História Death: O Perigo Mora ao Lado - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Investigação, Mistério, O Campeonato, Romance Policial, Sexo, Violencia
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Palavras 2.448
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Terror e Horror, Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Cor-de-Rosa


Fanfic / Fanfiction Death: O Perigo Mora ao Lado - Capítulo 4 - Cor-de-Rosa

Apertei fortemente os olhos tentando me adaptar a luz do sol,  pisquei repetidamente enquanto tentava identificar o lugar em que me encontrava.

O espiral desenhado no teto do meu antigo quarto facilitou a descoberta, virei -me ao lado e vi que estava deitado ao lado de minha mãe,  que me abraçava de um forma protetora, como se ninasse uma criança.

A frente da cama, sentado numa poltrona estava meu pai, dormindo com os braços cruzados,  expressão do rosto dele mostrava o quão estivera cansado na noite anterior.

Para qualquer outro que me visse naquela situação seria engraçado, meus pais agiam como se eu tivesse 5 anos. Como um flash eu passei a me recordar de outros momentos em que eu acordei na mesma situação, de certa forma vê eles me protegendo me trazia paz, segurança, coisa que eu quem deveria proporcionar a eles. Era o meu trabalho.

Até tentei me desvincilhar dos braços de minha mãe,  mas quando me pus sentado na cama uma forte dor de cabeça me atingiu, e meu  grunhido de dor acordou os dois.

- Elliot.. - a voz da minha mãe era sonolenta, ela abriu os olhos lentamente e se sentou na cama também. 

Levei minhas duas mãos a cabeça e notei que estava enfaixada. No mesmo momento pude visualizar o lindo instante em que a jovem dama do dia anterior sorriu para mim, antes de infelizmente me nocautear.

- Merda.. 

Eu resmunguei e deixei meu corpo cair de volta a cama.

 

O silêncio na mesa de café da manhã era assustador, justamente porque eu e meus irmãos nunca éramos tão quietos assim, mas acontece que mesmo após eu contar e recontar a história da noite anterior ainda havia dúvida e desconfiança no ar, eu mesmo mal acreditava no que havia ocorrido.

Eu sentia tantas coisas naquele momento, principalmente culpa por não ter sido eficiente. 

Enquanto mirava minha xícara de café, milhões de perguntas se amontoavam na minha mente, muitas delas e de forma desorganizadas: 

Quem era aquela mulher?

Por que era tão linda?

Quem me nocauteou? 

Por que tinha um corpo tão lindo?

Quem facilitou aquele furto? 

Qual era o real objetivo dela?

Por que tão linda?

Tão linda?  

Foco? Elliot.

Por que ela coletou as impressões digitais da minha mãe,  se o cofre se abria apenas com uma senha? E como ela sabia essa senha?

De fato está última questão era a mais intrigante, ao ver meu pai pegar sua pasta e acenar em despedida para a família, indo rumo ao trabalho as coisas pareceram ficar mais claras para mim.

Tudo pareceu ocorrer em câmera lenta, eu corri atrás dele e o parei já na porta, ele me olhou bastante irritado quando eu segurei sua braço com força o fazendo derrubar café no próprio blazer.

- Mas que porra Elliot! 

Ela cuspiu as palavras irritado enquanto tirava rapidamente a peça de roupa antes que o líquido quente atingisse sua pele.

- Me desculpa pai. - eu ofeguei. - É importante eu preciso perguntar.

- O que foi? Se lembrou de mais alguma coisa?

- Pai, quantas contas sua ou da empresa está vinculada à minha mãe,  e elas podem ser acessada acessada partir da digital dela?

Meu pai franziu o cenho, ajeitou a postura ao perceber que era realmente um assunto sério.

- Bem, tirando alguns contas pessoais, ela pode ter acesso a qualquer outra, 50% de tudo que eu tenho é dela, isso é lei filho.

Eu assenti, bem é claro que a bela dama veio aqui ontem por um motivo bem maior, eu suspirei pesadamente, a mulher passou um bom tempo coletando impressões digitais no quarto, ela pretendia levar mais do que eu imaginava e pior, ela não era apenas uma amadora.

 

Eu podia me considerar um policial, mas trabalhar nas forças especiais de Los Angeles tornava muito mais fácil, mais interessante. Eu consultei novamente meu relógio, estava a uma hora e meia sentado esperando para falar como delegado a respeito do furto do dinheiro e da joia, mas ninguém ali parecia da a mínima para o problema, para eles não foi tirado praticamente nada de nós além do orgulho. 

O fato  parcialmente é verdade, mas se existe uma lei nesse país ela tem que ser cumprida, eu iria garantir que aquela mulher fosse punida.

Mas bem, pra isso preciso antes fazer um boletim do ocorrido, eles não me atendiam ou permitiam que eu mesmo corrigisse isso.

- Senhor Casteline?

Um homem de meia idade, baixo e de cabelos de tom ruivo escuro de aproximou de mim, ajustou seus óculos no rosto estendeu a mão.

- Eu sou o detetive Simons, fui designado para lhe ajudar no caso do roubo de sua residência.

"Me ajudar".

- Quer dizer que consegui permissão para investigar o caso? - meu tom de voz denunciou meu intusiasmo.

- Certamente senhor.

O caso era pequeno de mais para ser levado a SWAT claro, mas eu já ficava feliz em poder resolver isso.

 

Simons parecia ser um cara legal, diferente de qualquer parceiro que eu já tive na SWAT, era difícil encarar a realidade que eu tinha que lidar com pessoas como eu: que não fizeram o menor esforço para estar lá dentro, mas fazer o que.

Se você tem um bom sobrenome, tem tudo.

Mas voltando ao meu colega de investigação, pude notar a mania dele de concertar os óculos no rosto a cada cinco minutos, ele estava sentado ao meu lado enquanto aguardávamos para falar com nosso primeiro suspeito.

Angel Baptista, era o velho que acompanhava a ladra durante a festa, só de olhar para o homenzinho já me dava náuseas ao lembrar de como ele estava a tratando.

Senhor Angel é cubano, mas veio ainda pequeno para cá e se deu bem na vida, era baixinho gordo e parcialmente calvo, não que eu tenha algo contra pessoa com essas características físicas, mas ele não parece fazer bem o tipo da nossa dama.

"Qual deve ser o tipo dela?"

Eu me perguntei mordendo a ponta da caneta na minha mão, sem tirar os olhos da lista de convidados.

Na lista constava que Angel estava acompanhado de uma garota chamada Aléxia Martell, mas ao pesquisar no DP não fora encontrada nenhuma Aléxia Marshall em Los Angeles, a minha esperança é que Angel fosse útil na investigação.

- Senhores, desculpe a demora.

O homem finalmente chegou, estávamos agora os três sentados na sala de estar de Angel e ele nos olhava com medo.

- Eu gostaria de esclarecer que não sou culpado, não sabia que ela era uma ladra.

Eu particularmente acreditava nele, Angel tinha dinheiro o suficiente não precisava roubar ninguém, e também se fosse cúmplice dela, ele não ficaria na festa para sofrer as consequências.

O detetive Simons pigarreou.

- Ok senhor Baptista, você sabia que o nome verdadeiro não é Aléxia Martell? 

Ele negou com a cabeça.

- Pode nos dizer como a conheceu e por que a levou a festa? - eu completei.

O homem gelou com a pergunta.

- Senhor Baptista, onde a conheceu? - Simons reforçou a pergunta.

O velho levou a mão ao rosto e esfregou com força, ficando um tanto avermelhado, parecia estar com vergonha de falar.

- É muito constrangedor falar.. - ele disse após alguns segundos de silêncio.

- Garanto que nada sairá daqui senhor. - falei tentando o acalmar.

- Bem eu gosto muito de sites.. Acho que todo mundo já entrou em um desses, eu precisava de acompanhamente, uma linda pra festa, para as fotos.. Eu fiquei sabendo que essas garotas topam tudo..

- Você está querendo dizer que a encontrou num site pornô?  

Ela rapidamente negou com a cabeça e eu confesso que fiquei aliviado, já estava começando a ficar preocupado com o caráter da minha caça.

- Você quer dizer site de relacionamento? - sugeriu Simons. 

Baptista concordou.

- Basicamente isso.

-  Poderíamos analisar a conversa de vocês. -disse Simons.

- Olha eu não me sinto confortável com isso..

- Senhor Angel, isso não foi uma pergunta. - Eu disse num firme tom de voz.

 

Ao entramos primeiro analisei o perfil do velho, ele não usava o verdadeiro nome mas usava o sobrenome e foto, a discrição era a seguinte: 

PROCURA - SE MULHERES ELEGANTES DISPOSTAS A ME ACOMPANHAR EM FESTAS DE ALTA CLASSE, SEM COMPROMISSO ALGUM.

Porra, o que esse cara tem na cabeça? Obviamente deve ter chovido interesseiras atrás dele.

Ao iniciar a análise da conversa deles eu quase infartei, o homem a tratava de maneira repugnante.

BaptistaSor: PRECISO SABER SE VOCÊ É LINDA DE VDD

AlexMartell: PIC: uma foto dela do corpo inteiro e mostrando parcialmente o rosto.

BaptistaSor: COMO VOU CONFIAR NISSO? MANDA UMA FOTO SEM ROUPA 

Fechei rápido o notbook sem querer ver o restante da conversa, Simons me olhou com o cenho franzido sem entender nada.

- Já vi o suficiente. - pigarreei. - Vamos rastrear o endereço de IP, vamos acha - lá.

Eu disse e me levantei, precisava me acalmar, fui ao banheiro mais próximo da casa de Baptista e molhei o rosto. Analisei meu reflexo no espelho, estava me sentido psicologicamente mal, esse caso estava me incomodando além da conta, não que me importasse com essa mulher que eu não conheço, mas a verdade é que me repugnava esses tipos de atitudes machistas como as de Angel.

Minha infância foi ótima, mas confesso que o relacionamento dos meus pais me traumatizava as vezes, eles se amam muito eu sei, mas me lembro bem das vezes em que eles se trancavam em algum cômodo da casa e eu só podia ouvir o barulho de objetos sendo quebrados. No dia seguinte sempre um deles estava muito machucado, de corpo e alma.

Qualquer deveria me perguntar se eu me incomodaria ou não ver meu pai agredir minha mãe as vezes, mas o que eu faria se na maioria das vezes ela quem começava ou ela quem partia pra violência? Eu não gostava da situação mas tive que me conformar afinal ambos prefere assim, parece que de certa forma as brigas só fazem eles se amarem mais ainda, reforçando a relação. No mínimo bizarro eu diria.

Fui desperto do meu devaneio quando ouvi três batidas na porta do banheiro.

- Senhor Elliot?  - era Simons.

- Ah sim. - Eu sequei meu rosto e abri a porta do banheiro a fechando atrás de mim. - Desculpe eu estava um pouco confuso.

O ruivo apenas assentiu.

- Mandei os dados para o pessoal do DP, eles já conseguiram rastrear o IP dela, parece que conseguimos um endereço residencial. 

 

A casa ficava num bairro de classe média, e quando achamos o número da casa eu revirei os olhos.

- Sério isso? - perguntei ao detetive Simons enquanto estacionava o carro.

A casa além de parecer minúscula tinha a fachada pintada de rosa, Santo deus!

Desci do carro e me aproximei da porta, com a mão na arma eu toquei a campânia esperando por alguém aparecer, Simons estava ao meu lado na mesma opção.

Para não assustar minha dama, eu e Simons concordamos que daríamos conta do recado sem precisar de reforço policial para fazer a abordagem, até porque não tínhamos um mandado judicial ainda.

O segundo toque e ninguém atendeu, olhei para os lados para ver se alguém nos observava e então forcei a fechadura até consegui abrir a porta.  Ao invadir a casa não havia ninguém lá,  e estava bem desarrumada por sinal.

Enquanto Simons tentava desbloquear o computador dela eu segui para o quarto, uma parte muito mais interessante por sinal, a cama de casal estava coberta de roupas jogada para todos os lados,  eu coloquei um par de luvas para não alterar nenhuma prova que pudesse encontrar enquanto revirava suas roupas.

Eu tinha cogitado a hipótese de chamar um especialista forense para que coletar impressões digitais mas como disse, não havia conseguido nem um mandado então teoricamente estou agindo fora da lei.

Estava quase desistindo quando vi uma peça familiar, me abaixei e peguei o longo vestido preto que a moça usava na noite anterior, na parte superior estava rasgado e grudado de sangue.

Estava a caminho de volta a sala para mostrar minha descoberta a Simons quando vi uma peça um tanto peculiar jogada sobre a cômoda havia um conjunto de lingerie, peguei a pequena calcinha rendada cor-de-rosa e analisei cuidadosamente  imaginando ela vestida nisso. 

- Elliot? 

A voz de Simons mais uma vez me tirando a concentração, guardei rapidamente a peça íntima no meu bolso e alcancei o detetive.

- Sim? 

- Ligaram mais uma vez do DP, aquela investigação que solicitamos, até agora não foi registrada nenhuma entrada de paciente baleada no ombro com as características dela em nenhum hospital. - ele fez um pausa. - Mas eu encontrei algo interessante no computador.

Ele gesticulou para que eu o seguisse, olhei para o sutiã que ficou na cômoda e então o obedeci seguindo para a sala, parei de frente para o computador e observei o arquivo aberto.

Era uma cópia da lista de convidados da festa do meu pai.

- Então ela já entrou em contato com Angel com intenção de ir a festa dos meus pais. - afirmei. 

- Sim, o que não foi difícil para ela considerando que ele é um idiota.  - Simons completou. - Ela já estava planejando a um bom tempo, e é bem esperta pois não deixou nenhum rastro aqui além desse.

- E desse. - estiquei o elegante vestido e mostrei a parte suja de sangue. - Tenho uma amiga do trabalho,  acho que ela pode facilitar as coisas pra gente.

- Estamos perto dela.

- Acha que ela ainda volta aqui? - eu questionei.

- Sem a menor chance. A essa altura já deve saber que estamos aqui.

Eu soltei um suspiro de frustração, "não estamos tão perto assim" pensei, ainda tinha tantas coisas em que aberto, como ela conseguiu a copia da lista? quem me atacou? o que ela fará com as impressões?Tudo isso agora girava na minha mente,  não conseguia pensar em mais nada além de pegar essa mulher. No inocente sentido. 

Sentei - me na cadeira de frente para o computador e o som de um novo email chamou minha atenção, abrir a caixa para conferir.

De: [email protected]

Para: [email protected]

Assunto: Divirta - se

Mensagem: Olá Elliot, espero que divirta - se com as coisas que deixei para trás.  Isso está apenas começando.

Ps: prometo que da próxima vez deixo algo mais sensual pra você.

Eu fiquei uns bons minutos encarando aquela mensagem boquiaberto, Simons botou a mão no meu ombro.

- Ela é melhor do que pensávamos.

- Não Simons, - eu abri um largo sorriso. - Ela é maravilhosa.


Notas Finais


Favorita pra acompanhar a historia


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