História Death: O Perigo Mora ao Lado - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Investigação, Mistério, O Campeonato, Romance Policial, Sexo, Violencia
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Palavras 1.989
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Terror e Horror, Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura

Capítulo 5 - Caso Marshall


Fanfic / Fanfiction Death: O Perigo Mora ao Lado - Capítulo 5 - Caso Marshall

Cheguei na sede do meu trabalho, era exatamente 20:30, boa parte dos funcionários já haviam ido embora.

No laboratório forense eu encontrei minha colega Guilly ainda a pesquisar,  tinha prometido que iríamos jantar hoje a noite, mas a investigação me deixou exausto.

Então agora eu estava ali de frente para Guilly com um pacote de comida  japonesa que havia comprado no caminho.

- Então vai ser aqui. - ela disse quando me notou. - Nada românico.

" Não é pra ser romântico." Pensei, mas em resposta apenas sorri.

- Desculpe estou ficando louco com um caso, preciso de um favor seu.

Ela assentiu e tirou os óculos me olhando, Guilly tinha descendência coreana, o cabelo era ralo e  preto, os olhos puxados e o rosto arredondado, eu particularmente a achava linda, beleza peculiar.

- Poderia analisar uma mancha de sangue nessa roupa.. - eu estendi a sacola com o vestido. - Enquanto eu monto nosso jantar.

- Empolgante. - ela disse pegando o vestido. - A quem pertence ?

- É isso que eu quero descobrir..

Enquanto Guilly analisava o vestido eu guardei alguns documentos que estava empilhados na mesa ao lado para pode montar nossos pratos. Guilly e eu entramos na SWAT na mesma época,  mas ao contrário dela eu não era reconhecido por ter um QI elevadíssimo, eu a admirava porque ela realmente era boa, merecia estar ali.

Mas quem me vê falar algo assim deve pensar que eu subestimo minha própria capacidade, essa não é uma exata verdade, eu sei que tenho talento mas acho que ainda não provei o suficiente dele. 

- Odeio o odor de sangue seco. - Guilly disse chamando minha atenção. 

Eu esperava que minha dama estivesse uma passagem pela polícia nem que fosse por atravessar fora da faixa, precisava descobrir quem ela era, e somente com suas impressões no nosso banco de dados seria possível, pelo menos era o que tinha ao meu alcance.

- Estranho, ouvi rumores que você ia tirar férias,  por que está num caso agora?  -  ela quebrou o silêncio novamente.

- É um caso pessoal. - eu respondi em um calmo tom de voz.

- Não existe caso pessoal, o que você está aprontando Christopher? 

Eu ri, ninguém mais me chamava de Christopher, somente Guilly quando queria falar sério comigo.

- Bem, não foi noticiado mas ouve um furto na festa dos pais ontem,  estou ajudando a policial local a investigar.

- Então o sangue pertence à suspeita? 

Eu apenas assenti, terminei de arrumar o jantar e me aproximei de Guilly parando ao seu lado. 

- Vai demorar? - perguntei.

- Calma o sistema está analisando.

Eu suspirei e voltei a me afastar, estava cansado só queria descobrir o nome dela e ir para casa dormir, ainda não havia digerido os acontecimentos do dia nem o email que recebi.

" ecley.killer" 

Seria ela não só uma ladra como também uma assassina? Era algo a se considerar, no geral eu realmente não sabia com quem estava lidando, a praticidade e inteligência com que ela fazia as coisas era algo novo para mim, que sempre tive que lidar com assassinos complexos, roubos bem arquitetados, facções criminosas, comparado a isso as atitudes e modos da nossa dama era simples, discreto mas muito eficaz.

Eu só podia deduzir até agora que ela gostava de jogos, e de me provocar. Pensando nisso eu levei a mão ao bolso tocando por cima do tecido da calça o "presente" que ela me deixou, o que ela pensou quando fez aquilo? Como tinha certeza que eu não iria resistir? Talvez meu questionamento da noite anterior estivesse certo: Ela sabia que exercia poder sobre mim.  

- Elliot!

A voz animada de Guilly me tirou de meus pensamentos, eu me virei para ela com as sobrancelhas arqueadas.

- Eu encontrei, ela não tem nenhuma passagem pela polícia por crimes, mas tem algo muito mais interessante.

Eu caminhei me aproximando dela novamente.

- Temos o amostra do DNA dela no nosso banco de dados, porque ao que parece ela aos 5 anos de idade foi encontrada em uma cena de um crime. - Guilly completou.

- Qual crime ocorreu?  - questionei.

- Bem essa é a parte estranha, essa relatório aqui esta fraco, quem fez isso não colocou nenhuma informação útil..

Eu encarei minha amiga brevemente que balançou a cabeça e se levantou cedendo seu lugar para mim, sentei na cadeira de frente para o computador e abrir novamente o relatório policial.

DEPARTAMENTO DA POLÍCIA DE LOS ANGELES 

"Los Angeles, 08 de dezembro de 1997, ás 14:20"

"Evangelique Marshall

Nascimento: 26/11/93

Filiação: Lyana e Erick Marshall."

"Evangelique foi encontrada dentro de um caixote à exatamente 11:05, desmaiada. O caixote estava com exatos 5,5ml de sangue, a perícia afirma que ela passou pelo menos dois dias trancada ali.

A perícia também afirma que o sangue pertence as país dela.

A transportadora particular afirma não ter envolvimento ou ter ciência de que a garota estava dentro da caixa até o dia em que foi entregue ao destinatário."

Li e reli o relatório e confesso que era do doer os olhos, mal elaborado e escrito não nos passava nenhuma informação útil, nem alegava se a investigação foi ao fim ou não. O pior que aquela era a única informação sobre o caso constada no sistema da polícia.

Era quase inacreditável, parece que minha dama sofreu a infância. Presa por dois dias numa caixa pequena cercada de sangue dos próprios pais? Não consegui me imaginar numa situação dessas.

Fechei o arquivo e abrir a página do Google, digitei: 

LYANA E ERICK MARSHALL.

Cliquei em pesquisar, resultado: 

VOCÊ PESQUISOU POR LYANA E ERICK MARSHALL, INCLUINDO TAMBÉM RESULTADOS PARA " CASO MARSHALL" 

Eu abri a primeira página: 

" O caso Marshall ficou conhecido em Los Angels por que uma pequena garota foi encontrada dentro de uma caixa cheia de sangue de seus pais.." 

Conversa fiada. Tentei o segundo site: 

" O caso simplesmente foi proibido de ser exibido na mídia, muitos jornalistas que tentavam tocar no assunto sofreram consequências, o caso Marshall virou um verdadeiro mistério para os civis de Los Angels, e logo depois caiu no esquecimento." 

Parece que o caso é um mistério para polícia também. 

Eu não precisava dizer que tudo isso era muito estranho, de certa forma agora eu sentia pena dessa garota embora sei que nada justifica o mal caráter. Com essa confusão do Caso Marshall eu não tinha sequer reparado no quão era lindo o nome dela,  peculiar, combinava com sua aparência. 

Mas o problema ainda é: como investigar um caso que aconteceu a quase vinte antes atrás? e que aparentemente ninguém tem informação útil alguma, pois nos sites ou no relatório nem ao menos relata qual empresa fez a entrega e para quem foi.

- Elliot você está bem? - Guilly perguntou preocupada. - Esta mais pálido que o normal.

Eu suspirei profundamente e me levantei da cadeira.

- Desculpa Guilly eu tenho que ir..

Disse e rapidamente me dirigir para saída do local,  sem dar a ela  chance de protestar.

 

Chegando em casa eu fui procurar minha mãe,  eu precisava saber mais sobre esse caso ela poderia me ajudar, afinal minha mãe tinha mil e uma profissões, ela realmente nunca precisava trabalhar então dependendo do seu humor ela escolhia uma determinada profissão e começava a trabalhar ou estudar ela.

Eu sei que durante um bom tempo ela atuou como jornalista e enfermeira, são os hobbies que ela mais gosta.

- Mãe? - chamei.

- Oi meu amor.. - ela veio na minha direção e me abraçou. - Esteve fora o dia todo estava preocupada.

- Fiz um bom avanço no caso. - respondi. 

- Sério que está se desgastando com isso? Elliot você precisa de um banho.

Eu já imaginava mas ela precisava falar assim? Até revirei os olhos.

- Preciso que você me ajude com uma coisa. 

- Não, não. Já pro banho e depois conversamos. - ela disse autoritária.

- Mãe.. Eu preciso saber sobre um caso específico, por favor.. O que você sabe sobre O caso Marshall? 

Nesse momento o semblante dela mudou, ficou um tanto preocupada,  me olhou de cima a baixo e soltou um alto suspiro.

- Relaxe um pouco e eu prometo que falarei sobre isso.

Ok, eu me rendo,  assenti e subi para o meu quarto, eu estava mesmo precisando de um banho, talvez conseguisse tirar Evangelique e todo esse mistério da cabeça.

Enquanto me despia eu tirei a peça delicada e rendada do meu bolso a guardando em minha gaveta, refletiria sobre a intenção dela com isso depois. Agora eu só queria um banho e uma conversa com minha mãe. 

 

Chloe Casteline é uma mulher difícil, agora estávamos na cozinha e ela enrolava para me contar sobre o caso enquanto preparava um leite quente pra mim.

- Mãe por favor..

- Ok Elliot, eu sei um pouco sobre o caso, mas nada que vá ser útil para você. 

Bem, não podia ser pior não é.

- O Caso Marshall aborda algo muito sério,  por isso foi tão censurado, não sei se cai acreditar em mim. 

- Você pode tentar. - Eu disse.

- Olha filho, na década de 90 os casos de imigração ilegal para cá eram grandes, a policial estava investigando isso profundamente.

" Ela tá me dando uma aula de história?"

- Você sabe, os responsáveis pelas viagens clandestinas cobravam um preço absurdo para trazer os estrangeiros até aqui, e quando  chegavam aqui cobravam uma taxa surpresa e muito deles não tinha dinheiro para pagar. - ela fez uma pausa. - Nessa mesma época haviam surgido suspeitas de que acontecia trabalho escravo aqui em LA, eu sei é estranho mas era real.

Eu fiquei em silêncio e a fitei com as sobrancelhas arqueadas. Realmente difícil de acreditar.

- Bem, - ela continuou. - Era uma estratégia inteligente desses homens, eles vendiam como escravos as pessoas que não podiam pagar essa taxa surpresa, aí que entra os Marshall, pois eles vieram para cá como um desses fugitivos imigrantes. Muitos dos viajantes tinham parentes aqui, por isso até conseguiam quitar as suas dúvidas,  mas infelizmente não era essa a situação dos Marshall..

A cada palavra da minha mãe a confusão em mim só aumentava, tudo aquilo parecia uma realidade distante.

- Como era feitas as viagens? - eu quis saber.

- De barco, a maioria desembarcava em Miami, depois eram trazidos para cá. - ela respondeu. - E  vendidos para pessoas cruéis, tudo que eu fiquei sabendo a partir daí foi que Lyana e Erick serviram por quatro anos como escravos, e durante esse tempo tiveram uma filha, parece que o " dono " deles foi repassa - los para outro senhor e esse cara não pagou a fortuna exijida por ele, então como presente ele sequestrou por alguns horas os Marshall, matou os pais e  drenou todo o sangue deles, colocou a criança dentro de um caixote com todo o sangue e contratou uma empresa de entrega para levar a encomenda de volta ao devedor, sabemos que essas empresas clandestinas não contestam muito sobre o que estão transportando então ninguém desconfiou. A partir disso eu não sei mais de nada.

Minha mãe terminou o relato e colocou o corpo com leite quente à minha frente no balcão, mas naquele momento eu me sentia tão entorpecido e fiquei apenas encarando o copo. 

Ouvi ela me chamar algumas vezes mas não consegui responder,  me virei e voltei ao meu quarto, com o celular na mão eu abri minha caixa de email e comecei a escrever um novo.

De: [email protected]

Para: [email protected] 

Assunto: ???

Mensagem: Olá, pequena Evangelique, eu sinto muito, por tudo.

Enviei a mensagem junto a uma foto anexada, uma imagem que encontrei em uma das reportagem, nela estava desenhada uma criança em meio a uma poça de sangue.

Fiquei encarando a tela do computador até que ouvi o som de um novo email, ela havia respondido.


Notas Finais


Para acompanhar, favorita a historia


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