História O Caso de Anneliese Michel - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anneliese, Detetive, Drama, Investigação, Suícidio
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Palavras 864
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Seinen, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Prólogo


Os passos rítmicos ecoavam pelos corredores vazios, a única alma viva naquele colégio era da garota de olhos vazios repletos de lágrimas que por ali caminhava sem parecer prestar atenção em seu caminho. Seus ombros e braços estavam vermelhos de tanto esbarrar abruptamente nas paredes e quadros de avisos. A menina não temia a escuridão do lugar, muito menos o silêncio quebrado apenas pelo som de alguns carros no lado de fora na rua principal, o ambiente a recebia de braços abertos naquele lugar como se ali pertencesse. Sem pessoas para julgá-la e maltratar, sem luz para lhe machucar os olhos, sem pessoas com desenhos desformes a pedindo para identificar algo. Apenas a escuridão e ela mesma.

A solitária garota chega ao refeitório, as mesas estavam postas como sempre, lembrava-se das pessoas de sua classe a brigarem pelas mesas e cadeiras, lembrava-se das risadas que davam em seus grupos e das brincadeiras que faziam enquanto ela observava de longe sentada no encontro entre duas paredes. Não se importava em comer seu lanche sozinha, tampouco com as risadas direcionadas a si que recebia vez ou outra, não sabia se por sua solidão, sua magreza estranha ou algum outro fator que desconhecia. Porém isso evoluíra, as pessoas são más quando querem, ainda mais com pessoas diferentes de si e com ela isso não seria diferente.

Sem que se desse conta, novas lágrimas grossas escorrem por suas bochechas finas, não entendia o motivo para terem feito coisas horríveis consigo, nunca os tratara mal, ficava apenas isolada pedindo aos céus para ser despercebida, mas suas preces não foram ouvidas. Seu nome estrangeiro virara um dos motivos de chacota em sua série, assim como a si por inteira. Sua magreza a levando a ser chamada de Bicho-pau, ou Smeagol, além de sua solidão a levando a ser chamada de Tênia.

Resolve finalmente subir as escadas, a sala que pretendia visitar se localizava no terceiro andar, a cada degrau que subia seus joelhos ossudos doíam como se gritassem, até mesmo estalavam quando tentava subir dois degraus de cada vez, logo se arrependendo. Quando se perdia em pensamentos entre suas passadas lentas, acabava por acertar a canela da perna na quina dos degraus, deixando suas pernas vermelhas assim como estavam seus braços. Pensava no quanto já fora empurrada daquela escada sem motivo algum, apenas para algumas risadas de pessoas maldosas ecoarem em seus ouvidos, pensava também em quantas vezes já lhe fora permitido ficar ali quietinha durante os horários das aulas apenas para chorar sem ninguém perceber.

Quando percebe, suas pernas a levaram para a porta de sua sala de aula, obviamente estava trancada, mas nada a impedia de fitar cada pedaço daquele lugar maldito pela janela de vidro da porta. Estava organizada como sempre antes dos alunos a desarrumarem, sua mesa estava pichada com inúmeros xingamentos com caneta permanente assim como naquela manhã. Não entendia como as pessoas de sua turma souberam de seus problemas, mas souberam.

Logo de frente a sala de aula possui uma grande janela, por ser no terceiro andar não estava trancada, então ela a abre, a brisa da madrugada bagunça seus cabelos despenteados. Dali conseguia observar uma das ruas mais movimentadas de seu bairro, onde mesmo tarde da noite, inúmeros carros passavam em alta velocidade. Diferente do usual naquela época do ano, o céu estava completamente sem nuvens, conseguindo assim observar uma pequena quantidade de estrelas por causa das muitas luzes da cidade grande.

–Nós adorávamos criar constelações, não é senhor Salem? –Sua voz deixa a garganta em tom choroso graças às finas lágrimas que caíam de seus olhos. A garota pela primeira vez desde que ali pisara, percebera que alguém lhe fazia falta. –Depois que passei a visitar o senhor Cláudio, fiquei bem melhor nisso, não fiquei? Criamos várias constelações novas... –Sua fala ganha um tom ainda mais melancólico antes de chegar à raiva.

– Isso não é justo! Não é justo! Por que logo você tinha que ir embora?! Tantas pessoas más por aí, tantos falsos... Então por que você? –Braveja a plenos pulmões para as estrelas, havia tantos tão perto de si, mas ninguém para lhe ouvir, ninguém para lhe ser um ombro amigo naquele momento difícil.

–Tudo bem, –De repente um sorriso desabrocha em seus lábios. –se você não volta pra mim, eu irei até você. Prometemos nos encontrar na estrela mais brilhante, não foi? –Com facilidade ela deposita o pé direito sobre a mureta da janela. –Então é praí que estou indo! –Um salto para o alto, ela se sente aproximar das estrelas, a cidade e as pessoas que a maltratavam se distanciar e a leveza da liberdade a embriagar, nada mais lhe era um problema, tudo o que faria agora seria brincar com senhor Salem até se cansarem. Mas isso era apenas uma ilusão.

Com um baque a garota atinge o chão, seu braço esquerdo virado de forma estranha para trás, o rosto desfigurado e sangue para todo lado. Mesmo com os piores pensamentos em mente, a menina percebe que não queria morrer, não sabia o motivo, mas também não teve tempo para pensar sobre isso antes de se tornar apenas um corpo desfigurado sobre uma poça rubra de sangue.


Notas Finais


Olá olá! O que acharam? Apenas uma introdução básica antes de nossa história começar de fato, aguardo as opiniões de vocês.
Até o próximo!


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