História Death: O Perigo Mora ao Lado - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Investigação, Mistério, O Campeonato, Romance Policial, Sexo, Violencia
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Palavras 2.581
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Terror e Horror, Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Bem vindo ao prólogo, onde parcialmente damos início a história ♡

Capítulo 2 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Death: O Perigo Mora ao Lado - Capítulo 2 - Prólogo

Chloe Casteline, ou melhor Chloe Owen Velardi (seu nome de solteira), foi uma boa garota em sua juventude, linda recatada e do lar. Sim, ela teve uma ótima criação disso Sebastian Velardi podia se orgulhar, foi ele que ensinou a Chloe o verdadeiro significado da vida, foi ele que fez dela a pessoa maravilhosa que é.
Mesmo que ela tenha tomado um rumo diferente do que o pai esperava, ainda assim estaria muito satisfeito com ela. Chloe acreditava nisso.

Ela é rica, mas não nasceu em berço de ouro não, se lembra muito bem de como sua família ralava pra sobreviver, lembra de todos os esforços do pai e também das reclamações e caprichos da mãe. A vontade de Chloe sempre foi melhorar de vida, fazer com que seu pai (que era cardíaco) não precisasse trabalhar. Mas ao conquistar uma bolsa de estudos e entrar para um dos melhores  internatos de Los Angels ela acaba deixando isso um pouco de lado.

Foi ali que tudo mudou, ela ainda se lembra perfeitamente do seu primeiro dia:

"Levei meu olhar mais uma vez para aquela multidão,  os alunos da Westridge School eram pouco mais 
 de 3 centanas e ainda sim todos ali juntos no mesmo espaço,  pareciam milhares, a garota de chachos pintados de um tom cobre, sentada de frente para mim tagarelava coisas que eu já nem entendia. Como era seu nome mesmo? Hmmm Loy ou Zoe, não sei.

Uma das mesas do refeitório estava lotada de pessoas a volta, deveria ter umas cinquenta pessoas ali, fora que os olhares de quem não participava da "reunião"  não saía de lá, inclusive o meu.
 Nem se quer se podia ver quem estava sentado lá, mas ainda sim minha curiosidade não sossegava até que vi uma garota se levantar e surgir no topo da multidão,  ela tinha cabelos pretos com mechas pintadas de azul, uma forma de expressar rebeldia (algo que eu achava infantil ), ela estava visivelmente incomodada e sua respiração era pesada. Com um sorriso falso ela se despediu de todos ali e claro não era ela o centro das atenções.  
Como eu queria saber a quem pertencia tanta atenção assim!

Aquele dia não foi só isso, eu estava cada vez mais curiosa perguntei a tal Zoe quem era a menina de mechas azul, ela disse que era namorada de sabe se lá quem. Por Deus eu não entendo nada que ela fala!

Infelizmente só teria aquele dia para conhecer o ambiente escolar, já que entrei na escola algumas semanas atrasada.  Particularmente adorei os jardins, fiquei lá observando os céus até sabe se lá que horas,  acho que 00:30 não havia mais ninguém nos corredores da escola, o toque de recolher era às 21:00, algo que eu não sei se conseguirei me acostumar.

Na subida para meu dormitório rezei para não ser pega em meu primeiro dia e  enquanto vagava pelo longo corredor procurando meu quarto ouvi coisas bastante estranhas.

Inicalmente foram gemidos de prazer,  mas logo percebi que haviam também gemidos de dor e choro, gritos abafados, me aproximei da porta de onde vinha barulho, alguém parecia apanhar muito e um outro se divertir.  Logo os gemidos acabaram e uma risada alta.

 - Eu não acredito.  - voz feminina.
Que pareceu continuar falando algo que eu realmente não entendia, por causa do constante choro. 

 Mais risos.

 - Como pode.. - a voz disse mais alto, após recuperar o fôlego.- Me machucar?

 Silêncio.  Passos em direção a porta. 
Eu me escondi afinal não queria ser pega, nem me meter em confusão  e assim  que a porta se abriu a menina de mechas azuis que vi hoje mais cedo no refeitório passou correndo, a barra da sua blusa estava rasgada."

 Ah, como Chloe queria ter entendido tudo errado mas era aquilo, um estupro mesmo! Ela queria saber quem era o dono das risadas mas quando se libertou do transe e foi olhar para o interior do quarto a porta já estava fechada. 

Se ela tivesse desistido de investigar aquilo o que teria sido da sua vida?
Ela não teria idéia. 
No dia seguinte ela decidiu procurar aquela garota, que no início a tratou mal.

"- O QUE VOCÊ ACHA DE CUIDAR DA SUA VIDA E DEIXAR MINHA EM PAZ? 

Ela gritou! E diabos, todos no refeitório ouviram, então aquelas pessoas que nem sequer olhavam na minha cara a minutos atrás,  me encaravam com expressões confusas, logo massa  gente envolta da mesma mesa do dia anterior, se abriu como o mar vermelho e um garoto de olhos verdes e cabelos castanhos olhou na nossa direção,  encarou brevemente a nervosinha ao meu lado, depois me olhou arqueando a sobrancelha esquerda e sorrindo de lado. Que sorriso gostoso!

Eu dei um passo pra trás para não cair, houve um repetindo e incomodo silêncio no refeitório, agora éramos donas de toda a atenção da escola.

A última coisa que conseguir foi dar mais uma olhada no garoto dos olhos verdes antes de sair correndo de volta ao meu dormitório."

Chloe descobriu então que a menina de mechas azuis se chamava Shophiê e namorava um tal de Christopher Casteline,  o dono de toda aquela atenção exagerada. Sim, ele era bonito mas também repugnante pelo que fizera com a menina. Estupro é crime e Chloe ia fazer de tudo para convencer aquela garota marrenta a denuciar.

 
Não foi fácil,  mas ela consiguiu se aproximar de Sophiê sem que ela desse uma nova crise, também percebeu que Christopher podia ser bem perigoso quando queria, sempre estava ameaçar a namorada e bater nela. Mas com Chloe o "buraco era mais em baixo" ele até  tentou se livrar de Sophiê.
 Ah, Chloe se lembrava bem que o sumisso da menina das mechas azuis rendeu a Christopher um tapa na cara na frente de todos da escola.

E com ameaças de contar sobre o que havia "presenciado"  ele cedeu a curiosa Chloe o endereço de Sophiê.

Ela não esperava menos, de um desbafo, Sophiê revela estar grávida de Christopher e que não queria fazer um aborto, afinal já tinha três meses de gestação.
  Mas o idiota não tinha a menor intenção de assumir a paternidade da criança e claro, Sophiê era fraca demais para lutar contra ele.
Isso rendeu uma longa história, 

Chloe agora se sentia na obrigação de ajudar Sophiê  a defendendo com unhas e dentes.
Ela se encontrava em constantes discussões com Christopher mesmo após Sophiê largar a escola pois a barriga já estava a crescer.

 Chloe se lembra bem do primeiro tapa que leveu do atual marido:

 " Levei minha mão até a bochecha dolorida, o tapa fora tão forte que eu quase cai. Eu não saberia explicar mas meus olhos encheram de lágrimas.  Mas que diabos?!
 Nem meu pai havia me batido no rosto, não iria ser um playboyzinho metido a rei do mundo que ia fazer e eu iria deixar por isso mesmo.

Encarei ele.

- Chloe.. -ele deu um passo para trás.  - Eu sinto muito eu não queria..

 Engraçado, eu nem terminei de escutar a frase pois minha mão como se atraída por um imã agarrou o abajur e lançou o objeto diretamente na cara do garoto e tudo depois foi apenas silêncio e sangue."

 Era quase sempre assim os encontros desastrosos no quarto de Christopher,  mas as coisas começaram a sair do controle, ambos passaram a arranjar qualquer desculpa para estarem em contato um com o outro nem que fosse para uma violenta discussão.

Sophiê convidou Chloe para acompanhá-la na ultrassom,  bem aquele fora um dos momentos mais incríveis que nossa Chloe vivenciou, mas ela poderia estar melhor consigo mesmo se na noite passada não tivesse transado com o pai daquela criança na qual ouvia o coração bater.

Sim, fora um descuido horrível o envolvimento deles,  mas acabou acontecendo com muito mais frequência do que ela gostaria, sentia-se mal traia a confiança de Sophiê, e mesmo que ela não mostrasse sentir algo por Christopher eles tiveram um relacionamento afinal.

 Foram longos 6 meses enfiados na escola tendo que coniver  um com o outro, Chloe nesse tempo era como amante de Christopher já que eles nunca cogitaram a hipótese de assumirem um relacionamento e ambos sempre se envolviam com outras pessoas, o que sempre era motivo de ciúmes e levava a acidentes idiotas.

O problema é que a criança estava pra nascer faltava apenas uma semana, preocupada com a Sophiê, Chloe tentou usar de todas as maneiras possíveis sua influência em relação ao garoto para que mudasse de opinião mas nada deu certo, ele não assumiria aquele bebê.

 " - Quer saber? - olhei pra ele com indiferença. - Sophiê não teve coragem de abortar um filho seu, mas eu tive. 

Obviamente ele ficou espantado com aquela pequena revelação,  deu um passo para trás e estava boquiaberto, eu já estava tremendo, se não fosse a parede atrás de mim também teria caído ao chão. 
Graças a algum ser divino o meu celular tocou antes que ele pudesse dizer algulma coisa.

Ligação on:

- Alô?

- Socorro- gritos- Chloe me ajuda.

- Sophiê? O que aconteceu? 

- Vai nascer.. Vai nascer.

- Como assim vai nascer.. Ainda falta..

- CHLOE VEM PRA CA AGORA A MINHA FILHA VAI NASCER!

- Ok.. Eu estou indo, não tem ninguém ai?

- Não, Chloe por favor. - choro.  - Rápido. 

Ligação off.

Eu devia estar bem pálida porque Christopher me olhava com preocupação e antes que o mesmo abrisse a boca para me interrogar eu anunciei:

- Sua filha está nascendo."

Christopher não reclamou, na verdade ao chegar na casa de Sophiê se mostrou bem mais desesperado que ela e Chloe juntas.  

A menina grávida estava sozinha na enorme casa, aos nove meses de gravidez e bem aquilo gerou um briga.
Mas também foi um dos dias que mudou o jeito que Chloe encarava o mundo.

 " - Vem Sophiê -incetivei a levantar da cama. - Vamos te lavar pro hospital.

Ela segurou minha mão com força e gritou ficando semi sentada na cama.
A princípio achei que fosse apenas exagero mas quando olhei  entre suas pernas a criança realmente estava nascendo.
Eu gritei para o pai que pegasse panos e uma manta. Corri para o banheiro e lavei minhas mãos, eu ia ter que pegar a bebê, não tínhamos mais tempo.

 O clima era gélido naquela noite, o quarto estava num completo breu, a energia elétrica da casa havia caído e a única luz que vinha era a da lua através da janela. 

Eu nunca havia nem cogitado a hipótese de ser médica,  mas naquele dia de certa forma me tornei uma.
Christopher segurava a mão de Sophiê e repitia algo que eu não entendia enquanto colocava alguns panos molhados na testa da garota, já u estava entre as pernas dela segurando o corpinho que já saia.

Droga parecia até cena de filme!

Mas quando finalmente a bebê saiu por completo e a ninei e me dirigir a Christopher que segurava uma manta cor-de-rosa, deixei a pequena em seus braços enrolada na manta e observei sua cara de bobo.
Se apaixonou pela filha, e a amou assim que a segurou nos braços. 
Ele deixou um beijinho em sua testa e se virou para Sophiê

 - Vamos chamá-la de Hadessa."

 Bem, por questões de segurança a mãe e a criança foram levadas ao hospital.
Claro os responsáveis pelos adolescentes foram chamados.

O que gerou uma briga intensa, afinal durante toda gravidez Sophiê se negava a revelar quem era o pai da criança que esperava e agora todos já sabiam que se tratava de Christopher.  Chloe presenciou a discussões dos pais de Christopher e de Sophiê e até os dela foram chamados já que a acusavam de irresponsável e diziam que ela errou em fugir da escola e fazer o parto. Mas o que queriam afinal? Que deixasse a mãe e a criança morrer? 

Foi suspensa da escola por uma semana. Ok, uma semana em casa, e se lembrando bem daquele dia do parto ela desconfiou da mãe e resolveu segui-la a caminho do trabalho.

Mesmo que não falasse ou pensasse muito em sua mãe,  Chloe suspeitava dela, nunca conformada com a vida simples que tinha, sempre obcecada pela próprio trabalho,  nunca amorosa com o marido ou com a filha.
Não foi difícil descobrir que ela tinha um amante, e nem tão surpreendente.

Chloe contou  o que viu ao seu pai, que teve uma ataque cardíaco, ela se lembra bem de como estava desesperada ao ligar para o resgate enquanto seu pai quase morria em seus braços.
Ao contestar Eva sobre a traição ela confessou tudo, Sebastian ao pedir o divórcio decidiu se mudar e levar Chloe consigo.

Agora ela estava na Espanha parecia que era o fim do casal e de tudo que Chloe sentia por Christopher, até que três anos mais tarde Chloe é convidada por Sophiê para ser madrinha da pequena Hadessa.
Bem a essa altura a vida de Chloe havia seguido.  Ela já não pensava mais em Christopher e nem era mais uma adolescente boba de 17 anos.

Só  não imaginava que o reecontro com ele fosse despertar tantas lembranças. Ela se lembra bem das provocações e joguinhos de Christopher durante a festa de batizado e também de como Sophiê a empurrava para o os braços do ex.
Óbvio que ela sabia o que havia acontecido entre eles no passado. Mas não se importava, ela não tinha mágoa em relação a Christopher que se mostrou o melhor pai do mundo para Sophia.
Bem.. Chloe achou excitante transar com Christopher num dos quartos de hospedes da casa de Sophiê enquanto no andar de baixo acontecia um festa infantil. 

 Os três dias que Chloe ficou no país foi suficiente para que Christopher a convencesse de ficar, na realidade ele a trancou em seu escritório por quase 24 horas e ela perdeu o voo.
Mas não queria ir mesmo. 

Em seguida veio a primeira gravidez e o casamento,  não foram muito espertos de casar justo aos nove meses de gestação.

 " Ele beijou minha testa e depois a barriga, não tínhamos feito ultrassom pra saber o sexo pois eu queria que fosse surpresa. Mas então ele se levantou  e me olhou com o cenho franzido e falou baixinho:

 - Amor, você está fazendo xixi?

 Eu toquei a barra do vestido de noiva, estava umida. 
Olhei para os convidados que admiravam a cerimonia emocionados. 
Veio a primeira contração e eu gritei."

O nascimento de Elliot fora o mais doloroso, afinal era o primeiro filho. 

 " Eu estava deitada na cama de casal da nossa casa, deveria estar curtindo em alguma praia paradisíaca minha lua de mel mas estava ali sentindo dores e com um bebê nos braços. 

 - Qual será a cor dos olhos dele?- perguntei ao meu marido que se aproximava. 

 - Ele se parece com você. - ele respondeu ignorando minha pergunta. 

 
- Não, ele se parece com você.
Eu disse o contrariando, o pequeno tinha os mesmos traços e formatos de rosto que o pai, diferenciado apenas pelo cabelo que era como os meus, totalmente negros.

 Christopher fez cara de convencido e tirou o bebê dos meus braços.

 - Ele ainda não tem nome.. - eu disse.

 - Chloe? - ele me chamou com a voz manhosa.

 - O que?

 - Os olhos dele..

 Eu me inclinei para perto de Christopher para olhar, os olhinhos que finalmente se abriram matando minha curiosidade,  eram verdes como esmeraldas.

 - Vamos chamá-lo de Elliot. - ele disse.

 - Christopher Elliot. 

Completei."


Notas Finais


Até o próximo capítulo ♡


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