História O ciganinho - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Lay
Tags Chanbeak, Exo, Naomisuzu, Shotacon, Yaoi
Visualizações 44
Palavras 2.170
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi!
Primeira Finc deste ship que eu acabo aléluya!
Esta ideia veio basicamente do que está ao meu redor, eu vivo numa terra onde a presença de ciganos é forte, os meus avós até têm histórias de acontecimentos que os envolveram.
Aqui nós chamamos esse povo de "lelos", eu reparei que deve ser um dos poucos povos que ainda são nómadas, já por aí deu-me uma certa curiosidade, depois foi por dizerem que eles são muitos unidos, aí fiquei mais tentada a escrever, e o filme do "O corcunda de Notre Dame" que tem a cigana Esmeralda (uma personagens muito bonita na minha humilde opinião) aí sim, fui obrigada a escrever algo que envolvesse esse povo que está cheio de culturas estranhas e superstições bem curiosas.
Bom acabei de despejar tudo o que eu quis dizer por isso...boa leitura! <3

Capítulo 1 - Beak


Uma criança cigana, eu sei que isso é a causa de muito ódio e preconceito sobre o seu povo. Eu pessoalmente venho a admitir que não gostava nada dos lelos, nome que as pessoas da minha terra lhes apelidara.

O mais engraçado desse meu ódio gratuito, sobre esse povo nómada, é que o meu querido namorado Baekhyun, é um deles.

Byun Baekhyun, como não esquecer daquele fedelho, aquele ladrãozito que numa tarde de terça-feira, roubou-me astuciosamente a minha carteira…ai…a forma desalmada que corri atrás dele.

Nessa altura ele devia ter para aí uns…8 anos se a memória não me falha…

Lembro-me que só consegui caçar a minha bem dita carteira, depois que ele caiu no meio da correria, acho que foi numa pedra…a estrada nessa altura ainda era feita de terra.

Eu estava tão irado que era capaz de lhe bater! Só que…algo mo impediu de realizar tal ato.

O seu joelho esquerdo, todo cheio de sangue e arranhões, os seus olhos chorões cheios de lágrimas, certamente pela dor e por ter sido pego, mas como sou cabeça dura, não evitei de pegar no meu pertence antes roubado à bruta, das suas mãozinhas sujas de terra e gritar enfurecido com ele:

“SEU LADRÃO! NÃO TENS NADA MELHOR PARA FAZER!?” - Por momentos senti-me mal por ter agido assim, pois mais lágrimas escorriam pela sua tez suja pela poeira, os soluços já eram audíveis, fiquei ainda pior da minha consciência ao ouvir a sua barriga roncar.

Precisava de remediar o mal que fiz, podia ser um cigano, mas também era uma criança faminta, que só era assim por culpa dos seus pais, por consequências da sua educação em casa!

Na minha mochila onde transportava materiais de desenho, fui buscar uma sandes e um sumo.

“Toma…” - Os seus olhinhos já inchados por conta do choro olhavam para mim.

Com receio, ele pegou na comida com as suas pequenas mãozinhas e saiu a correr.

Ainda me sentia mal, pois agora o gaiato tinha medo de mim.

Eu nesse tempo deveria ter os meus 19 anos, estava a cursar belas artes e aquele era o meu lanche da tarde. O lanche que tinha acabado de entregar ao ciganito. Passei o resto do dia com fome resumindo.

A minha vida não passava dos estudos e a ganhar uns trocados a tocar violino pelas ruas, a minha família era pobre, para poder pagar as minhas aulas, eu ganhava o meu sustento com a música tocando em bares, era pouco, no entanto suficiente para me orientar.

No dia a seguir a esse, hahaha, até parece que foi ontem que aconteceu. A minha mãe a gritar desesperada porque um bando de ciganos estavam a roubar a sua roupa, mais precisamente a que se localizava no varal, à espera que um Chanyeol tivesse coragem de enfrentar o seu maior inimigo, a preguiça, para ir buscar.

Nesse dia o meu pai apareceu com uma cana e gritou algo do tipo…

“PARK CHANYEOL! VEM AJUDAR CRIATURA INÚLTIL!”

Quando sai de casa com uma vassoura, afinal nunca contrariar os pais quando estão com canas no meio, parei ao ver o tal ciganito agarrado a um casaco meu.

Quando ele me viu largou-o fugindo logo de seguia com mais dois ciganos, que também não passavam de crianças.

Era incrível como os nossos mundos passaram a se cruzar.

“Hó não…eles levaram o meu vestido…” - A minha mãe era costureira por conta própria.

“E ainda tiveram a audácia de levar uma camisa minha!” - O meu pai trabalhava com o gado.

“Já não aguento mais! É sempre a mesma coisa!” - A tristeza que os meus pais tinham ao ver que mais uma vez aqueles ciganos os haviam roubado.

Até parece que deus tinha enviado uma praga para me castigar, digo isto porque o meu mundo literalmente fundiu-se com o daquela criança.

Quase todos os dias a encontrava a vaguear pelas ruas, umas vezes sozinho e outras vezes acompanhado.

Uma noite eu estava a caminho do meu “cantinho”, que era o lugar onde eu ia tocar violino, era um sítio estratégico, bem na frente de um restaurante bem conceituado, mas qual não foi o meu desânimo ao vê-lo ocupado por um grupo de lelos e a tal criança, a dançar ao som da sua pandeireta, cada passo que ela dava, era possível de se ouvir os guizos que estavam presos no seu lenço, este que era amarrado à volta da sua delicada cintura.

Aquele menino era dono de um corpo delicadíssimo, parecido com a de uma rapariga, só que…sem os peitos…

A sua cintura mexia-se habilmente, tão novo e já superava as mulheres ciganas mais velhas que ele, com a sua dança.

O que era irónico é que até no local onde eu fazia os meus espetáculos ele mo conseguiu roubar!

Mal sabia eu que já há muito tempo, ele também me havia despertado interesse.

Um acontecimento que até hoje não me saia da cabeça, foi quando sai da faculdade a caminho da praça, vi um homem a bater no rapazito cigano com um pau.

Era um vendedor de frutas, certamente ele deve ter roubado algo, digo isto não para ofender ou denegrir a sua imagem, mas por que…

“À SUE LADRÃO DE MERDA!” - O próprio homem o gritou em alto e bom som, confirmando as minhas suspeitas.

Não consegui ignorar o sucedido, continuando a assistir à cena como as outras pessoas, fui em frente tentando defende-lo.

“Por favor não lhe bata mais! Ele está comigo!” - Pus-me entre o homem e o ciganito, antes que o mesmo lhe desferisse outro golpe com o pedaço de tronco.

“Então também és um deles?” - A fúria na sua expressão era notória, aviso já que eu até nem sou de notar muita coisa! - “Esse sacana roubou-me quase um saco cheio de maçãs!”

Com astucia tentei acalmar o vendedor, não vá eu apanhar também.

“Ouça eu pedi para ele trazer-me um saco com maçãs, mas acho que este pestinha esqueceu-se de avisar, que eu já vinha aqui para as pagar!” - Mentir era comigo mesmo!

Quando olhei para trás vi os olhinhos chorosos a brilharem.

“Peço imensas desculpas por este mal intendido, quanto custa as maçãs?” Finalizei a minha apresentação fui aqui que tudo deu torto para o meu lado.

Com o dinheiro que tinha ganho do meu último espetáculo, paguei a fruta que nem para mim era!

Nesse momento deu razão ao ciganito por roubar, pois este vendedor era careiro nos preços!

O homem lá se acalmou e a criança dês dessa altura não parava de me seguir, onde eu ia ela vinha atrás.

Por o que ele me contou os seus pais e irmãos passavam o resto do dia na feira ou no acampamento.

Ele saia mais com os seus primos, que muitas vezes acabavam-se por se separar, por conta das fugas, o roubo era a única forma que estas crianças encontraram para sobreviverem.

Cegamente comecei a leva-lo para a minha casa, a partir daí ele já não era tratado por “Ciganito” ou seja lá que outros nomes lhe chamava, agora era Beak, um diminutivo que arranjei do seu nome.

Quando menos esperei dei por mim a preocupar-me e a querer saber mais dele.

Pouco a pouco vi que a sua presença tinha influência sobre mim.

Passei noites em branco a culpabilizar-me por ter ficado assim por uma criança.

Beak cada vez que ia há minha casa pegava nos meus materiais de pintura, entregava-lhe umas folhas novas para que o mesmo se expressasse através de desenhos, ele adorava, pois na sua casa ele só desenhava forminhas na areia.

No meio dessa atividade passei a guardar as obras de arte do pequeno em capas, as minhas favoritas eram expostas no quadro grande de cortiça que eu tinha pendurado na parede do meu quarto.

Estes momentos só aconteciam quando os meus pais estavam fora, para eles seria um ultraje ter um cigano em casa. Quantas vezes inventei, que aqueles desenhos de criança espalhados pelo meu quarto eram do filho da vizinha. Filho este que já estava na França a viver com os seus pais. Acho que os meus velhotes nunca ligaram de verdade para as minhas tontices.

Mais tarde a minha relação com o Beak já era muito próxima, via-mos desenhos animados juntos, como por exemplo o Tom e Jerry, este seu preferido, passei a lanchar sempre com ele, na rua os meus olhos procuravam sempre pela sua presença.

Nas noites de espetáculos eu tocava as músicas que o pequeno mais gostava, enquanto ele com a sua pandeireta dançava e tocava, sempre com o seu lenço dos guizinhos na cintura.

O barulho dos sininhos enchia a praça por cada passo que dava.

Achava essa moda esquisita até ele explicar que isso tudo servia para afastar os espíritos maus.

(…)

Dia foi, dia veio, a nossa convivência tinha mudado tanto até poder considerar-se estranha, começamos a trocar aqueles beijinhos com a ponta do nariz, até aí tudo normal, só fiquei assustado quando uma vez o vi na praça e o seu comprimento passou desse toque inocente do nariz a um selinho afoito.

Era vergonhoso eu admitir que o meu primeiro beijo foi com uma criança de 8 anos?

É acho que sim…

Ainda hoje não percebo como as coisas fugiram do meu controlo para chegarem, a esse ponto.

Quando víamos os nossos desenhos, já não era cada um sentado no seu canto, ele ia sempre para o meu colo pedindo para eu lhe cantar uma canção. Até o lanche ele fez questão de mudar a rotina, pedaços de comida eram delicadamente dirigidos há minha boca. Só os seus desenhos inocentes eram fieis dês do início, a única alteração era no traço que a cada dia eu podia notar a sua evolução.

Infelizmente chegou o dia a que lhe tive que dizer adeus, pois os seus pais tiveram que mudar de sítio…

Os seus olhinhos banhados de lágrimas com um biquinho nos lábios, sinal que estava a tentar engolir o choro, o seu abraço que me apertava o pescoço, os pequenos soluços que teimavam a aparecer. Não era para eu chorar devia ser para eu ficar feliz por me livrar dele finalmente, mas o grande problema era que eu de facto não queria isso, queria continuar a ver travessuras dele a mimá-lo como me habituei a fazer!

A carroça dos lelos, assim como todos diziam, ia a andar pela estrada fora, os cavalos negros puxavam como se fosse a coisa mais leve do mundo.

Eu via o Beak a desaparecer dos meus olhos pouco a pouco…

(…)

Os anos passaram agora eu era o dono de um atelier de artes tradicionais.

Aquele jovem magricela foi-se com o tempo, assim como a criança cujo seu amor lhe foi dado.

Eu já não sorria como antes, as minhas músicas eram melancólicos os meus passos antes desajeitados e alegres eram vazios e sem vida. Só para ressaltar que apesar dessas diferenças eu ainda podia ser considerado um homem feliz, o que me fazia agir assim era a sensação de existir um vazio dentro de mim.

A minha sorte foi que deus sabe muito bem recompensar quem é uma boa pessoa.

Aquela voz melodiosa…nem com o passar dos anos a alterou, aquela pele branca e limpa, que nas minhas velhas memórias era coberta pela terra, o sorriso inocente que o tempo não levou, aquele olhar infantil a observar-me.

“Bom dia! Park Chanyeol certo? Vi num anúncio que precisam de mais trabalhadores, o senhor…aceita o meu currículo?” - Era ele, mais velho claro, um homem adulto que procurava trabalho no meu humilde estabelecimento.

Tudo o que eu consegui fazer foi acenar abismado recebendo um sorriso alegre em resposta.

(…)

Agora no presente, cá estou eu a ver desenhos animados com o meu namorado no colo como fazia em pequeno.

Quando disse aos meus pais que namorava um cigano eles ao início não acharam graça, das vezes que o Beak ia lá almoçar eles escoltavam-no, com medo que ele lhes roubasse alguma coisa. Felizmente não houve tempo para me chatear a sério, eles compreenderam a tempo que ele foi a pessoa que eu escolhi para ficar ao meu lado.

Quando foi a vez do mais novo contar sobre o nosso relacionamento, vi o quanto os pais dele eram mais mente aberta, o pai dele começou a contar algumas histórias das viagens que eles fizeram, a mãe dele falou-me sobre algumas superstições, tanto que agora eu também aderi à moda dos sininhos, mas em vez de eles estarem amarrados há minha cintura estavam nos meus tornozelos, segundo o que dizem assim eu consigo espantar a inveja por onde quer que ande, vale a pena tentar não? Um dos primos do Beak propôs-se a ler a minha sina de graça, acho que esse se chamava Lay…a não esqueci outra vez do nome…deixa estar ninguém quer saber!

E esta foi a minha história, como foi a minha vida rodeado deste povo completamente diferente, um pouco da infância do meu namorado e do nosso reencontro.

FIM


Notas Finais


Adorei o Beak ciganinho, achei-o tão fofinho!
Vi imagens dele em criança pela Net, isto para ter inspiração é lindo! Só que não...
Lamentei por ele ter crescido por momentos, porque ele em criança ainda era mais fofo!
Tudo o que é pequeno é fofinho não é verdade?
O Beak e o Chanyeol são de facto os meus cantores favoritos do Exo, eles juntos dá para escrever belas histórias, achei que eles adaptam-se a vários papel e isso para mim é muito bom!


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