História O começo de tudo - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Carrossel
Personagens Personagens Originais
Visualizações 91
Palavras 1.663
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu reparei que não escrevi nenhuma one desse casal que amo. A inspiração veio e eu me apeguei muito a essa estória.
Espero que vocês gostem, fiz com muito carinho bjs.

Capítulo 1 - Capítulo único


Antes de abrir os olhos ela já sentia a intensidade da dor que se alastrava por sua cabeça. Respirou fundo a fim de amenizar a sensação e abriu os olhos devagar. Demorou alguns segundos para se acostumar com a claridade do ambiente e assim que o fez piscou repetidamente tentando achar uma lógica para a situação em que se encontrava. Analisava tudo tentando manter a calma. Estava em um quarto que com certeza não era seu, deitada em uma cama que definitivamente não era sua, se encontrava enrolada em um cobertor deitada ao lado de um cara que sem sombra de dúvida nunca havia visto em sua vida. Sentiu seu coração bater descompassado e fez a última coisa que queria ter feito no momento. Gritou.
- O que está acontecendo? - Perguntou o loiro acordando atordoado levando a mão a cabeça em seguida.
- Eu não faço ideia. - Respondeu a morena ao seu lado o fazendo virar em sua direção surpreso.
- Quem é você? - Perguntou dessa vez confuso, ela revirou os olhos e disse:
- Eu é que devia fazer essa pergunta.
- Você está no meu quarto então eu tenho o direito de perguntar. - Rebateu se recostando na parede atrás da cama. Ela suspirou e sentou ao seu lado com o cobertor colado ao corpo tomando cuidado para não revelar demais. Eles se encararam por alguns segundos antes dos flashes da noite passada tomarem conta das suas memórias. Ela abriu a boca surpresa e apontou para ele indignada.
- Você é o idiota de ontem. Eu não acredito que você me trouxe pra cá.
- Faça-me o favor queridinha. Você veio por que quis, pelo o que eu bem me lembro eu não te forcei a nada. - Se justificou vendo ela se contorcer irritada.
- Eu sou muito idiota. Mais do que você. - O atacou novamente enquanto ele revirava os olhos. - Eu nunca fiz isso. Nunca dormi com alguém que não conhecia. E na primeira vez que isso acontece é com esse babaca. Por quê? - Perguntou olhando para o teto não vendo a cara de indignação que ele fez.
- Eu não entendo o porquê de você me xingar tanto. O que eu te fiz?
- Não finja que está magoado. Tenho certeza de que você é só mais um daqueles caras que passam as noites nas baladas atrás de qualquer garota carente para arrastar para a sua cama. - Acusou impaciente procurando suas peças de roupa com o olhar.
- E eu aposto que você é só mais uma dessas mulheres fingidas que saem uma noite na vida e depois colocam a culpa de tudo no cara com quem saíram. - Rebateu sentindo o peso do olhar dela sobre si.
- Você não me conhece portanto não tem o direito de me julgar.
- E o que você está fazendo comigo? - Perguntou a vendo ficar sem palavras.
- Você é um idiota. - Respondeu fechando a cara. Ele deu um sorriso debochado e se levantou fazendo ela virar o rosto para o outro lado.
- Não tem nada aqui que você já não tenha visto. - Informou sorrindo dela que lhe mandou o dedo do meio. Assim que ele entrou no banheiro ela se levantou rapidamente a procura de suas roupas as vestindo na mesma velocidade. Assim que encontrou sua bolsa perto da varanda começou a andar em direção a porta, mas parou quando viu a vista da janela. Se aproximou devagar e constatou que estava no sétimo andar. Os raios de sol despontavam entre os prédios e davam uma magia a mais as nuvens claras que se moviam devagar a favor do vento.
- Resolveu ficar? - Provocou se apoiando ao lado dela na varanda antes de puxar duas cadeiras para eles que sentaram lado a lado.
- Fiquei pela vista não por você. - Rebateu puxando as pernas para cima e as abraçando forte. Passado o sentimento de choque um clima incrivelmente confortável se instalou entre os dois.
- Acho que está na hora das apresentações. Meu nome é Jorge. Jorge Cavaliere. - Falou estendendo sua mão para ela que aceitou se rendendo.
- Margarida Garcia. Então Jorge o que você fazia ontem na balada? - Perguntou direta o pegando de surpresa. Na verdade ele esperava qualquer pergunta menos aquela que a garota a sua frente acabará de fazer.
- Bom, pode ser que você não acredite, mas eu não sou mulherengo. - Começou escutando a risada dela, naquele momento sentiu uma sensação estranha no peito que deduziu ser algum sintoma do excesso de bebida. - Continuando, eu só queria esquecer um pouco meus problemas. - Admitiu desviando seu olhar para a paisagem a sua frente.
- Eu também. - Susurrou para si mesma, mas foi escutada por ele. - Mas eu não consigo imaginar que problemas um cara como você pode ter. - Informou descrente. Ele sorriu e balançou a cabeça cansado.
- Minha namorada me trocou pelo meu melhor amigo. Está bom para você? - Disse vendo ela o encarar surpresa.
- Terminei com o meu namorado e no mesmo dia fui demitida. - Confessou triste.
- É uma competição de sofrimento? - Perguntou sorrindo junto com ela. - Minha vez. Eu namorava com ela há cinco anos.
- Eu trabalhava naquela companhia a três anos. - Falou continuando a sorrir.
- Ele era meu melhor amigo desde os quinze anos. - Comentou se aproximando dela.
- Eu dividia o apartamento com ele e agora não tenho onde morar. - Disse começando a chorar.
- Eu acho que você venceu. - Falou o loiro sem jeito.
- Eu não queria ter vencido. - Reclamou com a voz embargada antes de cair no choro novamente. Ele a encarava sem reação e a única coisa em que pensou foi puxá-la para um abraço. A Garcia se permitiu desabar nos braços do recém conhecido e ele a acolheu tentando trasmitir algum sentimento de conforto. - Nós estávamos juntos há três anos. Morávamos juntos há dois e eu resolvi terminar porque não estava mais dando certo. Nós dividimos o aluguel e assim que eu disse que estava tudo acabado eu pelo menos achei que ele iria me deixar continuar morando lá. Fui pro trabalho, recebi minha demissão e voltei pra casa derrotada. Quando cheguei na portaria todas as minhas coisas estavam com o seu Jurandi. Fiz o maior barraco lógico. - Informou escutando a risada dele a fazendo sorrir também. - Acredita que aquele imbecil trocou a chave? Agora eu estou em um hotel. Usei meu último pagamento e paguei três meses adiantado. Tenho poucas economias e só mais um salário para receber. Eu tô simplesmente fodida. - Terminou sorrindo nervosa em meio as lágrimas. Ele a abraçou mais forte sentindo os soluços dela diminuírem.
- Você está completamente ferrada mesmo. - Falou o óbvio enquanto ela lhe empurrava devagar o olhando com descrença.
- Você é a pior pessoa para dar apoio moral. - Afirmou sorrindo.
- Eu sou péssimo com palavras. - Admitiu dando de ombros. - Mas você não tem nenhum amigo?
- Claro que eu tenho. Mas todos têm filhos. Me diz como eu vou ficar na casa de alguém com todas as minhas coisas, que não são poucas, sendo que essa pessoa tem mais de duas crianças pequenas para cuidar? - Perguntou preocupada. Ele refletiu por um minuto antes de abrir um sorriso confiante.
- E se eu te disser que eu conheço alguém com quem você pode dividir o aluguel?
- Aí eu te digo que você é a melhor pessoa do mundo. - Respondeu animada.
- Eu tenho uma amiga que se chama Marcelina, ela está querendo voltar para São Paulo, mas não quer morar sozinha. Se eu conseguir falar com ela você aceita? - Propôs sentindo ela pular da cadeira para lhe abraçar.
- É claro que eu aceito. Obrigada, obrigada. - Agradeceu distribuindo beijos por seu rosto escutando ele sorrir. - Definitivamente você é a melhor pessoa do mundo.
- Nos conhecemos a pelo menos uma hora flor. Não exagera. - Lembrou sorrindo vermelho.
- Você está com vergonha que fofo. - Percebeu fazendo ele ficar mais corado. - Tecnicamente nos conhecemos desde ontem.
- Mas começamos a dividir nossos problemas a pouco tempo. - Falou sentindo a barriga clamar por comida.
- Você já me ouviu e ajudou mais do que muitas pessoas que passaram pela minha vida loirinho. - Afirmou pegando em sua mão.
- Agora temos apelidos? Tudo bem. - Concordou sorrindo apertando sua mão. - Acho que seremos bons amigos caipirinha.
- Por que caipirinha? - Perguntou indignada se levantando seguida por ele.
- Seu nome é Margarida, que me lembra a flor, que me lembra campo e que me lembra uma caipirinha. - Explicou seu raciocínio escutando ela gargalhar. - Além do mais você não parava de beber caipirinha ontem. - lembrou sorrindo.
- Isso é muito estranho e natural ao mesmo tempo. - Expressou seu pensamento em voz alta vendo o semblante confuso dele. - Ontem nós nem nos conhecíamos. De todos os infinitos lugares para onde poderíamos ter ido fomos para o mesmo. De todas as pessoas que poderíamos ter conhecido nos encontramos. Passamos a noite juntos e agora estamos aqui, depois de desabafarmos um com o outro. Mesmo com toda essa ressaca, dor de cabeça e desilusões conseguimos sorrir das nossas merdas. - Desabafou escutando dessa vez a gargalhada dele.
- O fato de nós termos transado não interfere em nada? - Perguntou segurando o riso.
- Estranhamente não. - Respondeu dando de ombros pensativa.
- Pois vamos procurar uma padaria aí poderemos contar mais merdas que acontecem na nossa vida. - Convidou sorrindo oferecendo a mão para ela que aceitou rapidamente.
- Acho que esse é o começo de uma bela amizade loirinho. - Afirmou animada.
- Uma amizade bem clichê caipirinha. - Concordou antes de fechar a porta do apartamento atrás de si.



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