque precisamos chegar nesse lugar logo. 
  E assim eu fiz, me concentrei no transito e depois de um longo percurso chegamos tal hotel. Estávamos quase atrasadas, mas graças a Deus conseguimos entrar rápido e nos sentarmos. Em poucos minutos os outros jornalistas iam chegando, encontrei alguns conhecidos, alguns colegas e alguns “inimigos”, fiquei observando o local e as pessoas – sempre fui alguém observadora – 
- Terra chamando a senhora Manu – Maysa estralava os dedos em frente do meu rosto 
- Desculpa May, o que você disse? 
- Tinha perguntado se você sabe se Junior virá pra cá também. 
- Não sei, acho que não hein. 
- Ele deve ter saído com alguém, já viu ele ficar em casa a noite? 
- A pessoa mais sem juízo que eu conheço – rimos 
- Eu acho que vai começar – disse ela apontando para frente, a família Medina já estava se sentando nos assentos e checando os microfones. 
- É acho que vai. – a partir desse momento ficamos caladas apenas aguardando o inicio. Logo um homem avisou que as perguntas já poderiam serem feitas, depois disso meus colegas começaram a perguntar e esperei pelo momento certo.  
   Depois da coletiva deixei May em sua casa e eu voltei para a minha. Agilizei as coisas para amanha e fui direto dormir, precisava colocar meu sono em dia ou viraria um zumbi.  



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