História O Charme da Raposa - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias League Of Legends
Personagens Ahri, Braum, Draven, Fiora, Lucian, Shen, Vayne
Tags Ahri, League Of Legends, Lol, Lucian, Romance
Exibições 171
Palavras 3.552
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Postagem original em 18/10/16, "A Cobrança".
Revisado e reescrito em 07/12/16, "Interferência Inesperada".

Capítulo 1 - Interferência Inesperada


Ainda era de manha quando ela chegou a filial do Instituto, apesar do horário já havia alguns invocadores a esperando no salão de entrada.

"Bom dia, Ahri." um invocador a abordou.

"Bom dia."

"Desculpe interromper, mas a senhorita já tem planos?"

"Sinto muito mais hoje estou de descanso." ela respondeu educadamente.

"Que pena, se mudar de ideia, por favor me avise." o invocador se despediu.

Logo após desse pequena conversa outro invocador se aproximou, mas ela rejeitou o pedido dele da mesma maneira. A raposa tinha uma grande popularidade entre os invocadores, boa parte homens, isso devido ao fato dela ser uma kumiho. Depois de um bom tempo a poeira baixou e ela finalmente pode relaxar como desejava, já aliviada por ter se livrado dos invocadores, se dirigiu ao refeitório do Instituto que ficava a alguns passos dali. Enquanto se aproximava do local o medo de que o talvez estivesse cheio era forte, não queria passar por mais uma longa sessão de perguntas e respostas, tudo o que desejava nesse momento era se sentar, comer algo e descansar.

"Que bom." ela comentou quando chegou ao refeitório.

Para  o seu alivio o local estava vazio, sem pressa ela vagou por algum tempo para encontrar uma boa mesa, ao encontrar deixou a sua mochila sobre ela e  foi em direção pequena cantina. Apesar da grande variedade de pratos desde os mais simples até os mais sofisticados, nada lhe interessou, no final saiu sem pegar nada. Ao voltar a sua mesa sentiu o tédio começando a tomar conta do local, para amenizar a sensação buscou o seu celular dentro da sua mochila, infelizmente o número de mensagens que recebia e grupos que participava não era o suficiente para acabar com o tédio que sentia. Frustrada colocou o aparelho sobre a mesa, em seguida se debruçou na mesa enquanto esperava algo de interessante acontecer.

"Será que ela vem hoje?" ela pensou.

Segundos depois uma voz familiar lhe chamou a atenção.

"Ahri?"

A raposa levantou a cabeça e olhou na direção da voz.

"Taliyah..." ela reproduziu o nome da amiga.

"Bom dia." a tecelã saudou, "Tudo bem?" continuou.

"Tudo e você?"

"Só um pouco cansada de tanto treinar." a tecelã respondeu, "Mas no final todo esse meu esforço vai valer a pena." comentou em seguida.

"Entendo..." a raposa comentou.

"Ahri, posso?" a tecelã pediu a permissão para se juntar a mesa.

"Vá em frente."

"Milagre te ver tão cedo por aqui." a tecelã comentou.

"Hoje eu não tive aula." a raposa respondeu.

"Como assim não teve aula?" a tecelã questionou, "Não teve aula ou só não teve aula para você?" questionou novamente.

"Aula..." a raposa respondeu incomodada pela marcação.

"Entendo." a tecelã observou.

As duas garotas eram amigas a um bom tempo, o suficiente para Taliyah saber que Ahri estava mentindo.

"Porque você fez isso?" a tecelã questionou.

"Sem paciência  para ficar assistindo a aula..." a raposa respondeu.

"Algo aconteceu?" a tecelã perguntou com a intenção de ajudar.

"Nada muito importante, não precisa se preocupar." a raposa respondeu querendo acabar com esse assunto.

A tecelã queria descobrir o que estava errado, mas respeitou a decisão da amiga de não querer se abrir.

"Se é o que diz..."

O silencio tomou conta das duas, a raposa pegou  o seu celular e voltou a ler algumas mensagens e a tecelã ficou observou o que ela fazia.

"Quando vai ser a sua mudança?" a raposa interrompeu o silencio.

A tecelã ficou um pouco surpresa por ela ter tocado no assunto.

"Daqui a dois dias."

"Animada?" a raposa continuou.

"Pra falar a verdade um pouco nervosa." a tecelã respondeu, "Mas talvez o único problema que vou ter é me acostumar com o clima de Freljord."  ela comentou em seguida.

"Eu ainda não entendo o porque dessa mudança." a raposa criticou.

"Mas é para melhorar as minhas habilidades como manipuladora de pedras." a tecelã explicou.

"Ainda vou ter o prazer de treinar com gelo verdadeiro!" ela continuou entusiasmada.

A raposa olhou para tecelã por alguns instantes, parte dela estava contente com o os objetivos da amiga, mas a ideia de perder o contato com a única amiga no Instituto a incomodava. Não é que a raposa só tenha ela como única amiga, mas a tecelã foi uma das poucas pessoas que não a olhou diferente pelo fato de ser uma kumiho, boa parte dos campeões da Liga a tratavam de maneira diferente por causa disso.

"O que é isso?" a raposa perguntou.

"Para simplificar é um gelo que nunca derrete." a tecelã explicou entusiasmada.

A raposa apenas observou a amiga.

"Que bom, vê se não perde essa oportunidade." a raposa comentou.

"Não vou!"

A conversa deu uma pequena pausa quando o celular que estava na mão da raposa tocou, ela rapidamente olhou o número da chamada e depois colocou o celular sobre a mesa sem atender.

"Ahri?" a tecelã chamou a atenção curiosa.

"O que foi?"

"Não vai atender?" a tecelã questionou.

A raposa pensou por alguns instantes sobre a pergunta da amiga, nesse tempo o celular parou de tocar.

"Não." respondeu.

"Poderia ser uma chamada importante." a tecelã questionou.

"Não, é só um amigo que esta tentando me levar para cama." a raposa foi direta.

"C-Como assim?" a tecelã perguntou com o rosto corado.

"Ué? Ele quer transar comigo." a raposa respondeu.

"Mas..." a tecelã tentou dizer algo, mas palavras não surgiam a cabeça.

"Porque toda essa vergonha?" a raposa questionou.

"Você falando tão abertamente sobre isso..." a tecelã comentou.

"Sobre?"

"Amor..." a tecelã comentou.

"Isso não é amor, ele só quer me usar e depois descartar." a raposa respondeu com um pouco de raiva.

A raposa tinha criado um preconceito em relação a homens, já que todos os homens que havia falado tentaram de alguma forma a levar para cama. Nenhum nunca tentou ser apenas amigo, sempre tinha uma segunda intenção por traz das suas atitudes. Até mesmo um antigo amigo de confiança tentou se aproveitar dela uma vez quando estava bêbada.

"Por fala em amor..." a raposa se lembrou, "Como vão as coisas entre você e o espetadinho?"

A tecelã apenas observou surpresa a pergunta.

"Como eu posso dizer..." ela procurou por palavras para explicar, mas a raposa já sabia a resposta.

"Ainda não aconteceu nada, não é." comentou.

"Sim..." a tecelã respondeu frustrada.

"Se você continuar assim, a maluquinha pode acabar roubando ele de você." a raposa avisou.

"Como vai fazer agora que vai se mudar?" questionou em seguida.

"Hein, senhorita Taliyah?"

"Porque você tem que lembrar dessas coisas." a tecelã comentou.

"Mas você me pediu ajuda..."

"Verdade, mas agora eu não preciso mais dela..." a tecelã perguntou, "não fazendo pouco dela mas..."

"Entendi, não precisa se preocupar." a raposa interrompeu.

"Mas eu quero agradecer o seu esforço em me ajudar." a tecelã enquanto se levantava da cadeira.

"Muito obrigada, Ahri."

A tecelã agradeceu se curvando, a raposa ficou um pouco sem jeito com a atitude dela e ao mesmo tempo olhou ao seu redor para ver se alguém mais estava presenciando a cena, mas para seu alivio era só entre elas duas.

"Não precisa agradecer, agora vá se sentar antes que alguém te veja assim." ela pediu.

"Só estou agradecendo, qual o problema?" a tecelã questionou.

"Todos, agora senta nessa cadeira." a raposa exigiu.

"Tudo bem..."

Um pequeno silencio tomou conta das duas até que a tecelã perguntou.

"Vai sentir a minha falta?"

A raposa apenas observou.

"Vou sentir a sua também." a tecelã brincou em resposta ao silencio da raposa.

"Só cuidado para não virar um cubo de gelo quando for para lá." a raposa brincou.

As duas deram pequenas risadas e mais uma vez o silencio tomou conta, a raposa voltou a dar uma olhada no celular enquanto a tecelã ficou brincando com alguma pedrinhas que tinha trazido em seu bolso. Mas uma vez a raposa estava começando a ficar entediada, ela já estava com o pensamento de voltar para casa, mas um som vindo do corredor chamou a atenção.

"Lucian!" uma voz familiar o chamava.

Momentos depois o homem apareceu na entrada no refeitório, a expressão no rosto dele não era de muitos amigos. Logo após Vayne o seguindo.

"Lucian? Vai me ignorar mesmo?" a caçadora questionou a atitude dele.

Imediatamente as duas amigas tornaram sua atenção para os dois que haviam acabado de chegar.

"O que foi Shauna?" o purificador perguntou incomodado.

"O que aconteceu? Desde ontem você esta assim." ela comentou.

"Apenas cansaço, nada que uma boa noite de sono não melhore."

"Isso não é sono..." ela pressionou.

Enquanto isso as duas garotas observavam com curiosidade a situação dos dois.

"Uma briga?" a tecelã comentou.

"Como eu vou saber..." a raposa respondeu, "Provavelmente..." comentou em seguida.

A discussão entre os dois estava indo a lugar algum, apesar de todo o esforço a caçadora não chegou a lugar algum.

"Certeza que não quer dizer o que aconteceu?" ela perguntou em um ultimo esforço.

"Não aconteceu nada, Shauna." o purificador respondeu, "Não precisa se preocupar." ele completou.

A caçadora deu uma boa ultima olhada antes de finalmente mudar de ideia.

"Tudo bem Lucian, quando se sentir a vontade para contar me chama." ela avisou.

"Obrigado." o purificador agradeceu.

A caçadora começou a fazer a se retirar, mas antes voltou a sua atenção para o purificador para fazer um ultimo comentário.

"Não se prenda ao passado, eu tenho certeza que ela desejaria o mesmo para você." o tom da voz dela foi carregado de pena.

"Até mais Lucian, melhoras." ela desejou e logo depois saiu.

O homem permaneceu no mesmo lugar observando a caçadora se retirar, enquanto isso as duas amigas observavam curiosas o que aconteceu.

"Coitado dele, algo de ruim deve ter acontecido." a tecelã comentou preocupada.

"Coisas ruins acontecem com todo mundo." a raposa comentou em resposta.

A tecelã apenas observou em silencio a frieza da raposa com a situação dele, sem perceberem o purificador havia se virado, mas pareceu não ter notado as duas o observando, nesse momento as duas voltaram a fazer o que estavam fazendo antes para que ele não notasse. O purificador deu uma boa olhada no local e encontrou as duas garotas ocupadas, deu uma boa olhada nelas antes de prosseguir até a pequena cantina, enquanto isso ele era secretamente vigiado pelas duas garotas. O homem pegou uma simples xícara de café e depois procurou por um lugar para se sentar.

"O que será que aconteceu?" a tecelã comentou com a raposa.

"Como eu vou saber..."

"Vocês acham que eles brigaram?" a tecelã continuou.

"Você diz como um casal?"

"Sim." a tecelã comentou.

A raposa pensou um pouco antes de dar a resposta.

"Eu não acho que eles estejam juntos, mas posso dizer que os dois são bem próximos."

"E como você sabe disso?"

"Instinto..." a raposa respondeu.

"Entendo..." a tecelã observou.

As duas garotas continuaram observando o purificador até que a tecelã se levantou da mesa.

"Taliyah?" raposa chamou a atenção mas foi ignorada.

"Já volto." a tecelã comentou.

"Não me diga que você..." a raposa começou a comentar quando a tecelã partiu em direção a mesa onde o purificador estava.

"Bom dia, senhor Lucian." ela saudou ao se aproximar.

"Bom dia, Taliyah." ele saudou, "Ao que devo a honra?"

"Me desculpe o incomodo, mas eu vi o que aconteceu mais cedo e gostaríamos de ajudar." comentou.

"Ajudar?" ele questionou olhando para a tecelã e depois para a raposa.

"Sim."

Depois disso a tecelã pegou uma pequena pedrinha do seu bolso e segurou na mão, de repente um pequeno brilho começou a tomar conta da mão dela, depois de um tempo ela abriu a mão e a pedra havia mudado de cor e aparência.

"Posso colocar em seu café?"

"Vá em frente." o purificador permitiu curioso.

Ela calmamente colocou a pequena pedra dentro da bebida dele.

"Pronto, pode beber." ela comentou.

O purificador calmamente levou a bebida ao nariz para sentir o cheiro.

"Que cheiro bom." ele comentou.

Em seguida deu um pequeno gole.

"Que delicia." comentou surpreso.

"O que você fez?" ele perguntou.

"Apenas mudei as qualidades daquela pedrinha com magia, se tornou uma pedra medicinal." ela explicou.

Lucian observou a garota após o pequeno gesto.

"Porque?" ele questionou.

"Eu e a minha amiga vimos o que aconteceu mais cedo e gostaríamos de ajudar de alguma maneira."

A raposa apenas observou a resposta da tecelã.

"Entendo, agradeço então pela pequena ajuda, obrigado." ele agradeceu a tecelã.

"De nada."

"Se me permite, vou voltar para a mesa." ela comentou o Lucian fez um pequeno gesto de despedida.

Quando a tecelã voltou a sua mesa percebeu o olhar da raposa a questionando.

"Porque você disso que 'nos gostaríamos' de ajudar?"

"Qual problema?" ela questionou.

"E se ele entender errado?"

"Certo..." a tecelã comentou sem entender a bronca da raposa.

"Então ele é do seu tipo?" a tecelã resolveu brincar.

Por algum motivo a raposa foi pega de surpresa e a tecelã percebeu.

"E você achando que eu não me lembrava!" a tecelã se vangloriou.

"Nhe..." a raposa resmungou.

"Não sou tão cabeça de vento quanto acha!"

"Nheee..."

O clima no refeitório estava bastante calmo, as duas amigas conversavam sem preocupação e o purificador permaneceu em silencio apreciando o seu café. Mas infelizmente algo mexeu com a raposa, começou a ter a sensação que algo iria acontecer.

"Ahri?"

A raposa não respondeu.

"Ahri!" a tecelã exclamou.

A raposa fez um pequeno gesto para que ela ficasse quieta.

"Porque eu sinto que algo desagradável vai acontecer..." ela comentou.

"Como assim?" a tecelã comentou.

Momentos depois que ela questionou uma pessoa entrou no refeitório.

"Bom dia meus fãs!" uma voz familiar saudou.

Ao mesmo tempo que a raposa sentiu um calafrio na coluna e a tecelã percebeu a mudança dela.

"Ele está bem na entrada..."

"Tomará que ele não venha para cá!" a raposa comentou.

O homem começou a alisar o seu bigode enquanto dava uma boa observada no local e calmamente começou a se aproximar da mesa das duas garotas. A raposa estava de costas, mas sentiu a aproximação dele.

"Ele esta vindo para cá?" ela perguntou para amiga.

"Sim..."

Nesse momento a raposa começou a se preparar para uma situação desagradável.

"Bom dia, minhas princesas!"

"Bom dia, Draven." a tecelã respondeu e a raposa ficou em silencio.

"O que as garotas estão fazendo de interessante?"

"Apenas conversando e passando o tempo." a tecelã respondeu, "E você?" perguntou em seguida.

"Passeando pelo Instituto, dando alguns autógrafos, espalhando um pouco de amor entre os plebeus, o de sempre." o carrasco respondeu.

"Ah, que interessante." a tecelã comentou incomodada.

"E você, raposinha?" ele chamou a atenção, mas ela apenas ignorou.

"O que faz de interessante?"

A raposa apenas ignorou, só a presença dele era o suficiente para ela se sentir enjoada.

"Parece que alguém não está de bom humor, será que eu posso ajudar de alguma maneira?" ele comentou enquanto colocava a mão no ombro dela.

"O que você quer Draven? Não tem coisa melhor para fazer?" ela questionou quando sentiu a mão dele a tocando.

"Por enquanto só o que me importa é a alegria das minhas duas princesas."

O jeito forçado do carrasco era demais para a raposa, ela tinha uma grande briga com noxianos devido a eventos passados.

"Com licença." a raposa comentou enquanto tirava a mão dele e se levantava.

"Ahri? Aonde vai?" a tecelã perguntou.

"Verdade, aonde vai tão cedo?" o carrasco questionou.

A raposa pegou a sua mochila e guardou o celular no bolso antes de se pronunciar.

"Preciso resolver algumas coisas agora."

Ela criou a desculpa para que pudesse se livrar do convidado desagradável.

"Mais tarde eu volto."

Comentou em seguida enquanto se retirava, mas para sua infelicidade o carrasco a segurou pela pulso.

"Calma princesinha, é perigoso ir sozinha, eu te faço companhia."

"Me solte, por favor." ela exigiu.

"Eu tenho que cuidar do que é precioso para min." ele comentou.

"Me solte, por favor."

"Draven, por favor!" a tecelã pediu quando viu a expressão da raposa ficar mais séria.

"Só estou tentando ajudar." o carrasco comentou.

"Desculpa, mas acho que o seu jeito de ajudar só está piorando a situação." a tecelã questionou.

"Não se preocupe, está tudo em controle." o carrasco comentou.

Infelizmente nesse momento controle era o que faltava para a raposa, brava ela começou a preparar um ataque com magia com a mão que estava livre, enquanto o carrasco e a tecelã estavam ocupados discutindo. Ela se preparou para atacar, mas algo aconteceu que chamou a sua atenção.

"Com licença." o purificador apareceu entre os dois.

O grupo estava surpreso porque ninguém percebeu a aproximação dele.

"Senhor Lucian?" a tecelã exclamou.

"Draven, poderia se retirar, por favor." o purificador pediu.

Ao final do pedido o purificador olhou para trás, fez um pequeno gesto para que a raposa parasse por ali. Ela ficou hesitante por alguns segundos, mas acabou aceitando o pedido dele. Quando ele sentiu que ela havia deixado de lado a sua intenção de atacar, virou a sua atenção para o homem a sua frente. O carrasco tinha um grande sinal de interrogação no rosto, provavelmente surpreso pelo purificador ter saltado para intervir, o mesmo pensamento estava na cabeça da raposa.

"Perdão, mas o senhor está se intrometendo onde não foi chamado." o carrasco comentou mas o purificador não pareceu se importar.

"Draven, eu não vou me repetir." o purificador ameaçou.

"O que foi? Cachorro de De..." o carrasco tentou provocar novamente, mas infelizmente foi interrompido antes de terminar a frase.

O purificador fez um gesto parecido com um soco, mas com sua palma da mão focada ao rosto do carrasco, instintivamente o carrasco andou para trás para se proteger, mas nesse exato momento o purificador saltou em direção a ele e com um movimento extremamente rápido levou o carrasco de joelhos ao chão.

"Eu te disse que não iria me repetir..." o purificador comentou.

Enquanto isso o carrasco estava preso a uma pequena chave que o purificador fez em seu braço, a dor era visível em seu rosto.

"Melhor não tentar brigar, se não pode quebrar o seu braço." o purificador avisou.

A postura que o purificador dominou o carrasco lembrava a mesma de um mestre em artes marciais, a simplicidade de movimento e eficiência deixou as duas garotas surpresas, principalmente a raposa que por algum motivo achava muito familiar o que o purificador havia acabado de ter feito.

"Tá bom, tá bom, eu saio!" o carrasco protestou com dor.

Calmamente o purificador soltou a chave pra não machucar ainda mais o carrasco, quando ele se levantou deu uma boa olhada no purificador. Depois andou em direção a entrada do refeitório, mas antes de de sair fez um ultimo comentário.

"Que pena ele não sabe sobre o seu passado..." ele comentou.

"Colocar essas caudas como troféu na parede da minha sala." ele ameaçou e depois se retirou.

O três permaneceram apenas observando a saída do convidado indesejado, quando as coisas ficaram mais calmas o purificador observou para a raposa.

"Machucada?"

A raposa rapidamente virou a sua atenção para ele, mas permaneceu em silencio, respondeu com um pequeno gesto de cabeça que estava tudo bem.

"Que bom."

"Obrigada, senhor Lucian." a tecelã agradeceu.

Enquanto os dois conversavam, a raposa ficou observando o purificador, surpresa por ele ter interferido na briga. Ao mesmo tempo ficou curiosa por qual o motivo ele a protegido, até onde ela sabe, apenas algumas pessoas fariam isso.

"Porque você apartou a briga?" a raposa questionou chamando, a pergunta chamou atenção do purificador.

"Como assim?" ele comentou confuso, mas ela não repetiu a pergunta.

"Senhor Lucian." a tecelã chamou a atenção.

"Não se preocupe, ela só não é acostumada com esse tipo de gentileza." ela explicou em seguida.

O purificador olhou novamente para a raposa, a expressão dela era de desconfiança.

"Entendo." o purificador comentou.

"Bem, tome cuidado na próxima vez." ele desejou para a raposa.

"Obrigado pelo café." agradeceu a tecelã.

"De nada!" a tecelã respondeu.

"Tenham um bom dia." ele se despediu.

Enquanto o homem se retirava as duas garotas apenas observavam, a tecelã voltou parou de observar quando ele virou a para entrar no corredor que dava ligação para o refeitório, mas a raposa continuou observando por mais algum tempo.

"Ahri?" a tecelã chamou a atenção, mas a raposa não respondeu.

"Ahri!" ela exclamou novamente.

"O que foi!" a raposa exclamou em resposta.

"Ele já foi embora." a tecelã comentou.

"Eu sei..." a raposa comentou enquanto se sentava novamente na mesa.

Enquanto se sentava se lembrou de algo que havia notado no homem, apesar da expressão calma que manteve por toda a situação, ela sentia que algo estava errado, se lembrou dos olhos dele, no pequeno tempo que observou notou a falta de algo, como se estivessem sem vida, olhos de alguém que passou por um grande trauma, um olhar de alguém quebrado.

"Os olhos dele..." a raposa comentou bem baixinho.

"O que foi?" a tecelã perguntou porque não conseguiu ouvir direito.

"Nada..." a raposa finalizou.

Rapidamente pegou colocou a sua mochila novamente na mesa e procurou por seu celular, ao pegar começou a olhar algumas mensagens, mas isso era para enganar a tecelã, o que realmente estava fazendo era entender o que os olhos daquele homem carregava, eles estavam cheios de arrependimento e dor, olhos que a lembravam dela a tempos atrás, época que ela havia esquecido para o seu próprio bem.

 



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