História O canhoto e o destro - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bleach
Tags Ação, Comedia, Fluffy, Grimmichi, Lemon, Mistério, Yaoi
Exibições 148
Palavras 5.769
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


perdoem a demora e boa leitura XD

Capítulo 12 - Sexo, café, mentiras.


 

Seu rosto inclinou-se em um simples menear, enfiando os dedos por dentro de minha calça jeans. Dedilhando meu traseiro assim como o espaço lhe permite, suas mãos deslizam até a parte externa, desabotoando os botões e descendo meu zíper na sequência. Voltando-se para meus lábios espontaneamente, toma-os para si em um beijo devasso.                                                                         

Inclinei os braços, segurando-me em seus ombros e lhe arranhando a pele vagarosamente enquanto rebolo contidamente sobre seu colo, sentindo a excitação prensar minhas nádegas, ainda por cima da calça. Quase involuntariamente gemo dentro de sua boca, apreciando o volume entre suas pernas, o que parece tê-lo agradado bastante.                                                                                    

Não sei exatamente há quanto tempo estamos aos amassos; invertendo posições, indo de um lado para outro da cama enquanto intensificamos o contato entre nossos corpos. De qualquer modo está delicioso tocá-lo e ser tocado por ele; senti-lo a mapear-me o corpo com as mãos dissolutas, marcar-me com os lábios concupiscentes.

Puxando um pouco mais minhas pernas, acabo por enrolá-las em sua cintura, rebolando contra sua ereção mais uma vez, sentindo-o a inclinar o quadril contra minha bunda, levando o formato sinuoso entre suas pernas a encaixar-se quase perfeitamente entre minhas nádegas; caso não fossem os malditos tecidos, mostrando-se obstantes, formando protetoras camadas entre nossas intimidades.          

Desço os dedos pelas laterais de seu corpo, enfiando-os pela camisa, – Apenas mais uma peça desnecessária – Subindo-a até seu tórax, onde Grimmjow ajuda-me a tirá-la.

Ofegante, afasto-me um pouco, deslizando os dedos por seu pescoço, dedilhando o colar o qual contorna a pele clara, chegando até o pingente de anel infantil com a borboleta azul, tocando-o devagar.                                                                                       

– Foi um presente... – Sussurra, não perdendo tempo em tomar-me os lábios novamente. Apertando minha cintura nua, desliza a língua junto à minha em uma dança carnal.   

Um tanto famintas, suas mãos voltam-se para minhas nádegas, dessa vez por cima do tecido jeans, apertando-as com gosto, enchendo as mãos enquanto inclina a cintura vagarosamente, simulando estocadas.

Uma vez mais gemo, exalando um dengo que apenas ele pode fazer-me mostrar. Envolvendo seu pescoço com os braços e enfiando os dedos por entre os fios azulados, puxo-os devagar, sentindo seus dedos subirem por meu torso. Logo ele toma entre o indicador e dedão um de meus mamilos, beliscando-o devagar, separando-nos os lábios enquanto o faz.                                                                                  

Os orbes cerúleos levam-me a corar instantaneamente, entretanto Grimmjow não prolonga essa troca de olhares, descendo os lábios por meu pescoço. Suga-me a pele com força, provavelmente marcando-a como bem deseja.

Merda! Não me marque seu idiota...                                                                                              

Resmungo mentalmente, não tendo forças para retrucar as ações alheias, estando perdido demais dentro da intensidade de seus toques.                                                

Subo um pouco mais os dedos, descendo-os carinhosamente por seus cabelos, sentindo seus lábios traçarem um caminho apressado até chegarem a meu outro mamilo, abocanhando-o.        

Contorço-me em seu colo, prensando o pau rijo com minha bunda. Logo ele impõe mais afinco no aperto em meu outro mamilo, levando-me a gemer baixinho.                   

Encosto o queixo no topo de sua cabeça, sentindo a língua deslizar vagarosamente por meu botão, puxando-o entre os dentes antes de voltar a sugá-lo, levando minhas pernas a estremecerem levemente, afrouxando o aperto em sua cintura.                  

Após uma mordida mais forte, acabo por arregalar os olhos, dando um tapinha em sua testa, observando seus olhos subirem sorridentes até os meus.                                             

– E-estamos fazendo as pazes. Não compre uma briga, s-seu idiota... – Resmungo baixinho.      

Após ouvir a risada alheia soar um tanto sacana, seus dedos sobem até os fios de minha nuca, trazendo-me para próximo a seu rosto.                                                          

– Não resisti... – Admite, puxando-me os lábios entre os dentes antes de deslizar a língua sobre eles, um doce convite o qual eu não poderia recusar.                                      
Entrego-me a seu beijo, sentindo-me cada vez mais duro pelo contato.                                 

Sou surpreendido quando uma de suas mãos aperta-me o membro completamente rijo por cima da calça, massageando-o devagar, levando-me a despejar suspiros em sua boca.                        

– Tira essa merda... – Balbucia estando nossos lábios ainda entrelaçados, levando os dedos até o coes de minha calça, forçando-a para baixo enquanto inclina a cintura.      

Um tanto ofegante; separo-me de seus lábios, desenrolando as pernas de seu corpo e ficando de joelhos na cama, tirando a calça desajeitadamente antes de jogá-la em qualquer canto. Propelindo-me na direção de Grimmjow, enlaço-o com meus braços. Retorno para o calor de seus lábios, realizando minhas quimeras ao sentir sua língua pleitear com a minha, buscando por espaço.              

Estando ainda de joelhos na cama, seus dedos longos deslizam por minha cintura durante o beijo, enfiando-se por dentro do tecido de minha cueca, apertando-me ambas as nádegas.                                                                       

Rapidamente suas mãos descem, levando consigo parte de minha peça íntima, não procrastinando descê-la por inteiro, fazendo-a parar em meus joelhos. Suspiro baixinho, observando de soslaio o desejoso olhar alheio, apreciando a aprazível instância de seu toque vivo em demasia.

Sem mais delongas, sua mão me toma o membro completamente duro pela base, acariciando-o devagar, levando-me a gemer dentro de sua boca.                            

– Senta em mim... – Surrara contra meus lábios, deixando-me envergonhando. Entretanto não o bastante para não o obedecer...                                                                    

Passo a cueca por meus pés, jogando-a sobre à cama e sentando-me em seu colo. Volto a enroscar as pernas em sua cintura, sentindo seu pau mais do que acordado a fazer pressão contra minha bunda.                                                                                  

Seus dedos sobem e descem vagarosamente por toda a extensão de meu pau, limitando-me a um leve aperto em seus ombros, quase inconscientemente rebolando, ouvindo-o suspirar pesadamente ao morder-me os lábios.                     

– Deita... – Pede em um sussurro, já me empurrando para trás até minhas costas estarem completamente encostadas ao colchão.

Desço os olhos desde o sorriso sacana, até seu torso nu, sentindo-me incomodado pelo fato dele está vestido da cintura para baixo.                                                                  

– E v-você não vai tirar isso?... – Retorqui baixinho, sentindo-me corar um pouco mais ao levar um dos pés de encontro aos botões de sua calça jeans escura, deslizando os dedos por ali, vendo-o sorrir antes de agarrar-me pelo tornozelo, inclinando o corpo até deitar-se sobre o meu.        

– Paciência, ruivo... – Murmura contra meus lábios, não perdendo o ensejo ao deslizando a língua pelo espaço entre eles.                                                                            

Minha respiração falha ao vê-lo pôr-se de joelhos, ainda me segurando o tornozelo entre os dedos esguios, devorando-me todo o corpo com seu olhar avaliativo, o que me deixa no mínimo sem jeito por estar tão estupidamente exposto a si.               

– P-pare de me olhar desse jeito, d-droga!... – Resmungo ao desviar o olhar nervosamente, a sonora risada alheia fazendo-se audível.                                                   

De repente o casto beijo é depositado na parte interna de uma de minhas coxas, levando todos os pelos de meu corpo a eriçar-se.                                                                           

– Foi mal. Apenas havia me esquecido de como você é lindo...                                                

Arregalei os olhos ligeiramente, voltando-os para o rosto sorridente a minha frente. Mostro-me explicitamente desacreditado. Ele acabou de dizer... Lindo? O que aconteceu com o “gostoso” e todos aqueles elogios debochados?

Segurei a respiração por breves segundos, desviando o olhar; desejando que esse momento tão simples seja perene, desejando que se torne repetível. Várias e várias vezes...                              

Em meio a meus provérbios, sinto seu corpo voltar a pesar sobre o meu, trazendo-me de volta ao agora; de volta para seus olhos exuberantes; deixando-me a um fio de um delíquio quando somado seu rosto as expressões estranhamente serenas.                                  

– Ei... – Sussurra contra minha bochecha. – O que foi? – Questiona baixinho, ainda me segurando o tornozelo, deslizando os dedos em uma doce carícia.                          

Você nunca me chamou de lindo antes, seu idiota! – Resmungo mentalmente, sentindo o condescendente calor subir, aquecendo-me o peito com tamanha ferocidade.

Posso não o conhecer exatamente, entretanto Grimmjow me proporciona um sentimento diferente de qualquer outro que eu já sentira. Um sentimento... Intenso? Volto o rosto vagarosamente para si. Abrindo meu melhor sorriso, tomo-lhe pelas bochechas, tendo cada uma de suas maças nas palmas de minhas mãos e nas pontas de meus dedos.                                                                                          

– Não é nada... – Sussurro antes de puxar-lhe para um beijo necessitado, sentindo minha língua tocar-se com a sua durante a osculação de modo descompassado.          

O desejo intensifica-se a cada mover de cintura feito por mim; estremecendo ao ter uma das mãos do azulado se infiltrando no espaço entre nossos corpos. Sem cerimônias, acaricia-me o membro completamente duro, apertando-o deliciosamente, levando-me a geme rouco dentro de sua boca, ouvindo o som ressoar.    

– Você não terminou seu serviço aquele dia... – Moteja contra meus lábios, cessando sua tocadela para friccionar seu falo rijo contra o meu, estando o seu (infelizmente) coberto pela jeans.                                          

De imediato sinto-me corar, relembrando sobre quando o chupei pela primeira e única vez. Aos poucos Grimmjow se afasta enquanto desabotoa a calça, sem rodeios podo seu membro para fora, sentando-se à cama e chamando-me com o menear de seu indicado.        

Mesmo um tanto receoso; engatinho até ele, segurando-me em suas coxas vestidas. Fito-o a acariciar seu próprio falo com a mão, enroscando os dedos em meus cabelos ao puxar-me para mais perto de sua intimidade, abrindo um grande sorriso.                              

– Vamos lá, Ichigo... – Encoraja-me em seu singelo sibilar, puxando-me um pouco mais para perto, impondo afinco no aperto nos fios de meus cabelos. Ele parece ansioso...

Estoicamente inclino o rosto, pondo a língua para fora, deslizando-a por todo seu falo. Durante minha sutil carícia, o observo a inclinar a cintura vagarosamente, buscando mais deste contato.                                  

Ao sentir o puxão em meus cabelos, abocanho sua glande, sugando-a devagar enquanto desço com a cabeça, acolhendo aos poucos sua intimidade em minha boca, sentindo-o pulsar.                      

Passo a subir e descer vagarosamente, realizando os movimentos de sucção, apertando bem seu falo entre meus lábios; sentindo com apreço o gosto ligeiramente salgado o qual ele está a expelir. É delicioso...                                                                   

Um tanto receoso, lhe seguro a mão livre, não me atrevendo a subir os olhos para si ao guiá-la até o meio de minhas pernas, empurrando-a contra meu membro completamente duro, praticamente implorando por seu toque, sentindo-me enrubescer por isso.                                        

Ouço a típica risada vinda do azulado, logo o sentindo a tomar-me pela base assim como as posições lhe permitem, apertando-me entre seus dedos, passando a massagear-me todo o pau, subindo e descendo; levando-me a acidentalmente mordê-lo, mesmo que devagar.                

Após o resmungo de dor, o toque um tanto cruel e feito em meu falo, como em uma repreensão por minha acidental pressão feita com os dentes segundos atrás. Não evito soltar um resmoneio igualmente irritado devido ao aperto imposto pelo outro.            

– Tome cuidado com os dentes, imbecil... – Resmunga, afrouxando o aperto que fizera em minha intimidade.                                                                     

Tentando ter mais cautela, passo a sugar-lhe depressa, subindo e descendo com os lábios por toda sua extensão, apertando-lhe as coxas enquanto realizo os movimentos. O outro inclina a cintura, levando-me a lacrimejar ao senti-lo tocar-me a garganta, todavia esse não é um motivo que me faça parar, já que tê-lo em minha boca é deliciosamente bom...   

Grimmjow impõe mais velocidade em minha masturbação à medida em que vou intensificando os movimentos em seu pau, fazendo pressão com os lábios, já sentindo meu corpo estremecer aos poucos. Merda!...                                                                    

Acabo por gemer baixinho, inclinando a cintura contra a mão alheia. Minhas pernas bambeiam em desconcertante descompasso e sou absorto por um mar de ilogismo, limpando minha mente de qualquer pensamento que antes tivesse.                 

Soltando gemidos abafados devido aos movimentos que ainda faço no falo alheio, aperto os olhos, sentindo minha musculatura oral já um tanto dolorida.                              

Em um uma subida rápida dos ágeis dedos de Grimmjow, solto um arrastado gemido, em golfadas, derramando-me na mão do azulado.                           

Ofegando contra seu pau, sinto-me aturdido pelo advento do orgasmo, chupando-o devagar com a respiração descompassada, quase desabando ali mesmo. Isso foi deveras gostoso...                                      

– Não pare... – Sussurra soltando-me o membro, empurrando minha cabeça para baixo, buscando mais contato enquanto inclina a cintura.

Mesmo um tanto aéreo; aperto-o bem entre meus lábios, subindo e descendo por toda sua extensão, engasgando quando Grimmjow empurra quase todo seu falo em minha cavidade oral, soltando um baixo e arrastado gemido enquanto despeja seu gozo em minha boca.          

Antes que eu tenha qualquer reação, sinto seus dedos erguendo meu queixo, elevando-me o rosto para si.                                                                                               

– Engole tudo... – Ordena em um recluso sorriso sacana, usando o indicador para secar-me algumas atrevidas e estúpidas lágrimas as quais descem por minhas bochechas.

Que cavalheiro. O que houve com o “Havia me esquecido de como você é lindo?”. Tsc! Idiota.                                                    

A princípio, cogito a ideia de replicar; de chamá-lo por alguns nomes feios ou simplesmente recusar-me a obedecê-lo, porém, por que não?                             

Aperto os olhos, engolindo quase todo seu gozo de uma vez só, sem retrucar, deixando que um pouco de seu líquido escapasse por entre meus lábios.                      

Isso é muito... Intenso. Acabo de prová-lo... Acabo de prová-lo e de descobrir que ele tem um gosto indiscutivelmente bom...                                                                 

Olhando-o de baixo, lambo os lábios na medida em que sinto todo meu rosto ferver, observando-o a inclinar os dedos, deslizando-os por meu queixo e tomando o que eu deixara passar, levando-os molhados por seu gozo aos meus lábios.               

Sentindo a ordem implícita, inclino o rosto, limpando-lhe os dedos ao pô-los em minha boca; meu rosto esquentando ainda mais diante de seu olhar avaliativo.                            

– Muito bem... – Elogia abrindo um grande sorriso, retirando os dedos de minha boca. Grimmjow não dá rodeios ao empurrar-me pelo ombro, levando-me a deitar sobre a cama novamente.         

Entre um puxar de ar e outro, tenho meus lábios tomados, sentindo o calor de nossos corpos transmutar delicadamente.                                                           

Tão de repente... Em um instante, ele era minha parcela da faculdade; em poucos minutos, tornou-se uma pessoa esquisita que não sabia nadar; em poucos dias, transmutou-se em alguém que precisava de ajuda, para logo em seguida, de alguma maneira muito estranhável, tornar-se minha paixão. Uma presença reconfortante. Ousadamente reconfortante...                                                                                 

Como? Como o cara que estava o tempo todo tagarelando sobre maneiras de como me comer conseguiu me conquistar? Ele conseguiu... Talvez essa seja a parte mais estranha do enredo...            

Tendo um grande sorriso Grimmjow desce os lábios por meu pescoço, beijando e sugando a pele antes de puxá-la com os dentes, provavelmente deixando marcas visíveis.    

– N-não me marque, i-idiota!... – Resmoneio tendo a voz devidamente trêmula, o observando de olhos cerrados a descer por minha barriga, mordiscando os músculos, raspando os dentes enquanto se empenha em olhar-me nos olhos.                                                

– Por que não? – Retruca, não parando seu percurso. 

– P-porque e-eu t-tenho turno no hospital e-essa noite... – Balbucio, sentindo-o a acariciar-me a recém-formada ereção enquanto mordendo-me os gominhos da barriga, passando a língua em um tranquilo deslizar, limitando-me a cerrar os dentes.                    

Em um rápido puxar, meu tornozelo já está descansando sobre um de seus ombros, deixando-me mais exposto, levando-me a sentir as bochechas queimarem em níveis alarmantes.                  

Estando o sorriso sacana a partir-lhe os lábios, ele inclina o rosto, fazendo todo meu corpo estremecer com a carícia delicada.

Contraio todos os músculos ao sentir sua língua deslizar vagarosamente por meu anel, crispando os dedos dos pés ao gemer seu nome baixinho. Todos os problemas do mundo desaparecendo em um estalar de dedos, deixando-me completamente entregue a essa sensação. Quente. Húmido.

Rebolo contidamente contra seu rosto, murmurando os ilogismos os quais me vêm à cabeça, limitando-os à simples murmúrios desconexos que Grimmjow provavelmente não se dará ao trabalho de traduzir.                                                                  

Vagarosamente sua língua força passagem, levando-me a agarrar os lençóis, quase os rasgando entre meus dedos em resposta ao estimulo recebido. Isso é delicioso... 

Compassadamente sou fodido por sua língua, sentindo-o a enfiar-se até onde alcança para então refazer os movimentos, limitando-me a gemidos dengosos e um leve puxão nos fios exóticos.

Os sons eróticos de seu toque me acalentam, levam-me aos confins da loucura, assim como a carícia em si; fazendo-me soltar um longo e manhoso gemido assim que sinto um de seus dedos me penetrar vagarosamente, meu inclinar de cintura mostrando-se cada vez mais insinuante. Porra Grimmjow... Eu poderia gozar apenas com isso...    

– Quer que eu te foda agora? – O ouço a indagar baixinho, movimentando o dedo com veemência, cutucando alguns nervos consecutivamente.                       

Contraio todo o corpo diante da investida, inclinando a cintura em resposta, sentindo o tremor nas pontas de meus dedos, meus gemidos fluindo cada vez mais altos. Porra!

– C-caso faça isso de novo... – Balbucio com os resquícios de minha voz. – E-eu v-vou a-acabar gozando... – Praticamente choramingo, já revirando os olhos, uma sarcástica risada se fazendo audível no instante em que ele remexe o dedo novamente, acertando o mesmo local quatro vezes seguidas, fazendo-me lacrimejar de prazer, entretanto não sendo isso o bastante para me fazer chegar ao ápice.                           

– Responda. Ichigo... – Replica em um fio de voz, limitando-me simplesmente à loucura. Como ele consegue malear-me dessa maneira?...     É como se eu não agisse por conta própria. Como se no momento, fosse completamente dependente desse homem... Merda!                                                                                               

Contraio todo o corpo entre um longo gemido, rebolando contra o dedo do azulado, fazendo com que o calor se concentre nas extremidades de meus dedos, resultando nas frequentes oscilações destes, assim como o insistente formigamento em meu baixo ventre.                                

Estudo por entre fendas palpebrais cerradas, o brilho de seu olhar inquisitivo; o curto sorriso; o anseio por minha resposta; o evidente anseio oriundo de sua personalidade dissoluta de lançar-me um motejo.

De gracejar-me até presenciar a perceptível mudança de tom em minhas bochechas. É tão evidente sua pretensão quanto a ouvir-me suplicar entre gemidos melódicos. Tão deliciosamente evidente...                           

Ao senti-lo impor ímpeto nos movimentos com o dedo, acabo por soltar um curto grito, lacrimejando por minha próstata estar sendo atingida abusivamente uma vez mais, resultando em uma névoa densa formar-se em minha cabeça. Puta que pariu! Preciso disso... Preciso como nunca...          

– G-grimmjow... E-eu... Q-quero muito... – Balbucio embasbacado, apertando os olhos pelo prazer, não sendo capaz de sentir nada além disso. – Quero muito... V-você dentro de mim... – Imploro.                                                                                  

Aturdido pelo misto de sensações, quase não me dei conta do segundo em que ele se posicionara entre minhas coxas, segurando uma delas com mãos firmes, subindo-a até sua cintura, prendendo a curva de meu joelho entre a curva de seu cotovelo, deixando-me plenamente exposto a si.  

Aproveitando-se da posição, ele inclina a cintura, roçando sua glande molhada em minha entrada, ensopando-a com seu pré-gozo.              

Inconscientemente solto um baixo gemido, mexendo o quadril vagarosamente, ansioso pela junção de nossos corpos, ansioso pelo momento no qual o sentirei pulsar dentro de mim.                                                                  

Arregalo os olhos no instante em que ele força passagem, agarrando-lhe as costas e apertando sua carne entre meus dedos trêmulos, chamando-lhe pelo nome enquanto ele me invade entre doces estocadas.

Estremeço a cada investida, sentindo a caraterística dor em uma louca miscigenação ao prazer, ficando às portas de goza, estando já contraído o corpo em espasmos.           

Entre uma deliciosa contração e outra, tenho o falo rapidamente apertado por certa mão maldosa, limitando-me a resmungar algumas vezes, sentindo-me frustrado.       

Ao encontrar-se completamente dentro de mim Grimmjow para, arfando enquanto encara-me, olhando-me nos olhos, cerrando os dentes ao inclinar o rosto, roçando-nos os lábios.  

Os resquícios de tremor ainda percorrem todo meu corpo, dando-me choques elétricos nas articulações. Limito-me a contrair os músculos, apertando o falo alheio dentro de mim. A essa altura o azulado já me soltara o membro.         

– Grimmjow... – Choramingo ainda aturdido. Não tendo voz para elaborar qualquer outra súplica senão essa.                                                                                                

Sinto o aprazível bafejo perfumado de sua boca, não evitando abrir um curto sorriso diligente, mesmo diante da leve dor, resultado da recente invasão.                              

– Senti sua falta... – Sussurro para si, contemplando o mar azul de seus olhos a me fitar, logo vendo-os sorrir para mim, descendo os dedos vagarosamente, dedilhando-me a bochecha antes de projetar a cintura, estocando minha bunda devagar.                

– Eu sei... – Responde em baixo tom, mantendo a voz deliciosamente rouca, fazendo-me gemer compassadamente enquanto sinto-o investir contra minha intimidade.   

A princípio penso em xingá-lo, chamá-lo de idiota ou algo sinônimo, entretanto as palavras são surrupiadas de minha boca, limitando-me a entreabrir os lábios enquanto sou deliciosamente fodido, lhe arranhando as costas à cada estocada precisa.                        

O outro aperta-me a carne das coxas com afinco, abrindo bem minhas pernas e inclinando a cintura, investindo moderadamente contra minha intimidade, levando-me a agarrar os lenções, puxando-os entre os dedos no instante em que projeta a cintura de uma vez, estocando com força, fazendo-me soltar um quase grito.                                   

Estudo de olhos cerrados as expressões deleitosas feitas pelo outro enquanto gemo para si, ondulando o quadril contra seu pênis, faminto por mais desse embriagante contato.                                                              

– Você continua deliciosamente apertado... – Abaixa os lábios na altura de meu ouvido para então sussurrar tais palavras, puxando a cartilagem de minha orelha ao término de sua frase, propositalmente suspirando ali, fazendo-me sentir este delicioso arrepio na espinha. Droga... Não consigo me sobrepujar à ele nessas situações...                                   

Gemo em resposta a seu cortejo, sentindo-o a tomar-me o falo completamente duro em uma das mãos, dando início a uma masturbação na mesma velocidade em que estoca minha bunda.                                                                                               

Tombo a cabeça para trás, transbordando de prazer pelo toque alheio, sentindo-o a investir com força contra minha intimidade, fodendo-me cada vez mais rápido.     

Entre uma investida e outra, a respiração pesa contra meu pescoço, logo sentindo a língua deslizar vagarosamente por meu torso, as estocadas também ficando mais lentas, incrivelmente provocativas...      

Solto um muxoxo no instante em que ele para a masturbação, segurando-me pela cintura ao alcançar-me um dos mamilos, lambendo-o vagarosamente, fazendo-me estremecer diante da caricia, por mais simples que seja.                                                         

– Você gosta quando te fodo assim? – Retruca baixinho, estocando-me de vagar, provavelmente acidentalmente acertando minha próstata com sua glande, levando-me a gemer em alto e bom tom, arqueando todo o corpo. Apenas por seu sorriso, sei que isso o agradara mais do que deveria.  

– Gosta?... – Insiste perante a ausência de minhas palavras, voltando a empurrar seu pau para dentro de mim, batendo no mesmo ponto várias vezes entre lentas estocadas. – Prefere que eu te foda com força?...

Reviro os olhos de prazer, sentindo as deliciosas investidas em meu interior. Ah Grimmjow... Você é ardiloso demais. Como posso mentir em uma situação como esta?           

– Eu... Quero que m-me foda com força... – Verbalizo em baixo tom, porém audível o bastante para fazê-lo sorrir.

Os dedos longos se enrolam como serpentes nos fios de minha nuca no instante em que passa a foder-me com força, projetando os quadris para frente e para trás, batendo em alguns nervos consecutivamente.

Enlouqueço sob seu copo, rebolando ansiosamente contra sua intimidade, lacrimejando ao senti-lo bater a glande fortemente em minha próstata uma vez mais.           

Sua respiração pesa a meu ouvido e aperto os olhos, agarrando-me mais a seu corpo, chamando-lhe pelo nome, gemendo em alto som a cada estocada. A maneira que me fode chega a ser insana... Tudo é tão visivelmente espontâneo, intenso...          

Em um ato premeditado, sou puxado de uma única vez. Tento associar a mudança de ângulo, o que é quase impossível de se fazer enquanto o tenho pulsando dentro de mim.                

As expressões mostram-se completamente entregues no segundo em que ele me apalpa a cintura, eu apenas agora me dando conta de que estamos sentados sobre a cama, estando meu corpo sobre o seu.                                                  

– Mexa-se... – A ordem saíra um tanto entrecortada por entre a frecha de seus lábios avermelhados, levando-me a indagar por breves segundos se fora realmente uma ordem e não uma súplica.  

Eu poderia passar um pouco mais de tempo monologando sobre o tópico, todavia sou uma vez mais arrastado para os confins da loucura ao senti-lo inclinar a cintura, estocando minha bunda em uma forte investida, meu gemido sendo tão ridiculamente resignado ao ponto de se repetir melodicamente a cada inclinar.                               

Grimmjow me fode agarrando-me pela cintura, puxando minha carne entre dedos famintos, fazendo-me rebolar em seu falo, mesmo quase não tendo força nos tornozelos, ou em qualquer parte do corpo.                                                                     

Em poucos segundos já nos encontramos em uma dança frenética sobre os lenções, mantendo um compasso único.                                                       

Agarrado a seus ombros e tendo os dedos enlaçados nos fios exuberantemente azuis, cavalgo sobre seu corpo, chamando-lhe pelo nome, recostando a cabeça na curva de seu pescoço enquanto impulsiono meu corpo para baixo ao tempo em que ele faz movimentos para cima, intensificando nosso contato, fodendo-me com força.                   

Apertando os olhos, abocanho-lhe o ombro, mordendo-o ao senti-lo acertar minha próstata novamente, levando-me a um quase grito contido.                                           

Ao perceber o tremor de meu corpo e a pressão que faço com os dentes em sua carne, o azulado projeta a cintura para cima fortemente, acertando o mesmo local uma outra vez, agora me fazendo gritar de verdade.  

Estremeço em seus braços, sentindo-o a desliza as mãos por minha cintura, descendo-as até minhas nádegas, abrindo-as devagar.                                                                   

– É aqui que você gosta?... – Questiona baixinho, inclinando a cintura novamente, limitando-me a um arrastado gemido como resposta a maneira que ele estocara minha bunda.                                                  

Sua risada fora um tanto contida e não demorou para que ele passasse a investir freneticamente no mesmo ponto, abusando de minha próstata, acertando minha bunda com dois tapas seguidos. Gostaria de dizer que não, mas sim. Doeu.                         

– E-ei!... – Tento censurá-lo, entretanto calei-me rapidamente, agarrando-me a seus ombros e enfiando o rosto na curva de seu pescoço.                                                   

Limito-me a dengosos gemidos enquanto ele intensifica os movimentos naquele mesmo local, retirando seu pau de dentro de mim para enfiá-lo novamente.

Sinto os tremores pelas extremidades de meu corpo a cada estocada precisa, minhas pernas perdendo quaisquer forças no instante em que chego a meu limite, gozando em golfadas em nossos abdomens, desmanchando-me em seus braços.                      

Ofegante, o sinto investir mais uma vez, apertando fortemente as carnes de meus quadris ao dar uma lenta e funda estocada, desmanchando-se dentro de mim.                                   

Com as respirações pesadas, desabamos sobre os lençóis, estando nossos corpos desajeitadamente abraçados.

Vagarosamente ele se retira de dentro de mim, permitindo assim a saída de seu líquido, fazendo-o escorrer por minhas pernas.                                                   

Atentamente, observo a aprazível expressão satisfeita de Grimmjow, calculando o volume de seu rosto, os espaços entre cada fio de cabelo despenteado, jogados despojadamente em arco-íris azuis sobre sua testa e bochechas; a língua deslizando despreocupadamente pelos lábios avermelhados, molhando-os; os olhos fechados solenemente; os cílios longos...

É definitivamente uma das coisas mais belas que já vi... É uma das coisas mais belas e, eu definitivamente, não quero perdê-lo... Definitivamente...                                            

– Com quem foi? – Um baixo murmurejo se faz audível, puxando minha atenção. Apenas agora me dou conta de que já abrira os olhos e me encara fixamente, estando quase inexpressível.   

– Hã? – Replico estando desentendido, franzindo minimamente as sobrancelhas ao encará-lo, vendo-o elaborar um bico birrento, logo cerrando os olhos.                       

Merda! Essa expressão não me aparenta muito convidativa, muito menos amistosa. Parece irritado, não carregando  um vestígio de indulgencia sequer nos olhos antes serenos, agora severos.                  

– Não me faça de idiota. – Resmunga ao se soltar de nosso abraço frouxo, deitando-se de costas ao cruzar os braços longos, observando algo de aparente relevância, mantendo o olhar fixo no teto acima de nós. – Você gozou duas vezes. Para quem gozou quatro vezes naquela primeira foda, ou você tem batido muita punheta ou você tem transado...                                                                                       

Estagno diante da afirmação, arregalando os olhos minimamente ao abrir um curto sorriso.

Certamente, transei com outra pessoa. Entretanto, quando me entreguei para aquele ato, pensava que não teria coragem de vir atrás dele. Pensava que estava pondo um ponto final nessa faze tão conturbada de minha vida e que tudo seria diferente, cada qual seguindo sua vereda.

No fim das contas, tudo escapara completamente do panejado... Aquele sexo nostálgico e monótono foi, de algum modo, algo que eu precisava para perceber.

Aquela conversa com Rukia, foi o empurrão que eu precisava para sair da inércia e deixar de choramingar pelos cantos, monologando sobre se Grimmjow sentiria minha falta e passaria no hospital para me ver. Se ele bateria em minha porta...                                         

O sorriso o qual repuxara-se por meus lábios serviu para inflamar a aparente raiva de certo azulado, o mesmo que crispara ainda mais os lábios avermelhados, quase tornando suas sobrancelhas uma única existência de tanto franzi-las.

– Por que está rindo, babaca?! – Praticamente Grita, levando-me a puxar os dedos até os lábios, abrindo uma risada sapeca difícil de controlar.

A testa alheia encontra-se dividida por estas ruguinhas, entretanto não ligo para seu semblante mal-humorado, envolvendo-o rapidamente em um abraço condescendente, o qual não fora muito bem recebido.          

– Você está com ciúmes. – Assevero entre risadas, ouvindo a bufada do outro a meu ouvido.                                                                                               

– Cale a boca. – Resmunga limitando-me a um curto grito. Empurrando-o pelos ombros, afasto-me alguns centímetros, mantendo os olhos arregalados enquanto seguro minha bochecha.                                                                           

– Grimmjow! Você me mordeu?! – Inquiro retoricamente, mostrando descrença quanto a seu ato de segundos atrás. Não acredito que ele fez isso novamente... Puto!    

Vi seus lábios se entreabrirem, provavelmente pronto para replicar, todavia fora interrompido por educadas batidas na porta.                                                                  

– Grimm? – Escuta-se a abafada voz da pequena do outro lado. –  A Halibel está com fome... – Informa estando sua voz incrivelmente baixa, provavelmente graças as espessuras das paredes.

– Estou indo! – Grita o outro já catando suas peças de roupas pelos cantos enquanto me visto rapidamente.       

Por um segundo, pensei realmente que Grimmjow tentaria fazer vexame sobre eu ter transado com outra pessoa senão ele, entretanto apenas não voltou a tocar no assunto, soltando um breve suspiro ao vestir a camisa e virar-se para mim.                                

Torci os lábios ao vê-lo de sobrancelhas franzidas, aproximando-se vagarosamente antes de puxar-me pela cintura, apertando-me em um abraço, ato o qual estranhei a princípio. Até onde sei, a maioria de suas carícias é para tomar algum proveito.            

– Depois de alimentar o monstrinho, te explicar a situação. – Murmura próximo a meu ouvido, me largando logo em seguida.                                                                                 

Repuxo os lábios, assentindo em concordância.      

– Acho melhor eu vir aqui depois de meu turno. – Murmuro apalpando o bolço traseiro de minha calça, procurando meu aparelho celular, constatando que são exatamente quatro e meia da tarde. – Entro em algumas horas, mas preciso chegar um pouco mais cedo. – Explano, dando de ombros ao fim da frase, observando a perfeita interrogação desenhada no rosto alheio.

– Unohana-san quer conversar comigo... – Respondo a sua pergunta silenciosa, coçando a nuca nervosamente apenas em tentar lembrar qual fora  aburrada a qual eu fizera para ela querer conversar.                                                            

– Boa sorte. – Murmura soltando um risinho sadista.                                                        
Por ter passado algumas semanas com a irmã internada do hospital de Karakura, Grimmjow conhece muito bem o gênio bipolar da doutora. Assustadora...                

Suspiro encarando-o de lábios apertados, balançando a cabeça negativamente, censurando-lhe a gracinha.                                                      

– Você pode me adiantar o problema? – Pergunto ao cruzar os braços, erguendo o queixo ao vê-lo balançar a cabeça negativamente.                                                          

Cerro os olhos ligeiramente, observando-o a passar os dedos por dentro de sua camisa, puxando do pescoço a corrente antes escondida pelo tecido, balançando-a como um pêndulo frente a meus olhos.                             

– Minha mãe havia comprado quando Halibel ainda estava na barriga e quando seu estado era estável... – Deu início, estendendo-o em minha direção. Estranhei seu ato. – Halibel usou no dedo anelar por cerca de dois anos, até que sua mão ficou mais gordinha e ela pediu para que eu cuidasse dele. – Deu de ombros ao passar a corrente por meu pescoço, permitindo que a pequena joia pendesse.                              

Entreabro os lábios estando ligeiramente perdido, tocando de leve os pequenos elos de prata ao tempo em que ergo o olhar para si.                                                           

– Grimmjow, isso...

– Não é seu, idiota. – Rezinga ao inclinar o rosto ligeiramente, dando um dolorido peteleco no centro de minha testa, limitando-me a uma careta. – Estou confiando isso a você.                                                                                              

Encaro-o conturbado, repuxando os lábios para os lados ao tempo em que brinco com o anel entre meu polegar e indicador. Por que ele está confiando isso a mim?

Pigarreio baixinho, desviando o olhar ligeiramente, focando o chão.                                

– Obrigado. – Cochicho me adiantando um passo, pensando por breves segundos antes de insistir: – Você não vai me explicar o que está havendo?                                            

Presenciando o enfastiado revirar de olhos, acabo por fazer careta, erguendo uma sobrancelha em desafio.  

Desde o começo, é minha intenção ser útil para ajudá-lo, todavia não posso arriscar a esperar peripécias oriundas de simples falta de informação.                                          

– Pedi para que me fizesse esquecer dessa merda por apenas um tempo. – Treplica amofinado, evidenciando uma iminente controvérsia.                                                        

Seguro as palavras, tentando evitar o fatídico bate-boca o qual se encontra as portas de acontecer. Jamais entenderei o porquê de qualquer merda ser o ensejo para uma contenda na cabeça desse cara.

Será que ainda não se deu conta de que vim aqui para oferecê-lo auxílio sobre um problema o qual nem sequer sei qual é? Que outro idiota se meteria em uma charada como essa?                                                                          

– Será que você pode tentar não complicar as coisas? – Interpelo baixinho, usando do indicador para massagear extensão entre minhas sobrancelhas.                  

Prontamente ouço o muxoxo do azulado, o que me deixa nem que minimamente curioso para fitar-lhe o rosto, constando que mantem uma testa adornada por ruguinhas.

Por que esse imbecil está com raiva? Era eu quem deveria estar com raiva, ou minimamente a Halibel que está esperando por seu lanche há uns bons dez minutos.      

– É muito complicado, Ichigo. – Mantém a voz baixa, meneando com uma das mãos antes de cruzar os braços, como se me copiasse, pousando os orbes ridiculamente azuis sobre mim, causando-me arrepios na espinha. – Preciso de muito tempo para falar sobre isso – Prossegue. – Caso eu erre com uma palavra, possa ser que você tenha medo de mim...                                                                       

Acompanho as expressões antes astutas esmorecerem gradativamente, levando-me a engolir em seco.

É tão grave assim? Aquela última mensagem tinha algo verídico? Grimmjow... Matou alguém?                                                                                           

Engulo em seco, sentindo a energia correr descompassada por meu cérebro. Porra! Caso eu não me tivesse deixado levar com tanta facilidade, poderia ter ciência de tudo agora, entretanto troquei meu precioso tempo por sexo. Não que esteja exatamente arrependido agora...                                                                                             

Pigarreio mantendo a linha de pensamento, coçando a nuca nervosamente antes de soltar um suspiro, resignando-me à situação.                                                             

– Tudo bem. – Cedo de uma vez, apertando os lábios em uma linha rígida ao fitá-lo. – Amanhã em meu horário de almoço te ligo para combinarmos um lugar. Atenda essa porcaria de telefone, droga! – Resmungo seguindo caminho até a porta, sendo rapidamente puxado pelo pulso.

Em um instante sou envolto por seus braços, prendendo o ar ao sentir sua respiração pesar em meu pescoço.                            

Entreabro os lábios, recebendo os seus contra minha pele, soprando minha orelha em um breve sibilar.      

– E-ei!... – Me remexo no segundo em que sinto seus dedos sobre o tecido de minha calça, apertando meu membro desacordado.                                                                   

– Psiu. – Sussurra como quem pede para que fique quieto, desviando as mãos até puxar o tecido, fazendo-me franzir o cenho. – Estou apenas fechando seu zíper... – Se faz de inocente ao tempo em que o som se faz audível. Esse imbecil não perde nenhuma abertura.                                                                                          

– Não precisa ficar me apertando para fazer isso!... – Resmungo no instante em que me desvencilho de seus braços, encarando fixamente o sorriso cínico lhe traçando os lábios dissolutos.                            

Dando de ombros, Grimmjow pende o pescoço, murmurando em seu mais puro tom inócuo:            

– Minha mão escorregou.        


Notas Finais


Primeira vez postando pelo "notebook" (lê-se: resto de notebook).
Admito que deu trabalho -.-'
Gostaria de agradecer (novamente kkk) à minha marida Nick que escreveu uma one fantástica de presente para a minha pessoa e a minha pessoa está muito feliz! Obrigada de novo marida X"D
O capítulo foi só lemon (basicamente) porque deduzi que vocês estariam com saudades de um '.' lamento informar que este foi o último da fic ç.ç
Em fim... Enrolei muito nessas notas para compensar as iniciais kkk
espero que tenham curtido e nos vemos no próximo capítulo! ^u^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...