História O Cão e a Rapoza. - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~Riyuu-Naym

Postado
Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Tags Sasunaru
Visualizações 165
Palavras 4.826
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


oi como vai voces aki quem fala é a ryuu-cham
voltamos co mais um cap da reta final de O cão e a rapoza
espero que curtam até lá em baixo...

Capítulo 5 - A pequena peste, Uzumaki Boruto!


Fanfic / Fanfiction O Cão e a Rapoza. - Capítulo 5 - A pequena peste, Uzumaki Boruto!

-Eu estou aqui para lhe oferecer um acordo!- Anunciou o loiro, sua voz era firme, porém em seu interior estava conturbado, aquele ali diante de si, havia quase detonado toda sua investigação sobre a morte da misteriosa prostituta ruiva. 

Sentia seus dedos coçarem para bagunçar os já bagunçados cabelos dourados. 
Olhava para o moreno com um olhar crítico e analítico... tentava descobri desta forma se o mais velho cogitaria aceitar seu acordo. Afinal ele lhe devia isso, já que havia -mesmo que sem ter conhecimento- quase acabado com suas investigações. 

~2 semanas antes~ 

Seu estomago roncava, denunciando as horas sem comer, e o álcool em seu organismo somente piorava sua situação. Seu pai estava uma pilha de nervos desde que o Inuzuka havia sumido, a duas semanas atrás. E obviamente que isso prejudicava a raposa, que estava a ser vigiada pelo irmão mais velho. 

Dos três Uzumaki’s herdeiros, isto é Dedara, Ino e Naruto, os homens eram os mais perigosos, Deidara, o primogênito, apesar de imprevisível, era totalmente devoto ao patriarca, Minato... e o caçula, Naruto, assim como o primogênito era um mistério, porém diferente do piromaníaco, Naruto não era confiável, pelo menos não para o patriarca, afinal Naruto era tão instável quanto Kushina, e também não possuía nenhum afeto pelo Namikaze, pelo contrario, tanto Minato quanto Naruto, tinham plena conciencia da antipatia que o Jovem Uzumaki possuía por seu progenitor perigoso. 

Levantou de sua cama com preguiça, dirigindo-se a porta, com intuito de ir à cozinha e comer alguma fruta ou pedaço de bolo que houvesse por lá, qualquer coisa que suprisse o desejo de seu estomago faminto. 

Naruto ainda se perguntava porque que a cozinha tinha que ser tão longe de seu quarto. 

- Ainda vou transformar o quarto do Burrito em uma cozinha adjacente ao meu quarto!- Comentou para si mesmo, já que o quarto do sobrinho era ao lado do seu. 

-Se me chamar de Burrito de novo eu arranco seus cabelos oxigenados com cera que a mamãe usa para depilação!- Avisou a criança que estava sentada em um banquinho próximo a pequena mesa dentro da grande cozinha industrial completamente planejada.- E não vou deixar você usar meu quarto para seus fins macabros tio!- O outro o olhou com um quê de indignação obvio. 

Afinal seu Tio Naru, era um mala, irritante e sem noção, onde já se viu cozinha no terceiro andar, e ainda por cima utilizar seu quarto para isso? Completamente sem chance. Um bico se formou nos lábios da criança, era incrível como seu filho tanto lhe lembrava, o mesmo havia até mesmo adquirido as marcas de nascença que Naruto possuía, era uma figurinha, um mini Naru. Sua irmã que ficava brava afinal Boruto em nada parecia com sua progenitora, o pirralho havia tido a audácia em se assemelhar com a familia de sua avó. Era cômico. 

-Certo, certo, o que você está comendo?- O loiro mais velho se aproximou da sua pequena cópia, perto o suficiente para roubar um dos biscoitos do menor que ao ver-se a ser roubado, deu-lhe um tapa estalado na mão do mais velho que apôs levar o biscoito a boca, vinha para pegar outro. 

-Não Naru-ojii-san!- O loiro menor semicerrou os olhos demonstrando para o tio sua indignação enquanto formava um bico birrento nos pequeninos lábios róseos, essa atitude infantil, o mais velho concluiu que o garoto certamente puxou aquela atitude da mãe, Naruto não assumiria que quem geralmente agia assim era o próprio Loiro. 

Sorriu para a criança e apertou suas bochechas tendo total conhecimento do quanto essa atitude irritava o menor. 

Naruto com calma se dirigiu até a geladeira em busca de algo para comer, mesmo roubando os biscoitos de seu sobrinho sabia que aquela iguaria não era nem de longe o suficiente para saciar seu estomago sem fundo. 

-Seu tio esta implicando com você de novo Boru-cham?- Naruto sentiu um calafrio correr por sua espinha ao ouvir aquele timbre atingir seus ouvidos, tão falsamente afetuoso... afinal Minato Namikaze não sentia afeto por ninguém, nem mesmo seus próprios filhos, eram todos apenas conveniências. Assim como o neto, que ainda muito ingênuo, respondeu o avô com animo. 

- Hai Mina-jiiji!- O menor fitava o loiro mais velho com tanta admiração, o loiro sentia repulsa ao ver que o pequeno sobrinho aos poucos estava a ser levado para o lado negro da força. 

E intimamente o Uzumaki temia profundamente, se não conseguisse se livrar do patriarca, sua inocente e ingênua copia, conheceria um lado da humanidade que Naruto preferia poupa-lo de conhecer tão cedo, afinal pessoas podem ser cruéis. O loiro se apoiou no balcão sentindo-se invadido pela lembrança de sua primeira missão. 
 

-Você está preparado meu pequeno prodígio?- O mais velho perguntou com sua voz manipuladora em um timbre carinhoso... soou tão afetuoso aos ouvidos da pequena criança carente de afeto. 

O pequeno Uzumaki cresceu em uma pequena vila no interior, uma daquela vilas que todos conhecem todos, e que as fofocas andam mais rápido que o trem bala. 

O pequeno prodígio era um delinquente de mão cheia, sempre atazanando a vida das senhoras fofoqueiras que se ajuntavam nos fins de tarde para fofocar, quase sempre o assunto era o pirralho que havia pregado mais uma peça na companhia do inseparável Menma, Senju Menma era sem dúvidas uma péssima influência... Afinal Naruto já não era nenhum santo normalmente, então sob a influência do delinquente Senju, tudo se tomava proporções bem consideráveis. Uma dessas foi a descoberta de Minato sobre seu filho bastardo. 

Tinha apenas 6 anos quando fora registrado por seu pai, e passou a ser Naruto Uzumaki Namikaze, e consequentemente começou a ser treinado... como resultado o loirinho foi afastado de sua mãe. 

- Hai otou-san!- O garoto sorriu para o pai, aquele seria seu ultimo sorriso em pura inocencia. O ultimo sorriso para seu pai, antes de ver o lado ruim da humanidade. 

 

Suspirou... Ah! Aquele dia ainda lhe atormentava, lhe dando pesadelos, os sons dos tiros, e de todo o sangue ainda estavam vivos em sua mente, os olhos azuis desfocados os cabelos negros molhados pelo sangue. 
Abriu os olhos fitando o patriarca que lhe olhava com um sorriso carinhoso que somente contradizia o olhar maldoso que denunciava a falsidade daquele afeto. 

-Jiiji-san, hoje o senhor vai ir assistir minha aula?- Boruto indagou curiosamente, e Naruto quase pode se ver ali. 

"- Otou-san! Otou-san!- O garotinho de cabelos dourados corria pelos corredores esbarrando em qualquer um que estivesse em seu caminho. 

-Ei Gaki!- A voz de seu aniki soou irritada, bem Deidara nunca fora amável com sigo, este era bem mais frio do que seu pai, que as vezes também era bem ríspido. 

-Gomen Deidara-sempai!- Gritou o caçula correndo e olhando para o outro loiro espichado no chão enquanto um ruivo normalmente sem expressão ria igual uma hiena, era um cena engraçada de se ver, mais o mai novo não tinha tempo para aproveitar para rir de seu Aniki-baka.- Otou-san!- O loiro abriu a porta do escritório do pai com tanta brusquidão que o barulho foi ouvido por todo o terceiro antar da residência. 

- Naruto!- O Patriarca o repreendeu. 

- Desculpe!- O loiro deu um rápida olhada pelo ambiente formal que era o escritório de seu pai, visualizou dois homens sentados em uma das poltronas daquela sala, sendo um moreno, e um albino, o albino ele conhecia, já o havia visto na casa de um de seus amiguinhos. 

- Entre!- Ele ordenou o menor que meio envergonhado entrou. 

- Minhas desculpas!- O garotinho se curvou antes aos homens ficando ao lado de seu pai, assumindo uma postura totalmente oposta a sua costumeira personalidade. Se tinha algo que Naruto havia aprendido durante os três anos que estava ali junto a seu pai, é que diante de pessoas como aqueles dois ali a sua frente, não se mostrava nem um sorriso, o sinônimo de simpatia. 

Mesmo tão pequeno e sem realmente compreender, para agradar seu otou-san ele fazia o que lhe era mandado. Naruto era um pequeno prodígio, excepcional em tudo que fazia, encantador em tantos aspectos, ele superava todos que já estiveram ao lado do patriarca. 

Ele seria o herdeiro perfeito, era encantador, porém, Naruto tinha um grande defeito, apesar de o garoto superar até mesmo Deidara, o primogênito, em muitos aspectos... O menor também superava a filha do meio, em outros, e este lado era o que preocupava Minato, Naruto era ingênuo, carente de afeto e atenção, e tinha um pequeno defeito, ele fazia de tudo para ser querido por todos. 

Logico que Minato usufruía deste defeito, afinal, se ele queria ser aceito por seu pai o menino faria de tudo sem pestanejar. E apesar de ser encantado com a parte fofa de seu filho caçula, Minato ansiava em quebra-lo e remodela-lo as suas vontades, tornaria o prodígio dos Namikaze’s, em um futuro patriarca exemplar, um verdadeiro demônio, sim, o loiro seria o temor de toda Tóquio, não de todo o submundo. Sim seu filhote bastardo, seria aquele que lhe superaria, e em breve lidaria com todo um império mafioso, faria do possível ao impossível para tornar seu filho temido no mundo todo. 

Porque se Minato já era um nome que fazia tremer os ossos de alguns Mafiosos pesados, o seu filho tinha a obrigação de se tornar o Diabo para aqueles que ousassem se impor em seu caminho. 

Sorriu presunçoso diante do olhar dos dois homens, enquanto no albino se via admiração pela evolução daquele que observara crescer e evoluir ao lado de seu sobrinho, no mais velho, o moreno, se via malicia, o maldito pedofilo estava encantado com sua beleza... e isso era mais um jutsu que Minato ensinaria o Uzumaki mais novo a usar. Ensinaria seu filho a utilizar da sua beleza como arma, porque se tinha algo que os homens não resistem é a um belo corpo. 

Naruto pelo contrário, se sentia mal sendo estudado pelos olhos, não conseguia ao certo distinguir o que havia naqueles olhares tão esmagadores em si, mas não gastava, e nunca viria a gostar deles. 

-O que dizia Naruto?- O patriarca inquiriu. 

- Vim apenas para lhe avisar que hoje terá minha cerimonia de graduação.- O garoto respondeu sério e contido, mostrando para o pai que as aulas que havia recebido estavam fazendo efeito, e como Minato gostou de ouvir o timbre fino do filho soar tão frio. Era... 

Era... 

Gratificante! 

Porém ele mal sabia que esse mesmo proposito o qual ele se esforçara para infiltrar no filho seria sua própria ruina. E o criador iria cair pelas mãos de sua criação. 

E de fato a pequena raposa diante de si seria temida por todo submundo." 

Naruto fitava o pai, e mesmo que soubesse que jamais encontraria, buscava uma centelha de afeto verdadeiro, sentindo-se frustrado ao perceber que não existia... Nunca existiu. 

- Oh Burrito-cham!- Sorriu para o sobrinho que lhe olhava com os olhos em brasa.- Creio que o otou-sama estará ocupado!- Falou com uma tristeza encenada. Manter as aparências era a primeira regra daquele jogo que a mais de 11 anos aprendera, e a quase 8 anos jogava.- Mas pode ter certeza que eu estarei lá...- Sua voz soou com convicção.- Afinal não vou perder a chance de te ver dar uma surra em alguns bobocas né!- O menor sorriu para o tio, se tinha algo que ele gostava no seu tio, era o fato de ele estar sempre por perto como um pai, ou irmão mais velho. Viu o tio se afastar e lhe olhar da porta da cozinhar com um sorriso que ele não soube identificar o que se passava, porém era um sorriso que ele lhe lançava sempre que debochava de sua baixa estatura. Um sorriso que ele associava a malandragem.- Ou para levar uma surra!- Irritado o menor pegou a primeira coisa que estava ao seu alcance, no caso um copo de vidro e arremessou em seu tio, vendo-o fugir, e o copo de estilhaçar na parede. 

- Baka!- O menor xingou Naruto, o pequeno loiro estava indignado seu tio era uma mala sem alça e sem rodinhas que se recusava a crescer. Porém desconhecia ele que Naruto foi obrigado a crescer mais cedo que qualquer um dos que ali estavam. 

Afinal, nenhum dos outros dois filhos do patriarca foram obrigados a assassinar o melhor amigo aos nove anos de idade. 

- Naruto!- O patriarca o chamou, olhando para a escadaria e vendo o filho do alto desta.- Você tem notícias do Kiba?- Perguntou sem demonstrar nada em sua voz, porém Naruto sabia, estava a ser avaliado minuciosamente, e tinha plena consciência que nada escapava do olhar atento do mais velho. 

-Não!- Respondeu olhando-o nos olhos. Agradeceu mentalmente por ser verdade, pois apesar de ser um bom ator, o mais velho assim como Naruto, era excelente em desvendar pessoas e suas mentiras.- Por? 

-Nada!- O outro deu um sorriso que aos olhos de um desconhecido seria semelhante ao verdadeiro, porém para Naruto, ou Ino, ele soava mais como uma ameaça... um sorriso claramente falso e repleto de mensagens ocultas, entre elas uma se destacava... traição jamais terá perdão, e não era referido a típica traição de relacionamentos afetuosos, era como uma ameaça, se ele se quer pensasse em trai-lo quem ele se importasse pagaria. Assim como sua mãe pagou por ser sua fraqueza.- Apenas achei que soubesse por serem namorados! 

O menor deu de ombros e seguiu seu caminho em direção ao seu quarto, a presença do mais velho sempre lhe deixava enjoado, enojado, nervoso. 

Suspirou, fechou a tranca da porta de sua suíte e caminhou até seu closet, carregando com sigo a bandeja de comidas, entre elas, seu precioso Lamen. 

Largou a bandeja acima da escrivaninha que tinha ali para o loiro se arrumar. Abriu uma das muitas portas de seu guarda roupa planejado, tateando a parede do fundo do móvel de cor neutra. Ele era um esquecido, nunca tinha certeza de onde ficava a tranca. E como todo agente que se prese o jovem com personalidade de adolescente tinha um pequeno cômodo secreto, criado sem a sabedoria de seu pai, tinha um belo salario, e recebia uma boa comissão por trabalho feito, não fora difícil fazer a mobilha do pequeno cômodo. 

A porta se abriu silenciosamente, o loiro pegou sua bandeja e apôs coloca-la sobre uma das mesas dos computadores, fechou a porta do guarda roupa arrumou as roupas do cabide e fechou a porta secreta. Dirigindo-se em direção a cadeira de rodinha, ligou a máquina tendo apenas o silencio como trilha sonora. Pôs os fones de ouvido ligou a notificação caso alguém batesse em sua porta, lhe seria avisado e ele iria lá atender. 

Ligou um dos monitores e viu diversas notificações, abriu uma das páginas e atentamente leu a matéria, quase tendo um surto, respirou findo... 

Uma... 

Duas... 

Três vezes.

Massageou as têmporas, estava aponto de ter um ataque de nervos, se já estava difícil investigar sem ser notado, agora se tornara quase impossível. Suspirou novamente, aquele teme era um imbecil... estava provocando seu pai abertamente, onde já se viu prender alguém de uma ligação direta com o líder?! 

Ah, ele ainda não compreendia o real motivo de fazer do impossível possível, para manter aquela cabeça cheia de fios negros azulados presa ao pescoço. Bufou irritado... aquilo seria problemático. Sim aquilo seria um desastre. 

Rosnou baixo. 

Como manteria o policial vivo e ainda continuaria suas investigações... e também tentar manter seu pai na linha longe da possibilidade de mandar seu sobrinho de apenas cinco anos, realizar alguma missão... aquilo estava se tornando complicado. 

Teria que falar com sua irmã. 

Sim, a florista, era sua única salvação, tendo em vista que em breve provavelmente estaria com a cabeça a prêmio. 
Os Inuzuka’s... Oh droga! Como explicaria para uma senhora doce que seu filho foi preso por agredir um policial, e possivelmente que esse fato fosse culpa sua? 

- Kami-sama!- Exclamou baixinho... não que fosse agregado a algum deus, não é um devoto fiel, até porque se fosse com certeza já estaria condenado a uma eternidade de condenação eterna, no Tártaro ou Inferno. Se bem que quem em breve teria uma assassina de aluguel atrás de si poderia se considerar possuidor de uma passagem só de ida direto para o esquecimento. 

Droga... Hana iria caça-lo até que o encontrasse. Maldito Inuzuka, até nessa hora lhe atazanando! 

~1 semana ~ 

Caminhava a passos apressados na calada da noite, Boruto jazia dormente em seu colo, enquanto em uma bolsa carregava todos os documentos que precisava, e em sua carteira jazia um HD com tudo arquivado caso fosse necessário, nunca se sabe né. 

Descia a escadaria da mansão rapidamente e em silencio, era manso e silencioso como uma raposa prestes a avançar em sua caça. 

Em sua cintura jazia carregada uma Calibre 22, e dois cartuchos completos. Segurava o sobrinho com o braço direito e com o esquerdo mantinha a pistola cano estendido pelo silenciador a postos na altura da cabeça, seu coração estava disparado, e sentia seu sangue ficar gelado a cada segurança que baleava obrigatoriamente. Precisava sair logo antes que os tranquilizantes não fizessem mais efeito e o alarme fosse disparado. 

Suspirou aliviado ao se ver dentro da garagem, sua pistola com tranquilizante já no ultimo cartucho, precisava sair logo temia ter que usar munição de verdade, sabia bem que o escândalo nas emissoras de tevê, seria terrível para tentar se manter escondido. 

Colou Boruto no banco do carona, colou o cinto de segurança, e se dirigiu ao lado do motorista, as chaves de seu possante, um Camaro negro metálico, jaziam em sua mão. Ligou o motor, e retirou-se da garagem, o porteiro logo o reconheceu e prontamente abriu o portão, Naruto sabia não poderia deixar o senhor se ferir por sua causa, porém se atirasse no velho senhor da guarita do condomínio, as câmeras flagrariam, e daí ele estaria- não literalmente- fudido. 

Dirigiu com rapidez... A calada da madrugada facilitava sua rápida fuga, casos desesperados, pedem medidas desesperadas. 
Seu pai enlouquecera na semana passada quando a notícia da prisão de Kiba Inuzuka estourou. Tanto que vinham planejando desde então uma missão homicida para o pequeno Boruto. 

Naruto entrara em pânico, somente com possibilidade de seu sobrinho ver tudo que o próprio viu. Suspirou, lembranças agora não eram o mais indicado, focou sua visão na auto estrada... via pouco a pouco as luzes do centro comercial de Shinjuku ser substituída pelas luzes do distrito residencial de Tokyo, e aos poucos via-se cada vez menos luzes e casas, e cada vez mais mato... estavam saindo de Toquio... suspirou, conseguiria se manter por pelo menos mais umas duas semanas antes de ter que fugir de novo. 

Isso tinha que ter um fim! Não poderia viver fugindo, não poderia afastar Boruto da mãe, porém, também não poderia envolver Ino e Sai, em mais uma de suas burradas. Afinal a Uzumaki apesar de inteligente não tinha muito conhecimento sobre os negócios de seu pai, e o marido então este desconhecia totalmente as verdades por trás da máscara de empresário e bom moço que Minato Namikaze utilizava para a mídia e pessoas que desconheciam as verdades por trás dos panos. 

-Desculpa Ino!- Acelerou ainda mais o carro, sempre atento a estrada a aos movimentos do pequenino ao seu lado, que dormia feito um anjinho... agradecia agora aos seus problemas com insônia, cujo foram adquiridos após sua noite com o policial Uchiha, o calmante havia feito a criança já naturalmente dorminhoca, dormir feito uma pedra. 

Diminuiu a velocidade adentrando uma estrada mais estreita. Seria bem mais complicado do que quando planejara, suspirou ao parar o carro a frente de um velho armazém, pegou na mochila um molho de chaves e dirigiu-se agilmente até o cadeado, se irritando com o fato de não achar a chave compatível. 

-Ufa!- Suspirou aliviado apôs ouvir o conhecido click. Voltou para o carro, e estacionou-o novamente. Desceu do automóvel, olhando para a lataria, se tinha uma vantagem de ser parte de da máfia, era o fato de que os carros não possuíam rastreador, e que a tintura da lataria era facilmente removível. 

Suspirou ao ver o negro ser substituído por um típico amarelo, com agilidade substituiu as calotas, e a placa. 

- Vantagens de ser mafioso!- Brincou após ver tudo concluído. 

Dirigiu-se novamente até onde Boruto estava, pegou a mochila com as poucas roupas que trouxeram, e os documentos, pegou a criança em seus braços, arrumou o casaco do menino se dirigiu para fora trancado o armazém novamente, e embrenhando-se em meio a mata. 

Se fosse antes o Uzumaki estaria tremendo de medo a cada movimento a cada sombra projetada pela lua, ou a cada barulho de animais pela floresta... no entanto depois do que viveu, o jovem aprendeu -desde muito cedo- que os verdadeiros monstros são os próprios homens, que para ocultar para as crianças o medo que elas deveria sentir criam fantasias ilusórias. 

Porém cedo -no caso de Naruto- ou tarde sempre se descobre o que de fato é a verdade. 

Avistou um pequeno chalé, no meio da floresta, uma propriedade de um amigo de sua mãe de quando ainda moravam na pequena vila de fofoqueiros. 

Suspirou ao alcançar a soleira da porta e abrir a residência bem pequena, contendo apenas um quarto com banheiro, uma sala-cozinha que era dividida apenas por uma pequena bancada de mármore... Estava empoeirado, denunciando a falta de uso, porém de fato isso não desagradou o loiro, não no momento. Isso indicava que estavam seguros, pelo menos por enquanto, longe dos olhos de seu pai. 

Caminhou até uma das duas portas do pequeno chalé abrindo e vendo um empoeirado banheiro. Caminhou até a outra porta dando de cara com um cômodo, que assim como na sala possuíam moveis cobertos por panos, retirou o pano da cama com cuidado para não levantar muita poeira e atacar uma crise asmática no pequeno. 

Depositou o corpo do menor, e suspirando olhou para ele, não era certo, não poderia deixar o garoto ali naquele lugar sabia que isso certamente atacaria a alergia da criança mais não tinha escolha e deixar uma criança de cinco anos dentro de um carro a mais de três quilometro de distância não era uma alternativa plausível. 

Respirou fundo, sentindo um forte desejo de espirrar, retirou-se do cômodo, e pôs-se a fazer a limpeza, antes de trabalhar em uma estratégia. Teria que arrumar o lugar para ambos não terem suas alergias atacadas. 

~atualmente~ 

De todas as hipóteses que ele desejava ter, esta de longe era a última, estava completamente de mãos atadas, seu pai iniciara uma caçada contra si, e como suspeitara, em menos de três dias, sua cabeça já possuía preço. 

-Então?- O moreno arqueou uma sobrancelha.- Droga, diga o que tem a propor e eu digo se aceito. 

-Eu quero meu pai preso tanto quanto você!- O Uzumaki começou, escolhendo suas palavras. Voltou a sentar-se sobre o sofá, sendo acompanhado pelo Uchiha que se tornara uma bela distração com seu tronco nu.- Porém você não conseguira esse feito sem minha ajuda!-Comentou fitando os olhos ébanos. 

-E por que você faria isso?- O Uchiha inquiriu duvidoso percebendo a sua voz mudar para um tom mais profissional. 

-Eu já perdi muita gente por causa dele, a mais recente foi minha mãe! 

-Certo você vai me ajudar a prender seu pai!- Apontou o Uchiha vendo os pós e contras de aceitar a proposta, afinal, o loiro estava certo... Se tornará uma verdadeira missão quase impossível prender o patriarca.- E o que vai querer em troca?- O loiro o fitou... oras gostara do Uchiha cada vez mais, ele era direto. 

-Quero imunidade jurídica!- O loiro expôs. 

-Oi?- Sasuke perguntou sem ter certeza do que tinha escutado. 

-Isso mesmo, quero ser perdoado por tudo que fiz!- Pontuou. 

-Não!- O Uchiha negou. 

-Não estas no comando para negares Uchiha!- O Uzumaki comentou casualmente.- É pegar ou largar.- Sasuke já estava irritado. Se aceitasse, prenderia o clã inteiro, menos o projeto de madona a sua frente, porém se negasse poderia prendê-lo e perder toda a chance de prender Minato Namikaze. 

Em uma balança o que vale menos, o Uchiha se perguntava andando de um lado para o outro. 

-Certo Uzumaki, eu aceito!- O de tez pálida estendeu-lhe a mão. 

-E mais uma coisa. Quero que me ajude a resolver esse caso!- Falou sério. 

-Um caso por um favor Uzumaki!- O moreno pontou irritado. 

-O caso aqui Uchiha, é que não vou ajuda-lo a prender somente meu pai!- O Uzumaki sorriu traquina.- Prendera um clã quase inteiro!- Olhou para o teto branco do apartamento do Uchiha.- Será o caso da sua vida.- sorriu. 

-E o que queres com a resolução desse caso?- Perguntou se dando por vencido, apesar de irritado profundamente por estar de mãos atadas, não tinha o que fazer afinal... negar não era uma opção. 

-Ela é minha mãe!- Inquiriu o loiro como se fosse obvio. 

- Achei que vocês mafiosos não tivessem mãe!- Comentou, logo dando-se conta da burrada que fizera... as noites mal dormidas estavam afetando seu cérebro. 

-Claro que tenho mãe!- Indignado o loiro retorquiu.- Não sou filho de chocadeira!- O detetive riu, apesar de ter levado uma bela patada, o bico nos lábios do Uzumaki eram muito mordíveis, e fofo.- Esta rindo do que bastardo? 

-Você é engraçado dobe!- Comentou pegando a ficha do assassinato da mãe do loiro. Era de fato uma mulher bonita, muito bonita, Naruto tinha a quem puxar.- Você sabe, ou suspeita de quem tenha feito?- O moreno perguntou e o loiro ficou por um momento desconfortável. 

-Sim!- Ele sentou-se corretamente no sofá, evitando o olhar ébano.- Meu pai! 

-E porque tanta certeza?- O moreno retorquiu. 

-Traga-me o documento, e eu lhe digo!- Retorquiu o loiro.- Porém digo-lhe, foi retaliação!- Naruto pôs as mãos sobre os olhos, massageando as pálpebras, lembrava-se da conversa que teve com o pai, e que sua mãe apareceu morta em um beco dois dias depois. 

O Uchiha bufou... Nem em casa ele se via livre do trabalho. 

Pegou o celular do bolso da calça e deu as costas para o loiro, não que estivesse sendo irresponsável ao deixar o loiro tão solto, afinal o garoto ainda era um bandido, porém se o loiro o quisesse morto já o teria feito afinal o mesmo teve mais de uma chance para isso. 
O loiro ficou analisando as costas largas do moreno e cada musculo demonstrava a tensão presente no corpo do mais velho. 
Suspirou recostando suas costas na guarda do sofá, estava preocupado, seu último esconderijo não havia durado mais que uma semana, e mais uma vez teve que sair fugido de lá. 

Seu sobrinho não aguentava mais isso, também convenhamos, ele era apenas uma criança de 5 anos, carente de mãe, que fora arrancado de seu ponto de conforto. 

Somente esperava que dessa vez tivessem pelo menos um tempo sem ter que fugir, esperava que pelo menos com a companhia de Sasuke estivessem seguros, quem diria, ele arriscando a vida do policial logo após ter feito de tudo para mante-lo seguro. 

-Otimo.- Ouviu a voz do Uchiha acompanhado dos passos firmes dos pés descalço do mais velho.- Já consegui o que queria, agora desembuche, o que faz aqui?- Sua voz era autoritária e firme. Naruto intimamente teve um arrepio passando em sua coluna. 

Ah! O loiro era um maldito masoquista submisso, e aquele ali diante de si era seu dominante... sedutor de personalidade forte, e arrogância palpável. 

Seu? Desde quando Sasuke era seu? Não, longe disso, o moreno não era seu, ele era somente o desgraçado que adiantou as consequências de suas escolhas. 

-Eu não tive muitas escolhas!- Fechou os olhos novamente.- Sente-se a história é longa!- Indicou o sofá para o mais velho. 

-Resuma então!- Expôs o mais velho e o loiro o olhou irritado. 

-Não quer saber o motivo por achar que é retaliação?- Indagou.- Ou o motivo por eu ter recorrido a você, quando poderia ter ido direto a um promotor de justiça?- Voltou a posição anterior. Fitando o teto de gesso impecavelmente branco. O Uchiha era uma ótima companhia para um asmático como os dois Uzumaki, Naruto e Boruto. 

O Uchiha bufou jogando-se sobre o sofá branco. 

-Desembuche! - Ordenou, e o loiro sorriu malicioso ao imaginar aquele timbre irritadiço e dominante mandando-o fazer outras coisas mais interessante, como chupa-lo. 

-Nossa, como você é mandão...- Resmungou o loiro, e um baixo chorinho foi ouvido vindo do quarto do moreno. 

-Mas que merda é essa? - Ele perguntou se levantando e seguindo o barulho. 

Se tinha algo que Sasuke realmente odiava era aquela criatura diante de si, não intendia como um ser daqueles poderia ser planejado e desejado... eram pequenas pestes. 

Uchiha Sasuke definitivamente odiava... 

-Criança!- Um tic nervoso se fez presente no olho do moreno. 

-Naru-Onii-san!- Choramingou o pequeno loirinho se encolhendo na cama, o Uchiha estava realmente assustador sem camisa, e olhando o pequeno Boruto com um olhar homicida. 

-Sasuke!- O loiro mais velho sorriu para o policial.- Te apresento meu sobrinho, Boruto!


Notas Finais


e ai oque axaram_ espero que tenha agradado bom isso é tudo pessoal até segunda que vem
beijinhos da riyuu'cham e da DMeryt-san


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