História O Charme da Raposa - Capítulo 19


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Categorias League Of Legends
Personagens Ahri, Braum, Draven, Fiora, Lucian, Shen, Vayne
Tags Ahri, League Of Legends, Lol, Lucian, Romance
Visualizações 41
Palavras 2.222
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 19 - Como Irmãos


"Finalmente voltou ao trabalho..." a caçadora comentou com um tom sério na voz.

"Também é bom te ver, Shauna..." o purificador respondeu.

Ele se aproximou da mulher que observava as ruas da borda do prédio.

"Resolveu o que tinha que resolver?" ela questionou sem tirar os olhos da rua.

"Felizmente, sim." o purificador respondeu.

A mulher se afastou do local onde estava e começou a checar o seu equipamento.

"Vamos começar com o trabalho, tem muito trabalho para fazer." avisou ao purificador.

"Eu imagino." o purificador observou se preparando para a noite, "Teve muito trabalho na minha ausência?" questionou.

"Trabalho é o que nunca falta..." a caçadora respondeu, em seguida saltou do telhado, caindo nas sombras de uma viela.

"Ainda está brava..." o purificador pensou, depois seguiu a caçadora nas sombras.

A noite foi bem calma, o purificador esperava que as coisas estivesse um pouco mais movimentadas devido a sua ausência nos últimos dias, mas a sua dupla, a caçadora, conseguiu tomar conta da situação, eles só tiveram que lhe dar com alguns casos isolados. Depois de horas de trabalho, o sol já estava começando a nascer, ao ver esse sinal, a caçadora comentou.

"Fim da caçada..." avisou ao seu parceiro.

"Foi uma noite bem calma..." o purificador comentou enquanto se aproximava dela, "Você se esforçou bastante nos últimos dias..." tentou elogiar.

"Nada além do meu trabalho." a caçadora respondeu.

Apesar da noite de trabalho bastante calma, o clima estava bastante pesado em relação aos dois. O purificador sabia que ainda estava brava com o dia do refeitório e se lembrou que os dois não conversavam a bastante tempo.

"Shauna..."

"O que foi Lucian...?" a caçadora virou a atenção a ele.

"Shauna..."

"Tem mais nada para dizer? Se não eu vou adiantar o meu caminho." a caçadora ameaçou.

"Com certeza está brava..." o purificador comentou.

Para fazer as pazes, se aproximou e a abraçou apertado.

"O que você está fazendo..." ela questionou mas o purificador não respondeu, "O que você está fazendo..." questionou novamente.

Lucian e Vayne eram como irmãos, se um estava mal o outro sempre corria para ajudar, isso durante o tempo no exército e depois de se formarem. Até mesmo quando os dois foram chamados para se tornarem campeões na Liga, quando tinham que lutar um contra o outro, sempre existia um clima saudável de competição entre os dois.

"Desculpa..." o purificador comentou

"Sei..." a caçadora respondeu enquanto dava uma pequena pancada na barriga dele.

"Ai..."  o purificador reagiu ao sentir a pancada.

"Já faz uma semana..." ela comentou enquanto dava uma pancada mais suave, para liberar um pouco da frustração que sentia, "Vai me dizer o que aconteceu?"

"Se você tiver tempo e paciência para ouvir..." o purificador avisou.

"Sem problemas." a caçadora comentou.

O purificador se desfez do abraço, em seguida os dois procuraram um bom lugar para se sentar e conversar. O purificador teve bastante atenção e carinho para explicar os acontecimentos que levou a sua ausência e durante ela. Depois de uma longa e detalhada explicação, o clima entre os dois começou a ficar mais relaxado, o purificador percebeu a mudança na expressão da caçadora, para ele isso era um bom sinal.

"Isso explica bastante coisa..." a caçadora comentou ao final, com uma expressão de alívio, "Então isso quer dizer que é verdade o que dizem?" questionou em seguida.

"O que quer dizer?" o purificador questionou curioso.

"Boatos começaram a surgir entre os invocadores, depois que você desapareceu com a raposa." a caçadora passou.

"Que tipo de boatos?"

"Apenas especulações sobre um possível relacionamento entre você e ela." a caçadora comentou, "Disseram que até ter viram juntos e de mão dadas..." acrescentou em seguida.

"Ah, se for apenas isso, não vejo mal..." o purificador aliviado, esperava que os boatos fossem piores. Conhecia um grupo de invocadores que provavelmente faria um alvoroço, mas para a sua sorte isso não aconteceu.

"Então os boatos são verdadeiros." a caçadora comentou pensativa, "Mas isso deixa outra questão em aberto..."

"Que questão?" o purificador questionou.

"Pelo o que entendi, vocês dois já estão juntos a um tempo." a caçadora começou.

"Sim..." o purificador começou a se preparar para a pergunta que viria.

"Vocês adotaram uma criança raposa como filha..." a caçadora acrescentou.

"Sim..."

"O que isso significa para você? O que elas são para você?" a caçadora questionou séria e ao mesmo tempo curiosa.

"Bem..." o purificador pausou para procurar palavras, "Elas são a minha família a partir de agora."

"Bom saber..." a caçadora observou, "Felicidades!" desejou a ele.

"Obrigado."

Um silencio rápido tomou conta dos dois e o clima saudável voltou.

"Que bela família a sua, não é?" brincou em seguida.

"Eu que o diga." o purificador brincou com um pequeno sorriso no rosto.

"Você parece contente com elas." a caçadora comentou.

"É, elas me ajudaram bastante, até mesmo a pequena, apesar com o pouco tempo de convivência." o purificador comentou, "Ali tem uma energia! Adora brincar!" acrescentou em seguida.

Para a caçadora, essa tinha sido uma bela mudança na vida o purificador. Eram raras as ocasiões que ela conseguia presenciar o homem tão relaxado. Momentos como esse a faziam lembrar de como o purificador costumava ser antes da morte de Senna.

"Quando vou ter a oportunidade de conhece-la?" a caçadora perguntou em relação a criança.

"Quando quiser." o purificador respondeu.

A conversa e o clima entre os dois estavam ótimos, mas o dia estava amanhecendo, o que os lembrava que ambos ainda tinham coisas para fazer.

"A conversa está boa, mas é hora de ir..." a caçadora avisou.

"Verdade, preciso chegar cedo para acordar as raposas." o purificador comentou enquanto se preparava para partir, "Novamente daqui duas noites?" questionou sobre a data da próxima noite que teriam que trabalhar.

"Sim, duas noites. Mas qualquer coisa eu entro em contato." a caçadora confirmou enquanto se espreguiçava

"Descanse bem." o purificador desejou enquanto observava a mulher se retirar.

"Obrigada, para você também." ela comentou de longe antes de seguir seu caminho.

A noite de trabalho terminou em uma pequena praça, onde os dois passaram os últimos minutos conversando. O local era simples e quieto, qualidades que lembravam da pequena vila em Ionia.

"Saudades daquele lugar..." comentou enquanto relembrava da vila, "Mas agora não é hora de ficar sonhando..." em seguida se forçou a acordar para a realidade, "Tenho que acorda-la para que não chegue atrasada." em seguida se levantou do banco em que estava e partiu em direção a sua casa.

A viagem de volta levou alguns minutos, apesar de ser rápido o purificador estava apressado, queria evitar que a raposa chegasse atrasada. Ele abria a porta de casa enquanto começava a se programar para o dia, porém o perdeu a sua linha de planejamento quando encontrou na frente da porta a criança.

"Pequena?" observou surpreso.

A criança estava em pé de frente para a porta, seu pijama e cabelo estavam bagunçados, provavelmente por que havia acabado de levantar.

"O que faz acordada tão cedo?"

Em resposta a criança apenas esticou os braços, pedindo para que a pegasse no colo. Quando estava nos braços do purificador, ela imediatamente abraçou o pescoço dele e apoiou a cabeça no ombro dele, segundos depois fechou os olhos e caiu no sono.

"Estava me esperando?" observou surpreso e ao mesmo tempo encantado com a criança, em retribuição ao gesto dela, deu um pequeno beijo na testa da criança.

Com a criança no colo, começou a arrumar as coisas para o café da manha da raposa, depois que os ingredientes estavam a prontidão na cozinha, ele foi em direção ao quarto do casal para acordar a raposa. Porém algo aconteceu, enquanto seguia pelo corredor, notou que a porta do quarto estava aberta, segundo depois a raposa apareceu no corredor. Sua expressão era sonolenta e estava toda bagunçada.

"Bom dia..." o purificador saudou.

"Bo--." a raposa bocejou.

"Já estava indo te acordar." o purificador avisou, "Mas já que você esta de pé, vou voltar para preparar o seu café da manhã." comentou em seguida.

"Tudo bem..." a raposa respondeu ainda mais sonolenta.

Em seguida a raposa voltou a sua atenção para o caminho que estava seguindo, provavelmente o banheiro que ficava na frente do quarto. O purificador então se virou para voltar a cozinha, mas momentos depois o som de uma pancada chamou a sua atenção, quando se virou para ver o que era, percebeu a raposa segurando a testa.

"Ai! Ai! Ai!" a raposa protestava em dor.

"Você sabe que precisa abrir a porta para poder passar, não é?" o purificador brincou quando percebeu o que aconteceu.

A raposa estava tão sonolenta que tentou entrar no banheiro com a porta fechada.

"Nhee..." a raposa protestou com a brincadeira, "É o sono..." comentou.

"Sono? Não dormiu cedo?" o purificador questionou curioso.

"Dormi..." ela respondeu um pouco nervosa.

O purificador sabia que ela não estava dizendo a verdade, mas não se preocupou em questiona-la. A pancada na porta já tinha sido a punição dela.

"Vai tomar o seu banho e se preparar enquanto o seu café não está pronto." ele comentou.

"Tudo bem..." a raposa comentou e em seguida entrou no banheiro, dessa vez se certificando de abrir a porta.

Ao mesmo tempo que a raposa se arrumava no banheiro, o purificador começava a preparar o café da manha com os ingredientes que havia organizado mais cedo. Com apenas um dos braços disponíveis o purificador começou a prepara a comida dela. Algum tempo depois, a raposa apareceu no corredor, estava terminando de arrumar o seu cabelo e blusa.

"Ei, está pronta." o purificador comentou, "Está quase pronto." avisou sobre a refeição.

A raposa se aproximou para observar o que estava sendo preparado, o cheiro da comida chamou a sua atenção, estava muito bom. No caso do purificador, quando ela se aproximou o cheiro do perfume dela chamou a sua atenção.

"O cheiro está ótimo!" a raposa elogiou, depois percebeu percebeu que o purificador a observava, "Lucian? Está tu--" antes que pudesse terminar a frase, o purificador se inclinou e a beijou.

"O seu está melhor..." o purificador elogiou após o rápido beijo, "Perfume?"

"Não..." a raposa respondeu enquanto corava, "E eu não sou comida!" protestou em seguida.

O purificador sorriu com a reação dela e decidiu brincar um pouco mais, se inclinou perto da orelha dela e comentou com um tom ousado, "Eu posso ter você como o meu café da manhã?"

O rosto da raposa que já estava corado ficou extremamente vermelho, envergonhada escondeu o rosto do olhar o purificador.

"Você não se cansa não é..." a raposa protestou em voz baixa.

Uma das coisas que o purificador gostava nela, eram as suas reações, o jeito que suas orelhas dela ficavam caídas, seus lábios tremiam e desviava o olhar quando muito envergonhada. Em contraste o resto do seu corpo que tentava se mostrar, abraçando os seios, ficando de costas para se mostrar, além as caudas que balançavam de um lado para o outro como se estivesse dançando para ele.

"Não!" o purificador respondeu em seguida, a raposa reagiu com uma cara emburrada, "Já está pronto." o purificador comentou em seguida enquanto desligava o fogão.

Com cuidado preparou o prato e serviu o café da raposa.

"Obrigada." ela agradeceu enquanto se sentava no sofá para comer.

Algum tempo depois, a raposa terminou a sua refeição, entregou o prato para o purificador na cozinha e seguiu para o quarto, onde estava a sua mochila.

"Já vou!" a raposa avisou.

O purificador fez companhia para ela até a porta e para se despedir dela.

"Boa aula." o purificador desejou.

"Obrigada!" a raposa agradeceu com um sorriso e se retirou apressada.

Em seguida o purificador fechou a porta da casa e começou a planejar  o seu dia, entretanto para sua sorte, o dia estava livre, talvez se tivesse que fazer algo, era cuidar da criança, mas isso para ele era como um hobby, adorava passar o dia junto a criança.

"Ainda está dormindo..." comentou enquanto observava a criança apagada no seu colo, do mesmo jeito que ele a pegou nos braços, ela permaneceu durante todo esse tempo.

"Você gosta de dor--" tentou brincar, mas bocejou, "Acho que vou me juntar a ela..." comentou se sentindo cansado.

Com cuidado se deitou no sofá da sala, colocando a criança deitada sobre ele.

"Boa no--" bocejou novamente.

O apartamento estava bastante silencioso e com um clima agradável, tudo o que precisava para ter uma boa soneca, porém minutos depois que fechou os olhos para descansar, o celular que estava em seu bolso chamou a sua atenção e assustou a criança.

"Desculpa." comentou com a criança que o olhava sonolenta.

Quando puxou o celular do bolso e olhou de quem era a ligação ficou surpreso, "Shauna?"

"Bom dia Lucian!" a caçadora saudou, "Desculpa ligar tão cedo."

"Não se preocupe. Precisa de algo?" o purificador respondeu.

"Queria fazer aquela visita, algum problema?" a caçadora comentou.

"Não, nenhum."

"Ah que bom!" a caçadora soou alegre, "Daqui a pouco eu chego." comentou e desligou a chamada.

Com um suspiro o purificador guardou o celular no bolso e observou o teto por alguns instantes.

"Tão cedo..." protestou mas não achou ruim a visita dela apesar do horário, estava até contente sobre a visita, "Vou fechar um pouco os olhos até ela chegar..." em seguida aproveitou o tempo que tinha e para descansar até a chegada da sua amiga.



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